Escrito em 29 de out de 2014

Dia Mundial de Combate ao AVC: saiba como se prevenir

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Dr. Antônio Cézar Galvão   
 

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A cada ano, estima-se que 100 mil mortes sejam causadas por Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Brasil, de acordo com dados recentes do Ministério da Saúde. O número é alarmante, porém o quadro pode ser revertido com adoção de hábitos saudáveis e medidas preventivas, já que estresse, obesidade, abuso de álcool e cigarro estão entre os fatores evitáveis da doença.

Mais conhecido como “derrame”, o AVC é um mal súbito causado pelo entupimento ou rompimento de uma artéria do sistema nervoso central. São essas as variações usadas para classificar os dois tipos de AVC:

Hemorrágico: neste caso, o acidente é causado pelo rompimento de uma artéria ou veia ou um aneurisma, resultando em um sangramento local ou difuso que pode causar um hematoma, aumento da pressão intracraniana e inchaço cerebral. As principais causas deste problema, que pode afetar tanto idosos como pessoas mais jovens, são a hipertensão arterial, aneurismas cerebrais e problemas na coagulação.  Apesar de mais grave, este é o tipo menos comum, correspondendo a 20% dos casos.

Isquêmico: este tipo de AVC é causado pelo entupimento de uma ou mais artérias, interrompendo o fluxo sanguíneo em algumas regiões do cérebro e interferindo nas funções neurológicas. As causas principais são tromboses e embolias. Este tipo é mais frequente em pessoas mais velhas. Colesterol alto, diabetes, hipertensão arterial, arteriosclerose e cigarro estão entre as causas mais comuns.

Sintomas

Por serem súbitos, os sintomas aparecem de forma rápida e podem variar de acordo com o local da lesão cerebral e com o indivíduo. Além disso, podem aparecer isoladamente ou combinados. Os mais comuns são:

  • Perda de força nos membros de um dos lados do corpo (ou dos dois lados);
  • Alteração da sensibilidade ou sensação de formigamento nos membros de um dos lados do corpo;
  • Perda súbita de visão em um ou nos dois olhos;
  • Dores de cabeças intensas e súbitas;
  • Dificuldade para falar;
  • Dificuldade de compreender o que outros estão falando;
  • Perda repentina do equilíbrio e vertigem;
  • Náuseas e vômito.

Fatores de risco

Algumas das causas de AVC não podem ser modificadas, como idade e predisposição genética. Porém, a maior parte dos fatores de risco pode ser evitada, identificada precocemente e tratada, como a hipertensão arterial, o diabetes, a obesidade e doenças cardíacas. Alguns hábitos comportamentais também são considerados fatores de risco para o AVC, como o sedentarismo, o consumo de álcool, o tabagismo e o estresse.

Tratamento

Ao identificar um dos sintomas, é importante que o paciente seja imediatamente encaminhado a um recurso de emergência, pois quanto antes for feito o atendimento, menor será o risco de sequelas.

O tratamento imediato do paciente depende da gravidade da lesão e geralmente envolve ações emergenciais para minimizar as sequelas, como trombólise, anticoagulação, uso de antiagregantes e até mesmo cirurgias. Posteriormente, uma terapia com equipe multidisciplinar composta médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, entre outros, será necessária para a reabilitação das funções afetadas.

Dr. Antônio Cézar Galvão é neurologista do H9J.

 
Escrito em 24 de out de 2014

Lúpus: saiba identificar os sintomas e conviva bem

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dr. Nilton Salles   
 

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Lúpus eritematoso sistêmico, ou apenas Lúpus, como é conhecida popularmente, é uma doença autoimune que, em 90% dos casos acomete mulheres. Uma das manifestações mais comuns – e talvez uma das mais conhecidas – são os eritemas (lesões de pele elevadas e avermelhadas) que atingem as laterais do nariz e as bochechas, com uma forma que lembra a de uma borboleta.

A principal característica das doenças autoimunes é que os tecidos saudáveis do corpo são atacados por engano pelo próprio organismo. No caso do Lúpus, os anticorpos podem provocar lesões em diversos tecidos e órgãos além de alterações nas células sanguíneas. Por isso, é necessário que o problema seja detectado e tratado tão logo seja diagnosticado: ainda não há cura para o Lúpus, mas é possível controlá-lo.

Causas

Há uma predisposição genética de origem desconhecida. A doença, em si, é desencadeada por fatores externos como infecção por vírus – que enfraquece a imunidade do organismo – ou ainda por exposição excessiva à radiação solar. Por conta do calor, muitos surtos são detectados entre a primavera e o verão.

