Arquivos de outubro, 2009

Escrito em 28 de out de 2009

Informativo mensal do Hospital 9 de Julho – edição de Outubro/2009

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Clique aqui caso você esteja visualizando este post de um leitor de feed.

 
Escrito em 28 de out de 2009

Informativo mensal do Hospital 9 de Julho – edição de Setembro/2009

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Clique aqui caso você esteja visualizando este post de um leitor de feed.

 
Escrito em 27 de out de 2009

Entenda o que é o Pneumotórax

Categorias: Grupos de Estudos    Autor: Dr. Ricardo H. Bammann   
 

Pneumotórax é o acúmulo de AR no espaço pleural – o espaço entre o pulmão e as costelas.

O pneumotórax pode ser causado por trauma (acidentes, perfurações etc), mas também pode ser espontâneo – uma pequena parte do pulmão “fura” ou “rasga” e os alvéolos que foram rompidos permitem o vazamento de ar.

H9J_pneumotorax1

Fonte: Cirurgia Torácica

Para entender melhor: imagine o pulmão como sendo uma bexiga de aniversário – se a bexiga estiver com um pequeno defeito, um furinho, ela murcha e o ar que estava dentro da bexiga sai e se mistura com o ar do salão de festas! No caso do pulmão, no entanto, a “bexiga” está dentro da caixa torácica – quando acontece o pneumotórax, o pulmão também murcha, mas o ar que vazou pelo “furo” fica preso dentro da caixa torácica, ou seja, no espaço pleural.

O paciente então percebe que o pulmão não está bem expandido como deveria e costuma descrever que o pulmão “sacode” lá dentro, que algo parece “solto”, o que provoca dor. E por estar com o pulmão murcho, a pessoa ainda pode sentir falta de ar.

H9J_pneumotorax2

Fonte:  Harry’s Chest Radiology Atlas

O tratamento é cirúrgico: consiste em colocar um dreno (um tubo), geralmente sob anestesia local, acoplado a uma válvula que só permite o ar sair para fora do espaço pleural – chamada válvula unidirecional – e, assim, facilitar a reexpansão do pulmão.

Se o pneumotórax for pequeno, existe a opção do médico não colocar o dreno, mas isto implica uma vigilância clínica (e repetir o raio-x) para ter certeza de que a natureza vai conseguir resolver sozinha este problema, reabsorvendo o ar que vazou sem a ajuda do dreno.

Quem já teve pneumotórax espontâneo uma vez tem um risco maior de sofrer outro episódio (outro vazamento de ar) no futuro. Se este fenômeno ficar repetitivo demais, pode ser necessária uma operação mais complexa para evitar que isto continue acontecendo.

Para podermos respirar, nosso pulmão funciona como um balão, inflando e desinflando. Mas ao invés do ar ser soprado para dentro, nós fazemos o inverso, expandindo a caixa torácica e “chupando” o ar para dentro. Fazemos isso por meio do movimento do tórax e da descida do diafragma, o músculo que fica abaixo dos pulmões. O vídeo abaixo usa uma bexiga para exemplificar esse movimento:

