Escrito em 23 de abr de 2015

H9J investe em sistema de hemodiafiltração de última geração

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dra. Zita Brito   
 

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O H9J é a primeira instituição a trazer para o país o mais moderno sistema de hemodiafiltração, técnica que permite filtrar mais toxinas do que em uma hemodiálise convencional. Para isso, foram investidos R$ 1 milhão na compra de 14 equipamentos, que já estão em funcionamento.

As antigas máquinas de hemodiafiltração foram substituídas pelos modelos 5008S Cordiax, uma tecnologia muito mais moderna. Uma das inovações mais importantes é o controle automático que facilita o aumento do volume de filtragem, mas sem perder de vista o cuidado com a hemoconcentração, que ocorre quando a diálise retira excesso de líquido do organismo, deixando o sangue muito concentrado, o que dificulta a circulação.

Estudos indicam que o procedimento com alto volume de filtragem reduz em até 33% o risco cardiovascular, em 22% a hospitalização, além do risco de queda de pressão, que está relacionada à rápida diminuição do volume sanguíneo. Dessa forma, os pacientes apresentam melhor controle da anemia, doença óssea e menor resposta inflamatória.

O aprimoramento das técnicas de diálise é uma importante ferramenta no apoio terapêutico do paciente, já fragilizado pela redução de sua capacidade natural de filtragem. Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia, um em cada 10 brasileiros tem algum problema nos rins e 70% dos que estão em tratamento dialítico descobriu a doença tardiamente.

Por isso, a prevenção é outro ponto fundamental: a avaliação da função renal pode ser incluída no check-up anual de pacientes predispostos, como os hipertensos, diabéticos e com histórico familiar.

Hemodiálise x hemodiafiltração

Em uma Hemodiálise, o sangue passa por um filtro com o dialisato, ou volume de substituição, uma solução que tem as mesmas substâncias do sangue que são fundamentais para o bom funcionamento do organismo.

A diferença entre o que há no dialisato e no sangue em processo de filtragem é arrastada para fora do filtro. Na hemodiafiltração, o sistema é mais eficiente e permite o arraste de moléculas maiores do que na Hemodiálise, eliminando assim um maior número de toxinas.

Com a nova tecnologia, a máquina analisa se este arraste está sendo realizado de maneira a manter o equilíbrio de líquidos no sangue e, quando necessário, amplia automaticamente o volume de substituição, o que aumenta a eficiência da filtragem já levando em consideração a prevenção à hemoconcentração.

 Dra. Zita Brito é nefrologista do Centro de Rim do Hospital 9 de Julho

 
Escrito em 16 de abr de 2015

Papanicolaou: exame detecta câncer de útero e suas lesões precursoras

Categorias: Oncologia, Sua Saúde    Autor: Dr. Fabio Laginha   
 

colo do uterino

Você conhece o exame de Colpocitologia Oncológica? Não? Mas com certeza já ouviu falar no exame de Papanicolaou, certo? Os nomes são diferentes, mas o procedimento é o mesmo: um exame essencial para todas as mulheres em idade sexual, pois é a forma mais eficaz de se detectar o câncer de colo de útero – e outras complicações – precocemente.

O câncer de colo do uterino, ou cervical, é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), atrás apenas do câncer de mama e o colorretal. A doença é causada principalmente pelo HPV (Papilomavírus Humano), DST mais comum no mundo, transmitido quase que exclusivamente via relações sexuais.

De acordo com o Ministério da Saúde, 14 mulheres morrem a cada dia por complicações deste tipo de câncer que, só em 2014, teve mais de 15 mil novos casos diagnosticados. A boa notícia é que, se detectado precocemente, as chances de cura sobem de 66% para 92%.

E é aí que entra o exame de Papanicolaou. Como esse tipo de câncer não se desenvolve rapidamente, podendo levar anos até se tornar maligno, recomenda-se que o Papanicolaou seja feito a partir dos 21 anos, exceto em mulheres que ainda não tiveram relações sexuais, até os 64 anos mesmo sem vida sexual ativa.

Mulheres grávidas podem e devem realizar o exame, que faz parte do acompanhamento pré-natal. Apesar de não haver contraindicações, o médico determina a necessidade de a paciente realizar ou não o procedimento.

Quando o rastreamento populacional é feito adequadamente, há uma diminuição de mais de 70% da mortalidade por câncer do colo uterino. Além de detectar lesões precursoras deste tipo de câncer, o Papanicolaou ajuda a diagnosticar infecções vaginais, como Gardnerella vaginalis, Tricomoníase e Candidíase, além de DSTs, incluindo HPV.

Como é feito?

A coleta é simples: durante o exame ginecológico, o próprio médico faz uma coleta das células do colo uterino com o auxílio de uma espátula e escovinha. Todo o processo dura alguns minutos.

