Arquivos de março, 2010

Escrito em 30 de mar de 2010

4×4 além da mesa de cirurgia

Categorias: Quem faz o H9J    Autor: Átila Iamarino   
 

O Dr. Araripe Varella, cirurgião do Aparelho Digestivo, do Hospital 9 de Julho, em princípio, segue o padrão dos médicos. Rigoroso com sua agenda, atento aos seus plantões, objetivo. No entanto, o motivo da entrevista [e desse post] é justamente o fato do Dr. Araripe ser um pouco diferente do tipo de cirurgião que conhecemos. Durante os finais de semana que tem folga, ele deixa a rotina da cidade de São Paulo e a concentração das mesas de cirurgias para se dedicar a outra aventura: trilhas e jipe. Sua paixão começou aos poucos, quando decidiu comprar um jipe em parceria com um amigo.

Dr. Araripe tentava chegar à praia de Castelhanos, na Ilha Bela, e descobriu que um utilitário popular não era o suficiente para a trilha. Ele já tinha ouvido falar do lugar e de como o caminho podia ser um passeio à parte, para quem conseguisse chegar. Considerou o jipe em sociedade, mas Antônio Ferme, amigo e primo da esposa do cirurgião, preferiu algo mais próximo de um SUV. O médico comprou um utilitário mais esporte e trilhas mais tranquilas eram a maioria dos destinos.

No entanto, os carros ficaram castigados demais e então, decidiram comprar um Willys, ano 82. O carro foi ideal para o tipo de trilhas que passaram a fazer, mais agressivas. As aventuras foram crescendo e Dr. Araripe vendeu sua parte do Willys 82 para o amigo e comprou um Bandeirante. A essa altura, o sogro também havia tomado gosto pelas aventuras! Além das novas possibilidades de trilhas, o jipe aproximou mais ainda o médico de seu sogro. “Nas nossas últimas viagens, minha esposa acabou indo no nosso carro do dia a dia e fomos eu e meu sogro no jipe, conversando sobre carros, claro, mas também sobre outras coisas de nossas vidas”.

Assim, Dr. Araripe em pouco tempo, passou a fazer caminhos alternativos, combinados a um bom destino, como ir a São Sebastião pela estrada da Petrobrás, sem usar a Tamoios. “Já fiz algumas boas viagem de jipe. A última foi ir a Trancoso, na Bahia, pois assim poderíamos passear na praia também”, contou o médico.

É em busca de ‘problemas’ e dificuldades que o cirurgião usa seu tempo livre. “Estávamos na trilha de Campos do Jordão, havia chovido muito. No meio do caminho passamos por um lugar alagado. O Willys do meu amigo passou, já que estava com um pneu 70% terra, 30% asfalto. O meu ficou no meio do alagamento e entrou água no jipe até a altura do banco. Ficamos três horas esperando alguma ajuda, já que não conseguíamos puxar meu carro, devido à quantidade de lama no terreno. Uma Land Rover passou por nós e ofereceu ajuda. Ela enganchou no Willys do Antônio, que enganchou no meu Bandeirante e só assim conseguimos tirar o carro.”

Ele garante que apesar do contratempo, é isso que faz a aventura. Algo muito diferente ao seu dia a dia, mas que guarda algumas semelhanças entre as duas atividades.

“Para realizar uma cirurgia é necessário a presença de uma equipe qualificada, material adequado, local apropriado e técnica apurada. Se faltar alguma dessas quatro coisas, corremos um risco muito grande para realizar o procedimento. Para percorrer uma trilha, não é muito diferente. Sempre, sempre, é indispensável a presença de mais um jipe com você, com equipe qualificada, caso ocorra algum imprevisto muito sério. Não pode faltar também o equipamento adequado: guincho, pneu estepe, macaco, entre outros. O local é a própria trilha, com suas imprevisibilidades inerentes! A técnica é, também, parte fundamental. Por exemplo, se você está subindo uma rampa e as quatro rodas deslizam, o que você faz pra descer? Se frear, o carro descerá sem controle. Por isso, é necessário engatar a marcha ré, para dar tração e não perder o controle do jipe”.

Por isso, o zelo do cirurgião permite que os pequenos problemas continuem pequenos e acabem complementando as trilhas, sem deixá-lo na mão. “Sempre quebra alguma coisa. Uma vez foi o banco do passageiro, outra o limpador de parabrisa e na outra caiu um farol… Mas nunca voltei para casa guinchado ou tive de ficar esperando mecânico”, diz o médico.

 
Escrito em 29 de mar de 2010

O que é dor?

Categorias: Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A dor é uma sensação desagradável – que varia desde desconforto leve a intenso – associada a uma lesão tecidual, que se expressa através de uma reação orgânica ou emocional. A dor é uma resposta da integração central de impulsos dos nervos periféricos, ativados por estímulos locais.

Há basicamente três tipos de estímulos que podem levar a essa resposta dos nervos:

* Mecânicos ou térmicos que ativam diretamente as terminações nervosas.
* Mediadores químicos libertados na área da terminação nervosa.
* Mediadores libertados pelas células inflamatórias como bradicinina, serotonina ou histamina.

