Escrito em 21 de mai de 2015

Pneumonia: conheça os sintomas e tratamento

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dr. Alexandre Kawassaki   
 

pneumonia

As temperaturas amenas e a baixa umidade, quando associadas à maior permanência de pessoas em ambientes fechados, contribuem para o aumento de casos de doenças respiratórias. Uma das mais graves é a pneumonia, geralmente causada pela bactéria pneumococo (Streptococcus pneumoniae), mas que também pode ser causada por fungos, vírus ou ainda outras bactérias.

A pneumonia é caracterizada pela infecção dos alvéolos pulmonares, estruturas responsáveis pela oxigenação do sangue. A transmissão dos agentes infecciosos não é tão intensa quando comparada à da gripe, mas, uma vez em contato, a doença pode ser transmitida. A probabilidade aumenta quando o corpo está debilitado, como nos casos de gripe e resfriado.

Sintomas

Alguns dos sintomas da pneumonia são muito semelhantes aos da gripe, como tosse, dor no peito, dores musculares e febre alta. Em geral os sintomas são insidiosos, mas podem ter início súbito.

Outras características típicas da doença são falta de ar, dificuldade de respirar e, principalmente, aumento na expectoração e alteração na coloração do muco, que pode variar entre verde, amarelado ou ainda acinzentado.

Fatores de risco

Crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade formam o grupo de risco, pois neles a doença pode ter consequências mais graves, o que resulta em altas taxas de internação e mortalidade. A vacina antipneumocócica já faz parte do calendário de imunização de crianças de até 2 anos e também é indicada para maiores de 60 anos e portadores de doenças crônicas que predisponham ao surgimento da pneumonia.

Tratamento

Devido à gravidade da doença, o tratamento deve ser levado muito a sério e precisa ser iniciado o quanto antes, neste caso o diagnóstico precoce é importante, por isso é preciso procurar ajuda médica logo ao surgirem os sintomas. Em alguns casos, a internação é necessária, em outros, o tratamento pode ser feito em casa, com prescrição de medicamentos, repouso e hidratação.

Dr. Alexandre Kawassaki é pneumologista do Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 14 de mai de 2015

Como evitar lesões ao usar salto alto?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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No Brasil, é quase unanimidade: mulheres e homens concordam que saltos altos são sinônimos de beleza e elegância para a silhueta feminina. Mas são as mulheres as que mais sofrem com eles – e elas já perceberam que o conforto não é um dos atributos do calçado.

Apesar de não ser prioridade na hora da compra, o conforto precisa, sim, ser levado em consideração. Sabemos que a brasileira é muito vaidosa e não vive sem o salto, mas vale ficar atenta: se aos 30 anos, a mulher que o utiliza com frequência começar a sentir uma dorzinha chata e não der a devida atenção, aos 50 ela pode acabar com uma lesão permanente.

Para evitar este problema, não é necessário parar de usar salto, mas é importante entender como é o formato do pé e escolher o calçado mais confortável o seu biótipo.

Conheça abaixo os principais tipos de pé e suas lesões mais comuns:

Pés planos: quando pessoas com este tipo de pisada usam salto, a carga fica na parte de dentro do pé e tornozelo, sobrecarregando a musculatura nestas regiões. Por vezes, o uso de uma palmilha é suficiente para corrigir a pisada, mas nem sempre é possível utilizá-la com um salto.

O uso de saltos mais largos, com meia pata na frente arredondada, ou seja, que permitam um equilíbrio maior entre a parte frontal e traseira do calçado, costuma ser uma boa opção. A estrutura interna do sapato, chamada de “alma”, deve ser rígida para neutralizar o perfil mais flexível da pisada e manter uma boa relação biomecânica.

Sinal de alerta: a dor mais comum neste tipo de pé é na região interna do tornozelo e pé, devido a uma fraqueza muscular. O desconforto pode evoluir com a queda do arco do pé, piorando o aspecto plano e, em casos mais graves, pode haver o rompimento do tendão.

Pés cavos: são mais arqueados e rígidos do que os planos, sobrecarregando sua parte lateral externa. No salto, ele fica muito mais predisposto a entorses, tanto pela parte mecânica, quanto por causa da ativação muscular e rigidez.

