Escrito em 26 de mar de 2015

9 dicas para evitar a queda de idosos no ambiente doméstico

Categorias: Longevidade    Autor: Dr. Marcelo Levites   
 

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As quedas, principalmente as que ocorrem dentro de casa, são a principal causa de acidentes envolvendo idosos no Brasil. Estima-se que a cada ano pelo menos 30% das pessoas com mais de 65 anos sofra algum tipo de complicação em decorrência disso, de acordo com estatísticas do Ministério da Saúde. O número sobe para 40% quando consideramos idosos acima dos 80 anos.

Mesmo em pessoas mais jovens, uma queda pode resultar em traumas. Porém, os riscos de uma lesão mais grave são maiores para a terceira idade devido à fragilidade da estrutura óssea, principalmente em idosos que sofrem de osteoporose. Aproximadamente 5% dos casos de acidente, resultam em uma complicação grave como fratura, embolia ou até mesmo a morte.

Mas por que as quedas em idosos são tão frequentes? Algumas características físicas estão diretamente relacionadas a este fenômeno: fraqueza muscular, articulações prejudicadas, menor aptidão física e perda do equilíbrio são algumas delas.

Doenças como Parkinson e artrite também são fatores que aumentam as probabilidades de queda, assim como o uso de determinados medicamentos com efeito sedativo.

Para se evitar ao máximo as quedas no ambiente doméstico, listamos nove dicas úteis. Confira abaixo:

  1. Oriente o idoso a usar calçados com solado antiderrapante, evitando saltos, chinelos e sandálias com elásticos;
  2. Instale corrimãos em ambos os lados das escadas e piso antiderrapante em todos os degraus da casa; uma boa medida é acomodar o idoso em um local no andar térreo;
  3. Coloque tapetes antiderrapantes no banheiro e barras de apoio ao lado do vaso sanitário e no chuveiro;
  4. Retire tapetes dos cômodos e corredores e evite usar produtos que deixem o chão escorregadio, como ceras;
  5. Deixe um abajur próximo à cama, que deve estar a uma altura de fácil acesso;
  6. Evite deixar objetos de uso diário em locais de difícil acesso (muito altos ou muito baixos), especialmente o telefone, que deve estar sempre acessível no caso de uma emergência;
  7. Certifique-se dos efeitos colaterais dos medicamentos ministrados e não deixe o idoso desacompanhado após uso de remédio com efeito sedativo;
  8. Incentive a prática de atividades físicas para fortalecer músculos e articulações, sempre com orientação médica e respeitando as limitações do idoso;
  9. Certifique-se de que o idoso faz acompanhamento médico periódico.

Em caso de quedas, observe se há confusão mental fazendo perguntas simples e leve o idoso ao atendimento de emergência o quanto antes.

 Dr. Marcelo Levites é coordenador do programa de longevidade do H9J.

 
Escrito em 19 de mar de 2015

Você sabe o que é apneia obstrutiva do sono?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dr. Alexandre Kawassaki   
 

SAOS

Não é novidade que o brasileiro anda dormindo mal. Uma pesquisa recente realizada com 2 mil pessoas com idades entre 20 e 60 anos apontou que 69% dos adultos estão insatisfeitos com a qualidade do sono.

Dentre os diversos fatores que tornam o descanso insatisfatório está a síndrome da apneia obstrutiva do sono, também chamada de SAOS, um distúrbio crônico e evolutivo caracterizado por paradas respiratórias repentinas e frequentes. Estima-se que 90% dos casos estão associados ao ronco.

O que é?

O problema ocorre porque os músculos da faringe relaxam durante o sono, obstruindo a passagem de ar, impedindo a respiração. Estes episódios, que tendem a se repetir durante toda a noite, não apenas afetam a qualidade de sono como também trazem riscos à saúde, pois a privação de ar diminui o nível de oxigênio no sangue. Dentre as principais complicações estão o agravamento de doenças cardiovasculares como hipertensão e arritmia e um maior risco de infarto.

Estima-se que ao menos um terço das pessoas que sofrem de SAOS desconhece o quadro, já que, apesar de o sono ser interrompido várias vezes, o indivíduo nem sempre chega a despertar de fato. Para identificar o distúrbio, é preciso se atentar a sintomas como cansaço durante o dia, dificuldade de memorização e concentração, dores de cabeça e até mesmo depressão.

Causas

Algumas características físicas contribuem para o surgimento do distúrbio, entre eles, obesidade e pescoço curto e grosso. Pessoas com algum tipo de obstrução das vias respiratórias, como desvio de septo, adenoidite (caracterizada pela presença de carne esponjosa no nariz) e pólipos nasais também costumam ser mais acometidas pela apneia do sono.

Tratamento

O tratamento da SAOS depende de uma série de medidas que incluem principalmente a perda de peso e a identificação e combate das causas da obstrução respiratória. Medidas simples – mas que não dispensam o restante do tratamento – são dormir de lado, o que mantém a garganta mais aberta, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas e cigarro antes de dormir.

A qualidade do sono é essencial para manter o bom funcionamento do organismo e repor as energias necessárias para o dia seguinte. Se você acredita que pode ser afetado pela apneia do sono, ou conhece alguém que o seja, não deixe de procurar um pneumologista.

Dr. Alexandre Kawassaki, pneumologista do Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 12 de mar de 2015

Conhecer a origem da água ajuda a evitar doenças

Categorias: Gastroenterologia    Autor: Dra. Marta Deguti   
 

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Com a crise hídrica, muita gente tem buscado fontes alternativas de água, como caminhões-pipa e poços artesianos. O problema é que, em situações como estas, nem sempre é possível medir a qualidade da água e conhecer sua origem. E estes são detalhes importantes, já que a falta de tratamento adequado representa um risco alto para a saúde.