Ninguém, certamente, gosta desta sensação. Entretanto, a dor aguda pode ser muito benéfica: ao lado da pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura e respiração, a dor é considerada o quinto sinal vital. É a maneira encontrada pelo corpo de chamar a atenção para um problema. Portanto, não é normal sentir dor, especialmente aquela que não tem a finalidade de alerta. É necessário avaliá-la, levando em consideração intensidade, freqüência e duração, para se tratá-la devidamente.

 
Escrito em 23 de mar de 2010

Cirurgias cardíacas e cardiopatias de alta complexidade

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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Escrito em 17 de mar de 2010

Competência e Humanismo: Medicina familiar buscando a excelência

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Qual o melhor caminho para a medicina familiar atingir a excelência e, assim, contribuir para a proposta “Saúde para Todos” de maneira eficiente? Além dos sistemas e políticas de saúde, existem os próprios médicos de família, como seres humanos e responsáveis pelos resultados desses sistemas. Esse estudo focam em como formar o médico competente e humanista. Por isso, os autores estabelecem a questão principal nesse assunto: é possível educar os médicos em matéria de humanismo e competência?

Eles analisam e fazem comentários sobre algumas publicações recentes na área, que retratam um guia educativo para a formação de médicos dentro desses objetivos. Existe um caminho claro para o ensino de empatia, que resulta em competência profissional. Há, também, um percurso desafiador para auxiliar a abordagem generalista, incluindo o jeito de ser, maneiras de adquirir conhecimento, modos de percepção, tomada de decisão e de como colocar tudo isso em prática.

Finalmente, eles analisam mais um documento que aponta como o generalista, ou clínico-geral, competente faz a diferença em sistemas de saúde. Resta mais uma dúvida e esses são os comentários finais: Se há um caminho claro para educar os médicos humanistas, por que é tão difícil de percorrê-lo? A resposta vem com uma perspectiva filosófica. Integrar todas essas atitudes e conhecimento exige que os médicos incorporem-nas em suas próprias vidas. É desta forma – evitando rupturas interiores, vivendo a verdadeira vocação para a prática médica e não se dividindo entre pessoal e profissional – que eles conseguirão uma prática plena de competência e humanismo.

Esse resumo que você acabou de ter acesso faz parte do estudo que o Dr. Marcelo Levites apresentou em território argentino sobre o conceito de competência e humanismo. Este material é fruto do último congresso da SOBRAMFA feita com suporte e apoio da Associação Paulista de Medicina.

Se você se interessou, pode ver mais sobre o artigo no site da SOBRAMFA

 
Escrito em 15 de mar de 2010

Dia Mundial do Rim

Categorias: Rim    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

11 de março é o Dia Mundial do Rim. A data foi criada com o objetivo de ampliar e reforçar a importância da prevenção e do tratamento das doenças renais, incentivando a conscientização da população sobre o assunto.

Fundamentais para a qualidade de vida, os rins regulam a pressão arterial, filtram o sangue, eliminam toxinas, controlam a quantidade de sal e água no corpo, produzem hormônios importantes para evitar anemia e doenças ósseas e eliminam excesso de medicamentos e outras substâncias ingeridas.

As doenças renais (ou nefropatias) dificilmente são perceptíveis sem a realização de exames, pois possuem diversas causas. Além disso, podem progredir para perda completa da função dos rins, se não forem descobertas e tratadas a tempo. O diagnóstico precoce pode ser feito com um simples exame de urina e dosagem de creatinina no sangue.

Algumas pessoas precisam realizar periodicamente os exames de prevenção, principalmente os grupos de risco: diabéticos, hipertensos e com antecedente familiar de doença renal. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) revelaram que cerca de dois milhões de brasileiros eram portadores de doença renal crônica e aproximadamente 60% deles não sabiam disso.

Como forma de disponibilizar para a população um número maior de informações sobre as doenças renais e realizar um trabalho social junto à comunidade, o Hospital 9 de Julho criou o Mutirão do Rim.

O evento será realizado no dia 20 de março, no Centro Médico do Hospital, para atender entre 100 e 200 pacientes gratuitamente, que passarão por avaliação de um médico, realizarão exames de sangue e urina e receberão um diagnóstico objetivo sobre sua saúde renal. O Centro atuará buscando o diagnóstico precoce, a prevenção de complicações e a integração junto às outras especialidades médicas.

Veja abaixo alguns dos sintomas que podem ser encontrados em doenças renais:

- Pressão alta

- Inchaço (sobretudo no rosto e nas pernas)

- Sangue na urina

- Cólica renal causada por cálculos (pedras)

- Indícios de infecção urinária (dor, ardor ou dificuldade para urinar, além de urina mal cheirosa ou turva e aumento da frequência das micções)

- Palidez

O paciente que desejar participar, deverá agendar sua inscrição pela página do Mutirão do Rim, no site do hospital.

UPDATE: Inscrições encerradas

 
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