Escrito em 26 de fev de 2015

Quais doenças podem ser evitadas com a limpeza da caixa d’água?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dr. Matheus Azevedo   
 

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Com o risco iminente de racionamento, é possível que haja um aumento de procura por caixas d’água com maior capacidade de armazenamento. Mas a preocupação com a limpeza e instalação não deve ser deixada de lado. Medidas simples podem evitar doenças como a gastrite e a dengue.

Ao realizar a troca de caixas d’água, é importante fazer a higiene e vedação corretamente. Com isso, evita-se a proliferação de diversos microorganismos e do mosquito da dengue.

Conheça as principais doenças que podem ser evitadas com a higienização:

Gastroenterites infecciosas: diarreia que pode ser causada por diversos tipos de bactérias, vírus e/ou parasitas (vermes). Neste grupo estão doenças como a Cólera, que pode levar a desidratação grave;

Hepatite A: o vírus da hepatite A pode ser contraído pela ingestão de água contaminada;

Esquistossomose: a doença do caramujo também pode ser adquirida quando há ingestão de água sem higiene. Se não identificado e tratado, o parasita pode causar infecção crônica;

Leptospirose: fechar a caixa d’água também evita que pragas da vida moderna façam ninhos ou eliminem suas fezes e/ou urina. É o caso do rato, principal transmissor de Leptospirose, doença que causa febre alta, dores de cabeça e musculares;

Dengue: o mosquito que transmite a dengue gosta de água limpa para procriar e, também por isso, é fundamental manter a caixa d’água hermeticamente fechada.

Mesmo que você não troque de caixa, é necessário fazer a limpeza regularmente para manter a sua família longe destas doenças. Saiba quais as recomendações da Sabesp.

Dr. Matheus Azevedo é gastroenterologista do Centro de Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 18 de fev de 2015

Como amenizar os efeitos da ressaca?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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A ressaca é uma velha conhecida dos carnavais e também dos dias seguintes às festas em que, sem querer, exageramos um pouco na ingestão de bebidas alcoólicas. Mas você sabe por que ela acontece?

Resultado da intoxicação aguda do organismo causada pela ingestão excessiva de álcool, os primeiros sintomas da ressaca costumam aparecer aproximadamente de seis a oito horas após o primeiro copo e podem durar até 24 horas a depender de sua gravidade.

Durante a festa

Nosso fígado tem a capacidade de metabolizar 10 gramas por hora. Isso equivale a aproximadamente uma latinha de 360 ml de cerveja ou a uma dose de 40 ml de destilados.

Quando bebemos uma quantidade maior do que isso, o organismo libera vasopressina, um hormônio secretado em casos de desidratação, aumentando a pressão arterial. A citocina, uma célula de defesa, entra em ação, interferindo na memória e humor.

Além disso, o sangue se torna mais ácido, irritando principalmente o intestino. Os rins também ficam sobrecarregados e sua capacidade de filtragem fica comprometida.

O dia seguinte

Como resultado, os vasos dilatados pela ação da vasopressina causam aquela típica dor de cabeça, além de tontura e taquicardia. A queda na glicose causa tremores e a acidez do sangue é responsável pelo enjoo e a falta de apetite. Não raro, pode ocorrer também a ressaca moral, um misto de arrependimento com confusão mental e perda de memória.

Combata a ressaca

Para amenizar os efeitos da ressaca é necessário, antes de tudo, dar tempo ao tempo. Por isso, descanse. E, de preferência em ambientes com pouca luz, para não piorar a dor de cabeça.

A alimentação é um fator importante: ingira alimentos leves e de fácil digestão para não sobrecarregar seu sistema digestivo. Por isso, invista em vegetais e, principalmente, frutas, pois a frutose acelera o metabolismo do álcool e repõe as reservas de glicogênio.

Alimentos que contenham doses moderadas de sal e sódio ajudam a repor as reservas destes nutrientes, eliminados pela urina.

