Escrito em 11 de set de 2014

Saiba como diferenciar os principais tipos de lesões

Categorias: Medicina do Exercício e do Esporte    Autor: Dr. Ricardo Nahas   
 

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Entorse, luxação, fratura e contusão são lesões muito comuns e podem ser causadas por acidentes no trânsito, traumas esportivos, quedas ou até mesmo em situações do dia a dia: um passo em falso, um buraco despercebido na calçada ou ainda o desequilíbrio causado por um salto alto. Veja abaixo como diferenciar cada caso.

Entorse

Muito comum no tornozelo, esta lesão traumática envolve a ruptura total ou parcial dos ligamentos das articulações, estruturas que fazem a ligação entre os ossos e são responsáveis pela sua estabilidade. Os principais sintomas são dor intensa, inchaço, equimose (mancha de coloração arroxeada) e deformidade no local atingido. A principal causa da entorse é a pisada incorreta, seja por irregularidade no solo ou sapato.

Luxação

A principal característica desta lesão é a perda completa de contato entre extremidades de ossos que a compõem, resultando em seu deslocamento. Geralmente é causada por um forte trauma e pode ocorrer em diversas partes do corpo, como coluna, tornozelo, ombros, joelhos e cotovelos. Quando ocorre, é preciso que a articulação seja recomposta com urgência e, em seguida, imobilizadas para favorecer a cicatrização. Os principais sintomas são dor intensa e incapacidade de movimentar o lugar atingido e deformidade.

Fratura

Fratura é quebra de um osso, que pode ser incompleta ou total (quando a descontinuidade é completa, podendo ocorrer desvio). A fratura pode ainda ser considerada exposta quando o osso lesado rompe a pele. Muito comum em quedas ou acidentes, a fratura exige imobilização por período de tempo às vezes longo, ou mesmo tratamento cirúrgico, para facilitar a cicatrização do osso na posição correta.

Contusão

Ela é causada por um trauma direto nos tecidos superficiais e na musculatura, podendo atingir alguma articulação. Os resultados mais comuns são inchaço, inflamação e hematoma. É a lesão traumática mais frequente, no dia a dia e nos esportes. Popularmente é o “tostão” ou a “paulistinha”, jargão comum para este tipo de lesão no futebol.

Em todos os casos é recomendado que o paciente busque cuidados médicos com urgência. Mesmo lesões que aparentam ser superficiais podem esconder uma gravidade maior.

Dr. Ricardo Nahas é médico do Esporte e coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho

 

 
Escrito em 04 de set de 2014

9 benefícios do ciclismo para o seu organismo

Categorias: Medicina do Exercício e do Esporte    Autor: Dr. Ricardo Nahas   
 

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Até pouco tempo a bicicleta era usada para fins esportivos em locais isolados e por pequenos grupos de entusiastas do ciclismo. Hoje, ao mesmo tempo em que conquista novos adeptos, a bicicleta retoma seu status de importante meio de locomoção.

O cenário para os ciclistas nunca esteve tão favorável.  Só em São Paulo, por exemplo, mais 400 km de ciclovia devem ser inaugurados até o fim de 2015. Também há uma maior conscientização dos cidadãos – especialmente motoristas – em relação ao respeito e à segurança deste meio de transporte. Além disso, diversos parques como o Ibirapuera, o Villa Lobos e o Parque do Carmo oferecem espaço para quem quer pedalar.

Se faltam motivos para você virar um adepto deste esporte – ou meio de locomoção – listamos nove benefícios para te convencer:

1. Maior capacidade cardiovascular: por ser uma atividade de longa duração, portanto aeróbia, o ciclismo faz com que o coração do praticante bata de forma constante e intensa, o que resulta em um aumento da capacidade cardiovascular. E isso, é claro, tem um efeito positivo na prevenção de doenças cardíacas.

2. Diminuição do risco de câncer: vários estudos recentes associam atividades físicas – ciclismo incluído – com a diminuição do risco de se desenvolver alguns tipos de câncer, especialmente o de mama, de próstata e de cólon.

