Escrito em 18 de dez de 2014

Entenda os diferentes tipos de câncer de pele e saiba como se proteger

Categorias: Dermatologia    Autor: Dra. Caroline Cividanes   
 

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A principal causa para o surgimento de câncer de pele é a exposição excessiva à radiação ultravioleta, presente não apenas nos raios do sol, mas também em tratamentos estéticos como bronzeamento artificial. Por isso, nesta época do ano, em que a incidência de raios UV é mais intensa e as atividades ao ar livre são mais frequentes, é importante redobrar os cuidados com a pele com o uso de filtro solar e acessórios que protejam do sol.

Câncer de pele: o que é?

O câncer da pele é uma doença provocada pelo crescimento anormal e descontrolado de suas células. Os tipos mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares. O mais raro deles é o melanoma, que também é o mais agressivo e letal.

O carcinoma basocelular (CBC) se manifesta nas chamadas células basais, presentes na camada mais profunda da epiderme. Quando detectado de forma precoce, tem grandes chances de cura. Os CBCs atingem principalmente as áreas que costumam ficar mais expostas ao sol como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas.

O carcinoma espinocelular (CEC) atinge as células escamosas, que formam a maior parte das camadas superiores da pele. Ele pode acometer qualquer parte do corpo, mas costuma ser mais comum nos membros superiores: braço, antebraço e mãos.

Já o melanoma é o tipo de câncer de pele com maior índice de mortalidade. Apesar disso, as chances de cura podem chegar a 90% quando detectado precocemente. Essa variação do câncer de pele atinge as células que produzem melanina, substância que dá cor à pele.

Cuidados e prevenção

Os sintomas do câncer de pele geralmente incluem o aparecimento de pintas, eczemas ou outras lesões na pele. Por isso, é importante consultar um dermatologista assim que elas surgirem. É preciso ficar atento principalmente a lesões de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, que possuam crosta central e que costumam sangrar com facilidade.

Observe se pintas castanhas ou pretas mudam de cor, textura ou tornam-se irregulares nas bordas, aumentando de tamanho. Manchas ou feridas que não cicatrizam, com presença de coceira, crostas ou sangramento também são sinais de alerta.

O diagnóstico é feito por avaliação clínica e o tratamento varia conforme o tipo de câncer e a lesão apresentada e pode incluir cirurgias, terapia fotodinâmica e quimioterapia, entre outros.

A principal forma de prevenção é a proteção contra os raios solares desde cedo, pois os efeitos da exposição são cumulativos. O mais importante é usar sempre o filtro solar, mesmo em dias mais nublados e reaplicar ao logo do dia, principalmente se houver contato com a água. Óculos escuros, chapéus e outros acessórios também são sempre bem-vindos!

A Dra. Caroline Semerdjian Cividanes é dermatologista do H9J.

 
Escrito em 11 de dez de 2014

Alimentação, longevidade e bom senso

Categorias: Longevidade, Sua Saúde    Autor: Dr. Marcelo Levites   
 

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Quando se fala em alimentação, não faltam conteúdos e profissionais que abordam a importância do equilíbrio nutricional, com propriedade, para chegarmos saudáveis a uma idade mais avançada. Muitos estudos abordam a questão. Mas, o que quero falar com vocês é um dos aspectos negativos do rigor com a alimentação.

Recentemente, duas pacientes no consultório disseram que não aceitaram sair com os amigos e com os irmãos devido à escolha do restaurante. A primeira foi convidada para uma churrascaria e, a outra, para ir a uma pizzaria. Ambas me falaram com orgulho por terem negado os convites e resistido ao que consideram uma má alimentação, afinal, eu mesmo, há alguns meses havia lhes aconselhado uma orientação nutricional.

Sim, manter uma alimentação saudável é importante, mas achei mais importante ainda perguntar a ambas: estar com os nossos familiares ou amigos é menos importante que um dia um pouco fora das regras?

