Escrito em 18 de jul de 2014

Ter amigos afasta doenças e te faz viver mais

Categorias: Longevidade, Sua Saúde    Autor: Dr. Marcelo Levites   
 

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Ao lembrar dos amigos, lembramos dos melhores momentos que vivemos e percebemos a diferença que fazem em nossa vida. E fazem mesmo. É cientificamente comprovado que a sociabilidade nos faz viver melhor e por mais tempo.

Vários estudos já foram realizados ao longo dos anos, em diversas universidades do mundo, para investigar a influência dos amigos na saúde de nossa mente e corpo. E as conclusões são muito positivas.

Mente sã

Na área da psicologia, estudos apontam que cultivar um círculo de amigos é uma forma eficaz de manter a depressão afastada em qualquer fase da vida. A baixa autoestima, a ansiedade e o estresse também são combatidos pela presença de um amigo fiel por perto, colaborando para nos deixar mais otimistas e maduros.

Quando nos afastamos geograficamente da família, seja para estudar ou trabalhar em outra cidade ou país, a formação de novos vínculos é essencial para mantermos o equilíbrio mental.

Outra pesquisa realizada com dois mil idosos, pela Universidade VU, em Amsterdã, apontou uma relação direta entre o sentimento de solidão e o desenvolvimento de doenças degenerativas como o mal de Alzheimer. O estudo concluiu que aqueles com mais laços de amizade eram menos expostos a esse risco.

Corpo são

Livres da depressão, temos uma tendência a adotar um estilo de vida mais saudável – com dieta equilibrada e atividades físicas regulares – o que impacta positivamente na saúde de nosso corpo, ou seja, as amizades podem proteger contra o sedentarismo e a obesidade.

Mas os benefícios de uma amizade não param por aí. Um estudo da Universidade de Columbia, nos EUA, conduzido ao longo de 10 anos concluiu que as emoções positivas geradas pelos vínculos afetivos são responsáveis por reduzir em até 22% o risco de desenvolvermos doenças cardíacas. Esses mesmos sentimentos são capazes de induzir o organismo a melhorar o sistema imunológico, mantendo diversas doenças afastadas.

Os objetos de estudo das pesquisas podem ser diferentes, mas há um ponto em comum entre todos: o impacto positivo das amizades na longevidade.

Que tal aproveitar o Dia do Amigo para estreitar ainda mais seus laços de amizade?

Dr. Marcelo Levites, médico de Família e coordenador do Programa Longevidade, do Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 10 de jul de 2014

Dia Nacional da Saúde Ocular: detecção precoce evita perda de visão

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dr. Juan Tinajeros   
 

Ray-CharlesRay Charles (1930 – 2004) é considerado um dos maiores gênios da música norte-americana. Dono de uma voz inconfundível e exímio pianista, ele foi um dos pioneiros da música soul e do Rhythm & Blues. Seu desenvolvimento como músico ocorreu após ser acometido por uma cegueira cujas causas nunca foram totalmente identificadas, mas alguns médicos apontam que o agente mais provável tenha sido um glaucoma tardiamente diagnosticado.

Hoje, 10 de julho, comemoramos o Dia Nacional da Saúde Ocular, data criada com o intuito de conscientizar a população sobre a necessidade de se adotar hábitos preventivos para a saúde dos olhos, como a visita regular a um oftalmologista. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 75% dos casos de cegueira no mundo resultam de causas que poderiam ter sido identificadas e tratadas.

Ser avaliado regularmente é uma medida simples que ajuda a identificar doenças que podem levar a complicações sérias, inclusive à cegueira, como a catarata, retinopatias, ceratocone, tracoma e os diversos tipos de glaucoma.

A catarata (lesão que torna opaco o cristalino, lente interna do olho) é considerada a maior causa de cegueira evitável no mundo, cerca de 48% dos casos de perda de visão e que um a cada dois idosos venha a desenvolver o problema. Mas engana-se quem pensa que apenas idosos sofrem desta condição: alguns casos têm sido registrados em adultos jovens.

O glaucoma, caracterizado pelo aumento da pressão intraocular, também é tido como uma das principais causas da cegueira irreversível. Este é um caso que exemplifica muito bem a necessidade de detecção precoce, já que em seu início, a doença é assintomática e a perda progressiva da visão começa a ocorrer apenas em um estágio mais avançado.

Algumas condições que alteram a visão como miopia, hipermetropia e astigmatismo podem ser identificadas desde o nascimento ou muito cedo na infância, quando as crianças ainda são incapazes de perceber irregularidades em sua visão. A partir da adolescência e até o fim da idade adulta os cuidados devem ser intensificados, já que nessa idade esses quadros tendem a progredir e apresentar algumas alterações naturais.

Dr. Juan Tinajeros, oftalmologista do Hospital 9 de Julho

 
Escrito em 03 de jul de 2014

Com as férias, aumentam casos de acidentes domésticos: saiba como proteger seus filhos

Categorias: Trauma    Autor: Dr. Renato Poggetti   
 

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Férias de meio de ano são um momento muito aguardado pelas crianças. Com o recesso escolar, elas finalmente terão todo o tempo livre para brincar e se divertir. Mas atenção: enquanto este período significa alívio para os pequenos, para os pais, o trabalho está apenas começando.

E o motivo é simples. Apesar de serem comuns durante todo o ano, acidentes domésticos envolvendo crianças tendem a aumentar muito durante as férias e são, de acordo com dados do Ministério da Saúde, a principal causa de morte de crianças de até nove anos.

