Escrito em 24 de fev de 2012

AVC: atendimento rápido é fundamental

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O desconhecimento dos sintomas e a demora no diagnóstico estão entre as principais causas de sequelas nas pessoas que sofrem um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Segundo o Dr. Clóvis de Oliveira Guedes, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, o atendimento nas primeiras quatro horas após o rompimento do vaso pode, inclusive, fazer a diferença entre a vida e a morte do paciente.

Há dois tipos de Acidente Vascular Cerebral: o hemorrágico e o isquêmico. No primeiro caso, o vaso se rompe e há o vazamento de sangue e normalmente o tratamento é cirúrgico. Já no segundo, o vaso fica completamente obstruído pela coagulação do sangue.

Quando o AVC é isquêmico, o paciente recebe um anticoagulante que fará a desobstrução do vaso. Mas isso só é possível se o diagnóstico ocorrer nas primeiras quatro horas”, explica o Dr. Clóvis. Após esse período, torna-se perigoso aplicar o medicamento por causa do risco de sangramento.

Quando correr para o hospital?

Se uma pessoa apresentar dor de cabeça forte e repentina, alterações na visão, nos movimentos e na linguagem, ela deve ser encaminhada imediatamente a uma emergência.

Como o diagnóstico e o tratamento precisam ser rápidos, é importante que o paciente seja conduzido para um hospital que saiba tratar o problema, ou seja, que possa realizar exames de imagem, com médicos treinados, além de possuir o anticoagulante recomendado para esses casos.

A idade, o tabagismo, pessoas que não mantêm a hipertensão controlada e sedentárias são as mais propensas a ter um ou mais AVCs durante a vida. “Quando temos um familiar com esse perfil, é importante conhecer os hospitais que podem tratar o AVC para que, em caso de emergência, o paciente não perca a oportunidade de ser atendido de forma adequada”, finaliza o Dr. Clóvis.

 
Escrito em 11 de nov de 2011

Enxaqueca e qualidade de vida

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Dores podem incomodar por sua intensidade e por sua frequência. No caso da enxaqueca, esses dois fatores costumam andar juntos, afetando a qualidade de vida e o rendimento de nossas atividades.

A enxaqueca é um distúrbio neurológico crônico que se caracteriza por fortes dores de cabeça, que podem ser acompanhadas por náuseas, transpiração, sensibilidade a luz e barulho, entre outros fatores.

Mas apesar de não ter cura, podemos tomar algumas medidas para diminuir sua frequência e intensidade. Essas medidas são divididas entre profiláticas e reativas.

As medidas reativas tratam com medicamentos a crise no momento em que ela ocorre, atacando a dor e outros sintomas relacionados. É importante, contudo, evitar exageros no uso de analgésicos para evitar outros problemas de saúde.

Já as medidas profiláticas têm como objetivo diminuir a sua frequência, intensidade e duração.  Evitar alguns excessos pode contribuir positivamente com a prevenção no nosso cotidiano. No caso da enxaqueca, derivados do leite, cafeína e álcool, por exemplo, devem ser consumidos com parcimônia. Uma alimentação e sono bem regulados também ajudam a evitar as crises.

Se elas persistirem mesmo após esses ajustes em nossos hábitos cotidianos, é possível  recorrer a terapias específicas e medicamentos anti-histamínicos, beta-bloqueadores, entre outros. Nesse caso, devemos sempre procurar um médico especialista para indicar o tratamento mais adequado.

 
Escrito em 07 de out de 2011

O que fazer quando sentimos dor?

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional, Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A dor é a sensação de desconforto gerada através de estímulos neurológicos a lesões reais ou potenciais dos tecidos de nosso corpo. Muitas vezes ela é causada por lesões ou traumas, mas também pode ser por alguma reação nociva a nosso corpo.

Segundo o Dr. Claudio Fernandes Correa, neurocirurgião do Hospital 9 de Julho, o tratamento da dor não precisa, necessariamente, ser feito com o auxílio médico.  A mistura de remédios, entretanto, pode causar males ainda maiores à saúde, como coagulação de sangue, irritação do aparelho digestivo e insuficiência renal crônica, como já falamos aqui. A quantidade de analgésicos também deve ser controlada para evitar maiores problemas á saúde.

Já quando a dor persiste mesmo com o uso de analgésicos, ou quando é muito intensa e tem alguma característica marcante, é importante buscar ajuda especialista imediata para identificar a sua natureza. Dores de cabeça muito fortes, por exemplo, podem indicar algum problema neurológico ou mesmo rompimento em algum vaso sanguíneo.

Outro tipo de dor bastante conhecido é a enxaqueca, dor normalmente pulsátil que ocorre muitas vezes em apenas um lado da cabeça e persiste por horas.

