Escrito em 27 de jan de 2012

Entenda a importância do atendimento imediato em casos de queimaduras

Categorias: Sua Saúde, Trauma    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Os números são alarmantes: 5 milhões de mortes por ano causadas por traumas, 12% dos gastos mundiais consumidos por este tipo de ocorrência e, no Brasil, é a segunda maior causa de morte, principalmente nos primeiros 40 anos de vida. Informações de prevenção para a população é o melhor meio de reduzir o número de incidências, além de evitar o agravamento do quadro clínico no caso de explosões ou lesões causadas pelo calor.

Segundo o Dr. Renato Poggetti, especialista em trauma do Hospital 9 de Julho, o atendimento imediato na primeira hora após o trauma pode minimizar edemas e complicações eminentes, além de tratar a primeira maior ameaça à vida. “Urgência no tratamento é primordial em casos assim. Na segunda hora do trauma o risco de morte aumenta mais de 50%”, afirma. Lesões desta natureza podem compreender um alto grau de periculosidade, podendo atingir vários tecidos – pele, músculo e até ossos. No caso da queimadura, pode chegar até o 3º grau, sendo que mais de 20% de área corpórea atingida é indicação de internação. “Para ter uma noção, a palma da mão corresponde a 1% da superfície corpórea. A mão inteira, a 2%”, explica.

Conhecidas também como lesões térmicas, queimaduras não são causadas somente por calor (fogo), como é de costume associá-la. Outros fatores que podem levar a este trauma são: frio, eletricidade, produtos químicos, radiação, atrito ou fricção.

Dados preocupantes


Sabedoria popular pode agravar quadro clínico

Inúmeras crenças populares costumam vir à tona quando as pessoas se deparam com este tipo de acontecimento. Pasta de dentes, manteiga, pó de café, clara de ovo, folha de bananeira, açúcar etc. O Dr. Poggetti alerta que nada deve ser utilizado antes do acompanhamento médico. “Além de piorar o local da lesão, estas substâncias podem agravar o quadro clínico do paciente, retardando o tratamento e a cicatrização”, diz.

Tratamento avançado através de oxigenoterapia hiperbárica

Ideal para agilizar a recuperação dos pacientes acometidos por queimaduras e acelerar seu processo de cicatrização, o tratamento conhecido como oxigenoterapia hiperbárica (OHB) emprega um método simples, porém muito eficaz. Na câmara hiperbárica o oxigênio, elemento fundamental na respiração e na combustão, também pode ser usado como um recurso importante para este tratamento, bem como para outros problemas de saúde, como as infecções de tratamento demorado e difícil. Para as queimaduras, a oxigenoterapia hiperbárica tem tido enorme contribuição para a redução do edema, em muitos casos diminuindo o processo de cicatrização em até um terço do tempo que levaria em outros processos.

 
Escrito em 18 de jan de 2012

Incontinência urinária atinge um terço da população feminina brasileira

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

De cada 10 mulheres, quatro sofrem com este mal após os 55 anos. Porém, somente uma revela o problema ao médico, quando perguntada. A consulta médica que caracteriza os sintomas aliada a exames específicos, esclarecem de maneira adequada o motivo das perdas urinárias, que podem ser não somente a vulgarmente conhecida: “bexiga caída”.

Cerca de 50% a 70% das mulheres com incontinência não procuram seus médicos por não acreditarem que haja cura, têm o conceito de que este processo se associa ao processo natural de envelhecimento e, portanto aceitam-no passivamente, ou simplesmente se adaptam ao problema. Além disso, 30% das mulheres têm infecções urinárias de maneira repetida e 12% sofrem de dor pélvica recorrente.

Esses dados dão a dimensão do problema, que cresce a cada dia, no contexto de que a população vive cada vez mais, e procura fazê-lo com a máxima preservação da qualidade de vida, onde a perda involuntária e indesejada de urina, não têm espaço. De acordo com o urologista do Hospital 9 de Julho, Dr. Paulo Rodrigues, as causas mais freqüentes de perda de urina na mulher são causadas por esforço ou bexiga hiperativa. Quando por esforço, ocorre deslocamento e, até, queda da bexiga, que acaba sendo pressionada, causando a incontinência. Tudo deve ser considerado: pular corda, tossir, falar alto e tudo o que cause repetido esforço da região. É a chamada perda de urina por estresse. O médico explica que a nossa engenharia é mal desenhada para andarmos em duas pernas. “O fato de andarmos em duas pernas, faz com que ao longo da vida haja um desgaste do assoalho pélvico”, esclarece. A perda de urina é a manifestação clínica da “bexiga caída”.

