Arquivos de janeiro, 2010

Escrito em 28 de jan de 2010

Diabetes e dermatologia: Qual a relação entre eles?

Categorias: Diabetes    Autor: Átila Iamarino   
 

A diabetes está ligada, diretamente, à quantidade de açúcar no sangue, no sistema circulatório e em diversos órgãos do corpo. Por isso, pode está ligada a diversas áreas médicas. Uma delas é a dermatologia, que nem sempre é relacionada pelas pessoas à hiperglicemia. Diabéticos são mais propensos a problemas de pele, o que pode inclusive facilitar o diagnóstico de diabetes em alguns casos, conforme explica a Dra. Ana Maria Sortino Rachou, médica dermatologista do Hospital 9 de Julho.

Os problemas cutâneos (de pele) mais comuns em diabéticos são as pequenas lesões de cor cinza ou amarronzadas conhecidas como acantose nigricans, bastante associadas à hiperglicemia e obesidade. Também é comum o ressecamento da pele e consequentes coceiras e erosões. “A má circulação favorece o aparecimento de manchas escuras na parte inferior das pernas por trauma ou pela hipertensão arterial associada, além de úlceras neuropáticas nas extremidades. Ou seja, são causadas por traumas em áreas com diminuição da sensibilidade. Quando há um comprometimento vascular grave pode ocorrer a grangrena de extremidades, isto é a necrose de um ou mais dedos”, afirma a dermatologista, ressaltando o que também foi dito pela Dra. Roberta Frota Villas Boas.

Dado o ressecamento da pele, diabéticos devem usar produtos hipoalergênicos para manter a pele hidratada constantemente. Produtos como sabonetes líquidos glicerinados e hidratantes em loção após o banho são recomendados. Mas cuidado. A médica avisa que “deve-se evitar o uso de óleos de qualquer tipo, pois podem conter componentes com maior potencial irritativo e não têm capacidade de hidratação das camadas mais profundas da pele”.

Os cuidados também devem ser tomados para se proteger do sol, de micoses e infecções. “O paciente diabético apresenta maior predisposição para micoses, principalmente entre os dedos e unhas”, explica a Dra. Ana Maria. Ela ressalta também que o espaço entre os dedos do pé estejam sempre limpos e secos, pois qualquer ferida causada por uma “frieira” pode servir de entrada para bactérias. Quanto ao sol, a médica recomenda que qualquer exposição além de alguns poucos minutos no início da manhã, que é saudável para a produção de vitamina D, ocorra com o uso de filtros solares hipoalergênicos. Dessa forma, eles vão progeter a pele de raios ultravioleta.

Assim, fique atento à sua pele e procure um dermatologista caso note alguma alteração ou sintoma. Pode ser a indicação de diabetes ou alguma outra condição de saúde. Completando as recomendações, a Dra. Ana Maria explica: “Infecções da pele que não saram ou vão e voltam com freqüência, diminuição da sensibilidade nas extremidades com pequenos cortes e até bolhas, queimação ou dor em agulhadas nas pernas e pés, além de diminuição ou aumento da sudorese e coceiras crônicas podem indicar problemas clínicos.”

 
Escrito em 26 de jan de 2010

O que é a diabetes?

Categorias: Diabetes    Autor: Átila Iamarino   
 

Diabetes é o nome dado a doenças que causam aumento na quantidade de glicose no sangue (hiperglicemia). A glicose é muito importante para nosso metabolismo e é a principal fonte de energia do corpo. Mas não é por ser necessária que pode estar presente no sangue sem controle. O aumento do índice glicêmico gera uma série de problemas, em sua maioria, circulatórios. Segundo a Dra. Roberta Frota Villas Boas, endocrinologista do Hospital 9 de Julho, se não há um controle na quantidade de glicose no sangue, “todo o sistema vascular do diabético é comprometido, principalmente a circulação periférica, membros inferiores, dos olhos, ouvidos, rins e coração.”

Esse aumento pode ocorrer por vários motivos. Na diabetes tipo 1, ou diabetes juvenil, acontece uma resposta auto-imune do corpo (um ataque a si mesmo) contra as células produtoras de insulina no pâncreas. Sem a insulina produzida por elas, as células têm dificuldade em absorver o açúcar do sangue, que acaba se acumulando. Este tipo de diabetes geralmente se manifesta cedo e subitamente, quando a criança ou o adolescente começa a urinar com frequência ou perder peso sem causa aparente. No entanto, quando descoberta, pode ser tratada com injeções de insulina.

Já na diabetes do tipo 2, ou diabetes do adulto, o corpo pode perder a sensibilidade à insulina ou diminuir a produção dela. O tipo 2 é muito mais comum e sua incidência vem aumentando progressivamente. Suas consequências são as mesmas da diabetes tipo 1: hiperglicemia e problemas circulatórios. O tratamento pode ser feito com remédios que aumentem a sensibilidade ou estimulem a produção de insulina e em muitos casos é utilizada a própria insulina. Como essa condição pode ocorrer gradualmente, não é raro o diabético só descobrir a doença depois de conviver anos com o problema. Segundo a endocrinologista, “é comum a pessoa só descobrir por acaso, em um exame de rotina ou pré-operatório. Há casos de quem descubra em campanhas promovidas na empresa que trabalha. Por isso é importante checar a glicemia sempre.”

