Escrito em 16 de out de 2014

Coluna: cuide bem e envelheça com qualidade

Categorias: Coluna    Autor: Dr. Alexandre Elias   
 

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Como o resto do corpo, a coluna também envelhece e, ao que parece, nem todos dão a devida atenção a ela. De acordo com um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública, 36% dos brasileiros sofrem com problemas na coluna. Para chegar à maturidade de bem com esta região muito importante do corpo, preparamos algumas orientações.

A coluna vertebral é constituída por vértebras, discos invertebrais, articulações e ligamentos. Com o passar do tempo, as articulações e os ligamentos perdem a capacidade de realizar o movimento correto entre as vértebras, o que pode causar dor moderada em idade jovem. Porém, pessoas em idade avançada podem perder completamente o movimento. Além disso, com a idade essas estruturas apresentam desgaste ou modificações e podem se enfraquecer. Uma das causas é a osteopenia e osteoporose, que podem ser diagnosticadas precocemente para adoção de um tratamento correto.

Os discos também sofrem alterações ao longo dos anos. Eles se tornam menos flexíveis, diminuem de tamanho e podem se romper, criando fragmentos conhecidos como hérnia de disco e osteófitos (conhecidos popularmente como bico-de-papagaio). Fatores como trauma e má-postura são possíveis causas dessas dores.

Além das causas naturais da idade, fatores externos também podem causar dores na coluna e, ao contrário das alterações do envelhecimento em que não podemos atuar, estes fatores externos podem ser corrigidos para evitar, amenizar ou acabar com o desconforto.

Veja algumas dicas que ajudam a manter sua coluna saudável mesmo com o passar dos anos.

1. Escolha o tipo de calçado mais adequado para cada atividade física que praticar para dar melhor sustentação à coluna.

2. Quando for carregar peso, mantenha o objeto o mais próximo possível do corpo.

3. Quando for abaixar, faça-o flexionando os joelhos, para manter a coluna ereta.

4. Cuidado com a postura ao sentar. O ideal é manter os joelhos mais elevados que os quadris.

5. No trabalho, permaneça com as costas eretas e a cabeça erguida. Uma boa dica é elevar a tela do computador à altura dos olhos.

6. Levante-se a cada 30 minutos e alongue a coluna.

7. Para levantar algo que está acima da altura de seu ombro, utilize um banquinho como apoio.

8. É importante escolher um bom colchão. Peça ao seu médico que indique as opções mais adequadas para você.

9. Evite girar a coluna – o ideal é virar todo o corpo para pegar um objeto, por exemplo.

O ideal é sempre realizar um movimento natural, aquele que você não sente que está forçando alguma estrutura. Cuide bem da coluna – o seu jovem de amanhã agradece!

Dr. Alexandre Elias é Neurocirurgião do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do H9J e Chefe do Setor de Coluna da Neurocirurgia da UNIFESP

 
Escrito em 09 de out de 2014

Diagnóstico precoce do câncer de mama é fundamental para aumentar as chances de cura

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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O câncer de mama é o tipo mais comum entre mulheres e é também responsável pelo maior índice de mortalidade na população feminina. O “Outubro Rosa” é um movimento mundial de conscientização e desmistificação sobre o tema. Mostra a importância da prevenção, diagnóstico precoce e dos tratamentos na luta contra essa doença.

O diagnóstico precoce é essencial, pois, se detectada no início, a doença tem maior chance de cura e tratamentos menos agressivos. Para isso, são necessários exames de imagem como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética: eles podem detectar tumores com menos de um centímetro, quando ainda não são palpáveis.

É recomendado que mulheres a partir de 40 anos façam mamografia uma vez por ano, pois a partir desta idade o risco começa a aumentar. A incidência é maior entre mulheres de 60 a 79 anos. Em determinados casos, pode ser necessário complementar com outros métodos de imagem, principalmente quando as mamas são densas. A dosagem de irradiação para o exame é pequena, segura e não apresenta risco à tireoide e outros órgãos.

É importante lembrar que não há uma causa única para o câncer. O histórico familiar, por exemplo, é um importante fator de risco. Por isso, mulheres com mãe ou irmãs que tiveram a doença ou câncer de ovário, podem ser mais vulneráveis. A idade, a menarca (primeira menstruação) precoce, a menopausa tardia, o fato de nunca ter engravidado ou ainda ter tido o primeiro filho depois dos 30 anos são fatores de risco.

