Escrito em 23 de set de 2011

Diabetes – Correção endovascular

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O diabetes é uma doença que ocorre pelo aumento da taxa de açúcar no sangue devido a diminuição da insulina.

A doença não tem cura, porém, se o paciente seguir o tratamento e mantiver a glicemia sob controle é possível ter uma vida sadia. Porém, é importante repetir que o diabetes não tem cura, por isso, de acordo com o Dr. José Resende, cirurgião vascular do Hospital 9 de Julho, mesmo se a sua glicemia está sob controle, isso não significa que você pode se descuidar e interromper o tratamento.

O tratamento da doença inclui uso de medicações, prática de exercícios e dieta restrita e os riscos de não cumprir esse tratamento são seríssimos.

Segundo o médico, as complicações são principalmente graves no que diz respeito às artérias. Essas complicações podem atingir todos os órgãos; nos olhos, há risco de retinoplastia diabética que pode levar até à cegueira. Na coronária, pode resultar em infarto, nas intracranianas pode desencadear AVC, nos nervos neuropatia periférica. Mas, é nos membros inferiores que essas complicações são mais comuns.

A falta de circulação associada à perda de sensibilidade nos membros inferiores é o que chamamos “pé diabético” e pode levar a pessoa a se ferir (mesmo apenas se coçando) e, sem sensibilidade, sequer perceber, o que pode resultar em uma úlcera, infecção ou, devido à própria falta de circulação, até à amputação do membro afetado.

Em alguns casos, existe um procedimento cirúrgico que pode ajudar a reversão do quadro. É a correção endovascular, que é a revascularização das artérias afetadas.

Dr. José Resende ainda ressalta que para prevenir essa situação é importante cuidar bem da higiene, cortar as unhas com cuidado, hidratar a pele e tomar muito cuidado com traumas ou lesões, já que o simples ato de se coçar pode levar a uma lesão mais grave.

Importante para não desencadear complicações da doença é seguir rigorosamente o tratamento, aliado a 30 minutos de caminhada diária. E, também essencial, NUNCA fume se você é diabético!

Seguindo as orientações médicas, você evita as complicações e consegue viver de forma saudável apesar da doença.

 
Escrito em 12 de ago de 2011

Orientação nutricional – Diabetes tipo 2

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O diabetes tipo 2 é o tipo mais comum de diabetes. Ele afeta quase 90% das pessoas que têm a doença e ocorre quando o nível de glicose (açúcar) no sangue fica muito alto.

A maioria das pessoas que têm diabetes tipo 2 têm mais de 40 anos, possuem sobrepeso e estão fora de forma. O controle do peso pode melhorar os níveis de glicose no sangue, para isso:

Substitua o açúcar por adoçantes como ciclamato, sacarina, aspartame, stévia, acessulfame-K.

Consuma apenas um tipo de carboidrato por refeição. Os carboidratos são os alimentos que se transformam em glicose com maior facilidade. Eles devem sim fazer parte da alimentação, porém, na quantidade adequada.

Alguns alimentos ricos em carboidratos são: arroz, pães, trigo, milho, massas, aveia, cereais, tubérculos (batatas, mandioca, mandioquinha etc) e os açúcares (mel, frutose proveniente das frutas, doces etc).

Alguns alimentos permitidos são:

- queijo minas/ricota/requeijão light,

- leites e derivados,

- frutas e sucos coados dessas frutas (dentro do que foi recomendado pelo médico),

- carnes bovinas, frango e peixe. Sem pele e sem gordura (cozida, grelhada ou assada),

- Ovo pochê ou cozido (no máximo 1 ou 2 ovos por semana),

- Legumes bem cozidos,

- Verduras cozidas ou refogadas,

- Alimentos integrais (pães, torradas e biscoito),

- Arroz e macarrão bem cozidos (dentro das quantidades recomendadas – de preferência para os integrais),

- Caldo de feijão, ervilha, lentilha, grão de bico,

- Alimentos dietéticos e adoçantes artificiais.

Alguns alimentos que devem ser evitados são:

- Embutidos (salsicha, linguiça, bacon, canha e frios),

- Condimentos fortes e picantes (molhos prontos, catchup, mostarda, molho inglês, shoyo, maionese, caldos de carne e galinha – inclusive os tabletes concentrados etc),

- Enlatados (extrato de tomate, ervilha, milho, picles),

- Doces em geral,

- Açúcar (mascavo, cristal ou refinado)

- Mel, geléia,

- Carnes gordas,

- Frutas oleaginosas em excesso (nozes, coco, amendoim, castanha), frutas secas e cristalizadas,

- Frituras em geral,

- Bebidas alcoólicas, gaseificadas, refrigerante, sucos concentrados.

Lembre-se de que as dietas são individualizadas, por isso procure seu médico para que juntos vocês escolham qual a mais adequada para você.

Siga essas orientações. Dessa forma é possível viver bem com o diabetes 2.

 
Escrito em 08 de ago de 2011

Colesterol: o que é e por que é perigoso

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O colesterol é de grande valia para o corpo humano, ele é um tipo de gordura (lipídio), componente essencial das membranas celulares e garante a sua permeabilidade e fluidez.

Ele é essencial para a produção de vários hormônios, vitamina D e ácidos biliares. 70% do colesterol em nosso corpo é fabricado no fígado, dentro do próprio organismo e os outros 30% vêm da dieta.