A hidratação também é fundamental. As melhores opções além da água, são água de coco e chás. Experimente ingerir chá verde ou de hortelã após as refeições e chá de erva-cidreira ao longo do dia: eles poderão ajudar na limpeza do organismo.

 
Escrito em 12 de fev de 2015

9 motivos para usar camisinha

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dra. Sumire Sakabe   
 

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Carnaval é época de muita festa, diversão, folia… e sexo. Por isso, é comum vermos diversas campanhas veiculadas neste período alertando sobre a importância de usar camisinha e tê-la sempre à disposição.

Uma pesquisa divulgada recentemente pelo Ministério da Saúde informa que o número de casos de Aids entre jovens com idade entre 15 e 24 anos aumentou 40% desde 2006. Estima-se ainda que 300 mil pessoas no Brasil tenham a doença e não saibam.

Outra pesquisa, também do Ministério da Saúde, aponta que 94% dos brasileiros sabem que a camisinha é a melhor forma de prevenir as DSTs, mas, mesmo assim, 45% da população sexualmente ativa não usou preservativo em relações sexuais nos últimos 12 meses.

No Carnaval, o “calor do momento” fala mais alto, principalmente quando o ato sexual está associado ao consumo de bebidas alcoólicas, por isso as chances de que uma relação ocorra sem proteção é maior.

Muito além da Aids, o preservativo protege contra uma série de doenças sexualmente transmissíveis e ainda evita a gravidez indesejada. Abaixo, compartilhamos informações sobre nove delas, que mostram como vale a pena optar por uma relação protegida.

Vaginose bacteriana

A vaginose bacteriana resulta da interação entre diversos tipos de bactéria. Os sintomas podem envolver coceira vaginal, dor ao urinar e corrimento com odor forte.

Clamídia

Também causada por bactéria, a clamídia afeta tanto o homem quanto a mulher. Ela é conhecida como uma doença “silenciosa”, pois os sintomas raramente se manifestam. Eles incluem corrimento vaginal anormal, queimação ao urinar, sangramento, mas podem chegar a extremos como infertilidade feminina.

Herpes Genital

Causada por um vírus, o herpes genital não tem cura (o portador do vírus o carrega para sempre e pode manifestar sintomas com maior ou menor frequência), mas tem tratamento. Quando se manifesta, se parece com o herpes comum, por meio de erupções, caroços ou bolhas que se rompem formando feridas. Isso pode ser muito doloroso e desconfortável.

Gonorreia

A gonorreia pode causar sérias complicações. Os principais sintomas são sensação de queimação ou dor ao urinar (aliada à necessidade frequente de urinar), corrimento turvo vaginal ou peniano, dores de estômago, dor nos testículos e inflamação anal ou retal.

Hepatite B

A Hepatite B é uma infecção perigosa, que pode evoluir, em alguns casos, para cirrose hepática ou câncer do fígado. Seus sintomas são similares a outros tipos de hepatite, como febre, dores de cabeça e musculares, cansaço, perda de apetite, vômitos, diarreia e a apresentação de cor amarelada na pele e nos olhos – mas os sintomas nem sempre se manifestam. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de um terço da população mundial – 2 bilhões de pessoas – já foi infectado pela hepatite B. Deste total, 5% se tornaram portadores crônicos. Para esta infecção, além do uso de preservativo, existe uma vacina que protege contra a infecção, disponível na rede pública para todas as pessoas com até 49 anos de idade.

Sífilis

Esta pode ter sintomas despercebidos e, por isso, ficar mascarada por tempo suficiente para que a infecção cause problemas mais graves. Quando sintomática, podem aparecer lesões nos genitais, erupções na pele, pontos vermelhos nas mãos e pés, febre, perda de cabelo, dores musculares, dor de cabeça e cansaço.

