Escrito em 14 de abr de 2014

O que significa posturologia?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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Desde a escola, aprendemos que “logia” no fim da frase significa que a palavra refere-se ao estudo de alguma coisa. Não é diferente com “posturologia”, um termo pouco utilizado, mas que envolve uma questão muito atual: o estudo da nossa postura e suas implicações na saúde.

Hoje passamos boa parte do tempo sentados à frente de um computador. Há também aqueles que carregam bolsas e mochilas pesadas ou que não se preocupam muito com a postura enquanto realizam atividades repetitivas como dirigir ou mesmo andar. Há ainda as pessoas que, às vezes inconscientemente, ficam com a postura curvada, por serem muito altos em relação a outras e ao mobiliário, por exemplo.

Um, dois dias agindo desta maneira não faz diferença. Agora, multiplica essa má postura e sobrecarga pela vida inteira – ou, pelo menos, pelos 30 anos de vida profissional! É muita coisa para o corpo.

Na “posturologia”, médicos do esporte, ortopedistas, fisiatras, fisioterapeutas, entre outros, avaliam a postura do paciente e indicam o tratamento mais adequado para reverter ou neutralizar o quadro. “Algumas pessoas estão tão acostumadas à má postura que nem percebem mais o problema, ou se dão conta quando as dores aparecem”, lembra o Dr. Ricardo Nahas, um dos coordenadores do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte (CMEE) do Hospital 9 de Julho (H9J) com especialização nesta área e em ortopedista.

Posturologia na corrida

Imaginou o que pode acontecer se você praticar uma atividade física antes de corrigir a postura errada? Alguns tipos de lesões nos músculos, articulações e até nervos podem ocorrer. Se você curte correr e integra a assessoria esportiva da Run&Fun, visite a tenda da marca durante a corrida Track&Field no dia 4/5 no Shopping Villa Lobos. Os corredores que comparecem ao evento poderão fazer uma auto-avaliação nos equipamentos fornecidos pelo H9J.

 
Escrito em 03 de abr de 2014

O joelho e o cruzamento cheio de gingado

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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A maior das articulações do nosso corpo, o joelho tem versatilidade de movimentos – para cima, baixo e para os lados até um certo limite, claro. Dentro dele há o que os médicos chamam de ligamentos cruzados com papel fundamental na estabilidade destes movimentos, mas que sofre nos traumas e na prática regular de esportes.

O futebol é um dos esportes que mais causam lesões dos ligamentos cruzados, até pela natureza da modalidade, que envolve corridas, dribles, chutes (na bola, não na canela alheia).

Em ano de Copa em terras tupiniquins, um tema tão importante quanto esse não poderia ficar de fora das reuniões científicas promovidas pelo Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho, que acontecem toda a última terça-feira do mês, no auditório da instituição. A próxima será no dia 29 de abril e tem vagas limitadas.

“Tanto para o atleta, quanto para o peladeiro de fim de semana que sofreram lesões neste ligamento, a recomendação é a análise minuciosa do caso para determinar se há necessidade de cirurgia corretiva, fisioterapia e qual o tempo estimado de recuperação e retorno às atividades cotidianas”, explica o Dr. Ricardo Nahas, um dos coordenadores do Centro.

As torções são os traumas que mais levam ao rompimento dos ligamentos cruzados, lesão grave e que pode exigir correção cirúrgica. Nestes casos, a recuperação exige acompanhamento multiprofissional e alguns meses de molho. “O fortalecimento do joelho e as visitas periódicas ao médico para avaliação da saúde global são fundamentais, especialmente se a pessoa só joga futebol com os amigos no final de semana. Esses são os mais desprotegidos em relação a lesões, pois acreditam que nunca que vai acontecer nada com eles”, alerta o especialista.

Se você gosta da dupla churrasco e futebol com a galera, procure o seu médico e mantenha o seu corpo livre de lesões.

 
Escrito em 28 de mar de 2014

Existe especialista em doenças urinárias femininas?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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Sim, é o uroginecologista, um profissional que tem formação em ginecologia, mas seu foco de atuação é o tratamento de doenças do trato urinário e da região pélvica. Este é o caso das incontinências urinária e fecal, flacidez vaginal, útero ou bexiga “baixos” (caídos), entre outras.

Exames de análises clínicas e de imagem, além de um bom histórico clínico auxiliam este profissional a fazer o melhor diagnóstico, sugerindo o tratamento ideal. “Quando não há resposta ao tratamento medicamentoso ou à fisioterapia do assoalho pélvico, uma cirurgia para correção desses problemas pode ser indicada. Hoje as técnicas cirúrgicas já permitem bons resultados”, afirma a Dra. Bárbara Murayama, ginecologista da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho (H9J).

