Escrito em 02 de set de 2015

Vamos falar sobre hemorroidas?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dr. Carlos Sobrado   
 

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É muito comum quem sofre de hemorroidas sentir um certo constrangimento em falar do assunto e, pior, sentir vergonha de passar por uma consulta médica. Mas o fato é que existem muitas dúvidas sobre o assunto e, para saná-las, é preciso romper a barreira do preconceito, já que a doença é uma das patologias de maior incidência na área da Coloproctologia.

Mas afinal, o que é hemorroida? Trata-se do inchaço, dilatação ou inflamação de veias localizadas no reto ou no ânus. As lesões podem ser tanto internas – localizadas no ânus ou no início do reto –, quanto externas – quando saem do ânus.

Estima-se que cerca de 50% dos pacientes acima dos 40 anos sofrem ou sofrerão um dia com algum dos sintomas da doença.

Intensidade das lesões

De acordo com a intensidade do problema, podemos dividir as hemorroidas internas em até 4 graus. São eles:

  • 1º Grau: tem sangramento, mas não tem prolapso;
  • 2º Grau: sangra e tem prolapso que regride espontaneamente;
  • 3º Grau: sangra e tem prolapso que necessita de manobras digitais para retornar ao interior do canal anal;
  • 4º Grau: sangra e ficam sempre exteriorizadas (não retornam ao interior do canal anal).

As hemorroidas costumam ser muito comuns durante a gestação e no pós-parto, pois são resultado do aumento da pressão nas veias do ânus. Esta pressão faz ainda com que as veias inchem, causando dores e incômodo.

A disfunção resulta principalmente do esforço excessivo feito na hora de evacuar. Porém, fatores como infecções anais e diarreia crônica podem potencializar as chances de desenvolver o problema. Pessoas que permanecem sentadas por longos períodos também são mais propensas a sofrerem com hemorroidas.

Tratamento

O tratamento pode ser feito de forma local, com pomadas e medicamentos orais em casos menos severos. A depender da gravidade, um procedimento cirúrgico para retirada das veias doentes pode ser necessário.

A boa notícia é que nas últimas duas décadas, vimos surgir procedimentos pouco invasivos. O principal destaque é o sistema THD (Transanal Hemorrhoidal Dearterialization). O procedimento é simples e de fácil execução, realizado por meio do canal anal, com leve dilatação.

No procedimento, pode-se identificar por meio do Doppler os ramos arteriais e fazer a ligadura que leva à redução do fluxo nas artérias. Em seguida, faz-se a elevação e fixação da hemorroida no interior do ânus.

A técnica é o procedimento menos invasivo já desenvolvido e pode ser realizada com sedação associada à analgesia, permitindo que o paciente tenha alta no mesmo dia. O THD é indicado para os graus 2, 3 e 4.

Recomendações

Algumas recomendações ajudam a evitar o problema, como:

  • Evitar papel higiênico áspero para não irritar a região;
  • Adotar uma dieta à base de alimentos ricos em fibras e frutas frescas;
  • Aumentar a ingestão de líquidos.

Por ser uma questão considerada constrangedora, muitos optam equivocadamente por seguir dicas populares e deixam de consultar um especialista. Esta atitude deve sempre ser evitada, pois o diagnóstico deve sempre ser feito por um especialista da área.

Dr. Carlos Sobrado, coloproctologista do Centro de Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 27 de ago de 2015

Saiba mais sobre a robótica, a mais alta tecnologia em cirurgias

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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Você já ouviu falar em cirurgia robótica? Pode parecer tema de filmes de ficção científica, mas a técnica já é utilizada no Brasil para aperfeiçoar procedimentos minimamente invasivos em diversas especialidades.

E o Hospital 9 de Julho é a primeira instituição privada no país a oferecer a última geração do sistema robótico Da Vinci, a mais moderna tecnologia para cirurgias da atualidade.

O procedimento permite uma atuação muito mais precisa e segura do cirurgião. Por esse motivo, os resultados tendem a ser melhores e a recuperação do paciente mais rápida.

Vamos tomar como exemplo uma cirurgia para retirada de um tumor de próstata: esta é uma região bastante delicada por onde passam estruturas com funções importantes. As chances de sequelas como incontinência urinária e impotência são muito menores se comparadas a uma cirurgia tradicional. Outra vantagem é o pós-operatório: o paciente terá menos dor e um menor risco de infecção.

A tecnologia é bastante recente, mas experiência não falta. O H9J já realizou mais de 700 cirurgias em diferentes especialidades como ginecologia (especialmente em casos de endometriose profunda e oncoginecologia), coloproctologia (tumores no reto) e cirurgia do aparelho digestivo (cirurgias bariátricas), entre outras.

Tecnologia de ponta

Os procedimentos cirúrgicos evoluíram muito em relação às técnicas minimamente invasivas. Inicialmente tivemos um grande salto da cirurgia aberta para a laparoscópica, que evita os grandes cortes e o risco de infecção. Já com o sistema robótico, os procedimentos operatórios passaram a ser ainda menos invasivos do que a laparoscopia.

A última geração do sistema robótico Da Vinci oferece imagens em Full HD e 3D (fundamentais para dar dimensão de profundidade) além da plataforma Streamlining, que integra novas tecnologias como a iluminação fluorescente utilizada para visualização de vascularização e de tumores.

 
Escrito em 21 de ago de 2015

Endoscopia do pâncreas e sua importância

Categorias: Gastroenterologia    Autor: Dr. Artur Parada   
 

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Durante a realização de um check-up, a saúde do pâncreas nem sempre está na lista de prioridades. Mede-se a glicemia para descartar diabetes e pede-se, no máximo, uma ultrassonografia do abdome, hemograma, creatina etc, que não permitem o rastreamento completo do órgão.