Assim como pessoas são diferentes, existem tipos de câncer de mama com comportamentos e riscos diversos. Por isto os tratamentos devem ser personalizados para obtermos melhores resultados. Basicamente usamos a cirurgia para o tratamento local e regional (gânglios), a radioterapia para consolidar e a quimioterapia para as possíveis células que possam ter disseminadas a distancia.

Ter um estilo de vida saudável também é recomendável: não abusar do álcool, controlar o excesso de peso e fazer atividades físicas regularmente podem ajudar na prevenção do câncer, assim como de diversas doenças, porém, não devem substituir a consulta periódica ao ginecologista e a realização de exames.

Dr. Fabio Laginha, mastologista da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho

 
Escrito em 29 de set de 2014

9 dicas para manter o coração saudável

Categorias: Cardiologia    Autor: Dr. Marcelo Paiva   
 

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Hoje, 29 de setembro, comemoramos o Dia Mundial do Coração, que tem o objetivo de informar e conscientizar a população sobre os cuidados com a saúde cardiovascular.

O Ministério da Saúde estima que mais de 30% das mortes no Brasil são causadas por doenças cardiovasculares (DCV), por isso são consideradas as principais causas de mortalidade da população brasileira. A hipertensão arterial e a obesidade, por exemplo, são algumas das origens desses problemas.

No Brasil, por ano, cerca de 17,1 milhões de pessoas são acometidas por doenças cardiovasculares e são registradas mais de 300 mil mortes, sendo as causas principais o infarto, derrame e morte súbita.

Para termos um coração saudável é preciso conhecer quais são os fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento das DCV e principalmente aqueles que podemos modificar.

Os fatores de risco modificáveis são:

  • Alimentação inadequada
  • Sedentarismo
  • Tabagismo
  • Obesidade
  • Diabetes
  • Hipertensão Arterial
  • Colesterol elevado

Mudando alguns hábitos e adotando medidas simples, porém, você pode fazer a sua parte protegendo este órgão vital. Veja, a seguir, 9 dicas para manter o coração saudável:

1. Faça exercícios: Atividades físicas não são importantes apenas para quem quer entrar em forma, mas também ajudam a afastar doenças cardiovasculares.

2. Tenha um sono reparador: Indivíduos hipertensos tendem a sofrer de apneia do sono, que pode levar a uma maior variabilidade da pressão arterial.

3. Fique atento ao peso: O excesso de peso contribui para o aumento de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e colesterol alto.

4. Controle a pressão arterial: É importante medir a pressão arterial com frequência e checar se ela está acima de 12 por 8. A hipertensão arterial aumenta o risco de derrame, infarto, insuficiência cardíaca.

5. Tenha uma alimentação equilibrada: Açúcar, sal e gordura em excesso são prejudiciais ao coração. Inclua frutas, verduras e carnes magras na dieta.

6. Fique de olho no colesterol: O colesterol ruim, presente na circulação sanguínea e que pode entupir vasos, é resultado de uma dieta rica em alimentos com gorduras saturada e trans. Prefira alimentos saudáveis.

7. Controle a glicose: Evite alimentos preparados com farinha branca, não fique muito tempo sem se alimentar, nem coma em excesso, e, em vez do doce depois da refeição, escolha uma fruta da estação, ela provavelmente estará fresquinha e deliciosa!

8. Combata o estresse: O estresse libera hormônios que influenciam nos índices de colesterol e de hipertensão, podendo agravar problemas cardíacos.

9. Faça check-ups regulares: Não deixe de consultar seu médico e de fazer exames para monitorar sua saúde.

Dr. Marcelo Paiva é cardiologista do Hospital 9 de Julho

 
Escrito em 25 de set de 2014

9 benefícios de parar de fumar

Categorias: Falando em Saúde, Sua Saúde    Autor: Dr. Alexandre Kawassaki   
 

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Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o tabagismo, uma das principais causas de morte evitável no mundo, mata mais de cinco milhões de pessoas por ano. No Brasil, de acordo com dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) 30% da população fuma, causando 200 mil mortes por ano.

Apesar de 70% dos fumantes demonstrarem interesse em parar de fumar, apenas 3% conseguem sem ajuda profissional. Com aconselhamento profissional, esse índice alcança mais de 10% e, quando associado ao apoio farmacológico, o sucesso chega a 35% dos casos.

O pulmão é o órgão mais prejudicado pelo tabagismo: pode ser afetado com o aparecimento de enfisema e bronquite crônica e o risco de câncer é 20 vezes maior. Há também risco de Infarto Agudo do Miocárdio, Acidente Vascular Cerebral, impotência sexual, úlcera gástrica e osteoporose.