Diagnóstico

Os sintomas do Lúpus são múltiplos e variam de pessoa para pessoa, o que pode retardar a detecção da doença. A identificação dos sintomas é feita por um reumatologista após a identificação de manifestações típicas como lesões de pele e mucosas, artrite, inflamação nas membranas que envolvem os pulmões e o coração, alterações renais e neurológicas, alterações nas células sanguíneas e realização de exames específicos imunológicos.

Tratamento

Entre as opções de tratamento estão corticoides, imunossupressores, imunomoduladores e imunobiológicos, medicamentos que agem no corpo para neutralizar a atividade inflamatória.

A indicação de uso de medicamentos varia de acordo com a gravidade do caso. Além disso, é fundamental reforçar a proteção da pele ao se expor ao sol e tomar cuidado com os demais fatores desencadeantes da doença.

Dr. Nilton Salles é reumatologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 16 de out de 2014

Coluna: cuide bem e envelheça com qualidade

Categorias: Coluna    Autor: Dr. Alexandre Elias   
 

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Como o resto do corpo, a coluna também envelhece e, ao que parece, nem todos dão a devida atenção a ela. De acordo com um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública, 36% dos brasileiros sofrem com problemas na coluna. Para chegar à maturidade de bem com esta região muito importante do corpo, preparamos algumas orientações.

A coluna vertebral é constituída por vértebras, discos invertebrais, articulações e ligamentos. Com o passar do tempo, as articulações e os ligamentos perdem a capacidade de realizar o movimento correto entre as vértebras, o que pode causar dor moderada em idade jovem. Porém, pessoas em idade avançada podem perder completamente o movimento. Além disso, com a idade essas estruturas apresentam desgaste ou modificações e podem se enfraquecer. Uma das causas é a osteopenia e osteoporose, que podem ser diagnosticadas precocemente para adoção de um tratamento correto.

Os discos também sofrem alterações ao longo dos anos. Eles se tornam menos flexíveis, diminuem de tamanho e podem se romper, criando fragmentos conhecidos como hérnia de disco e osteófitos (conhecidos popularmente como bico-de-papagaio). Fatores como trauma e má-postura são possíveis causas dessas dores.

Além das causas naturais da idade, fatores externos também podem causar dores na coluna e, ao contrário das alterações do envelhecimento em que não podemos atuar, estes fatores externos podem ser corrigidos para evitar, amenizar ou acabar com o desconforto.

Veja algumas dicas que ajudam a manter sua coluna saudável mesmo com o passar dos anos.

1. Escolha o tipo de calçado mais adequado para cada atividade física que praticar para dar melhor sustentação à coluna.

2. Quando for carregar peso, mantenha o objeto o mais próximo possível do corpo.

3. Quando for abaixar, faça-o flexionando os joelhos, para manter a coluna ereta.

4. Cuidado com a postura ao sentar. O ideal é manter os joelhos mais elevados que os quadris.

5. No trabalho, permaneça com as costas eretas e a cabeça erguida. Uma boa dica é elevar a tela do computador à altura dos olhos.

6. Levante-se a cada 30 minutos e alongue a coluna.

7. Para levantar algo que está acima da altura de seu ombro, utilize um banquinho como apoio.

8. É importante escolher um bom colchão. Peça ao seu médico que indique as opções mais adequadas para você.

9. Evite girar a coluna – o ideal é virar todo o corpo para pegar um objeto, por exemplo.

O ideal é sempre realizar um movimento natural, aquele que você não sente que está forçando alguma estrutura. Cuide bem da coluna – o seu jovem de amanhã agradece!

Dr. Alexandre Elias é Neurocirurgião do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do H9J e Chefe do Setor de Coluna da Neurocirurgia da UNIFESP

 
Escrito em 09 de out de 2014

Diagnóstico precoce do câncer de mama é fundamental para aumentar as chances de cura

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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O câncer de mama é o tipo mais comum entre mulheres e é também responsável pelo maior índice de mortalidade na população feminina. O “Outubro Rosa” é um movimento mundial de conscientização e desmistificação sobre o tema. Mostra a importância da prevenção, diagnóstico precoce e dos tratamentos na luta contra essa doença.

O diagnóstico precoce é essencial, pois, se detectada no início, a doença tem maior chance de cura e tratamentos menos agressivos. Para isso, são necessários exames de imagem como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética: eles podem detectar tumores com menos de um centímetro, quando ainda não são palpáveis.