3. Baixo impacto: ao contrário da corrida, o ciclismo é uma atividade de baixo impacto. Com isso, joelhos, espinha dorsal e tornozelos são poupados, já que não precisam suportar o peso do corpo. (É preciso, no entanto, que o ciclista se atente à altura do banco para evitar um ângulo muito alto de rotação das pernas).

4. Músculos fortalecidos (especialmente os inferiores): andar de bicicleta trabalha os grandes grupos musculares das pernas e ainda estimula a contração do abdome, pois a atividade exige uma boa postura. Pedalar é um exercício de resistência muscular localizada e aeróbia, o que melhora o condicionamento físico do praticante.

5. Melhor coordenação: apesar do maior esforço concentrado nos membros inferiores, o ciclismo é uma atividade que exige sincronismo e equilíbrio do corpo todo, o que melhora a coordenação motora.

6. Mais energia: a atividade pode melhorar o nível de energia em até 20% e diminuir a fadiga em até 65%, de acordo com um estudo publicado no Psychotherapy and Psychosomatics. O motivo é a liberação de dopamina, neurotransmissor responsável por suprir a energia do corpo.

7. Menos calorias: dependendo do volume da atividade, o ciclismo pode “queimar” de 300 a 500 calorias por hora, uma ótima forma de evitar – ou combater – a obesidade e melhorar o condicionamento físico.

8. Colesterol controlado: pelo aumento da circulação sanguínea, o maior fluxo de sangue evita que o LDL, o colesterol ruim, se acumule nas paredes das artérias. Com isso, além de livrar o corpo do colesterol ruim, a atividade previne contra a aterosclerose.

9. Combate ao estresse: assim como todos os exercícios físicos – principalmente aeróbicos – o ciclismo ajuda a aliviar o estresse. Pedalar, no entanto, tem mais um ponto a favor sobre os demais exercícios: a bicicleta é uma ótima forma de evitar o trânsito, uma das principais fontes de estresse de hoje em dia.

Dr. Ricardo Nahas é médico do Esporte e coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 28 de ago de 2014

Ebola: o risco de casos no Brasil é pouco provável

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dra. Regina Tranchesi   
 

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Desde que teve início, em fevereiro deste ano, o surto do vírus ebola na África já causou 1.427 mortes e 2.615 casos foram confirmados de acordo com dados divulgados na última sexta-feira (22) pela Organização Mundial de Saúde.

No domingo, a República Democrática do Congo foi o quinto país a confirmar casos da doença que antes estava confinada a Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa. Apesar de a epidemia ter sido classificada pela OMS como emergência internacional, autoridades consideram pouco provável o surgimento de um caso no Brasil.

A explicação é que a transmissão do vírus só acontece pelo contato direto com sangue, secreções, órgãos e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, o que torna a transmissão para outros continentes bem mais difícil.

Outra peculiaridade que dificulta o contágio é que a transmissão do ebola não ocorre por via aérea (como o vírus da gripe), nem por vetores, como mosquitos (que facilitam, por exemplo, a disseminação da dengue).

A preocupação com a doença é natural, principalmente porque vivemos em um mundo globalizado, em que as pessoas se deslocam facilmente por meio de viagens aéreas. No entanto, todos os casos registrados continuam restritos aos cinco países da África Ocidental.

Como medida de segurança, aeroportos de todo o mundo realizam o monitoramento do vírus. Segundo o Ministério da Saúde, esta medida também foi adotada no Brasil. Caso haja pessoas com suspeita de contágio, todos os aeroportos estão aptos a proceder com o isolamento em quarentena, o que reduz ainda mais a chance da entrada da doença no país.

A expectativa é que a epidemia seja contida dentro de seis meses.

 
Escrito em 21 de ago de 2014

Por que famosos estão jogando baldes de água na cabeça? Saiba mais sobre a ELA.

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Dr. Antônio Cézar Galvão   
 

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Se você acompanhou as redes sociais esta semana – e também o noticiário de variedades – certamente notou que o assunto do momento é o Desafio do Balde de Gelo: dezenas de celebridades jogam um balde de água fria sobre a cabeça para, em seguida, desafiar outras personalidades a fazer o mesmo.