Há dois tipos de colesterol:

O LDL também chamado de colesterol “mau”, pois, quando em excesso, pode se depositar nas paredes das artérias, deixando placas de lipídios. Esse processo se chama arteriosclerose e dificulta a circulação sanguínea para órgãos vitais e tecidos, podendo causar complicações cardiovasculares.

E o HDL, conhecido como o colesterol “bom”, que transporta o colesterol das células para o fígado, eliminando-o pela bile e pelas fezes. Por realizar esse “transporte”, quando o nível deste colesterol está baixo, o risco de doença cardiovascular é maior.

Mas, apesar dos muitos problemas que podem estar associados a ele, é difícil perceber sozinho que seus níveis de colesterol no sangue estão acima do normal, já que não existem sintomas específicos para a hipercolesterolemia. Muitas vezes, as pessoas não percebem o problema até que os primeiros sintomas circulatórios se apresentam. Por isso é importante estar atento aos fatores de risco. Alguns deles são:

  • Sedentarismo / Excesso de peso
  • Excesso de gordura na alimentação
  • Tabagismo
  • Idade
  • Histórico familiar

A taxa de colesterol no sangue pode ser diagnosticada através de um exame sanguíneo simples, também conhecido como painel de lipídos (ou perfil lipídico), que mede a taxa dos diferentes tipos de colesterol e triglicerídeos no sangue.

Se você fez o teste e houve alteração, há atitudes que você pode tomar para reduzir esse nível alto. Também, se você quer se prevenir, essas formas de se evitar o aumento do nível de colesterol no sangue podem ajudar:

  • Praticar atividades físicas
  • Perder peso
  • Fazer uma reeducação alimentar / Dieta balanceada
  • Evitar fumo e álcool em excesso

Essas atitudes, entretanto, devem ser tomadas em conjunto com seu médico, pois nem sempre são suficientes para normalizar as taxas altas de colesterol no sangue que podem estar associadas a outros fatores como distúrbio de metabolismo. Se, apesar de seguir todos esses passos, o nível ainda estiver alterado, só seu médico poderá avaliar qual o melhor tratamento para seu caso.

Na dúvida, visite seu médico e faça exames regularmente.

 
Escrito em 29 de jul de 2011

Entenda melhor o Diabetes

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O diabetes é uma doença silenciosa que atinge adultos e crianças no mundo inteiro.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), nos últimos trinta anos, o número de portadores da doença mais que dobrou. São, hoje, quase 350 milhões de pessoas acometidas pela doença.

A Dra. Roberta Villas Boas, endocrinologista do Hospital 9 de Julho, conversou com Claudete Troiano no programa Manhã Gazeta, na Rede Gazeta sobre a doença que tem se apresentado cada vez mais frequentemente e é associada ao aumento da obesidade na população em geral no mundo.

Ela fala de forma muito simples e fácil de entender sobre a fisiologia da doença, sobre a diferença entre o Diabetes Tipo I e o Diabetes Tipo II, que é mais frequente e acontece mais tardiamente na vida do indivíduo, além da possível criação de uma vacina contra o diabetes.

Assista ao vídeo e entenda mais a respeito da doença que, por ser silenciosa, muitas vezes só é percebida quando já se agravou.

 
Escrito em 20 de jun de 2011

Diabetes: novidades no controle da doença

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A maioria das pessoas pode pensar que o grande inimigo para o desenvolvimento da diabetes é o açúcar, e que basta cortá-lo da alimentação para garantir que a doença não apareça. Porém, além de controlar os carboidratos, é preciso ficar de olho a quantidade de potássio da dieta.

Alimentos ricos em potássio, como o feijão e a banana, podem ajudar tanto a prevenir quanto a controlar a doença, uma vez que o quadro se apresente. É o que diz o estudo realizado pela Universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Segundo os pesquisadores, existe uma associação entre baixas quantidades de potássio no organismo e a elevação dos níveis de glicose no sangue. A explicação é que o mineral influencia os processos do corpo que atuam sobre a insulina, responsável por diminuir a glicemia (taxa de glicose no sangue). O potássio funciona equilibrando a produção desse hormônio e aumentando sua efetividade.

Quando nossa produção de insulina é instável e pouco eficiente, as chances de desenvolver diabetes aumentam consideravelmente. Os sintomas mais comuns da doença são fome e sede contínuas, resultando na necessidade de usar o banheiro constantemente.

Os benefícios do potássio não acabam aí: “o potássio auxiliaria no controle da pressão arterial, provavelmente porque esse nutriente compete com o sódio – que aumenta a pressão – e facilita sua excreção pelos rins”, afirma o Dr. Antonio Cezar Galvão, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho.

Essa “expulsão” beneficia a pressão porque o sódio retém líquido, aumentando o volume de sangue no corpo – quando menos sódio, menores as chances de hipertensão. Vale ressaltar que o consumo médio de sal do brasileiro é o dobro do indicado pela Organização Mundial da Saúde.

Porém, é preciso tomar cuidado: o consumo de potássio também deve ser controlado, pois o exagero pode prejudicar o coração. Vale a pena discutir a necessidade de suplementos do nutriente com seu médico. O importante é balancear sua alimentação para uma vida mais saudável.

E lembre-se: caso sua família tem histórico de diabetes, exames periódicos de sangue são importantes para garantir seu bem estar.

 
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