A enxaqueca não tem cura, mas pode ser tratada de maneira profilática, através de medidas que ajudam a diminuir a frequência em que ela ocorre e também de maneira reativa, atuando sobre a crise no momento em que ela ocorre.

Consulte seu médico para identificar o tratamento mais adequado.

 
Escrito em 17 de jun de 2011

Dor nas costas: entenda melhor como ela é causada

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A dor nas costas é uma das dores mais comuns que temos; desde os jovens até os mais velhos, homens e mulheres, todos são vítimas desse mal.

Para provar isso, uma das doenças responsáveis por este tipo de dor, a lombalgia, atinge 90% da população brasileira. Destas pessoas, cerca de 20% apresentam algum problema mais sério, que pode levar até mesmo à incapacitação e afastamento das rotinas do cotidiano – talvez até definitivamente.

Segundo o Dr. Alexandre Elias, neurocirurgião especialista em coluna do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, “em boa parte destes casos, ela ocorre por distensão muscular”. A boa notícia é que este tipo de dor costuma melhorar em algumas semanas. Aplicar gelo (ou calor, dependendo do caso), seguir a medicação de antiinflamatórios prescrita pelo médico e exercícios que trabalhem a região com dor podem acelerar a recuperação.

É preciso tomar cuidado para não relevar um problema mais grave. “A lombalgia que persiste por mais de três meses é referida como dor lombar crônica”, afirma o Dr. Elias. Essa dor crônica pode ser sintoma de uma doença degenerativa da coluna. A partir disso, o tratamento será determinado após um estudo da região lesionada, podendo ser cirúrgico ou não.

Caso além da dor você tenha febre, sinta mais dor quando deitar ou em repouso, ou note perda de peso, procure seu médico com urgência: esses costumam ser indicadores de uma lesão mais grave.

 
Escrito em 12 de mai de 2011

Jornada de Dor e Neurocirurgia Funcional: Depressão

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Na última terça-feira, dia 10 de maio, o auditório do Hospital 9 de Julho recebeu profissionais da saúde para falar sobre os avanços no tratamento da depressão. O evento foi organizado pelo Dr. Claudio F. Corrêa, coordenador do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do hospital.

Dividido em três partes com dois palestrantes cada, a Jornada teve início com o Dr. Frederico Navas Demétrio, do Instituto de Psiquiatria do HCUSP. O médico ressaltou a importância da doença como um problema de saúde pública e falou sobre os principais sintomas que levam ao diagnóstico da depressão, além do seu tratamento por meio de medicamentos.

Um ponto importante da fala do Dr. Demétrio é a evolução que os medicamentos anti-depressivos tiveram nos últimos anos, permitindo um tratamento mais preciso e com menos efeitos colaterais para o paciente. “Porém, em casos mais complicados, outras estratégias – farmacológicas ou não – podem ser necessárias“, ressalta o doutor.

O Dr. José Alberto Del Porto, professor doutor da UNIFESP, palestrou sobre os métodos e equipamentos que envolvem a ECT, ou eletroconvulsoterapia. O Hospital 9 de Julho está plenamente equipado para tratar de casos que requeiram este tipo de tratamento graças ao foco em excelência do Centro de Dor.

Devido a uma parceria do Dr. Corrêa com instituições internacionais, o Dr. Felipe Fregni, neurologista da Universidade de Harvard, agraciou o evento com uma palestra voltada à TMS (estimulação magnética transcraniana), uma técnica que pode ser usada no tratamento da depressão com resultados positivos. Fregni falou sobre a relação entre áreas específicas do cérebro e a doença, além de técnicas mais efetivas para seu tratamento e a relação entre os medicamentos e a TMS.

As discussões Também abrangeram os casos de depressão refratária, que acontecem quando os medicamentos não tem efeito imediato, apresentando rejeição pelo paciente e até efeitos colaterais mais danosos. Esse assunto foi abordado pelo Dr. Edson José Amâncio, do Hospital 9 de Julho, que falou sobre as alternativas de tratamento e do planejamento necessário para uma cirugia DBS (Deep Brain Surgery) de implante de eletrodo cerebral profundo. O Dr. Amâncio também apresentou estudos relacionados e ressaltou o efeito do aspecto emocional na depressão. “Ainda temos muito o que aprender nessa área“, afirma.

Para finalizar a jornada, o Dr. Claudio F. Corrêa, que aprofundou o tema da cirurgia DBS e apresentou exemplos do procedimento e seus resultados, especialmente quando direcionado à eliminação de sintomas do mal de Alzheimer. Confira no vídeo abaixo o depoimento do Dr. Corrêa sobre o evento e sua importância:

 
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