É recomendado que mulheres a partir de 40 anos façam mamografia uma vez por ano, pois a partir desta idade o risco começa a aumentar. A incidência é maior entre mulheres de 60 a 79 anos. Em determinados casos, pode ser necessário complementar com outros métodos de imagem, principalmente quando as mamas são densas. A dosagem de irradiação para o exame é pequena, segura e não apresenta risco à tireoide e outros órgãos.

É importante lembrar que não há uma causa única para o câncer. O histórico familiar, por exemplo, é um importante fator de risco. Por isso, mulheres com mãe ou irmãs que tiveram a doença ou câncer de ovário, podem ser mais vulneráveis. A idade, a menarca (primeira menstruação) precoce, a menopausa tardia, o fato de nunca ter engravidado ou ainda ter tido o primeiro filho depois dos 30 anos são fatores de risco.

Assim como pessoas são diferentes, existem tipos de câncer de mama com comportamentos e riscos diversos. Por isto os tratamentos devem ser personalizados para obtermos melhores resultados. Basicamente usamos a cirurgia para o tratamento local e regional (gânglios), a radioterapia para consolidar e a quimioterapia para as possíveis células que possam ter disseminadas a distancia.

Ter um estilo de vida saudável também é recomendável: não abusar do álcool, controlar o excesso de peso e fazer atividades físicas regularmente podem ajudar na prevenção do câncer, assim como de diversas doenças, porém, não devem substituir a consulta periódica ao ginecologista e a realização de exames.

Dr. Fabio Laginha, mastologista da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho

 
Escrito em 29 de set de 2014

9 dicas para manter o coração saudável

Categorias: Cardiologia    Autor: Dr. Marcelo Paiva   
 

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Hoje, 29 de setembro, comemoramos o Dia Mundial do Coração, que tem o objetivo de informar e conscientizar a população sobre os cuidados com a saúde cardiovascular.

O Ministério da Saúde estima que mais de 30% das mortes no Brasil são causadas por doenças cardiovasculares (DCV), por isso são consideradas as principais causas de mortalidade da população brasileira. A hipertensão arterial e a obesidade, por exemplo, são algumas das origens desses problemas.

No Brasil, por ano, cerca de 17,1 milhões de pessoas são acometidas por doenças cardiovasculares e são registradas mais de 300 mil mortes, sendo as causas principais o infarto, derrame e morte súbita.

Para termos um coração saudável é preciso conhecer quais são os fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento das DCV e principalmente aqueles que podemos modificar.

Os fatores de risco modificáveis são:

  • Alimentação inadequada
  • Sedentarismo
  • Tabagismo
  • Obesidade
  • Diabetes
  • Hipertensão Arterial
  • Colesterol elevado

Mudando alguns hábitos e adotando medidas simples, porém, você pode fazer a sua parte protegendo este órgão vital. Veja, a seguir, 9 dicas para manter o coração saudável:

1. Faça exercícios: Atividades físicas não são importantes apenas para quem quer entrar em forma, mas também ajudam a afastar doenças cardiovasculares.

2. Tenha um sono reparador: Indivíduos hipertensos tendem a sofrer de apneia do sono, que pode levar a uma maior variabilidade da pressão arterial.

3. Fique atento ao peso: O excesso de peso contribui para o aumento de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e colesterol alto.

4. Controle a pressão arterial: É importante medir a pressão arterial com frequência e checar se ela está acima de 12 por 8. A hipertensão arterial aumenta o risco de derrame, infarto, insuficiência cardíaca.

5. Tenha uma alimentação equilibrada: Açúcar, sal e gordura em excesso são prejudiciais ao coração. Inclua frutas, verduras e carnes magras na dieta.

6. Fique de olho no colesterol: O colesterol ruim, presente na circulação sanguínea e que pode entupir vasos, é resultado de uma dieta rica em alimentos com gorduras saturada e trans. Prefira alimentos saudáveis.

7. Controle a glicose: Evite alimentos preparados com farinha branca, não fique muito tempo sem se alimentar, nem coma em excesso, e, em vez do doce depois da refeição, escolha uma fruta da estação, ela provavelmente estará fresquinha e deliciosa!

8. Combata o estresse: O estresse libera hormônios que influenciam nos índices de colesterol e de hipertensão, podendo agravar problemas cardíacos.

9. Faça check-ups regulares: Não deixe de consultar seu médico e de fazer exames para monitorar sua saúde.

Dr. Marcelo Paiva é cardiologista do Hospital 9 de Julho

 
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