Escrito em 09 de mar de 2010

Reunião Científica: A Mulher Atleta

Categorias: Medicina do Exercício e do Esporte    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

 
Escrito em 05 de mar de 2010

Cirurgia cardiotorácica é destaque internacional

Categorias: Grupos de Estudos    Autor: Átila Iamarino   
 


Bloqueio cirurgico do sistema simpatico para tratamento de insuficiencia cardiaca técnica desenvolvida pelo Dr. Paulo Pêgo

Uma das maiores metas que um bom profissional pode ter é contribuir para sua área de atuação. Fazer uma contribuição que é reconhecida mundialmente é um feito para poucos. Esse foi o caso do cirurgião torácico do Hospital 9 de Julho, Prof. Dr. Paulo Pêgo Fernandes. Doutor em Medicina pela USP e professor associado do Instituto do Coração, ele tem em seu extenso currículo várias conquistas, entre elas, trabalhos publicados e apresentados, além de cargos de responsabilidade em diversos órgãos. Agora, conta com mais esse feito.

Seu trabalho foi destaque no 46º Encontro Anual da Sociedade de Cirurgiões Torácicos (The STS Meeting Bulletim), realizado em janeiro deste ano, em Fort Lauderdale, na Flórida, Estados Unidos. O Congresso da STS é um dos mais importantes do mundo na área de cirurgia torácica e cardiovascular. Esse tipo de cirurgia é capaz de melhorar as condições de pacientes que sofreram cardiomiopatia dilatada e, por isso, já estão em condições muito delicadas e com muita sensibilidade a grandes cirurgias.

A cardiomiopatia dilatada é uma condição médica em que o coração aumenta de tamanho, seja por dano ao coração ou por motivos desconhecidos. Se essa dilatação ocorrer nos ventrículos – espaços do coração responsáveis por bombear o sangue – toda a circulação do corpo estará gravemente comprometida. Se esse problema ocorrer no ventrículo esquerdo, o quadro pode se agravar seriamente, já que essa é a parte do coração que bombeia o sangue para todo o corpo por meio da artéria aorta. Quando o ventrículo esquerdo incha, o volume de sangue bombeado pode diminuir muito e, com isso, o corpo todo deixa de receber uma substância vital que o sangue carrega: o oxigênio.

O Dr. Paulo Pêgo desenvolveu uma técnica que utiliza a videocirurgia, ou videotoracoscopia para realizar procedimentos menos invasivos. Ela consiste em operar o paciente por meio de sondas (endoscopia) que dispensam intervenções mais radicais, como abrir o tórax (esternotomia). Utilizando pequenas aberturas no corpo, ela consegue diminuir as chances de infecção, o que ajuda na recuperação do paciente. Para isso, bloqueia dois nervos do sistema simpático, responsável por controlar os batimentos cardíacos, ajudando a regular os batimentos e melhorar a proporção de sangue bombeado pelo coração para o corpo.

Como conclui o cirurgião, “o bloqueio do sistema simpático esquerdo por endoscopia torácica é possível e parece ser seguro em pacientes com comprometimento cardíaco grave. Os dados deste estudo sugerem que este procedimento pode ser uma altenativa efetiva para o bloqueio simpático no tratamento de cardiomiopatia dilatada”. Uma cirurgia menos invasiva é o melhor para o paciente, tanto pelo processo, como pelo pós-operatório. Aliada a profissionais competentes e reconhecidos, só tem a acrescentar para a comunidade médica mundial.

 
Escrito em 02 de mar de 2010

Atividade física e diabetes

Categorias: Medicina do Exercício e do Esporte    Autor: Átila Iamarino   
 

A prática de atividades físicas é uma recomendação recorrente aqui no blog. Não é por menos: já vimos que, além de melhorar a qualidade de vida, atividades físicas podem ajudar na prevenção de doenças crônicas e até com de alguns tipos de câncer. Voltamos a mencioná-la hoje, como um fator importante no tratamento do diabetes.

Quando praticamos uma atividade física um dos processos que ocorrem é a utilização do açúcar disponível no corpo – a glicose – como fonte de energia para os músculos. Este mecanismo necessita de um hormônio produzido pelo pâncreas chamado insulina. Quando há uma deficiência de insulina no corpo e um aumento acima do normal de glicose no sangue, ocorre o tão conhecido diabetes.

Atividade física, prevenção e tratamento de diabetes têm muito em comum, como explica o Dr. Pablius Braga, do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte, do Hospital 9 de Julho.