Sinal de alerta: dor na parte da frente do pé, principalmente na parte de fora, ou seja, quarto ou quinto dedo. Este pé fica mais predisposto a fraturas por estresse nesta região. Saltos que deixam o pé inclinado para dentro podem prejudicar a pisada, facilitando o desequilíbrio e lesões.

Deformidades do antepé: Nem todas as mulheres têm predisposição a joanetes ou dedão rígido, algumas das lesões permanentes mais comuns. Porém, anos de falta de cuidado podem desencadear o problema. Mulheres com predisposição, que já têm casos na família, precisam de atenção redobrada. Hoje as cirurgias evoluíram muito e a recuperação não é mais traumática e demorada, mas, se podemos evitar, por que correr o risco, não é?

Dra. Fernanda Catena é ortopedista especialista em pés, do Centro de Ortopedia do Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 07 de mai de 2015

9 dicas para se proteger contra doenças respiratórias

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dr. Alexandre Kawassaki   
 

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Todos os anos a situação se repete: basta que a temperatura baixe e o tempo fique mais seco para que ácaros, vírus, fungos e bactérias entrem em ação causando doenças comuns ao outono/inverno. E o sistema respiratório é o principal alvo: casos de asma, sinusite e rinite alérgica são muito mais comuns neste período.

Estima-se que cerca de 10% dos brasileiros apresentem quadros variados de asma, enquanto 30% sofram com rinite alérgica. Sintomas como espirro, coriza, congestão nasal e dores de cabeça podem facilmente ser confundidos com os de um resfriado, dificultando o diagnóstico e tratamento adequado, essencial para se evitar infecções oportunistas.

Isso porque o tempo seco aumenta a poluição no ar e deixa o muco mais espesso, fazendo com que vírus e bactérias permaneçam mais tempo no organismo e se proliferem. Além disso, quando está desidratada, a mucosa nasal não cumpre devidamente o papel de filtrar o ar e impedir a entrada de micro-organismos.

Um fator agravante é o aumento da poluição, intensificada pelo tempo seco, que pode causar ainda mais irritação ao nariz, pele e olhos. Evitar a exposição ao ar poluído e aos agentes infecciosos e alergênicos é impossível, mas algumas medidas ajudam a reduzir o contato, diminuindo os riscos de doenças respiratórias e, ao mesmo tempo, aliviar o mal-estar causado pela baixa umidade.

Confira abaixo nove dicas para se cuidar bem nesta estação.

  1. Beba bastante água: o ideal é ingerir dois litros de água por dia para manter o organismo hidratado e as vias respiratórias devidamente umedecidas;
  2. Faça limpeza nasal com solução fisiológica ao menos duas vezes ao dia;
  3. Troque a roupa de cama a cada semana;
  4. Evite usar tapete em casa; em caso de ambientes acarpetados e móveis estofados, faça limpeza com soluções bactericidas;
  5. Guarde brinquedos de pelúcia em embalagens a vácuo depois de devida higienização;
  6. Evite ambientes fechados e aglomerações;
  7. Mantenha a casa limpa – de preferência com aspirador de pó e panos úmidos – e os ambientes sempre arejados de forma a permitir ventilação e entrada de luz solar, o que evita a formação de fungos;
  8. Evite fumar, principalmente em ambientes fechados;
  9. Pratique atividades físicas preferencialmente antes das 10h e após as 16h quando o tempo está menos seco.

E atenção: caso os sintomas apareçam, é importante se consultar com um médico para se fazer um diagnóstico preciso e seguir o tratamento mais adequado.

Dr. Alexandre Kawassaki é pneumologista do Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 30 de abr de 2015

Saiba como identificar e tratar a candidíase

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

 

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A Candida é um tipo de fungo comum à flora de todo o corpo humano, onde habita de forma equilibrada, especialmente nas regiões vulvovaginal e intestinal. Entretanto, quando ocorre algum desequilíbrio desta flora que protege o organismo, a Candida se prolifera em excesso podendo irritar pele e mucosas, causando a candidíase.

Os sintomas mais comuns são prurido, inchaço vulvar, inflamação, escoriações (resultantes do ato de coçar), dor durante a relação sexual e ao urinar, infecções secundárias e corrimento denso, mas sem odor.

Este é um problema comum entre mulheres e costuma ser mais frequente nos períodos caracterizados pelo aumento da produção do hormônio estrogênio: período pré-menstrual, na gravidez e durante tratamento com hormônios. Isso ocorre porque o estrogênio faz com que o conteúdo vaginal fique mais ácido. Apesar de comum, apenas 10% dos casos de candidíase são recorrentes.