Entre as técnicas estão o uso de telas implantadas cirurgicamente para fortalecer o assoalho pélvico – conjunto de músculos e ligamentos que dão sustentação à vagina, bexiga e ânus. Quando a região fica enfraquecida pela idade, menopausa ou cirurgias vaginais anteriores, podem ocorrer as incontinências.

Uroginecologistas estão entre os profissionais da Clínica da Mulher do H9J. O grupo possui ainda especialistas em Endometriose, Histeroscopia (espécie de endoscopia para diagnóstico e tratamentos via canal vaginal), Oncoginecologia, Planejamento Familiar, Menopausa, Coloscopia/HPV, Mastologia e Sexualidade.

 
Escrito em 20 de mar de 2014

Existe fisioterapia para melhora da perda urinária e relação sexual?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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Pouca gente sabe, mas existem fisioterapeutas especializados na reabilitação dos músculos do assoalho pélvico, responsáveis pela sustentação de órgãos como o útero, bexiga, reto e também pela função sexual. Quando há um enfraquecimento, por exemplo, destes músculos, uma série de sinais e sintomas podem aparecer como perda urinária e falta de lubrificação vaginal.

Por meio de técnicas específicas de musculação, eletroneuroestimulação entre outras atividades focadas na retomada das funções dos tecidos danificados, a Fisioterapia Uroginecológica pode fortalecer esses músculos, melhorando a qualidade de vida das mulheres.

A perda de urina atinge mulheres de todas as idades e não deve ser encarada como algo normal. É necessário buscar a correta investigação e diagnóstico precoce. “Há diversas causas para a incontinência, seja o trauma dos tecidos causado pelo parto ou hábitos urinários diários como segurar por muito tempo a vontade de urinar. Por isso, devemos nos preocupar com a prevenção, fortalecendo a musculatura antes de uma gravidez, por exemplo”, orienta Thaís Mello, fisioterapeuta especializada em reabilitação perineal.

O problema é tão comum que ganhou uma data internacional para ser lembrado, o Dia Mundial de Incontinência Urinária, em 14 de março, organizado no Brasil pela Sociedade Brasileira de Urologia que estima que uma em cada 25 pessoas no Brasil sofre de Incontinência Urinária.

Se seguida a risca, a fisioterapia pode fazer a diferença entre a recuperação e a indicação de uma cirurgia. Segundo Thais, até 85% dos casos de incontinência urinária e fecal sem grave lesão têm boa resposta ao tratamento. “A fisioterapia uroginecológica irá atuar na reeducação do funcionamento da bexiga e fortalecimento do assoalho pélvico (períneo) proporcionando conscientização corporal e prevenindo futuras alterações dessa musculatura”, finaliza.

 
Escrito em 13 de mar de 2014

Endometriose: diagnóstico pode levar até oito anos

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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Até que ponto a cólica menstrual deve ser encarada como um inconveniente normal das mulheres? Em alguns casos, não é fácil perceber qual a diferença entre uma dor comum e um sinal de que algo não vai bem.

A Dra. Bárbara Murayama, ginecologista da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, diz que muitas vezes mulheres com doenças como a Endometriose – quando parte do tecido do útero se desprende e vai para outras regiões do corpo em vez de ser expelido na menstruação – acabam recebendo um diagnóstico tardio. “Há casos em que o diagnóstico leva até oito anos! Precisamos valorizar a queixa de cólica quando ela está ligada a um quadro clínico que mostre uma piora progressiva da dor ao longo das últimas menstruações e quando o problema atrapalha a vida pessoal e profissional da paciente”, resume a especialista.

O sinal de alerta acontece quando a cólica é incapacitante, ou seja, não permite que a mulher realize suas atividades rotineiras. Outro ponto a ser observado é se há dor na região pélvica durante as relações sexuais. “Os sintomas não necessariamente estão ligados à gravidade da doença, uma mulher pode ter poucas lesões e muita sensibilidade, enquanto outra pode estar com muitas lesões e não ter tanta sensibilidade”, explica.

Após o diagnóstico, o próximo passo é a definição do tratamento que varia se a mulher ainda deseja engravidar ou não. Se a opção for por ainda ter filhos, o objetivo será deixar a pelve com o menor número de lesões possível para viabilizar a gestação. Caso não haja planos para novos filhos, a paciente poderá seguir para a terapia de bloqueio hormonal e será analisada se há realmente necessidade de retirada cirúrgica das lesões.

Por isso, se a dor da cólica está passando do limite do aceitável, procure o seu médico e pergunte se pode ser endometriose.

 
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