 
Escrito em 21 de out de 2009

O sonho de voar

Categorias: Quem faz o H9J    Autor: Hospital 9 de Julho   
 
Convidamos o Dr. Capalbo, superintendente médico do Hospital 9 de Julho, para mostrar um pouco do outro lado da sua vida que seus pacientes e colegas de trabalho nem sempre têm a oportunidade de conhecer. Perguntamos sobre seus hobbys e atividades não ligadas à medicina, e em resposta, recebemos um texto poético e apaixonado de um homem que realizou seu sonho de voar.
Toda conquista começa com um sonho, seja ele pequeno ou ambicioso, seja possível ou devaneio – não importa. O homem que deixa de sonhar passa a ver o mundo sem cor, e para mim, voar é sonhar, assim como sonhar é voar. Cortar nosso cordão umbilical com a terra e deixar abaixo de nós angústias e frustrações, para encontrarmos uma paz diferente, num lugar onde nós, simples mortais, dividimos espaço com seres e deuses imortais representados pela força da natureza.
Não existe piloto que não seja um sonhador e nossa capacidade de voar nasceu de sonhos inspirados no mitológico Ícaro que se transformaram em realidade nas mãos de visionários como Santos Dumont, Padre Bartolomeu de Gusmão e Leonardo da Vinci. Assim somos nós, pilotos que voam por paixão, por emoção.
No meu caso, já nasci fascinado pela aviação. Desde a minha tenra infância até hoje não consigo deixar de procurar no céu algum avião quando ouço o ruído de seu motor. É inexplicável depois de tantos anos esse fascínio. Isso ainda acabou sendo reforçado pelo meu tempo como médico da FAB em Brasília, no qual tive oportunidades de voar pelo território nacional em missões aeromédicas principalmente pelo Centro Oeste e Norte do País. Confesso que na época tive que tomar uma decisão, pois pensei algumas vezes em me tornar piloto de linha aérea pela facilidade de estar na Aeronáutica. Porém optei por continuar na Medicina e fazer dos vôos um prazeroso hobby, e não me arrependo em nada de minha decisão.
Desde minha saída da FAB até a aquisição do primeiro Ultraleve foram 12 anos de trabalho. Na época, minha ansiedade já era tão grande em fazer o vôo solo, que comprei o Ultraleve antes de ter o brevet e ficava correndo pista no aérodromo de Atibaia sem nem mesmo tirá-lo do chão.
O primeiro vôo solo
Em 31/07/2000 meu instrutor chegou e disse: decola! Você está pronto.
Sentia um misto de pânico, emoção e falta de juízo, mas fui para a cabeceira da pista em Atibaia , enchi a mão no motor e em alguns segundos alcei meu primeiro vôo solo. Olhei para baixo, as casas e seu telhados ficando pequenos, a perspectiva do mundo lentamente mudando, descolei os pés do chão e fui em busca do êxtase de dominar meus medos e esquecer minhas tensões no controle daquela máquina.
Emoção controlada, decidi ir até a represa próxima a Atibaia onde desfrutei um visual incrível e me preparei para a etapa mais difícil do vôo – o retorno a base e o pouso. Dizem que decolar é opcional, mas que aterrissar é obrigatório, e minha esposa aguardava em terra.
Entrei no circuito de tráfego para pousar na mesma cabeceira que havia decolado, fiz uma aproximação final caprichada da qual ainda me lembro: motor com 4000 rpm, coração a 130 bpm, mãos frias, cruzei a cabeceira, arredondando, preparado para rajadas de vento. Pousei! Respirei fundo e dei um grito de emoção. Nessa hora, ví passar por cima de mim um avião monomotor que teve que arremeter o pouso, pois eu havia pousado na cabeceira errada devido à mudança do vento. Minha sorte que meu instrutor estava com o rádio e avisou o piloto do avião que eu estava pousando do lado errado e era para ele arremeter, pois é óbvio que meu ultraleve não tinha rádio.
Passado o susto, o que é importa é que decolei e pousei pela primeira vez uma aeronave simples, mas que dá muito baile em piloto de Boeing por se tratar de estrutura muito leve e sensível ao vôo controlado. Eu solei!

img_capalbo

Convidamos o Dr. Capalbo, superintendente médico do Hospital 9 de Julho, para mostrar um pouco do outro lado da sua vida que seus pacientes e colegas de trabalho nem sempre têm a oportunidade de conhecer. Perguntamos sobre seus hobbies e atividades não ligadas à medicina, e em resposta, recebemos um texto poético e apaixonado de um homem que realizou seu sonho de voar.

Toda conquista começa com um sonho, seja ele pequeno ou ambicioso, seja possível ou devaneio – não importa. O homem que deixa de sonhar passa a ver o mundo sem cor, e para mim, voar é sonhar, assim como sonhar é voar. Cortar nosso cordão umbilical com a terra e deixar abaixo de nós angústias e frustrações, para encontrarmos uma paz diferente, num lugar onde nós, simples mortais, dividimos espaço com seres e deuses imortais representados pela força da natureza.

Não existe piloto que não seja um sonhador e nossa capacidade de voar nasceu de sonhos inspirados no mitológico Ícaro que se transformaram em realidade nas mãos de visionários como Santos Dumont, Padre Bartolomeu de Gusmão e Leonardo da Vinci. Assim somos nós, pilotos que voam por paixão, por emoção.

No meu caso, já nasci fascinado pela aviação. Desde a minha tenra infância até hoje não consigo deixar de procurar no céu algum avião quando ouço o ruído de seu motor. É inexplicável depois de tantos anos esse fascínio. Isso ainda acabou sendo reforçado pelo meu tempo como médico da FAB em Brasília, no qual tive oportunidades de voar pelo território nacional em missões aeromédicas principalmente pelo Centro Oeste e Norte do País. Confesso que na época tive que tomar uma decisão, pois pensei algumas vezes em me tornar piloto de linha aérea pela facilidade de estar na Aeronáutica. Porém optei por continuar na Medicina e fazer dos vôos um prazeroso hobby, e não me arrependo em nada de minha decisão.