O preparo adequado consiste em evitar relação sexual além do uso de cremes e duchas na véspera da coleta. Também é preciso cuidado ao agendar o exame fora do período menstrual.

O Papanicolaou deve ser feito anualmente. Após dois exames consecutivos normais, a paciente pode ser orientada a realizá-lo a cada três anos, como define a Organização Mundial de Saúde.

Fabio Laginha, ginecologista e mastologista, coordenador da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, de São Paulo

 
Escrito em 09 de abr de 2015

Doenças cardiovasculares em mulheres: conheças as mais comuns e previna-se

Categorias: Cardiologia    Autor: Dr. Marcelo Paiva   
 

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Você sabe qual a principal causa de mortes entre as mulheres? Se pensou em doenças cardiovasculares, acertou. De acordo com a Federação Mundial do Coração, a cada ano mais de 8,6 milhões de mulheres no mundo são vítimas de doenças que afetam o principal órgão do corpo humano.

O autoconhecimento e a informação são ferramentas importantes para diminuição dos riscos de complicações cardíacas, por isso, listamos as principais doenças e como evitá-las:

Infarto do miocárdio: ainda é a mais grave, com uma média de 3,4 milhões de mortes por ano, somente entre mulheres. Entre elas há um maior risco de complicações no caso do infarto agudo do miocárdio devido a fatores anatômicos e epidemiológicos. O problema, que ocorre quando uma artéria que irriga o coração fica obstruída, leva à falta de circulação e à consequente morte das células. As mulheres também costumam apresentar sintomas atípicos durante o infarto, o que dificulta o diagnóstico e atrasa o tratamento adequado.

Angina: normalmente o corpo dá sinais de que algo não vai bem. No caso do coração, um deles é a dor no peito. A dor torácica pode ter diversas causas, por isso, ao primeiro sinal de forte dor no local, deve-se procurar avaliação médica, principalmente na presença de fatores de risco como idade superior aos 50 anos, tabagismo, diabetes, obesidade, hipertensão arterial, colesterol elevado e sedentarismo.

Doenças valvares: o coração possui quatro válvulas, responsáveis pela manutenção do correto fluxo sanguíneo. Se uma destas válvulas não funciona corretamente, o fluxo pode ficar comprometido, causando o sopro cardíaco, falta de ar, dor no peito, entre outras complicações.

Insuficiência cardíaca: diversas doenças cardiovasculares, se não forem corretamente diagnosticadas e tratadas, podem evoluir para um quadro mais grave: a insuficiência cardíaca, quando o coração tem suas funções comprometidas. O ideal é não chegar à insuficiência, que tem um tratamento mais complexo, podendo ser necessário o transplante cardíaco.

As doenças cardiovasculares em mulheres costumam ser mais graves, por isso, a prevenção é fundamental. Culturalmente, mulheres costumam se consultar frequentemente com o ginecologista, mas não têm o hábito de fazer uma avaliação cardíaca.

Além do acompanhamento periódico, a prática de atividades físicas regulares e uma alimentação balanceada ajudam a prevenir doenças cardíacas. Atividades aeróbicas de 30 minutos, três vezes por semana, são suficientes para manter o coração saudável. Já a alimentação deve conter alta concentração de fibras, vitaminas e minerais e baixa concentração de gorduras, carne vermelha, sal e bebida alcoólica.

Dr. Marcelo Paiva, cardiologista do Centro de Cardiologia do Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 02 de abr de 2015

Conheça o exame que ajuda a diagnosticar incontinência urinária

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dra. Claudia Palos   
 

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A incontinência urinária é um problema bastante incômodo e muitas vezes constrangedor, que acaba comprometendo o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas que sofrem com este distúrbio. E elas não são poucas. A Sociedade Brasileira de Urologia estima que mais de 10 milhões de pessoas no Brasil enfrentem esta condição em alguma fase da vida.

O público feminino é o principal afetado. Trinta e cinco por cento das mulheres desenvolvem incontinência urinária, em graus variados, após a menopausa. Mas a idade não é o único fator desencadeante. As gestantes, por exemplo, também são impactadas: estima-se que 40% delas apresentem episódios variados durante a gravidez e nos dias após o parto.

Causas

Além da menopausa e dos partos, outros fatores contribuem para o surgimento da incontinência urinária, como obesidade, obstrução do trato urinário, doenças neurológicas, infecções urinárias, excesso de esforço, tumores, tosse crônica e enfraquecimento nos músculos da região pélvica.

