Escrito em 28 de ago de 2014

Ebola: o risco de casos no Brasil é pouco provável

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dra. Regina Tranchesi   
 

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Desde que teve início, em fevereiro deste ano, o surto do vírus ebola na África já causou 1.427 mortes e 2.615 casos foram confirmados de acordo com dados divulgados na última sexta-feira (22) pela Organização Mundial de Saúde.

No domingo, a República Democrática do Congo foi o quinto país a confirmar casos da doença que antes estava confinada a Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa. Apesar de a epidemia ter sido classificada pela OMS como emergência internacional, autoridades consideram pouco provável o surgimento de um caso no Brasil.

A explicação é que a transmissão do vírus só acontece pelo contato direto com sangue, secreções, órgãos e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, o que torna a transmissão para outros continentes bem mais difícil.

Outra peculiaridade que dificulta o contágio é que a transmissão do ebola não ocorre por via aérea (como o vírus da gripe), nem por vetores, como mosquitos (que facilitam, por exemplo, a disseminação da dengue).

A preocupação com a doença é natural, principalmente porque vivemos em um mundo globalizado, em que as pessoas se deslocam facilmente por meio de viagens aéreas. No entanto, todos os casos registrados continuam restritos aos cinco países da África Ocidental.

Como medida de segurança, aeroportos de todo o mundo realizam o monitoramento do vírus. Segundo o Ministério da Saúde, esta medida também foi adotada no Brasil. Caso haja pessoas com suspeita de contágio, todos os aeroportos estão aptos a proceder com o isolamento em quarentena, o que reduz ainda mais a chance da entrada da doença no país.

A expectativa é que a epidemia seja contida dentro de seis meses.

 
Escrito em 21 de ago de 2014

Por que famosos estão jogando baldes de água na cabeça? Saiba mais sobre a ELA.

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Dr. Antônio Cézar Galvão   
 

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Se você acompanhou as redes sociais esta semana – e também o noticiário de variedades – certamente notou que o assunto do momento é o Desafio do Balde de Gelo: dezenas de celebridades jogam um balde de água fria sobre a cabeça para, em seguida, desafiar outras personalidades a fazer o mesmo.

A ação foi iniciada nos Estados Unidos no final de julho e, em menos de duas semanas, atingiu o mundo todo. Esta foi a forma encontrada pela Associação de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) daquele país para angariar fundos para a pesquisa e tratamento da doença.

Mas afinal, você sabe o que é ELA?

A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença rara que atinge cerca de cinco em cada 100 mil pessoas no mundo. Sua causa é desconhecida: estima-se que apenas 10% dos casos sejam originados por problemas genéticos.

Atualmente conhecida no meio médico como “Doença do Neurônio Motor”, a ELA é caracterizada pela degeneração progressiva dos neurônios que comandam a função motora, situados no cérebro e na medula espinhal. Quando atingidos pela doença, essas células perdem a capacidade de transmitir impulsos nervosos responsáveis pelo movimento voluntário dos músculos que, por esse motivo, começam a atrofiar.

Em estágios mais avançados, até mesmo a fala, a deglutição e a respiração são dificultadas. Apesar disso, a inteligência e capacidade de raciocínio nunca são afetados.

Diagnóstico e tratamento

Os sintomas costumam aparecer por volta dos 50 anos, embora haja registro de pessoas jovens que tenham desenvolvido a doença. Por ser de lenta progressão, leva tempo para ser devidamente diagnosticada e sua detecção envolve uma série de exames.

A cura para a ELA ainda não foi encontrada, por isso o investimento em pesquisa é tão estimulado. Atualmente, o tratamento consegue retardar razoavelmente a progressão da doença com medicamentos que visam bloquear seu avanço.

Uma boa notícia recente é a divulgação de pesquisa da Clínica Mayo e do Instituto de Pesquisa Scripps, na Flórida. De acordo com a publicação feita na revista científica Neuron, foi desenvolvida uma estratégia para se combater o fator de risco genético mais comum deste distúrbio.

O físico inglês Stephen Hawking é uma das pessoas mais célebres a desenvolver a doença do neurônio motor. Hoje com 72 anos, Hawking foi diagnosticado aos 21 anos e, mesmo com as limitações da ELA, foi um dos cientistas mais brilhantes do século. Um filme que conta sua história deve estrear em janeiro de 2015. Confira o trailer.

Dr. Antônio Cézar Galvão é neurologista do H9J.

 
Escrito em 14 de ago de 2014

Conheça os check-ups personalizados do H9J

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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Uma das novidades do H9J é a oferta de check-ups personalizados. O objetivo é facilitar a vida de quem quer fazer um bom acompanhamento de sua saúde, mas não tem muito espaço na agenda. Conheça as quatro opções.

Check-up Mulher

Dividido por faixa etária, este check-up é composto por exames que englobam as doenças mais comuns às diferentes idades da mulher. O check-up inclui sorologias, ultrassonografia das mamas, pélvica, transvaginal e da tireoide, mamografia, densitometria óssea, citologia, pesquisa de HPV e Clamídia.