A seguir, listamos nove benefícios que o ex-fumante experimenta a partir do momento em que abandona o vício:

1. 20 minutos depois: sua pressão sanguínea e pulsação voltam ao normal;

2. Após 2 horas: Não há mais nicotina no sangue.

3. Após 8 horas: o nível de oxigênio no sangue se normaliza;

4. 2 dias depois: Seu olfato e paladar melhoram, assim você sente melhor os cheiros e degusta melhor a comida;

5. Depois de 3 semanas: A respiração fica mais fácil e a circulação sanguínea melhora;

6. Após 1 ano: O risco de doenças coronarianas cai pela metade;

7. Depois de 10 anos: O risco de infarto é igual ao de quem nunca fumou e o risco de câncer de pulmão cai pela metade;

8. Após 15 anos: O risco de AVC volta ao nível do não fumante;

9. Ao interromper: a mortalidade por Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) diminui progressivamente quanto maior for o tempo que a pessoa parou de fumar.

Dr. Alexandre Kawassaki é pneumologista do Hospital 9 de Julho.

 
Escrito em 18 de set de 2014

9 dicas para uma boa dieta de baixa caloria

Categorias: Sua Saúde    Autor: Dr. Bruno Halpern   
 

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A obesidade é uma doença e também um fator de risco para uma série de outras doenças como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e até mesmo alguns tipos de câncer. A melhor forma de se combater obesidade e o sobrepeso é a combinação de uma dieta hipocalórica com a prática regular de atividades físicas.

Por isso, listamos 9 dicas para tornar a sua dieta mais eficaz e mais fácil de ser seguida, garantindo mais qualidade de vida, seja qual for seu objetivo.

1 – Frequência

Todos já ouvimos dizer que fazer pequenas refeições de três em três horas é o ideal para qualquer dieta. Mas, esta não deve ser uma recomendação universal. Se você é do tipo que belisca muito, organizar um plano alimentar com pequenas refeições frequentes pode ajudar bastante, assim como anotar o que come.

2 – Calma

Experimente alimentar-se com mais calma, mastigando melhor os alimentos, pois isso ajuda o cérebro a ter tempo de “avisar” você quando já estiver saciado. Uma boa forma de controlar a pressa ao comer é repousar os talheres enquanto mastiga e procurar um ambiente tranquilo para se alimentar.

3 – Hidratação

Ingerir água pode ajudar na perda de peso! Tomar meio litro meia hora antes da refeição ajuda você a comer menos. E beber dois litros de água por dia é fundamental para uma boa hidratação. Cuidado com sucos: apesar de naturais, podem ser extremamente calóricos!

4 – Equilíbrio

Uma boa dieta deve conter proteínas, carboidrato e gorduras, de maneira balanceada. Cortar totalmente um grupo nutricional pode funcionar a curto prazo, mas será impossível de ser seguida a longo prazo. Dietas que fogem de um balanço correto podem ser feitas apenas com supervisão de um profissional e por tempo determinado.

5 – Gorduras boas e ruins

Existem gorduras melhores que outras. Gorduras insaturadas, como a do azeite e peixes frios, por exemplo, tem efeitos benéficos (embora, em excesso, também fazem engordar). As piores gorduras são as trans, que vêm sendo eliminadas de produtos industriais, e as saturadas, presentes em carnes gordas, queijos amarelos, manteiga e leite integral. Por isso é bom evitá-las.

6 – Fibras

Fibras são essenciais para o bom funcionamento do intestino. Elas podem ser encontradas em grandes porções em frutas, verduras e legumes, preferencialmente crus. Grãos integrais também fornecem boa quantidade de fibras e ajudam a saciar a fome. A fibra também ajuda no controle de peso, pois dão maior sensação de saciedade.

7 – Sal

Além de favorecer a retenção de líquidos, o sal aumenta a pressão arterial. Por isso, evite salgar demais a comida. Produtos industrializados como catchup, molho de soja e temperos prontos também possuem alto teor de sódio e devem ser evitados.

8 – Temperos naturais

Isso não quer dizer, entretanto, que sua alimentação precisa ser insossa. Utilize temperos naturais para tornar os alimentos mais saborosos: salsa, cebolinha, orégano, coentro, alecrim, manjericão, louro, canela.

9 – Metas

Ter um objetivo pode ajudar na perda de peso, por ajudar na motivação. Metas intermediárias ajudam bastante e podem ser sempre combinadas com seu médico! Mas caso não sejam cumpridas, não é para desanimar! A maioria das pessoas bem sucedidas em perder e manter peso a longo prazo tentou algumas vezes antes de conseguir!

Dr. Bruno Halpern é endocrinologista do Hospital 9 de Julho

 
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