Diagnóstico

Uma forma bastante eficaz de se detectar a incontinência urinária é por meio do exame de urodinâmica, que mede o enchimento e o esvaziamento vesical (fluxo urinário e o enchimento da bexiga), avaliando a capacidade de armazenamento vesical, tipo de perda de urina a partir da pressão de perda e também o esvaziamento vesical através do fluxo urinado.

Além da incontinência urinária, o estudo urodinâmico é de grande importância para identificar anormalidades funcionais do trato urinário inferior, como a obstrução infravesical. A avaliação ainda ajuda a identificar anormalidades estruturais como prolapsos associados à incontinência urinária de esforço, fístulas vesico-vaginais e divertículos uretrais.

Como é realizado?

Feito com equipamentos computadorizados e indolor, o estudo urodinâmico é realizado no próprio Centro de Medicina Especializado, onde também são realizadas as consultas médicas e o acompanhamento com fisioterapeuta, caso seja necessário. O exame compreende três fases:

  • Urofluxometria: etapa não invasiva, sem contato com aparelhos. Os pacientes são instruídos a urinar normalmente com a bexiga confortavelmente cheia, com privacidade e conforto máximos;
  • Cistometria: utiliza-se sonda vesical de dupla via, uma para enchimento vesical e outra para medida da pressão intravesical. Uma sonda retal é utilizada para medir a pressão abdominal. As sondas são introduzidas com gel anestésico, o que torna o exame indolor. Durante o enchimento vesical, a paciente realiza manobras de esforço para avaliar a perda de urina;
  • Estudo miccional: já sem a sonda de enchimento vesical, a paciente volta para sua posição habitual de micção e urina da forma como faria em sua própria casa.

Não há necessidade de preparo. A paciente deve chegar ao exame com a bexiga cheia, meia hora antes do agendado. É fundamental que se tenha realizado um exame de urina 1 e urocultura para garantir que não exista infecção urinária, pois isso pode afetar o resultado do exame

Dra. Claudia Palos é uroginecologista da Clínica da Mulher do Hospital Nove de Julho.

 
Escrito em 26 de mar de 2015

9 dicas para evitar a queda de idosos no ambiente doméstico

Categorias: Longevidade    Autor: Dr. Marcelo Levites   
 

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As quedas, principalmente as que ocorrem dentro de casa, são a principal causa de acidentes envolvendo idosos no Brasil. Estima-se que a cada ano pelo menos 30% das pessoas com mais de 65 anos sofra algum tipo de complicação em decorrência disso, de acordo com estatísticas do Ministério da Saúde. O número sobe para 40% quando consideramos idosos acima dos 80 anos.

Mesmo em pessoas mais jovens, uma queda pode resultar em traumas. Porém, os riscos de uma lesão mais grave são maiores para a terceira idade devido à fragilidade da estrutura óssea, principalmente em idosos que sofrem de osteoporose. Aproximadamente 5% dos casos de acidente, resultam em uma complicação grave como fratura, embolia ou até mesmo a morte.

Mas por que as quedas em idosos são tão frequentes? Algumas características físicas estão diretamente relacionadas a este fenômeno: fraqueza muscular, articulações prejudicadas, menor aptidão física e perda do equilíbrio são algumas delas.

Doenças como Parkinson e artrite também são fatores que aumentam as probabilidades de queda, assim como o uso de determinados medicamentos com efeito sedativo.

Para se evitar ao máximo as quedas no ambiente doméstico, listamos nove dicas úteis. Confira abaixo:

  1. Oriente o idoso a usar calçados com solado antiderrapante, evitando saltos, chinelos e sandálias com elásticos;
  2. Instale corrimãos em ambos os lados das escadas e piso antiderrapante em todos os degraus da casa; uma boa medida é acomodar o idoso em um local no andar térreo;
  3. Coloque tapetes antiderrapantes no banheiro e barras de apoio ao lado do vaso sanitário e no chuveiro;
  4. Retire tapetes dos cômodos e corredores e evite usar produtos que deixem o chão escorregadio, como ceras;
  5. Deixe um abajur próximo à cama, que deve estar a uma altura de fácil acesso;
  6. Evite deixar objetos de uso diário em locais de difícil acesso (muito altos ou muito baixos), especialmente o telefone, que deve estar sempre acessível no caso de uma emergência;
  7. Certifique-se dos efeitos colaterais dos medicamentos ministrados e não deixe o idoso desacompanhado após uso de remédio com efeito sedativo;
  8. Incentive a prática de atividades físicas para fortalecer músculos e articulações, sempre com orientação médica e respeitando as limitações do idoso;
  9. Certifique-se de que o idoso faz acompanhamento médico periódico.

Em caso de quedas, observe se há confusão mental fazendo perguntas simples e leve o idoso ao atendimento de emergência o quanto antes.

 Dr. Marcelo Levites é coordenador do programa de longevidade do H9J.

 
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