Cancro mole

Causada por infecção bacteriana, o principal sintoma do cancro mole são feridas graves e muito doloridas na região genital. Após a infecção, o corpo pode levar até 15 dias para manifestar as primeiras reações. Além das feridas, dor de cabeça, febre e fraqueza também são sinais da doença.

HPV

O HPV, Vírus do Papiloma Humano, é o principal causador de câncer de colo de útero (o segundo tipo de tumor mais comum entre as mulheres). Os principais sintomas são pequenas verrugas na área genital – mas nem sempre as lesões são visíveis a olho nu, daí a necessidade de exames de Papanicolaou periódicos. Segundo uma pesquisa recente, cerca de 50% dos homens de São Paulo portam o vírus, mas a doença nem sempre se manifesta, o que facilita a disseminação. Quando ocorre em homens, o HPV pode facilitar a ocorrência de câncer peniano. Também para esta infecção há vacina disponível. No entanto, a vacina só é indicada para crianças e adolescentes, pois deve ser aplicada antes do início da vida sexual.

Aids

A Aids é uma das doenças mais perigosas que podem ser contraídas por contato sexual. A doença é causada pelo vírus HIV e debilita o corpo humano, deixando-o suscetível para outras doenças, que podem se tornar fatais. Assim como o HPV, não tem cura (mas tem controle) e pode levar até 10 anos para se manifestar. Antes de manifestar os primeiros sintomas, a maioria dos portadores não sabe que está infectada. Por isso, é melhor confiar sempre na camisinha.

Vale lembrar que o uso do preservativo é a maneira mais eficiente de se proteger das doenças sexualmente transmissíveis. No entanto, a proteção não é absoluta: afinal, sexo oral e carícias preliminares também podem expor parceiros e parceiras a várias destas infecções.

 
Escrito em 05 de fev de 2015

Corrimento vaginal – uma queixa comum das mulheres

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dra. Silvia Leite   
 

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Você sabia que corrimento vaginal é a causa mais frequente de consulta ao ginecologista? No entanto, muitas pacientes se queixam dessa condição, quando na verdade possuem apenas a secreção vaginal normal, produzida naturalmente em todas as mulheres.

Tal secreção, chamada de “fisiológica”, pode variar conforme a fase do ciclo menstrual e as etapas do ciclo de vida feminino, diminuindo, por exemplo, após a menopausa. Produzida por glândulas da vulva, da vagina e do colo do útero, esta secreção se apresenta como um corrimento transparente ou branco, inodoro, com um aspecto de muco e homogêneo.

O corrimento vaginal verdadeiro seria a alteração das características da secreção vaginal natural e pode ocorrer pela proliferação anormal de micro-organismos pertencentes à flora vaginal ou que foram sexualmente transmitidos, que são os denominados de vulvovaginites. Os principais corrimentos nas mulheres são a Candidíase vulvovaginal e a Vaginose bacteriana. Vamos entender um pouco sobre elas.

Vaginose bacteriana

É a causa de 40% a 50% das vulvovaginites e é desencadeada por um desequilíbrio não explicado da flora vaginal, resultando em diminuição acentuada dos lactobacilos presentes na vagina de todas as mulheres e aumento excessivo das bactérias anaeróbicas também comuns à vagina. Merece destaque como organismo causador a bactéria Gardnerella vaginalis.

Esta anomalia se apresenta como um corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado, algumas vezes bolhoso e com odor fétido, especialmente após relação sexual ou no período menstrual. O tratamento é feito com antibiótico via vaginal em forma de pomadas ou via oral com comprimidos e não é necessário tratar o parceiro.

Candidíase vulvovaginal

A candidíase vulvovaginal é caracterizada pela infecção da vulva e da vagina pelas várias espécies de Cândida, um tipo de fungo. Merece destaque a Candida albicans, fungo que habita a vagina de um terço das mulheres. Esta é a segunda maior causa de corrimento vaginal.

