Escrito em 19 de nov de 2014

Febre chikungunya: saiba mais sobre a doença

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dr. Antonio Pignatari   
 

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Há um ano, pouco se ouvia falar sobre a febre chikungunya, doença transmitida por vírus que esteve até então restrita a países africanos e asiáticos. Porém, com o registro dos primeiros casos autóctones (aqueles com transmissão local) em países da América Central no fim de 2013, e com alguns casos registrados em terras tupiniquins, a doença passou a gerar mais interesse na população brasileira.

Até o final de outubro, o Ministério da Saúde contabilizou 828 casos da febre chikungunya no Brasil – 330 deles no Amapá e outros 458 na Bahia. Esta doença não se assemelha à dengue apenas nos sintomas, mas também compartilha dos mesmos vetores: o mosquito Aedes albopictus e o velho conhecido Aedes aegypti.

Sintomas

Assim como a dengue, febre alta, dores de cabeça, dores musculares e dores nos olhos são sintomas comuns entre os contaminados pelo chikungunya. A principal diferença é que, enquanto a dengue causa principalmente dor muscular, o principal sintoma da febre chikungunha é uma forte dor nas articulações, capaz de restringir ou até mesmo impedir a movimentação dos pacientes.

Na maioria das vezes, este sintoma, assim como os demais, dura 10 dias, mas em alguns casos as dores articulares persistem por meses mesmo após o fim da febre.

Diagnóstico e Tratamento

Os sintomas assemelham-se não apenas aos da dengue, mas, quando em fase inicial, aos de outras infecções comuns causadas por vírus. Eles costumam se manifestar a partir do sétimo dia e, ao contrário da dengue, raramente são letais. Além disso, uma vez infectado, o indivíduo está imunizado.

Para o diagnóstico preciso, é necessária uma avaliação detalhada, com base em exames laboratoriais. Se detectada a doença, o tratamento consiste em medicação a base de analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios, necessariamente prescritos por médicos, além de muita hidratação.

Prevenção

Como ainda não há uma vacina específica para o vírus causador da febre chikungunya, a prevenção depende da erradicação do transmissor. Por isso, as medidas preventivas são semelhantes às da dengue: deixar caixas d’água fechadas, verificar pneus e vasilhames, checar entupimento em calhas e “sujar” a água de vasos com areia ou borra de café para evitar que o mosquito se reproduza. Além disso, o uso de repelente é recomendado.

No último sábado (15/11), o Ministério da Saúde iniciou a Campanha Nacional de Prevenção da Dengue e Febre Chinkungunya. No próximo dia 6 de dezembro, será realizado o Dia D de mobilização para intensificar os mutirões de limpeza em cidades de todo o país. Seja consciente, faça a sua parte!

Dr. Antonio Pignatari é infectologista do H9J

 
Escrito em 14 de nov de 2014

Dia Mundial do Diabetes: conheça algumas das principais complicações da doença e como evitá-las

Categorias: Diabetes    Autor: Dra. Susan Lindsey   
 

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Hoje é comemorado o Dia Mundial do Diabetes. A data foi criada para, dentre outros motivos, conscientizar as pessoas de todo o mundo sobre a importância de prevenir o diabetes tipo 2 por meio de hábitos saudáveis durante todas as fases da vida.

A combinação de alimentação balanceada com atividades físicas pode ser suficiente para prevenir 80% dos casos deste tipo de diabetes no mundo, já que sedentarismo e obesidade são fatores de risco modificáveis relacionados a esta enfermidade.

O diabetes tipo 2 é considerado uma epidemia com estimativa de 250 milhões de portadores no mundo. No Brasil, o número chega a 12 milhões e a cada hora são diagnosticados quase 30 novos casos.

Com o tipo 1, a situação é diferente. Esta condição surge de forma abrupta, geralmente na infância ou adolescência. Portadores deste tipo dependem do uso de insulina diariamente, pois o organismo é incapaz de produzir este hormônio responsável por metabolizar a glicose.

O acompanhamento médico e o tratamento são fundamentais para se evitar as complicações causadas pelos altos valores de glicose no sangue. Vale saber algumas delas:

Retinopatia

O diabetes pode afetar os vasos sanguíneos do olho e provocar a retinopatia diabética. A retinopatia faz com que a visão fique turva ou sem foco devido à danificação dos vasos sanguíneos da retina, podendo progredir para perda parcial ou total da visão.

Por isso, é fundamental manter a doença sob controle e manter o acompanhamento com um oftalmologista.

Neuropatia diabética

O diabetes é a principal causa de neuropatia periférica, que compromete o funcionamento dos nervos periféricos do organismo, responsáveis pela transmissão de informações pelo cérebro e para o cérebro. Os principais sintomas são sensação de formigamento, dor, queimação ou perda da sensibilidade nos membros.

