
O desconhecimento dos sintomas e a demora no diagnóstico estão entre as principais causas de sequelas nas pessoas que sofrem um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Segundo o Dr. Clóvis de Oliveira Guedes, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, o atendimento nas primeiras quatro horas após o rompimento do vaso pode, inclusive, fazer a diferença entre a vida e a morte do paciente.
Há dois tipos de Acidente Vascular Cerebral: o hemorrágico e o isquêmico. No primeiro caso, o vaso se rompe e há o vazamento de sangue e normalmente o tratamento é cirúrgico. Já no segundo, o vaso fica completamente obstruído pela coagulação do sangue.
“Quando o AVC é isquêmico, o paciente recebe um anticoagulante que fará a desobstrução do vaso. Mas isso só é possível se o diagnóstico ocorrer nas primeiras quatro horas”, explica o Dr. Clóvis. Após esse período, torna-se perigoso aplicar o medicamento por causa do risco de sangramento.
Quando correr para o hospital?
Se uma pessoa apresentar dor de cabeça forte e repentina, alterações na visão, nos movimentos e na linguagem, ela deve ser encaminhada imediatamente a uma emergência.
Como o diagnóstico e o tratamento precisam ser rápidos, é importante que o paciente seja conduzido para um hospital que saiba tratar o problema, ou seja, que possa realizar exames de imagem, com médicos treinados, além de possuir o anticoagulante recomendado para esses casos.
A idade, o tabagismo, pessoas que não mantêm a hipertensão controlada e sedentárias são as mais propensas a ter um ou mais AVCs durante a vida. “Quando temos um familiar com esse perfil, é importante conhecer os hospitais que podem tratar o AVC para que, em caso de emergência, o paciente não perca a oportunidade de ser atendido de forma adequada”, finaliza o Dr. Clóvis.

















A dor nas costas é uma das dores mais comuns que temos; desde os jovens até os mais velhos, homens e mulheres, todos são vítimas desse mal.