Este pensamento vale especialmente para as ceias de Natal de Ano Novo, quando nos reunimos com familiares, amigos, pessoas que nos são muito importantes. Nestas situações, o mais importante é a convívio com pessoas queridas, pois isso também faz bem para nossa saúde física e mental. Aqui vale também o bom senso, evitar os exageros, seja com excesso de comida ou excesso de rigor com a dieta.

René Descartes, no prólogo do Discurso do Método, escreveu que o bom senso é a coisa mais bem distribuída do mundo. Todo mundo acha que tem. Mas é fundamental saber a hora de usá-lo a nosso favor, por isso, vamos atrás do equilíbrio, sonho a ser conquistado por todos nós, todos os dias.

Marcelo Levites é coordenador do Centro de Longevidade do H9J.

 
Escrito em 03 de dez de 2014

Semana Mundial da Luta contra a Aids: idosos são 18% dos soropositivos no Brasil

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dra. Sumire Sakabe   
 

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A última atualização do Ministério da Saúde, feita em 2013, informa que até 2012, 656.701 casos de Aids (a doença já manifestada), foram registrados no país, sendo que 38.766 casos foram notificados em 2011.

A desinformação e o preconceito ainda são os maiores empecilhos na luta contra esta doença. E esta luta é de todos. Com o fim de um grupo de risco, toda a população pode estar exposta, incluindo heterossexuais, mulheres e também os idosos.

Veja também: Cresce número de mulheres infectadas pelo HIV.

Idosos

Assim como acontece com as mulheres, a quantidade de pessoas mais velhas contaminadas com o vírus também está crescendo. Entre 2001 e 2012 a taxa de detecção do vírus em idosos aumentou mais de 80% e hoje este público já corresponde a 18% da população que convive com o HIV no país.

Mas qual a causa para este aumento? A primeira é cultural: quando iniciaram a vida sexual, pessoas que hoje têm mais de 60 anos não estavam familiarizadas com o uso de preservativos, nem tiveram educação sexual em idade escolar.

Além disso, o uso de camisinha está geralmente associado à promiscuidade ou a relações fora do casamento. Quem mais sofre com isso são as idosas, que não cogitam usar preservativos durante relações com o marido. E essas relações aumentaram significativamente nas últimas décadas graças à popularização de medicamentos para a disfunção erétil. Com isso, prolonga-se a vida sexual dos idosos que, por uma questão cultural, continuam a se relacionar sem precauções.

Graças ao tratamento, as pessoas infectadas pelo HIV têm tido longas sobrevidas e isto também contribui para o aumento de idosos infectados pelo HIV.

Outro ponto de atenção com este público é que os sintomas da Aids podem se  confundir com problemas associados ao envelhecimento, dificultando o diagnóstico.

Prevenção

O uso de preservativo é ainda o método mais seguro de prevenção. Além disso, testes de HIV estão disponíveis também na rede pública e são feitos de forma confidencial.

 
Escrito em 01 de dez de 2014

Semana Mundial da Luta contra a Aids: cresce número de mulheres infectadas pelo HIV

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dra. Sumire Sakabe   
 

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Atualmente, 35 milhões de pessoas convivem com o HIV no mundo. Destes, 19 milhões não sabem desta condição. Na contramão da epidemia global, as infecções aumentaram 11% no Brasil no último ano.

Hoje o mundo todo promove o Dia Mundial da Luta contra a Aids para conscientizar a população sobre a necessidade de prevenção, além de romper o estigma da doença. Apesar de os homens ainda serem maioria, casos entre mulheres são os que mais crescem, igualando ano a ano a razão entre os sexos.

O fim do grupo de risco

Com isso, ainda é correto falar em grupo de risco? Especialistas concordam que esta denominação não existe mais. Se no começo da epidemia, ainda nos anos 80, homens homossexuais, profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis eram parte deste grupo mais vulnerável, hoje o vírus não está restrito a nenhum nicho.