Check-up Executivo

Ser um executivo de sucesso não é fácil, e o preço a ser pago são horas e horas dedicadas ao trabalho, sem tempo para cuidar da saúde. Por isso, o check-up executivo é rápido, prático e completo. Voltado para homens e mulheres com opções abaixo ou acima dos 40 anos, este check-up é composto por 30 exames que incluem avaliações com urologista, ginecologista e oftalmologista, além de teste ergométrico e pesquisas de doenças crônicas, exames fundamentais para quem enfrenta um dia a dia estressante.

Check-up Esportivo

Indicado tanto para os que pretendem iniciar uma atividade física com segurança quanto para atletas de alto desempenho, este serviço inclui avaliação ortopédica, nutricional, urológica, teste ergoespirométrico, eletrocardiograma, ecocardiograma bidimensional, prova de função pulmonar, sorologias, densitometria óssea, entre outros exames conforme a necessidade.

Check-up Admissional

O check-up admissional foi criado para facilitar a vida de quem está contratando novos colaboradores. O serviço inclui avaliação psicológica, psiquiátrica, oftalmológica, além de exames de imagem para detecção de lesões por esforço repetitivo e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho e de exames de análises clínicas para doenças.

 
Escrito em 07 de ago de 2014

Você sabe o que é Medicina Nuclear?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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Esta é uma especialidade médica que utiliza quantidades mínimas de radiação, através de elementos conhecidos como radiofármacos, para realizar exames diagnósticos, tratamentos terapêuticos e auxiliar alguns procedimentos cirúrgicos.

O principal diferencial da Medicina Nuclear está na avaliação da função dos diversos órgãos. Mas ainda há outras vantagens: os procedimentos além de não serem invasivos, são muito seguros. A cintilografia e a tomografia por emissão de pósitrons (também conhecida como PET/CT, na sigla em inglês) são as principais aplicações desta tecnologia para diagnósticos.

Com a cintilografia, por exemplo, é possível examinar o funcionamento de diversos órgãos do corpo – e não apenas o contorno dos órgãos, como acontece com outros exames de imagem – por meio da emissão de uma leve quantidade de radiação que é detectada pelos equipamentos. Coração, rins, fígado, pulmões, tireoide e cérebro estão entre os órgãos que podem ser analisados por meio deste exame, assim como ossos e até mesmo tumores.

Já o exame de PET/CT, com o radiofármaco que marca o açúcar com uma pequena porção radioativa permite avaliar o metabolismo da glicose de órgãos e tecidos.

A administração do medicamento é feita por via oral, venosa ou inalação. Além de ser utilizada uma quantidade muito reduzida (similar ou mesmo inferior à usada em exames de tomografia computadorizada), o tempo de permanência do radiofármaco no organismo geralmente é muito curto: em questão de horas os radiofármacos são eliminados do corpo, principalmente pela urina, como ocorre com o contraste ingerido para exames de ressonância magnética.

Há poucas contraindicações ao procedimento, e, por isso, idosos, recém-nascidos ou pacientes debilitados podem realizá-lo com baixo risco. Restringe-se a realização dos exames em gestantes e em pacientes que estão amamentando

Mas vale a orientação: os compostos têm vida útil reduzida e, por isso, são adquiridos para a realização de cada exame. Se marcar uma cintilografia ou um exame de PET, não deixe de ir ou remarque com antecedência!

Dr. Heitor Naoki Sado e Dra. Carla Rachel Ono, médicos  nucleares do Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 31 de jul de 2014

Combata o mau-humor com atividades físicas

Categorias: Longevidade, Sua Saúde    Autor: Dr. Ricardo Nahas   
 

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Pode reparar: não é difícil apontar em seu círculo de amizades uma pessoa que deixou de ser sedentária para se tornar uma grande entusiasta de atividades como corrida ou ciclismo. O motivo é simples. Além dos diversos benefícios já conhecidos, exercícios físicos agem diretamente sobre nosso humor – de forma positiva, é claro!

A prática constante de atividades de intensidade moderada aumenta o nível de neurotransmissores liberados na corrente sanguínea, dentre eles dopamina, endorfina e serotonina, responsáveis pela sensação de bem-estar.

Com a liberação imediata de endorfina logo nos primeiros minutos de exercício, o mau-humor é o primeiro sintoma negativo a desaparecer, mas não o único. Quando realizamos atividades mais intensas, o sistema nervoso secreta uma dose maior de dopamina e serotonina, substância que tem efeito antidepressivo – e justamente por isso está presente na composição de alguns remédios ansiolíticos, com a vantagem de ser gratuito.

Mas os benefícios não param por aí: os efeitos da endorfina persistem após a prática do esporte. Considerado um analgésico natural, esse neurotransmissor combate dores no corpo e tem um efeito que chega a durar 12 horas. Então, se seu objetivo é ter um dia de muita disposição física, a dica é se exercitar assim que sair da cama!

No entanto lembre-se: para esses benefícios acontecerem, o ideal é praticar o mínimo de 30 minutos de atividades aeróbicas de três a cinco vezes por semana, sem deixar de lado o acompanhamento profissional. Se você ainda é um iniciante, comece com atividades mais leves, evoluindo aos poucos. Assim, você verá que o mundo não é tão cinza quanto parecia!

Dr. Ricardo Nahas, médico do Esporte e coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho.

 
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