Há também a diabetes gestacional, que é uma hiperglicemia durante o período da gravidez. Embora exija cuidados e possa se resolver com o fim da gravidez, aumenta as chances da mãe posteriormente desenvolver diabetes tipo 2.

As causas também variam de acordo com o tipo de diabetes. A diabetes tipo 1 tem uma grande influência genética e alguma ambiental, como infecções. A do tipo 2 possui alguma influência genética, já que a ocorrência na família é um indicador de probabilidade, mas o principal componente é ambiental. O aumento de peso, tabagismo e a falta de exercício contribuem bastante. Conforme a Dra. Roberta explica, “a obesidade é um dos maiores fatores de risco para a diabetes do tipo 2. Como a população em geral está cada vez mais pesada, a incidência deste tipo tem crescido.”

Embora a diabetes juvenil não possa ser prevenida, a diabetes do adulto pode. Uma alimentação equilibrada, controle do peso e exercícios físicos regulares podem contribuir muito para evitá-la ou retardar o seu aparecimento. “O diabético sofre com algumas complicações em seu organismo, seu sistema vascular é comprometido e, com isso, são mais frequentes as infecções e problemas cardíacos. Quem tem histórico desta doença na família deve se cuidar mais. Perder peso e não fumar são medidas bastante eficientes para isso”, completa a Dra Roberta, ressaltando que os hábitos de vida são muito importantes na prevenção da doença.

 
Escrito em 20 de jan de 2010

Nove em Dia – Hospital 9 de Julho (Jan/2010)

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 


Caso você esteja visualizando esse post por um leitor feeds, veja o documento diretamente no Scribd

 
Escrito em 15 de jan de 2010

Nove em Dia – Hospital 9 de Julho (Dez/09)

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Informativo mensal do Hospital 9 de Julho. Edição de Novembro de 2009

Clique aqui caso você esteja visualizando este post de um leitor de feed.

 
Escrito em 15 de jan de 2010

O álcool e os esportes

Categorias: Medicina do Exercício e do Esporte, Sua Saúde    Autor: Átila Iamarino   
 

Nada mais tentador do que uma cerveja para refrescar um dia quente, ainda mais depois de um futebol com os amigos. Mas, afinal, existe algum problema em beber logo depois do exercício, ou fazer um exercício logo depois de beber? Acompanhe as dicas do Dr. Pablius Braga, responsável pela Unidade de Medicina do Esporte do Hospital 9 de Julho.

Fim de semana, churrasco com os amigos e surge a idéia de jogar um futebol para queimar as calorias da cerveja, tirar um pouco o álcool do corpo. Por mais que não pareça, essa pode não ser uma boa ideia. Embora o álcool seja rapidamente absorvido pelo nosso corpo, não é tão facilmente processado, além de agir em diferentes órgãos.

O mais afetado é o fígado, que não só digere e retira o álcool do sangue, como converte nossas reservas de energia em açúcar durante o exercício. E as duas atividades não são compatíveis. Ou os recursos e o açúcar serão usados para eliminar o álcool ou serão utilizados pelos músculos, e na falta de glicose a estafa física é muito maior. De acordo com o Dr. Pablius, “A falta de açúcar predispõe ao aumento do cansaço físico, diminui a resistência pelo gasto desnecessário de energia e pode facilitar a ocorrência de lesões”.

Outro sistema atingido pela ação da bebida é o do cérebro. Diminuímos os reflexos e perdemos a sensibilidade, o que aumenta as chances de acidentes e lesões. “O álcool, ao agir no cérebro, diminui nossa reação rápida e a coordenação”, ressalta o médico.

Melhor então deixar para beber depois do exercício. Afinal, nada mais refrescante do que uma cerveja depois do futebol, e mal não há nisso. Certo? Também não.

O esforço muscular estressa os músculos e promove a perda de água, principalmente com o suor. E, após o exercício, o corpo precisa se hidratar e repor a energia que foi gasta, como forma de se recuperar e ganhar massa muscular (um dos motivos pelo qual nos exercitamos). Além de agir no fígado, como já vimos, o álcool também é diurético. Assim, a bebida alcoólica não só não hidrata como ainda agrava a perda de líquidos, muito importantes após o futebol, como lembra Dr. Pablius: “O álcool pode ser calórico, mas não é a fonte de energia mais recomendada”.

Então fica o recado, álcool e exercício não combinam. Não há mal nenhum em querer gastar as calorias de uma caipirinha, mas o ideal é deixar para o dia seguinte. Já para atletas de alto desempenho, a recomendação é não se arriscar bebendo no dia anterior a uma grande corrida.

Após o exercício, se hidrate sempre com água, com um suco ou com água de coco, se alimente corretamente e deixe a cervejinha para algumas horas mais tarde. “Caso haja uma corrida no sábado de manhã e a pessoa saia e beba um dia antes, não adianta só comer um pão integral pela manhã, é preciso se hidratar bem e consumir alimentos mais calóricos como fonte de energia. Já para exercícios mais leves, é recomendada uma janela de pelo menos 6 horas entre o consumo de álcool e o exercício”, completa o especialista.

O álcool e os esportes

O Hospital 9 de Julho orienta a comunidade a respeitar sempre as leis e apoia atitudes governamentais que visam proteger o cidadão, como nesse caso, combatendo o consumo excessivo ou irresponsável do álcool. Por isso, esse post integra a série Sua Saúde que visa informar a população para que cada um possa fazer a melhor escolha para o seu bem estar e o da sociedade.

 
Página 1 de 212