O último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, com dados de 2012, comprovou a inversão no histórico de infecções: 67,5% dos casos notificados no Brasil pertenciam a heterossexuais, sendo que 58% destes eram mulheres, principalmente na faixa entre 30 a 49 anos.

Por se considerarem fora do grupo de risco, heterossexuais estão entre os públicos que menos se protegem e menos realizam testagem para detecção de HIV, o que contribui para o aumento na disseminação do vírus. Estima-se que o diagnóstico ocorra entre cinco e dez anos após o contágio.

Mulheres

Uma das principais causas para o aumento de contágio entre mulheres é que, ao entrarem em relacionamentos estáveis, os cuidados durante as relações sexuais são postos de lado.

Com isso, elas podem ser contaminadas pelos maridos que, por sua vez, podem ter sido infectados em uma relação extraconjugal, transfusão de sangue ou mesmo antes do casamento, o que reforça a importância dos exames pré-nupciais.

O diagnóstico nesses casos é geralmente feito após o surgimento de infecções oportunistas, reflexo da imunidade já bastante debilitada.

Prevenção

O uso de preservativo é ainda o método mais seguro de prevenção. Além disso, testes de HIV estão disponíveis em hospitais e também na rede pública e são feitos de forma confidencial.

A profilaxia pós exposição está disponível para situações especiais como exposição de risco acidental a parceiro(a) infectado(a), rompimento de camisinha ou mesmo violência sexual.

Nestas situações, a pessoa exposta pode fazer uso de medicamentos antirretrovirais por 28 dias para diminuir o risco de se infectar pelo HIV. Esta medida é eficaz se iniciada imediatamente após a exposição e até no máximo dentro de 72 horas. Saiba mais sobre o atendimento.

A Doutora Sumire Sakabe é infectologista do H9J.

 

 
Escrito em 27 de nov de 2014

Terapia por ondas de choque: velhas dores, novo tratamento

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional, Sua Saúde    Autor: Dr. Luis Carlos Tomikawa   
 

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A dor crônica provoca grande sofrimento e, em geral, compromete a qualidade de vida de quem sofre com o problema. Por ter diversas origens e causas, nem sempre é fácil encontrar o tratamento adequado.

O primeiro passo é buscar um profissional especializado que possa avaliar o caso, identificar a melhor forma de tratamento, capaz de curar ou amenizar as dores devolvendo ao paciente sua qualidade de vida.

Entre os tratamentos existentes, a terapia por ondas de choque tem se destacado por se mostrar eficiente no tratamento de doenças de difícil solução. Mas não estamos falando aqui de choques elétricos, e sim de ondas de impactos controlados sobre o local a ser tratado.

Diferentemente de outros tratamentos, neste caso, há uma ação mecânica do aparelho no corpo do paciente. Uma onda acústica produz microbolhas que se chocam com a região a ser tratada, produzindo uma contração seguida por expansão do tecido.

Esta mecânica gera uma resposta do próprio organismo determinando a liberação de substâncias anti-inflamatórias e um aumento na microcirculação local, o que leva a uma resolução do processo inflamatório-degenerativo. Por isso, o paciente sente apenas uma pequena dor local durante a aplicação.

O procedimento é indicado para dores crônicas que não respondem bem ao tratamento medicamentoso ou à fisioterapia. A taxa de sucesso varia de 65% a 91%, segundo estudos recentes. Em geral, poucas sessões são suficientes para que se alcance o melhor efeito terapêutico.

A terapia por ondas de choque está indicada em casos de: “tendinites” (tendinopatias) dos ombros, quadris, tornozelos, bursites, fascite plantar, epicondilite, lombalgia (miofascial) e outras dores crônicas. Por isso, é fundamental que um médico especializado em dor avalie se a terapia é indicada ao seu caso.

Dr. Luis Carlos Onoda Tomikawa é médico fisiatra do Centro da Dor e Neurocirurgia Funcional do Centro de Medicina Especializada do Hospital 9 de Julho e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Terapia por ondas de choque e da membro da  International Society for Musculoskeletal Shockwave Therapy.

 
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