Escrito em 25 de jun de 2015

Artrite reumatoide: tratamento pode ajudar a diminuir a progressão da doença

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Dr. Nilton Salles   
 

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Aproximadamente 2% da população brasileira possui artrite reumatoide, doença autoimune que causa a degeneração de tecidos musculoesqueléticos, especialmente o articular.

A rapidez no diagnóstico aliada às inovações no tratamento pode contribuir para o retardo da progressão das lesões e, por consequência, os pacientes têm melhor qualidade de vida.

Sintomas

A doença é mais comum em pessoas na faixa etária dos 30 aos 50 anos e o momento ideal para o início do tratamento é quando os primeiros sintomas começam a surgir.

A artrite reumatoide é caracterizada por dor e inchaço das articulações (em especial nas mãos), que são associados à rigidez, principalmente pela manhã. Além desses, é importante atentar para sintomas mais gerais como cansaço, indisposição e até mesmo febre.

Riscos

Além do risco de evolução para deformidades articulares e prejuízo funcional, os pacientes acometidos por artrite reumatoide têm mais propensão a desenvolver doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

O pronto manejo da doença aliado ao cuidado de outros fatores de risco cardiovasculares como diabetes, problemas de colesterol e triglicerídeos e hipertensão devem fazer parte da rotina destes pacientes.

Tratamento

Nos últimos anos, com a chegada de alguns medicamentos, conseguimos ter um leque maior de opções terapêuticas, que incluem medicações modificadoras de doença.

O alvo do tratamento é a remissão clínica, ou seja, um estado em que se considera a doença paralisada ou de evolução muito lenta. Entre os imunobiológicos existem opções de uso por via endovenosa e subcutânea e, recentemente, foi introduzido no país um novo medicamento que atua na sinalização inflamatória dentro da célula, oferecendo mais que um novo mecanismo de ação, uma nova opção para aqueles pacientes que não respondem completamente às outras terapias.

A fisioterapia e a terapia ocupacional são parte importante da reabilitação e existem casos em que se indica cirurgia para alinhamento da articulação. Apesar de todas as opções de tratamento disponíveis, nem sempre é possível retornar ao estágio inicial, de pleno movimento. É por isso que consideramos fundamental o diagnóstico precoce, pois, a partir dele conseguiremos mudar o curso da doença e trazer mais qualidade à vida dos pacientes.

Dr. Nilton Salles é reumatologista do Hospital 9 de Julho

 

 
Escrito em 18 de jun de 2015

Conheça a neuralgia do trigêmeo, doença que causa uma das piores dores que o ser humano pode sentir

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Dr. Claudio Correa   
 

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Já imaginou uma dor na face tão intensa que mais parece um choque elétrico? A neuralgia do trigêmeo costuma ser descrita pelos pacientes como uma das piores dores que já sentiram na vida, mais forte do que a dor de um parto ou de um cálculo renal.

As últimas pesquisas feitas sobre a doença apontam que a cada 100 mil pessoas em todo o mundo, cinco são acometidos pelo problema. Os fatores que levam à neuralgia do trigêmeo ainda são controversos, pois ela pode ser causada pela relação de vasos e o nervo trigêmeo, perda da bainha de mielina (capa de gordura que reveste o nervo) decorrente do avanço da idade, entre outras.

Mas o que é o trigêmeo afinal?

Trata-se do nervo que transmite a percepção da sensibilidade da face, da córnea, das mucosas que revestem o interior da cavidade oral, dos dentes e da porção anterior da língua. Não sabemos exatamente qual é o gatilho, mas, com relativa frequência, os pacientes relacionam o início da dor a um tratamento dentário.

Sintomas

As pessoas que já sofreram com essa dor relatam que a sensação é semelhante a um “choque”, ou seja, é muito rápida e intensa, lembrando também uma pontada que afeta uma ou mais partes da face. No início, a dor aparece eventualmente, mas com o tempo torna-se mais frequente. Muitos pacientes deixam de escovar regularmente os dentes, lavar o lado da face afetado, mastigar na região onde a dor está presente e até mesmo falar.

É importante salientar que nem toda dor no rosto significa que a pessoa está com neuralgia do trigêmeo. Quanto melhor a descrição da dor, mais facilmente o médico poderá identificar sua possível causa. Há, por exemplo, dores faciais que não seguem o local em que o ramo trigeminal está localizado, como na dor facial atípica e nas neuropatias trigeminais decorrentes de procedimentos anteriormente realizados.