Outro fator causador da incontinência urinária é a bexiga hiperativa, uma disfunção miccional, em que a bexiga não tem sua capacidade elástica preservada e possui espasmos involuntários. “O cérebro não consegue ter controle sobre a bexiga para permitir ou abortar a vontade de urinar. É uma situação que não é por bexiga caída, mas uma disfunção neurológica”, explica. Nesse caso, os motivos ocorrem por derrame, diabetes, envelhecimento, infecção urinária e cistite.

Felizmente, o problema tem cura e o tratamento pode ser feito por aplicação de Botox, e/ou reconstrução do assoalho pélvico com telas, reposicionando a região da uretra de forma permanente. Antigamente havia um alto índice de retorno dessas correções, de até 70% em 10 anos. Porém, hoje a cirurgia já alcança 98% dos casos de sucesso.

Urodinâmica define tratamento
O exame de urodinâmica é capaz de detectar as causas da incontinência urinária. O procedimento é realizado a partir de um catéter inserido dentro da bexiga para infundir soro, que simula o enchimento natural da bexiga. O equipamento compreende o estudo da micção, pressão interna e fluxo urinário. A avaliação do fluxo urinário observa o seu jato, por meio de um registro gráfico, que controla o volume de urina que passa pela uretra em uma unidade de tempo (ml/s). Os fluxos mais representativos e reproduzíveis são aqueles com volumes entre 200 e 400 ml. É avaliada a pressão ao longo da uretra e a pressão de fechamento uretral. O procedimento também é capaz de monitorar os músculos do assoalho pélvico, por meio da eletromiografia. Dr. Paulo explica que o exame é muito simples, e enfatiza sua necessidade para verificar as causas da incontinência urinária. “A mulher dispõe de poucos minutos para o diagnóstico, para viver bem para o resto da vida”, conclui.

 
Escrito em 13 de jan de 2012

Pé diabético: prevenção e adoção de protocolos médicos reduzem a incidência e risco de amputações

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A amputação de membros é um dos maiores medos dos portadores de diabetes. No mundo existem 120 milhões de pacientes com a doença, desses, 4% a 10% desenvolvem lesões no pé. No Brasil, um estudo realizado em nove capitais encontrou uma prevalência de 7,6% entre pessoas de 30 a 69 anos de idade, sendo que, destas, quase a metade ainda desconhecia ser portadora da doença, e aproximadamente 25% dos diabéticos previamente diagnosticados não realizavam qualquer tipo de tratamento. Além disso, cerca de 60% das amputações ocorrem em pacientes diabéticos e a principal causa é o Pé Diabético.

Estudos revelam que educação, exame regular do pé e categorização do risco pode alcançar uma redução na ocorrência de lesões de pé em mais de 50% e reduzir a taxa de amputação de membros inferiores de 49% a 85%. Embora nem todas as alterações do Pé Diabético possam ser prevenidas, é possível reduzir a incidência e risco de morte por meio da prevenção e da adoção de protocolos médicos para o tratamento da patologia. Por isso, o Hospital 9 de Julho criou um setor de atendimento e orientação para o paciente diabético, onde montaram um protocolo que caracteriza a gravidade do problema do pé diabético.

De acordo com o Dr. José Resende Neto, cirurgião vascular e endovascular do Hospital 9 de Julho, com isso, a instituição pretende padronizar e sistematizar o curativo de lesões e ulcerações de acordo com procedimentos já existentes. “O protocolo classifica todos os pacientes com grau de risco de acordo com a presença de sintomas e sinais: de baixo a alto risco e doença ativa no pé”, explica.

Esse tipo de tratamento com base na prevenção traz resultados satisfatórios. Segundo o Consenso Internacional sobre Pé Diabético, de maio de 1999, um programa de cuidados dos pés de pacientes diabéticos, incluindo educação, exame regular do pé e categorização do risco pode alcançar uma redução na ocorrência de lesões de pé em mais de 50% dos pacientes. O mesmo documento registra ainda que uma estratégia que inclui prevenção, educação de pacientes e profissionais de saúde, tratamento multidisciplinar de úlcera do pé e monitoração pode reduzir a taxa de amputação de membros inferiores de 49% a 85%.

Para todos os casos, há o acompanhamento anual, mensal ou diário do Centro de Referência, dependendo da complexidade. “Esse serviço conta com uma equipe multiprofissional, que compreende desde ortopedista especialista em pé, oftalmologista, endocrinologista até enfermagem (treinada em educação e cuidados com feridas e “home care”) e fisiatra”, esclarece.

No que tange o suporte ao paciente e à família, há a participação do serviço social, para que sejam orientados a assumirem regras de prevenção e cuidados primários que representem controle de glicemia, administração de insulina, dieta, inspeção e cuidados diários com os pés, uso de sapato adequado e pronto tratamento de novas lesões.