Para tornar a água potável e segura para consumo, é necessário tratá-la com substâncias que eliminam bactérias, vírus e verminoses. Este processo é fundamental para diminuir a incidência de doenças causadas pela falta de saneamento. Na correria para armazenar água, muitos se esquecem deste cuidado.

As consequências disso variam desde doenças transmitidas por microrganismos (como a dengue e a febre amarela), até a contaminação química, por metais como chumbo e arsênico, por exemplo. A contaminação por esgoto, bastante comum, é uma das formas mais comuns de propagação da Hepatite A, por exemplo.

Hepatite A

A doença é uma inflamação do fígado causada por um vírus. Na maioria dos casos, não é grave, mas é importante que o diagnóstico seja preciso para um tratamento adequado. A Hepatite A tende a ser mais amena na infância, já na fase adulta exige maior atenção.

A vacinação é a melhor forma de se prevenir, especialmente para mulheres que planejam engravidar, já que a doença representa grandes riscos para a mãe e o feto. Recentemente, abordamos o assunto aqui no blog e demos dicas importantes para evitar o contágio por Hepatite A. Clique para saber mais.

Medidas eficazes

A incidência de enfermidades como a Hepatite A pode ser evitada se alguns cuidados forem observados. Ferver a água ou aplicar duas gotas de hipoclorito de sódio por litro 30 minutos antes do consumo são duas medidas eficazes. Outra solução caseira é diluir uma colher de sopa de água sanitária a 2,5%, sem alvejante, para cada litro a ser consumido, respeitando o tempo de 30 minutos prévios ao consumo.

Se a sua fonte for caminhão-pipa, é preciso verificar a qualidade e origem na hora da compra. Isso porque o vírus da Hepatite A pode sobreviver semanas quando em contato com a água. Água de profundidade sem tratamento, como as de poços mal planejados também precisam de atenção pelo mesmo motivo.

Mesmo em casa, é preciso não abrir mão de antigos cuidados, como a higienização das caixas d’água, assunto que também abordamos recentemente neste blog. Além da Hepatite A, gastroenterites infecciosas, esquistossomose, leptospirose e dengue são doenças que podem ser evitas com a devida higienização. Saiba mais.

Dra. Marta Deguti é hepatologista do Centro de Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho

 
Escrito em 06 de mar de 2015

Conheça o Check-up da Mulher do H9J

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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Sabemos que as mulheres têm o costume de se cuidar mais que os homens e, não à toa, chegam a viver sete anos a mais, em média, de acordo com estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Elas fumam menos, praticam mais atividade física, alimentam-se melhor e consultam-se mais com médicos. São elas, também, as responsáveis por promover o cuidado com a saúde de toda a família.

Por isso, em comemoração ao Dia da Mulher, celebrado no próximo dia 8, divulgamos a avaliação de saúde exclusiva para elas.

Esta avaliação personalizada oferece exames que são pensados para as diferentes fases da vida e estão alinhados ao perfil da mulher contemporânea, que divide o tempo entre o cuidado com a família e o trabalho, ou seja, sã uma boa opção para quem não têm muito espaço na agenda.

Retrato fiel das condições gerais de saúde, o Check-up da Mulher permite o diagnóstico precoce de eventuais problemas ginecológicos, mas também metabólicos, hormonais etc., além de facilitar a prevenção doenças antes que elas apareçam, promovendo mais qualidade de vida ao longo dos anos.

O Check-up da Mulher inclui consultas com ginecologista e mastologista, 10 exames de imagem – incluindo eletrocardiograma, ultrassom da tireoide, colposcopia e densitometria óssea, dentre outros – além de 19 exames laboratoriais, como glicemia, colesterol T e F, hemograma, hepatites A, B e C e Gama GT.

As consultas e exames são realizados na Clínica da Mulher do Centro de Medicina Especializada do H9J, com privacidade, conforto e tranquilidade.

 

 
Escrito em 26 de fev de 2015

Quais doenças podem ser evitadas com a limpeza da caixa d’água?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dr. Matheus Azevedo   
 

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Com o risco iminente de racionamento, é possível que haja um aumento de procura por caixas d’água com maior capacidade de armazenamento. Mas a preocupação com a limpeza e instalação não deve ser deixada de lado. Medidas simples podem evitar doenças como a gastrite e a dengue.

Ao realizar a troca de caixas d’água, é importante fazer a higiene e vedação corretamente. Com isso, evita-se a proliferação de diversos microorganismos e do mosquito da dengue.

Conheça as principais doenças que podem ser evitadas com a higienização:

Gastroenterites infecciosas: diarreia que pode ser causada por diversos tipos de bactérias, vírus e/ou parasitas (vermes). Neste grupo estão doenças como a Cólera, que pode levar a desidratação grave;

Hepatite A: o vírus da hepatite A pode ser contraído pela ingestão de água contaminada;

Esquistossomose: a doença do caramujo também pode ser adquirida quando há ingestão de água sem higiene. Se não identificado e tratado, o parasita pode causar infecção crônica;

Leptospirose: fechar a caixa d’água também evita que pragas da vida moderna façam ninhos ou eliminem suas fezes e/ou urina. É o caso do rato, principal transmissor de Leptospirose, doença que causa febre alta, dores de cabeça e musculares;

Dengue: o mosquito que transmite a dengue gosta de água limpa para procriar e, também por isso, é fundamental manter a caixa d’água hermeticamente fechada.

Mesmo que você não troque de caixa, é necessário fazer a limpeza regularmente para manter a sua família longe destas doenças. Saiba quais as recomendações da Sabesp.

Dr. Matheus Azevedo é gastroenterologista do Centro de Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho.

 
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