O diabetes é considerado uma doença crônica, ou seja, de longa duração e relacionada, em boa parte, com bons hábitos alimentares e uma dieta bem personalizada pobre em açúcares e gorduras. Não chega a ser uma novidade, isto porque a dieta proposta para pessoas com diabetes é muito usada por pessoas que querem apenas emagrecer e não apresentam risco para desenvolver a doença. Ou seja, pelo cuidado e prevenção de obesidade.

A curto prazo, o exercício regula a quantidade de açúcar no sangue, já que os músculos consomem mais este carboidrato. Esse efeito pode se prolongar por horas, ou até mesmo dias, depois do exercício. Assim, o exercício aumenta a sensibilidade à insulina e também à captação de açúcar pelo músculo. A insulina é o hormônio responsável pela redução da taxa de glicose no sangue. A longo prazo ocorre a diminuição da gordura corporal, além do aumento da concentração de HDL-colesterol (também chamado de colesterol bom) e diminuição de LDL-colesterol (ou colesterol ruim). Também ocorrem a diminuição da pressão arterial, melhora no funcionamento cardiovascular, aumento de massa muscular e, como resultado, melhora da qualidade de vida. Muitos benefícios que vão além da condição diabética.

Claro que esse processo deve estar associado a estratégias para monitorar e controlar a glicemia, principalmente nos casos de diabetes 1, o que geralmente se apresenta na criança e ocorre por uma deficiência na produção de insulina. “O uso frequente de técnicas de auto-monitoração glicêmica e a implantação de insulinoterapia intensificada permitem ao portador de diabetes do tipo 1 desenvolver estratégias e ajustes no consumo de carboidratos e doses de insulina, para poder participar de maneira mais segura em um programa de atividade física.”, ressalta Dr. Pablius. Isso explica o porquê pacientes com diabetes tipo 1 precisam de um acompanhamento médico antes de começar uma atividade física mais intensa.

Já o diabetes do tipo 2, a mais comum, geralmente aparece na idade adulta e está muito associada à obesidade. Segundo o Dr. Pablius, “o risco de diabetes do tipo 2 aumenta à medida em que aumenta o IMC (índice de massa corporal)”. Essa é a relação entre altura e peso: quanto maior o peso, maior o número do índice. Para os portadores deste tipo de diabetes, os benefícios da atividade física são mais imediatos.

O Dr. Pablius ainda explica: “Prescrição de atividade física para o portador de diabetes do tipo 2 é um grande coadjuvante no tratamento e hoje, junto da necessidade de perder peso, uma das indicações mais apropriadas para corrigir a resistência à insulina e controlar a glicemia nesse tipo de diabetes (que representa 90% dos casos)”. Vale lembrar que a dieta praticada pela pessoa também é um componente importante do controle do diabetes tipo 2.

Mas antes de começar a se exercitar, não se esqueça que o tipo exercício e sua intensidade dependem do estado de saúde de quem pratica. Portanto, o paciente com diabetes deve primeiro consultar um médico do esporte. Assim, será possível ter um diagnóstico das possibilidades de prática de exercícios, levando em conta a aptidão e a condição física do paciente, como deixa claro Dr. Pablius: “O paciente portador de diabetes deve submeter-se a um exame clínico geral (fundo de olho, presença de neuropatia, osteoartrite, entre outros), avaliação física e cardiovascular, incluindo, sempre que possível, uma prova de esforço (ergometria ou ergoespirometria)”.
Uma boa relação de dieta alimentar com um gasto calórico pela prática saudável de atividade física são eficazes para perda de peso, melhora de condicionamento físico e um bom aproveitamento de nutrientes recebidos pela alimentação.

Portanto, para o diabetes, o exercício físico tem os seguintes benefícios:

  • Melhora a utilização de açúcar (glicose) pelos músculos devido ao aumento de gasto de energia no momento do exercício.
  • Melhora a sensibilidade das células para a insulina. Exatamente o que está com produção diminuída no diabetes.
  • Diminui a gordura corporal, ou massa gorda que é tão ruim para quem tem diabetes quanto para quem quer tratar obesidade ou preveni-la. Diminuindo a gordura corporal a utilização de insulina pelas células torna-se mais eficaz .
  • Com a melhora a capacidade cardiorrespiratória, a circulação do corpo como um todo melhora. Consequentemente, a ação de medicamentos utilizados no tratamento de diabetes torna-se melhor.
  • Melhorando o tratamento de diabetes fatores como motivação, auto-estima e vontade para novos desafios tornam-se mais presentes.
  • Diminuiu a ansiedade para comer por exemplo. Este um fator muito importante, porque o exercício físico e a dieta saudável funcionam como reguladores do apetite.