 
Escrito em 06 de jan de 2012

Você está em condições saudáveis para ‘por o pé na estrada’?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Quem se programa para viajar, seja a lazer ou a negócio, sabe que precisa fazer um check list de todos os passos para dar tudo certo: pesquisar preço de passagens, reservar hotel, montar o roteiro da viagem, arrumar as malas, revisar o carro – se a viagem for por terra, etc. Mas não é só isso. Muita gente esquece que durante uma viagem, podem ocorrer complicações de saúde mais graves e que resultam até em óbito, em alguns casos. Para isso, o recomendável é consultar um médico antes de viajar e saber as condições de saúde.

Para quem procura os serviços da medicina do viajante, primeiramente é submetido a uma triagem onde são obtidas informações sobre o itinerário, tempo de estada, tipo de viagem (negócios, lazer, missão etc.), histórico de saúde e de vacinação do viajante. “Com esses dados é possível traçar um programa preventivo, fornecer orientações e indicar vacinas. Se as condições de saúde estiverem boas e o histórico vacinal em ordem, o paciente está apto para sair do país”, afirma Dra. Sumirê Sakabe, infectologista.

A medicina do viajante atua não só na parte de imunização, mas também na medicina de altitude, aplicada ao mergulho, prevenção de trombose venosa profunda, prevenção de doenças tropicais, entre outros. Recomenda-se não ingerir água que não seja industrializada (ou fervida, ou com hipoclorito de sódio) e não ingerir alimentos crus. Inclusive, em todo país é preciso cuidar da dieta, evitar excessos na ingestão de bebidas alcoólicas, contato com animais, proteger-se de mosquitos e não entrar no mar ou em locais sem sinalização de perigo, entre outras medidas.

“Infelizmente, a maioria das pessoas desconhece essa área da medicina e não procura assistência médica. Isso talvez deva ocorrer por ignorar os riscos reais aos quais estará submetido e ou por desconhecimento de serviços de orientação de saúde do viajante”, conclui a médica.

Algumas dicas:

Durante a viagem: o que posso levar?

Para quem vai viajar fora do país, o mais indicado é levar os medicamentos habituais, de preferência na bagagem de mão. A recomendação é levar analgésicos comuns, antieméticos e antialérgicos, desde que estejam acompanhados da prescrição médica em inglês, que pode ser feita pelo próprio médico, se ele souber o idioma ou pelo médico do serviço de viajante.

Onde posso fazer a triagem de prevenção?

Tanto serviços públicos como privados, fazem a triagem para o viajante. Entretanto, os serviços públicos são a maioria por estarem ligados, geralmente, a universidades e centros de vacinação.

Quais as orientações para quem vai viajar?

Primeiro consultar um médico do viajante, de preferência, com um mês de antecedência, depois procurar orientações sobre os locais a serem visitados, possíveis doenças comuns e, se houver indicação, vacinas a ser tomadas.

Quais vacinas devo tomar?

É muito importante que procure um serviço de medicina do viajante para esclarecer as vacinas que devem ser aplicadas para cada destino. De acordo com o Dra. Sumirê Sakabe, são múltiplas as possibilidades de indicação de vacinas. “As mais indicadas são para febre amarela, hepatite A e as que compõem o calendário básico de vacinação”, esclarece.

Confira algumas vacinas e em quais países são mais indicadas:

Febre Amarela

Brasil: regiões Norte e Centro-Oeste, Maranhão, Minas Gerias, Bahia, sudoeste do Paraná (inclusive Foz do Iguaçu) e oeste de São Paulo. Exterior: Países da África e América do Sul, onde a doença é endêmica. Alguns países da Ásia e da Europa exigem dos viajantes procedentes de áreas endêmicas

Febre Tifoide
Principalmente para a África e sudoeste asiático

Hepatite A
África, Ásia e América Latina, com exceção do Chile e Argentina

Poliomielite
Angola, Índia, Bangladesh, Timor Leste e Paquistão

Sarampo
Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão, Coréia, Paquistão, Filipinas, Venezuela, República Dominicana e Haiti

Tétano e difteria
O risco de tétano existe em qualquer lugar do mundo. Quanto à difteria, há surtos ocasionais no mundo

 
Escrito em 23 de dez de 2011

Boas festas!

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O Hospital 9 de Julho e toda sua equipe lhe deseja um fim de ano cheio de festas, saúde, paz e confraternizações. Que você aproveite o momento para ficar próximo das pessoas que ama e que o ano que vem seja repleto de boas surpresas e realizações. :) No dia 2 de janeiro, continuamos a dar informações e dicas sobre a sua saúde. Até lá!

 
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