A principal queixa é de coceira na vulva e na vagina, associada a um corrimento branco, denso e inodoro, com aspecto de “leite coalhado” ou papel picado. A mulher pode apresentar vermelhidão e ardor dos órgãos genitais externos, dor ao urinar e durante as relações sexuais.

Confira alguns fatores de risco para candidíase:

  1. Gravidez;
  2. Diabetes;
  3. Obesidade;
  4. Uso de antibióticos;
  5. Uso de corticoides;
  6. Uso de anticoncepcionais orais;
  7. Hábitos de higiene inadequados;
  8. Uso de roupas justas, meias de nylon e calcinhas não feitas de algodão;
  9. Contato com substâncias que causem alergia ou irritação como desodorantes íntimos, lenços umedecidos;
  10. Imunodeficiências, incluindo a infecção pelo HIV;
  11. Estresse emocional

O tratamento é feito com antifúngicos, geralmente local, com o uso de cremes vaginais específicos, ou pode ser feito via oral, com comprimidos. O parceiro não precisa ser tratado a não ser que tenha sintomas ou que a mulher tenha apresentado quatro ou mais episódios no ano.

O diagnóstico dos corrimentos se dá através da história da paciente e exame ginecológico em consulta médica pela ginecologista. Em casos de dúvidas, podem ser necessários exames complementares como cultura da secreção vaginal, entre outros.

Na dúvida, procure sempre seu ginecologista. Ele poderá tirar suas dúvidas e tratá-la sempre que for necessário.

Dra. Silvia Leite é ginecologista do H9J.

 
Escrito em 04 de fev de 2015

Dia Mundial do Câncer: saiba como se prevenir

Categorias: Oncologia    Autor: Dr. Fabio Kater   
 

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Ninguém gostaria de desenvolver uma doença como o câncer, com tratamentos muitas vezes longos e, em alguns casos, sem cura. O Dia Mundial do Câncer, celebrado hoje, em 4 de fevereiro, foi escolhido para nos conscientizar sobre o tema. Atitudes simples e mudanças na rotina ajudam o organismo a se manter equilibrado e reduzem a possibilidade da doença.

Chamamos de câncer a mais de 200 patologias causadas pelo crescimento anormal e descontrolado de células do corpo. Este ‘erro’ na produção celular pode ter diversas origens, inclusive ambientais, e é neste ponto que podemos atuar com a prevenção.

Saiba como você pode ter um menor risco de desenvolvimento da doença:

Evitar as quatro causas infecciosas: HPV e Hepatite B, que possuem vacinas específicas, C e HIV. Para evitá-los, é importante fazer sexo com proteção e não compartilhar itens de higiene pessoal como alicates de unha e aparelho de barbear;

Alimentação: a diminuição de carne vermelha e de gorduras e o maior consumo de legumes e alimentos não industrializados auxiliam o organismo a manter seu equilíbrio, diminuindo o risco de alguns tipos de tumores;

Atividades físicas: a prática de atividade física está associada a uma menor incidência de câncer de mama, de intestino e de pulmão;

Não fumar: o tabagismo está ligado não apenas ao câncer de pulmão, mas também ao de bexiga, pâncreas, entre outros órgãos por causa dos efeitos inflamatórios das mais de quatro mil substâncias contidas no cigarro;

Não beber em excesso: o álcool é outra substância que, comprovadamente, agride o organismo em longo prazo. Consumi-lo com consciência pode evitar câncer de fígado, esôfago, etc.;

Cuidado com a exposição ao sol: a falta de proteção contra os raios UV pode vir a desenvolver um dos tipos de câncer de pele, inclusive o Melanoma, o mais agressivo. Protetor solar não é caro e ainda ajuda a prevenir o envelhecimento.

Quanto mais saudável for a nossa rotina, menores as chances de desenvolvermos câncer e de outros problemas graves. A não ser em alguns casos específicos, a predisposição genética não é determinante. É aí que entra como diferencial a qualidade de vida.

Dr. Fabio Kater é oncologista do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho.

 

 
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