A Ecoendoscopia, por outro lado, analisa o pâncreas detalhadamente e de forma precisa. Em mãos experientes, pode se tornar a principal fonte de avaliação do órgão, por detectar uma série de doenças como pancreatite crônica em fase inicial, fibrose cística, pseudocistos e câncer de pâncreas.

Para se ter uma ideia dessa precisão, a assertividade pode chegar a 100% no diagnóstico de câncer de pâncreas. Além disso, a ecoendoscopia é a principal indicação em casos de suspeita de tumores menores de 3 cm de diâmetro.

Durante o procedimento também é possível realizar a drenagem de cistos benignos sem complicações. O preparo é bem simples: o paciente precisa apenas ficar em jejum por 12 horas e receber anestesia geral antes do exame.

O procedimento, que também é utilizado para investigação de tumores do estômago, esôfago, duodeno e reto, evoluiu bastante ao longo dos anos, com a substituição das sondas, antes mecânicas, pelos modelos eletrônicos, melhorando assim a qualidade das imagens captadas.

Dr. Artur Parada, endoscopista do Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 12 de ago de 2015

Como funcionam as cirurgias bariátricas?

Categorias: Gastroenterologia    Autor: Dr. Carlos Domene   
 

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Não é nenhuma novidade que o número de pessoas acima do peso vem crescendo (número da OMS ou do Ministério da Saúde). A obesidade já é uma epidemia mundial e tem ocupado espaço nas discussões sobre saúde e bem-estar da população. Cada vez mais, as cirurgias bariátricas se consolidam como grandes aliadas no tratamento de pacientes que sofrem com o problema em estágio avançado, com a chamada obesidade mórbida.

O que poucos sabem é que o procedimento faz parte de um programa de emagrecimento no qual uma equipe multidisciplinar acompanha passo a passo cada caso. Não é à toa que a cirurgia é hoje considerada uma importante opção no tratamento contra a obesidade.

Contudo, os procedimentos são pouco conhecidos, o que gera muitas dúvidas entre os interessados no assunto. Pensando nisso, relacionamos abaixo as principais diferenças entre as cirurgias bariátricas mais comuns. Veja abaixo:


Gastrectomia Vertical

Este procedimento retira de 70% a 80% do estômago do paciente. Além da finalidade restritiva graças à redução do tamanho do estômago, a cirurgia também implica na redução do hormônio associado à fome (grelina), mas sem prejudicar a absorção de cálcio, ferro e vitaminas do complexo B.

Banda Gástrica

Trata-se de uma válvula inflável colocada no começo do estômago, que cria uma câmara em que o alimento é coletado, aumentando ou diminuindo o espaço do estômago. A maior vantagem deste método é a reversibilidade do procedimento, que também é pouco invasivo. Mas vale uma ressalva: é contraindicado para pacientes que sofrem com hérnia de hiato volumosa e refluxo gastroesofágico.

Bypass Gástrico

O by-pass gástrico reduz a quantidade de comida ingerida, pois diminui o estômago para 10% de sua capacidade, reduzindo também o hormônio grelina, assim como na gastrectomia vertical.

Como em toda a cirurgia, é importante que o paciente entenda qual o resultado esperado e como é importante a mudança de hábitos. Para que o tratamento da obesidade tenha resultados, precisamos cuidar do corpo e da mente com o mesmo cuidado. Por isso, o acompanhamento multiprofissional é muito importante.

Dr. Carlos Domene, cirurgião especialista em Cirurgia Bariátrica e Metabólica do Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 05 de ago de 2015

Hoje, no dia Nacional da Saúde, o H9J quer te incentivar a largar o sedentarismo

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dr. Marcelo Paiva   
 

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O Ministério da Saúde aponta que 64% da população brasileira está com excesso de peso ou é considerada obesa. Muitos casos são consequência do sedentarismo e da falta de uma alimentação saudável, o que pode acarretar outras doenças como o diabetes, câncer e hipertensão arterial, as maiores causas de mortes no Brasil.

Como sabemos, cada vez mais tem sido normal passar muito tempo em frente ao computador. Depois de um longo dia de trabalho dentro do escritório, gastamos horas parados nos intermináveis congestionamentos das grandes capitais.

Para evitar o sedentarismo, a prática de esportes e exercícios físicos é ideal para estabelecer um estilo de vida saudável. O recomendável é fazer atividade física ao menos três vezes na semana, por pelo menos 30 minutos.

Que tal deixar a “moleza” de lado e melhorar sua saúde optando por acrescentar atividades simples em seu dia a dia? Confira abaixo algumas dicas:

  • Levar seu cachorro para passear durante 15 minutos, por exemplo, pode ser considerado uma leve caminhada;
  • Vai até a padaria? Deixe o carro para distâncias maiores, opte por um passeio a pé;
  • Sempre que possível troqueo elevador pela escada;
  • Vá falar com o seu colega de trabalho, em vez de mandar um e-mail;
  • Levante para tomar água com mais frequência. Assim você se mantém hidratado e ainda se movimenta;
  • Faça alongamento pelo menos duas vezes ao dia. Músculos alongados evitam lesões.

Não se render às facilidades que a tecnologia vem proporcionando a nossa vida, como elevadores ou o uso de carro para percursos curtos pode render bons frutos à sua saúde. Reserve um tempo, mesmo que curto, para a prática de atividades físicas, você sentirá mais disposição e ajudará a reduzir os riscos de doenças.

 

Dr. Marcelo Paiva, coordenador do Centro de Cardiologia doHospital 9 de Julho

 
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