Desde minha saída da FAB até a aquisição do primeiro Ultraleve foram 12 anos de trabalho. Na época, minha ansiedade já era tão grande em fazer o vôo solo, que comprei o Ultraleve antes de ter o brevet e ficava correndo pista no aérodromo de Atibaia sem nem mesmo tirá-lo do chão.

aviao_capalbo

O primeiro vôo solo

Em 31/07/2000 meu instrutor chegou e disse: decola! Você está pronto.

Sentia um misto de pânico, emoção e falta de juízo, mas fui para a cabeceira da pista em Atibaia , enchi a mão no motor e em alguns segundos alcei meu primeiro vôo solo. Olhei para baixo, as casas e seu telhados ficando pequenos, a perspectiva do mundo lentamente mudando, descolei os pés do chão e fui em busca do êxtase de dominar meus medos e esquecer minhas tensões no controle daquela máquina.

Emoção controlada, decidi ir até a represa próxima a Atibaia onde desfrutei um visual incrível e me preparei para a etapa mais difícil do vôo – o retorno a base e o pouso. Dizem que decolar é opcional, mas que aterrissar é obrigatório, e minha esposa aguardava em terra.

Entrei no circuito de tráfego para pousar na mesma cabeceira que havia decolado, fiz uma aproximação final caprichada da qual ainda me lembro: motor com 4000 rpm, coração a 130 bpm, mãos frias, cruzei a cabeceira, arredondando, preparado para rajadas de vento. Pousei! Respirei fundo e dei um grito de emoção. Nessa hora, ví passar por cima de mim um avião monomotor que teve que arremeter o pouso, pois eu havia pousado na cabeceira errada devido à mudança do vento. Minha sorte que meu instrutor estava com o rádio e avisou o piloto do avião que eu estava pousando do lado errado e era para ele arremeter, pois é óbvio que meu ultraleve não tinha rádio.

Passado o susto, o que é importa é que decolei e pousei pela primeira vez uma aeronave simples, mas que dá muito baile em piloto de Boeing por se tratar de estrutura muito leve e sensível ao vôo controlado. Eu solei!

Clique aqui para conferir algumas imagens do Dr. Capalbo exercendo o seu hobby.

 
Escrito em 19 de out de 2009

Informação ainda é o melhor remédio contra dor

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Simone Machado   
 

centrodedor_h9j

Ela é temida em todas as idades, condições e situações. Quando chega, vem sem pedir licença e toma conta, causando desconforto, irritação e outros inconvenientes. Assim funciona a dor, que pode estar relacionada aos mais variados motivos, mas que devido aos constantes avanços científicos não precisa, necessariamente, estar presente quando o organismo não está bem. Para isso já existem alternativas eficazes, capazes de aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida do paciente. Por isso, na hora de tratar da dor, nada melhor que receber antes uma boa dose de informação.

A dor é classificada em dois tipos: a aguda, causada por traumatismo, procedimento cirúrgico ou inflamação, e a crônica, que nem sempre é resultado de uma causa específica, dura mais de três meses e pode acompanhar a pessoa por toda a vida. Estima-se que no Brasil cerca de 30% dos pacientes portadores de dores crônicas não realizam seu tratamento da maneira adequada, principalmente em relação à ingestão de medicamentos. Isso mostra que além de criar soluções para o problema, é preciso fazer com que os tratamentos e novidades também sejam assimilados pela sociedade.

Justamente pela importância do tema, e pelo comprometimento da qualidade de vida que ele traz, a dor é objeto de estudos científicos em todo o mundo, desafiando médicos e profissionais. No Brasil, uma das iniciativas mais recentes foi a 9ª edição do Simbidor – Simpósio Brasileiro e Encontro Internacional sobre dor, que aconteceu em São Paulo. Considerado o maior evento da América Latina sobre atualidades para o tratamento da dor crônica, o Simbidor contou com a participação de 160 profissionais, que apresentaram estudos e coordenaram debates sobre as mais avançadas técnicas e novidades para o tratamento da dor.

“O objetivo é a atualização dos profissionais que trabalham nesta área e a formação dos que estão começando, porque a universidade de Medicina não tem disciplinas sobre tratamento da dor, principalmente da dor crônica”, explica o Dr. Cláudio Corrêa, coordenador do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho. “Além disso, o estudo da dor tem se desenvolvido muito nos últimos anos, com bastante novidades, tanto nos medicamentos quanto nas tecnologias cirúrgicas”, diz.

Por isso, quando o assunto é dor, a informação e a consulta ao especialista é o melhor remédio!

 
Página 1 de 212»