Algumas situações tipicamente favorecem a proliferação da Candida:

  • Duchas vaginais, sabonetes íntimos de uso diário, protetores diários de calcinha, roupas sintéticas apertadas, biquínis molhados.
  • Uso de antibióticos, em especial os de amplo espectro, que acabam por alterar a flora vaginal, diminuindo o número de lactobacilos vaginais e consequentemente alterando o pH vaginal
  • Infecções locais
  • Atividade sexual intensa
  • Diabetes descompensado
  • Baixa imunidade, situações de stress

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito principalmente pelo quadro clínico. Algumas ocasiões exigem exames mais específicos, como é o caso de alergias e eczemas que podem apresentar sintomas semelhantes.

Como a candidíase não é considerada uma doença sexualmente transmissível, o parceiro somente é tratado se apresentar os sintomas. O tratamento consiste em afastar os fatores de risco para evitar a reincidência, por isso, é preciso suspender as relações sexuais para restabelecimento da pele e da mucosa durante o tratamento.

Além disso, são ministrados medicamentos antifúngicos por via oral e/ou cremes para tratamento local. O tempo de tratamento varia conforme a gravidade dos sintomas. Nos casos de infecções que tendem a se repetir várias vezes ao ano, que são mais raros, o médico pode optar pelo uso de antifúgico oral por um tempo mais prolongado.

Porém, tanto o diagnóstico como a determinação do melhor tratamento depende da avaliação de um especialista. Por isso, evite se automedicar e, ao aparecerem os primeiros sinais, busque ajuda médica.

Dra. Maria Carolina Madi, ginecologista da Clínica da Mulher do H9J.

 
Escrito em 23 de abr de 2015

H9J investe em sistema de hemodiafiltração de última geração

Categorias: Rim, Sua Saúde    Autor: Dra. Zita Brito   
 

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O H9J é a primeira instituição a trazer para o país o mais moderno sistema de hemodiafiltração, técnica que permite filtrar mais toxinas do que em uma hemodiálise convencional. Para isso, foram investidos R$ 1 milhão na compra de 14 equipamentos, que já estão em funcionamento.

As antigas máquinas de hemodiafiltração foram substituídas pelos modelos 5008S Cordiax, uma tecnologia muito mais moderna. Uma das inovações mais importantes é o controle automático que facilita o aumento do volume de filtragem, mas sem perder de vista o cuidado com a hemoconcentração, que ocorre quando a diálise retira excesso de líquido do organismo, deixando o sangue muito concentrado, o que dificulta a circulação.

Estudos indicam que o procedimento com alto volume de filtragem reduz em até 33% o risco cardiovascular, em 22% a hospitalização, além do risco de queda de pressão, que está relacionada à rápida diminuição do volume sanguíneo. Dessa forma, os pacientes apresentam melhor controle da anemia, doença óssea e menor resposta inflamatória.

O aprimoramento das técnicas de diálise é uma importante ferramenta no apoio terapêutico do paciente, já fragilizado pela redução de sua capacidade natural de filtragem. Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia, um em cada 10 brasileiros tem algum problema nos rins e 70% dos que estão em tratamento dialítico descobriu a doença tardiamente.

Por isso, a prevenção é outro ponto fundamental: a avaliação da função renal pode ser incluída no check-up anual de pacientes predispostos, como os hipertensos, diabéticos e com histórico familiar.

Hemodiálise x hemodiafiltração

Em uma Hemodiálise, o sangue passa por um filtro com o dialisato, ou volume de substituição, uma solução que tem as mesmas substâncias do sangue que são fundamentais para o bom funcionamento do organismo.

A diferença entre o que há no dialisato e no sangue em processo de filtragem é arrastada para fora do filtro. Na hemodiafiltração, o sistema é mais eficiente e permite o arraste de moléculas maiores do que na Hemodiálise, eliminando assim um maior número de toxinas.

Com a nova tecnologia, a máquina analisa se este arraste está sendo realizado de maneira a manter o equilíbrio de líquidos no sangue e, quando necessário, amplia automaticamente o volume de substituição, o que aumenta a eficiência da filtragem já levando em consideração a prevenção à hemoconcentração.

 Dra. Zita Brito é nefrologista do Centro de Rim do Hospital 9 de Julho

 
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