Tratamento

Quando diagnosticada, a doença pode ser tratada com medicamentos que inibem o estímulo nervoso, já que o trigêmeo não é o responsável pela movimentação dos músculos da face.

Em alguns pacientes a terapia medicamentosa não surte efeito ou causa reação alérgica. Há ainda aqueles que sofrem com outros efeitos colaterais, como tonturas, quedas e alterações cognitivas. Nestes casos, o procedimento operatório é a melhor solução.

Há cinco procedimentos que podem ser indicados pelo médico. Quatro deles são simples, sem cortes e realizados em internação ambulatorial. Nesses casos, o paciente fica internado por poucas horas. Pode ser feita também uma neurocirurgia aberta (descompressão neurovascular), que exige observação do paciente por mais tempo.

De qualquer forma, é muito importante que os pacientes com a doença sejam acompanhados e tenham indicação cirúrgica precisa para obtermos os melhores resultados.

Dr. Cláudio Correa é neurocirurgião e coordenador do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do H9J.

 

 
Escrito em 11 de jun de 2015

Parkinson: medidas simples ajudam a prevenir a doença

Categorias: Longevidade    Autor: Dr. Marcelo Levites   
 

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Conhecida pelos tremores involuntários, o Parkinson pode atingir 1% das pessoas acima dos 65 anos no mundo. Sua origem está, principalmente, na aceleração do envelhecimento dos neurônios ligados ao movimento, por isso é tão comum que estejam presentes sintomas como falta de equilíbrio e de coordenação motora, dificuldade na fala, constipação e rigidez muscular.

Hoje em dia, já temos uma importante arma a nosso favor: a informação. É por meio dela que podemos tomar uma atitude na prevenção dessa e de outras doenças cerebrais.

Veja algumas dicas para ajudar a prevenir o Mal de Parkinson:

  • Exercícios físicos: ajudam na oxigenação do cérebro, deixando-o mais ativo e facilitando a renovação dos neurônios;
  • Alimentos antioxidantes: “abastecem” o organismo com substâncias importantes para o equilíbrio do corpo;
  • Estímulos cerebrais: assim como os músculos, a mente também precisa ser estimulada. Estudar uma outra língua, ler frequentemente e desafiar o cérebro com tarefas que parecem difíceis como desenhar ou fazer um cálculo também são formas interessantes de estímulo.

A convivência social é outra importante ferramenta para manter o cérebro sadio. Por isso, em nossas atividades no Centro de Longevidade realizamos encontros que estimulam a leitura, a memória e a sociabilidade dos pacientes.

Cirurgia

Uma opção para quem já desenvolveu a doença é a realização de uma cirurgia para estimular a restauração dos movimentos, que é feita com o paciente acordado. O médico introduz no cérebro um eletrodo de estimulação e, depois de três semanas, um neurologista faz a programação do aparelho. A cirurgia tem rápida recuperação e o paciente já sente uma importante melhora.

E você, o que tem feito para envelhecer com saúde? Aproveite essas informações e invista na sua qualidade de vida!

Dr. Marcelo Levites é médico de Família e coordenador do Centro de Longevidade do Hospital 9 de Julho.

 

 
Escrito em 03 de jun de 2015

Fraturas nas costelas: por que são mais graves em idosos?

Categorias: Coluna    Autor: Dr. Renato Poggetti   
 

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O tratamento da fratura óssea normalmente envolve a imobilização do osso comprometido e das articulações próximas ao local da fratura. Porém, quando o trauma ocorre no tórax e as costelas sofrem fraturas, esse princípio de imobilização não se aplicam na maioria dos casos.

Isso acontece porque as costelas participam ativamente da respiração do indivíduo. E quando a fratura de costelas acomete pessoas com idade acima dos 65 anos, o tratamento requer cuidados ainda maiores.

Entenda

As costelas fazem parte da estrutura óssea da parede torácica, que se encontra permanentemente em movimento, durante a inspiração e a expiração. Esses movimentos somados a outros mecanismos respiratórios fazem com que os pulmões recebam o ar com oxigênio e eliminem o ar com dióxido de carbono permitindo a oxigenação do nosso corpo, o que é fundamental para a manutenção da vida.