Com uma boa orientação, feita pelo médico do esporte você vai descobrir que atividades como alongamento, atividade aeróbia (caminhada, corrida e bicicleta) e atividade de força ( a conhecida musculação) podem ser a chave de seu sucesso no tratamento e em seu investimento na sua saúde e forma física. Mas não se esqueça, o exercício físico deve ser prazeroso e deve atender às suas necessidades. Escolha uma modalidade de exercício que lhe agrade e que você tem certeza de que o fará feliz.

Diante de tantos argumentos, fazemos a pergunta: vale ou não a pena fazer exercício físico? Se a resposta é sim, procure um especialista em medicina do esporte e descubra: o que eu posso fazer de exercício físico, qual a carga de esforço saudável para mim e até onde eu posso chegar?

 
Escrito em 26 de fev de 2010

Diabetes e oftalmologia

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Uma das decorrências da hiperglicemia (alta concentração de glicose no sangue, provocando diabetes) é a má circulação. Por causa dela, os pequenos vasos sanguíneos do corpo podem ser prejudicados. Um dos locais onde estes danos ocorrem é na retina.

A diabetes é uma doença perigosa e pode causar alterações em diferentes órgãos do corpo humano. No olho, pode alterar vários tecidos. A catarata e o glaucoma podem ser mais freqüentes em diabéticos, mas é a retinopatia diabética a doença mais grave nesse grupo de pacientes.

A retinopatia diabética ocorre pelas alterações vasculares, que provocam lesão das paredes dos vasos oculares. Ela não ocorre imediatamente após o diagnóstico da doença, mas em decorrência das alterações glicêmicas ao longo dos anos.

Muitas vezes o paciente não sabe que tem diabetes e quando o diagnóstico da doença é feito, ele já apresenta retinopatia diabética. Sendo assim, recomendamos que seja feito um exame oftalmológico com ênfase ao exame de fundo de olho, logo que o diagnóstico de diabetes seja feito. Depois dessa primeira avaliação, o médico orienta como devem ser feitas as novas avaliações e acompanha o paciente com reavaliações anuais.

Como o próprio nome diz, a retinopatia diabética é uma doença que afeta os vasos da retina. As alterações vasculares levam à má circulação e a falta de irrigação adequada dos tecidos é um estímulo para a proliferação de novos vasos, que por sua vez não têm a estrutura de um vaso normal.
Esta formação neovascular é frágil e trata-se de uma tentativa do tecido humano em restabelecer a irrigação sanguínea necessária à retina. Estes vasos mal formados podem causar hemorragias no olho.

As hemorragias, por sua vez, podem ocorrer na retina ou dentro do olho (na cavidade vítrea) levando a uma intensa dificuldade visual. Esse quadro deve ser avaliado pelo médico oftalmologista, que pode decidir aguardar a absorção do sangue para depois fazer o tratamento adequado ou indicar uma cirurgia para limpeza do sangue.

Conforme explica a Dra. Ana Luísa Höfling-Lima, oftalmologista do Hospital 9 de Julho e professora titular do Departamento de Oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), “a retinopatia com proliferação vascular ou ‘proliferativa’, pode ser tratada com um tipo específico de laser para uso no olho”. Esse laser é aplicado na retina que apresenta má circulação e o tratamento é conhecido como “fotocoagulação“. Equipamentos modernos de laser podem fazer o tratamento com o menor dano possível à retina. Após uma ou mais seções de tratamento, o paciente deve continuar acompanhando seu quadro clínico, atento a possíveis mudanças.

Como sempre, o melhor procedimento é a prevenção, alerta a oftalmologista. Testar o nível de açúcar no sangue permite detectar o diabetes precocemente e evita uma série de complicações, como a retinopatia diabética. “Por ser muito comum em diabéticos e ter uma progressão lenta, muitas vezes o paciente nem percebe que está perdendo a visão, ou só percebe quando é tarde demais”, avisa a Drª Hofling-Lima. Visitas regulares ao oftalmologista também ajudam a diagnosticar os danos na retina e impedir a doença de progredir. “O exame oftalmológico detecta a doença em seus primeiros estágios, e pode evitar a perda da visão”.

 
Escrito em 11 de fev de 2010

Não quebre a magia do Carnaval

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

 
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