A ação foi iniciada nos Estados Unidos no final de julho e, em menos de duas semanas, atingiu o mundo todo. Esta foi a forma encontrada pela Associação de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) daquele país para angariar fundos para a pesquisa e tratamento da doença.

Mas afinal, você sabe o que é ELA?

A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença rara que atinge cerca de cinco em cada 100 mil pessoas no mundo. Sua causa é desconhecida: estima-se que apenas 10% dos casos sejam originados por problemas genéticos.

Atualmente conhecida no meio médico como “Doença do Neurônio Motor”, a ELA é caracterizada pela degeneração progressiva dos neurônios que comandam a função motora, situados no cérebro e na medula espinhal. Quando atingidos pela doença, essas células perdem a capacidade de transmitir impulsos nervosos responsáveis pelo movimento voluntário dos músculos que, por esse motivo, começam a atrofiar.

Em estágios mais avançados, até mesmo a fala, a deglutição e a respiração são dificultadas. Apesar disso, a inteligência e capacidade de raciocínio nunca são afetados.

Diagnóstico e tratamento

Os sintomas costumam aparecer por volta dos 50 anos, embora haja registro de pessoas jovens que tenham desenvolvido a doença. Por ser de lenta progressão, leva tempo para ser devidamente diagnosticada e sua detecção envolve uma série de exames.

A cura para a ELA ainda não foi encontrada, por isso o investimento em pesquisa é tão estimulado. Atualmente, o tratamento consegue retardar razoavelmente a progressão da doença com medicamentos que visam bloquear seu avanço.

Uma boa notícia recente é a divulgação de pesquisa da Clínica Mayo e do Instituto de Pesquisa Scripps, na Flórida. De acordo com a publicação feita na revista científica Neuron, foi desenvolvida uma estratégia para se combater o fator de risco genético mais comum deste distúrbio.

O físico inglês Stephen Hawking é uma das pessoas mais célebres a desenvolver a doença do neurônio motor. Hoje com 72 anos, Hawking foi diagnosticado aos 21 anos e, mesmo com as limitações da ELA, foi um dos cientistas mais brilhantes do século. Um filme que conta sua história deve estrear em janeiro de 2015. Confira o trailer.

Dr. Antônio Cézar Galvão é neurologista do H9J.

 
Escrito em 14 de ago de 2014

Conheça os check-ups personalizados do H9J

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Check up

Uma das novidades do H9J é a oferta de check-ups personalizados. O objetivo é facilitar a vida de quem quer fazer um bom acompanhamento de sua saúde, mas não tem muito espaço na agenda. Conheça as quatro opções.

Check-up Mulher

Dividido por faixa etária, este check-up é composto por exames que englobam as doenças mais comuns às diferentes idades da mulher. O check-up inclui sorologias, ultrassonografia das mamas, pélvica, transvaginal e da tireoide, mamografia, densitometria óssea, citologia, pesquisa de HPV e Clamídia.

Check-up Executivo

Ser um executivo de sucesso não é fácil, e o preço a ser pago são horas e horas dedicadas ao trabalho, sem tempo para cuidar da saúde. Por isso, o check-up executivo é rápido, prático e completo. Voltado para homens e mulheres com opções abaixo ou acima dos 40 anos, este check-up é composto por 30 exames que incluem avaliações com urologista, ginecologista e oftalmologista, além de teste ergométrico e pesquisas de doenças crônicas, exames fundamentais para quem enfrenta um dia a dia estressante.

Check-up Esportivo

Indicado tanto para os que pretendem iniciar uma atividade física com segurança quanto para atletas de alto desempenho, este serviço inclui avaliação ortopédica, nutricional, urológica, teste ergoespirométrico, eletrocardiograma, ecocardiograma bidimensional, prova de função pulmonar, sorologias, densitometria óssea, entre outros exames conforme a necessidade.

Check-up Admissional

O check-up admissional foi criado para facilitar a vida de quem está contratando novos colaboradores. O serviço inclui avaliação psicológica, psiquiátrica, oftalmológica, além de exames de imagem para detecção de lesões por esforço repetitivo e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho e de exames de análises clínicas para doenças.

 
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