Assim sendo, a consolidação da fratura de costela ocorre mesmo com ela em movimento. Qualquer imobilização que restrinja o movimento das costelas pode ser muito prejudicial à respiração do indivíduo.

Em pessoas jovens, com boa reserva fisiológica e sem doenças pré-existentes o processo de consolidação ocorre em até quatro semanas, sem grandes complicações. Nos idosos, porém, a recuperação é mais lenta e pode ultrapassar quatro semanas, devido à menor reserva fisiológica por conta do envelhecimento, e também por causa da alta incidência de doenças crônicas degenerativas associadas.

Tratamento

O objetivo do tratamento do trauma torácico com fraturas de costelas é controlar a dor para manter a fisiologia normal da respiração apesar da fratura. As ações incluem a analgesia agressiva (controle da dor) e o estímulo à respiração, que pode ser feito de duas maneiras:

Passiva: com o paciente respirando mais profundamente e movimentando adequadamente a caixa torácica

Ativa: quando são utilizados equipamentos que levam ar para os pulmões com o uso de pressão positiva.

É importante salientar que o corpo do idoso costuma trabalhar próximo do limite da capacidade da maioria de seus sistemas orgânicos. Frequentemente, o idoso também é portador de doenças crônicas como diabetes, hipertensão arterial sistêmica, aterosclerose, insuficiência renal, doença pulmonar crônica etc.

Assim, o idoso pode demorar mais tempo para consolidar as fraturas de costelas e também possui maior risco de complicações como pneumonia e infecção. “Há ainda o risco de outras doenças degenerativas que dificultam o tratamento, como as demências. Quando necessário a vítima de trauma torácico com fraturas de costelas é melhor assistida com internação hospitalar.

Como identificar?

A suspeita de fraturas de costelas é feita com a ocorrência de trauma torácico e a existência de dor no local do trauma. A dor em geral piora com a movimentação do tórax e com a respiração. A dor também pode piorar com a palpação principalmente na costela e no local onde houve a fratura. Pode ou não existir inchaço e mancha roxa no local do trauma.

É importante procurar imediatamente ajuda médica para que seja iniciado o tratamento e para que sejam descartadas consequências mais graves, como hemorragias. Quanto mais rápido for feito o diagnóstico, melhor a chance de o paciente se recuperar sem sequelas.

Dr. Renato Poggetti é cirurgião e coordenador do Centro de Trauma do Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 26 de mai de 2015

Glaucoma é a segunda maior causa de cegueira no mundo: há como preveni-lo?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dr. Juan Tinajeros   
 

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Considerado a segunda maior causa de cegueira evitável no mundo, atrás apenas da catarata, o glaucoma não pode ser evitado, mas, se diagnosticado precocemente, há como reduzir sua progressão. Hoje, no Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, vamos explicar como identificá-lo e quais são os tratamentos disponíveis atualmente.

Chamamos de glaucoma o aumento da pressão interna do olho, causado por uma falha na drenagem do líquido que faz a “nutrição” dos olhos. Esta doença é “silenciosa” e costuma dar sinais apenas quando já está em estágio avançado, o que dificulta a paralisação do processo de cegueira.

Além deste tipo citado acima, existe também o glaucoma congênito, bastante raro, que se apresenta no paciente desde o nascimento. Há ainda os que são causados por doenças como diabetes, inflamações graves, medicamentos, entre outros.

Muitos de nós ainda não têm o hábito de procurar um oftalmologista periodicamente, mas a saúde dos olhos é tão importante quanto a do restante do corpo. Como não existe sintomatologia evidente na maioria dos pacientes,  é de suma importância o exame com o oftalmologista, sobretudo a partir dos 40 anos e se há familiares com glaucoma, entre outros fatores de risco.

O especialista pode avaliar a saúde deste que é um dos sentidos mais importantes do nosso corpo, essencial para o dia a dia.

O H9J conta com os equipamentos mais avançados para o diagnóstico precoce e acompanhamento do glaucoma, como a Tomografia de Coerência Ótica (OCT). O exame já está disponível no Centro de Medicina Especializada do hospital.

Dr. Juan Tinajeros é oftalmologista do Hospital 9 de Julho.

 
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