A neuropatia autonômica também pode estar presente, levando a sintomas como hipotensão postural (queda repentina da pressão arterial ao levantar), impotência sexual, alteração da motilidade do estômago (gastroparesia), entre outros.

Nefropatia diabética

É a alteração nos vasos sanguíneos dos rins, causando perda de proteína por meio da urina. É geralmente assintomática, mas muitos pacientes notam que a urina passa a ficar espumosa. A doença é progressiva, podendo levar à insuficiência renal, quando o rim perde a capacidade de filtrar substâncias metabolizadas no organismo e até à paralisação total do órgão, com necessidade de diálise.

Prevenção

O acompanhamento médico contínuo e a adoção de hábitos saudáveis que incluam uma dieta balanceada e atividades físicas são necessárias para ficar longe dos problemas, bem como a monitoração dos níveis de glicemia.

Leve isso a sério!

Dra. Susan Chow Lindsey é endocrinologista do Centro do Rim e Diabetes do H9J.

 
Escrito em 05 de nov de 2014

Novembro Azul: saiba como prevenir o câncer de próstata

Categorias: Oncologia, Sua Saúde    Autor: Dr. Edgard Romanato   
 

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Durante este mês países do mundo todo se unem novamente em torno de uma causa nobre para a saúde pública: a campanha Novembro Azul tem como objetivo conscientizar a população masculina sobre a prevenção e a detecção precoce do câncer de próstata. E toda essa mobilização tem um fundamento.

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma e acomete um a cada seis indivíduos. Estima-se que até o fim deste ano quase 69 mil casos sejam diagnosticados.

O principal objetivo desta campanha mundial é romper com o estigma que mantém os homens afastados do consultório do urologista. Para eles, o exame de toque, principal método para detecção precoce do câncer de próstata é um tabu difícil de ser vencido.

Entretanto, pesquisas indicam que as chances de cura aumentam em 80% a 95% quando a detecção é precoce. Por isso, recomenda-se que homens a partir dos 40 anos realizem o exame com frequência, aumentando a atenção a cada década, pois a incidência tende a aumentar progressivamente. Para se ter uma ideia, três quartos dos casos acontecem a partir dos 65 anos. Homens com histórico familiar também devem redobrar a atenção.

As mulheres também desempenham um papel fundamental na saúde dos maridos: mais da metade das consultas são agendadas por elas. O acompanhamento e apoio da família também são essenciais para o sucesso do tratamento.

Por ser uma doença de início silencioso, a detecção precoce depende do exame. É nesta fase que as chances de cura são máximas. Num estágio mais avançado, alguns sintomas ajudam o paciente a perceber sinais da doença:

  • Dor nos testículos
  • Dor ao urinar
  • Jato da urina enfraquecido
  • Dificuldade de urinar
  • Necessidade de urinar imediatamente
  • Sensação de que a bexiga não esvaziou completamente ao urinar
  • Dor ao ejacular
  • Dor nos ossos

Prevenção e Diagnóstico

Estudos mostram que homens que abusam de bebidas alcoólicas e os fumantes têm maior risco de desenvolver a doença. Da mesma forma, obesos e homens com sobrepeso fazem parte do grupo de risco, por isso, apesar de não haver uma relação direta com a prevenção de câncer, uma alimentação balanceada, rica em frutas, verduras e grãos ajuda a prevenir todos os tipos de câncer – e uma série de outras doenças crônicas – por evitar o sobrepeso.

A partir dos 45 anos todo homem deve fazer anualmente o exame de PSA (feito com coleta de sangue) e o toque retal. Pelos exames preventivos, 20% dos casos são diagnosticados na fase inicial.

Tratamento

O tratamento da doença varia de acordo com o paciente e o grau de desenvolvimento do tumor. Entre as possibilidades estão radioterapia, quimioterapia ou cirurgia. Fique atento e não deixe de procurar o seu médico!

Dr. Edgard Romanato é urologista do H9J.

 
Escrito em 29 de out de 2014

Dia Mundial de Combate ao AVC: saiba como se prevenir

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Dr. Antônio Cézar Galvão   
 

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A cada ano, estima-se que 100 mil mortes sejam causadas por Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Brasil, de acordo com dados recentes do Ministério da Saúde. O número é alarmante, porém o quadro pode ser revertido com adoção de hábitos saudáveis e medidas preventivas, já que estresse, obesidade, abuso de álcool e cigarro estão entre os fatores evitáveis da doença.