Enquanto bebês e crianças menores estão mais sujeitas a envenenamento, intoxicação, asfixia e afogamento, os acidentes que envolvem queda, atropelamento e traumas são comuns a todas as idades.

Dados oficiais do SUS apontam que 50% dos casos registrados em atendimento de emergência a crianças foram provocados por quedas; a maioria deles, 69%, causados dentro de casa. Sempre digo que as estatísticas poderiam ser menores com medidas simples de segurança. Aqui vão algumas orientações que podem tornar as férias ainda mais seguras e tranquilas:

  • Não permita brincadeiras em escadas e lajes;
  • Instale tela de segurança em janelas (inclusive de sobrados);
  • Mantenha móveis e cadeiras longe de janelas;
  • Proteja quinas de móveis;
  • Use tapetes antiderrapantes;
  • Mantenha grades de proteção em escadas e beliches;
  • Vista seu filho com equipamento de segurança ao andar de bicicleta, patins ou skate;
  • Não o deixe brincar na rua sem supervisão, sob o risco de atropelamentos;
  • Transporte sempre seus filhos no banco de trás, com o cinto de segurança, e use um assento adequado para bebês.

Mesmo com todas as precauções, alguns acidentes podem acontecer. Nesses casos, o ideal é levar a criança a um serviço de emergência para avaliação, mesmo que não haja sintomas aparentes de lesões graves.

Dr. Renato Poggetti, cirurgião e coordenador do Centro de Trauma do Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 26 de jun de 2014

Conheça alguns dos cânceres femininos e saiba como se prevenir

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dra. Barbara Murayama   
 

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Apesar de ser o mais comum, o câncer de mama não é o único que pode atingir as mulheres. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostra que o câncer de colo de útero, por exemplo, é o segundo mais incidente, com aproximadamente 500 mil novos casos por ano no mundo. Como informação é fundamental, o texto de hoje traz os principais cânceres de baixo ventre.
 
Entre eles estão os de ovário, de endométrio, de vagina e vulva. No caso do câncer de colo de útero, a causa mais frequente é a infecção pelo vírus HPV. Os riscos de exposição ao vírus são maiores em mulheres que iniciam a vida sexual mais cedo e que praticam sexo com múltiplos parceiros, sem proteção. 
 
A vacina contra HPV, que protege contra os principais subtipos do vírus que causam o câncer de colo de útero, é uma ferramenta importante. Outra arma é o papanicolau, exame indolor que, se feito frequentemente, detecta a doença precocemente.
 
O câncer de endométrio é mais comum entre mulheres de 50 a 60 anos, na pós-menopausa, diabéticas e hipertensas. Os indícios podem aparecer nos exames de rotina, como ultrassonografia, que podem revelar a presença de pólipos na cavidade do útero ou espessamento do endométrio. Nestes casos, é preciso continuar a investigação. Os tumores de vagina e vulva são menos frequentes, afetando principalmente mulheres a partir dos 50 anos. Portadoras de HPV também possuem risco aumentado.
 
Mais raro, o câncer de ovário tem diagnóstico difícil e, muitas vezes, pode ser descoberto quando a doença já está em estágio avançado. Não há exame específico para detectá-lo. Para o diagnóstico correto é necessária a videolaparoscopia. Os sintomas podem ser vagos, como dores abdominais. Possuem risco aumentado mulheres acima dos 50 anos, que nunca usaram anticoncepcionais e as que possuem histórico familiar.
 
Os tratamentos dependem do tipo de câncer e do estágio em que se encontra, variando entre quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Consulte seu médico periodicamente. A sua saúde agradece.

Dra. Bárbara Murayama, ginecologista do Hospital 9 de Julho

 
Escrito em 18 de jun de 2014

Medidas simples podem prevenir o aparecimento das doenças de inverno

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dr. Alexandre Kawassaki   
 

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O inverno começa dia 21 de junho e, nesta época, a saúde do aparelho respiratório pede atenção especial. A estação mais fria do ano é propícia para que os riscos de ter as chamadas “doenças de inverno” aumentem, além de favorecer as crises alérgicas. Entre as mais comuns estão gripe, resfriado, sinusite, bronquite e pneumonia. Quem já tem doenças respiratórias crônicas deve tomar ainda mais cuidado.

A procura por ambientes fechados, para escapar do frio, e maior aglomeração de pessoas favorecem a circulação de vírus e bactérias, agentes responsáveis pela proliferação de várias destas doenças. Outros fatores que influenciam o aumento das taxas de problemas respiratórios são a baixa umidade do ar, que provoca o ressecamento de mucosas, e o aumento da poluição.

Febre alta, tosse que não passa há dias e secreção nasal amarelada estão entre os sintomas que merecem atenção especial, pois podem indicar quadro infeccioso. Mas, normalmente, quando tratadas de forma adequada, as doenças de inverno não costumam trazer maiores complicações, apesar de causarem grande desconforto.

Algumas medidas preventivas simples podem evitá-las. Sempre que possível, deixe as janelas abertas para ventilar o ambiente e evite aglomeração de pessoas em lugares pouco arejados. Lave sempre as mãos para evitar que vírus e bactérias se acumulem nesta parte do corpo e beba bastante água.  É muito importante também manter as vacinas em dia. Com estas medidas, você vai curtir numa boa o friozinho do inverno.

Dr. Alexandre Kawassaki é pneumologista do Hospital 9 de Julho.

 
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