Arquivos de agosto, 2009

Escrito em 06 de ago de 2009

Do centro cirúrgico para as montanhas do mundo

Categorias: Quem faz o H9J    Autor: Simone Machado   
 

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Em pouco mais de vinte anos percorrendo o mundo atrás de trilhas, paisagens, caminhos e montanhas, o Dr. Renato Poggetti, de 56 anos, cirurgião responsável pelo Centro de Referência de Trauma do Hospital 9 de Julho, já passou pelos povoados gélidos da Patagônia, encarou o solo árido do Grand Canyon americano, refez a trilha inca que leva à Machu Picchu no Peru, subiu o Monte Kilimanjaro, no ponto mais alto da África, e chegou até o acampamento base do Everest, na fronteira do Nepal com a China.

“Você aprende a conhecer seus limites e atingir objetivos”, diz ele. “É  como na vida, em que você traça uma meta, enfrenta os obstáculos, se prepara para encarar os problemas. Na caminhada, é a mesma coisa, sem contar que você conhece o mundo, descobre tudo o que tem por aí e aprende a conviver melhor com todos os tipos de pessoas”, conta o médico. Em suas aventuras, programadas com pelo menos um ano de antecedência, ele tem sempre como companhia a mulher e, às vezes, a filha.

A paixão pelas caminhadas de aventura, que podem durar de uma a duas semanas fazendo paradas em acampamentos e abrigos, combina com a dedicação a uma rotina profissional dinâmica, coordenando um serviço de emergência que atende vítimas de atropelamento, violências e acidentes de todo tipo. “O preparo físico que a caminhada exige me ajuda a exercer melhor a minha profissão, ajuda a operar por horas em situações de bastante estresse”, diz.

Sem contar que, durante algumas viagens, a experiência médica ajudou a salvar vida de outras pessoas. “Na trilha inca, por exemplo, ajudei a atender um rapaz de 16 anos que sofreu uma queda grave e teve fratura nos braços e trauma nas costas”, conta Dr. Poggetti, que sempre leva equipamento médico de emergência na bagagem. “Conseguimos socorrê-lo e ele foi levado de maca até Machu Picchu, onde um helicóptero foi buscá-lo.” Durante a escalada ao Kilimanjaro, de acordo com ele a segunda mais desafiante que fez até hoje (seguida do Everest), também prestou os primeiros socorros a um homem que havia quebrado a bacia.

“Tem coisas na vida que devem ser feitas em determinadas épocas. Por isso, o importante é aproveitarmos o tempo que temos. O equilíbrio é tudo na vida, e o que busco é um equilíbrio entre trabalho e lazer”, resume ele. Dr. Renato Poggetti não pretende parar. Para 2010, já planeja uma de suas maiores aventuras: subir o Monte Aconcágua, com 7 mil metros de altitude – o ponto mais alto das Américas, localizado nos Andes argentinos. “Não podemos deixar a vida passar muito rápido.”

 
Escrito em 03 de ago de 2009

Para correr mais, e sem riscos

Categorias: Medicina do Exercício e do Esporte    Autor: Simone Machado   
 

Para correr mais, e sem riscosNão há estatísticas oficiais sobre o número de adeptos, mas basta prestar atenção para perceber cada vez mais pessoas equipadas com tênis próprios e Ipods correndo pelas ruas e parques das cidades. Sozinhas ou em grupo, se dedicam a uma prática que, feita com regularidade e segurança, permite melhorar a condição cardiorrespiratória, perder peso, tonificar os músculos, fortalecer os ossos e ainda proporciona uma sensação de bem-estar. No entanto, cuidados essenciais são necessários antes, durante e depois de correr para evitar contusões, rompimentos, dores e até mesmo fraturas.

Formado em educação física e com experiência de 19 anos no atletismo, o corredor Henrique Camargo Martins acabou de lançar o livro  “Treinamento de corrida – Guia completo do Iniciante ao Avançado” – obra que teve apoio do Hospital 9 de Julho. O objetivo do trabalho é divulgar informações relevantes sobre treinamento, desenvolvimento e fortalecimento de corredores de forma segura e responsável.

Martins tem pós-graduação em Fisiologia do Esporte pela Universidade Federal de São Paulo e é mestrando em Saúde e Cinesiologia na Universidade Pan-Americana do Texas nos Estados Unidos (UTPA). Ele conversou com o blog e deu algumas dicas para quem corre ou pretende começar a correr.

A que você  atribui o crescente interesse pela corrida no Brasil?

Por ser um esporte de fácil acesso, barato, de grande gasto calórico e que não exige muito tempo, a corrida se tornou, nos últimos tempos, o esporte que mais cresce, não só no Brasil, mas no mundo inteiro.

O que todo corredor precisa saber para correr com segurança?

Antes de começar a correr é importante saber as reais condições físicas da pessoa que irá realizar os treinos, portanto é aconselhável uma visita ao médico e alguns exames antes de dar início a um programa de treino. Comprovadas as condições físicas adequadas para a prática de esporte, qualquer pessoa pode se tornar um corredor amador. Médicos são os profissionais mais aptos a dizerem quais pessoas podem realizar atividade física sem riscos à saúde.

E qual o maior erro cometido por quem começa a correr?

O maior erro de todos, em minha opinião, é o corredor amador achar que é  um corredor profissional. Este tipo de erro desencadeia uma série de outros erros.

É melhor correr sozinho ou em grupo?

Em grupo com as mesmas características é a melhor opção para um corredor realizar seus treinos, principalmente para iniciantes, isso devido ao estimulo de correr com outras pessoas e ao compromisso.

É possível dar dicas básicas aos corredores?

Corredor precisa de uma boa hidratação, alimentação, tênis e roupas adequadas. É bom aquecer e alongar antes dos treinos, o que pode ser feito com um trote de 5 minutos. Para evitar lesões, é importante prestar  atenção no que seu corpo esta sentindo e nunca aumentar a intensidade do último tiro ou do último minuto de corrida, porque o corpo já estará desgastado devido à toda sobrecarga de treino. É importante procurar correr em grama, cascalho, terra e, em último caso, procure o asfalto, que aumenta o impacto sobre o corpo. Por fim, é indicado correr em regiões planas, exceto quando for um treino específico de subidas.

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