Mais conhecido como “derrame”, o AVC é um mal súbito causado pelo entupimento ou rompimento de uma artéria do sistema nervoso central. São essas as variações usadas para classificar os dois tipos de AVC:

Hemorrágico: neste caso, o acidente é causado pelo rompimento de uma artéria ou veia ou um aneurisma, resultando em um sangramento local ou difuso que pode causar um hematoma, aumento da pressão intracraniana e inchaço cerebral. As principais causas deste problema, que pode afetar tanto idosos como pessoas mais jovens, são a hipertensão arterial, aneurismas cerebrais e problemas na coagulação.  Apesar de mais grave, este é o tipo menos comum, correspondendo a 20% dos casos.

Isquêmico: este tipo de AVC é causado pelo entupimento de uma ou mais artérias, interrompendo o fluxo sanguíneo em algumas regiões do cérebro e interferindo nas funções neurológicas. As causas principais são tromboses e embolias. Este tipo é mais frequente em pessoas mais velhas. Colesterol alto, diabetes, hipertensão arterial, arteriosclerose e cigarro estão entre as causas mais comuns.

Sintomas

Por serem súbitos, os sintomas aparecem de forma rápida e podem variar de acordo com o local da lesão cerebral e com o indivíduo. Além disso, podem aparecer isoladamente ou combinados. Os mais comuns são:

  • Perda de força nos membros de um dos lados do corpo (ou dos dois lados);
  • Alteração da sensibilidade ou sensação de formigamento nos membros de um dos lados do corpo;
  • Perda súbita de visão em um ou nos dois olhos;
  • Dores de cabeças intensas e súbitas;
  • Dificuldade para falar;
  • Dificuldade de compreender o que outros estão falando;
  • Perda repentina do equilíbrio e vertigem;
  • Náuseas e vômito.

Fatores de risco

Algumas das causas de AVC não podem ser modificadas, como idade e predisposição genética. Porém, a maior parte dos fatores de risco pode ser evitada, identificada precocemente e tratada, como a hipertensão arterial, o diabetes, a obesidade e doenças cardíacas. Alguns hábitos comportamentais também são considerados fatores de risco para o AVC, como o sedentarismo, o consumo de álcool, o tabagismo e o estresse.

Tratamento

Ao identificar um dos sintomas, é importante que o paciente seja imediatamente encaminhado a um recurso de emergência, pois quanto antes for feito o atendimento, menor será o risco de sequelas.

O tratamento imediato do paciente depende da gravidade da lesão e geralmente envolve ações emergenciais para minimizar as sequelas, como trombólise, anticoagulação, uso de antiagregantes e até mesmo cirurgias. Posteriormente, uma terapia com equipe multidisciplinar composta médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, entre outros, será necessária para a reabilitação das funções afetadas.

Dr. Antônio Cézar Galvão é neurologista do H9J.

 
Escrito em 24 de out de 2014

Lúpus: saiba identificar os sintomas e conviva bem

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dr. Nilton Salles   
 

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Lúpus eritematoso sistêmico, ou apenas Lúpus, como é conhecida popularmente, é uma doença autoimune que, em 90% dos casos acomete mulheres. Uma das manifestações mais comuns – e talvez uma das mais conhecidas – são os eritemas (lesões de pele elevadas e avermelhadas) que atingem as laterais do nariz e as bochechas, com uma forma que lembra a de uma borboleta.

A principal característica das doenças autoimunes é que os tecidos saudáveis do corpo são atacados por engano pelo próprio organismo. No caso do Lúpus, os anticorpos podem provocar lesões em diversos tecidos e órgãos além de alterações nas células sanguíneas. Por isso, é necessário que o problema seja detectado e tratado tão logo seja diagnosticado: ainda não há cura para o Lúpus, mas é possível controlá-lo.

Causas

Há uma predisposição genética de origem desconhecida. A doença, em si, é desencadeada por fatores externos como infecção por vírus – que enfraquece a imunidade do organismo – ou ainda por exposição excessiva à radiação solar. Por conta do calor, muitos surtos são detectados entre a primavera e o verão.

Diagnóstico

Os sintomas do Lúpus são múltiplos e variam de pessoa para pessoa, o que pode retardar a detecção da doença. A identificação dos sintomas é feita por um reumatologista após a identificação de manifestações típicas como lesões de pele e mucosas, artrite, inflamação nas membranas que envolvem os pulmões e o coração, alterações renais e neurológicas, alterações nas células sanguíneas e realização de exames específicos imunológicos.

Tratamento

Entre as opções de tratamento estão corticoides, imunossupressores, imunomoduladores e imunobiológicos, medicamentos que agem no corpo para neutralizar a atividade inflamatória.

A indicação de uso de medicamentos varia de acordo com a gravidade do caso. Além disso, é fundamental reforçar a proteção da pele ao se expor ao sol e tomar cuidado com os demais fatores desencadeantes da doença.

Dr. Nilton Salles é reumatologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho.

 
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