Escrito em 02 de jan de 2010

2010: Ano Mundial contra a Dor Musculoesquelética

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Pelo terceiro ano consecutivo, o Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho realizará sua campanha educativa em alinhamento com a IASP – International Association for the Study of Pain. Em 2010, os trabalhos estarão voltados para a Dor Musculoesquelética, com abordagens sobre o esforço repetitivo e o uso excessivo que provocam distúrbios como dor em articulações, músculos e estruturas circunjacentes. O Centro de Dor promoverá ao longo do próximo ano diversas ações para esclarecer o público leigo (pacientes e cuidadores), assim como profissional, dando continuidade à campanha VIVA SEM DOR, iniciada pelo Serviço em 2008.

Da dor lombar baixa (a mais comum dor musculoesquelética crônica) à tendinite, o objetivo do Centro de Dor é abordar aspectos físico, econômico e social relativos às doenças mais comuns neste segmento.

Você pode ajudar a campanha participando ativamente de nossas discussões e ações. E pode começar agora, nos informando o que gostaria que o Centro de Dor abordasse em benefício à prevenção e tratamentos adequados relativos à Dor Musculoesquelética.

Sua participação é importante e, por isto, aguardamos seus comentários.

Em breve, teremos mais informações sobre a campanha, com o calendário de atividades.

Siga o Viva Sem Dor no Twitter: @vivasemdor

Participe! Comente!


Texto publicado originalmente no blog do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional.

 
Escrito em 14 de dez de 2009

O que acontece com o seu cérebro quando você bebe demais?

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional, Sua Saúde    Autor: Átila Iamarino   
 
cérebro

Alguns copos a mais e você sente dificuldade para falar com desenvoltura, falta de coordenação e equilíbrio, e para piorar, sua capacidade de julgamento já não é tão confiável, e é por isso mesmo que você insiste ainda em afirmar: estou completamente sóbrio.

Todas essas consequências são reflexos da ação do álcool em um mesmo lugar, nosso sistema nervoso, que reage das mais surpreendentes formas quanto exageramos no consumo de bebidas alcoólicas.

O etanol, principal tipo de álcool contido nas bebidas, é uma molécula pequena e bem solúvel em água, de forma que é facilmente carregado pelo sangue para todo o corpo. Mas o seu efeito no sistema nervoso central (SNC) é um dos mais importantes. Ele interage com moléculas chamadas neurotransmissores que fazem a comunicação entre as células. Entre outras coisas, o álcool inibe a atividade do cérebro, proporcionando a maioria das mudanças de comportamento que conhecemos.

Segundo o Dr. Antônio Cezar Galvão, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, a bebida alcoólica pode provocar diversos efeitos além da euforia, prazer e excitação. “Os efeitos do álcool no cérebro, levam a efeitos psíquicos como redução da concentração e atenção, redução da memória recente e do julgamento”. E é por isso que depois da farra você pode até se esforçar, mas muitas vezes não se lembra da noite anterior.

Os efeitos do álcool atingem inclusive a região responsável pelo controle dos movimentos e equilíbrio, o que justifica o trançar de pernas e a fala arrastada de quem exagerou na bebida.

Essas consequências que aparecem com as doses a mais possuem denominações científicas, e o Dr. Antônio Cezar Galvão traduziu essa linguagem para que possamos ficar ciente do que acontece no nosso sistema nervoso quando passamos dos limites. “No cerebelo e no sistema vestibular, o álcool provoca a disartria que são os problemas na articulação de palavras que levam àquela fala enrolada. Já ataxia é o nome dado para a perda da coordenação dos movimentos. E existem ainda os problemas da visão dupla e do nistagmo, que são oscilações involuntárias dos olhos”.

Em níveis mais altos de álcool no sangue, a cognição e a coordenação motora são tão afetadas que multiplicam os riscos de dirigir veículos, exemplifica o médico.

Mas por que você não se lembra do que fez na noite anterior? Por muitos anos pensava-se que o consumo excessivo de álcool acarretava em formas de esquecimento, como os blackouts temporários. Mas um estudo de 2008 realizado por Cientistas da Universidade de Sussex, na Inglaterra, provou que o álcool, na verdade, altera os neurotransmissores prejudicando a formação da memória e não seu esquecimento.

De forma geral, eles concluíram que o cérebro além de não registrar claramente os fatos, ainda colaborava para uma espécie de memória seletiva. Dessa forma, a pessoa se lembra bem de eventos positivos que ocorreram antes da intoxicação (consumo excessivo do álcool), mas não consegue se recordar de eventos negativos pós-intoxicação.

A psicóloga Dora Duka, que liderou esse estudo, acredita que esse fenômeno pode levar as pessoas a acreditar mais nos efeitos positivos do álcool em vez de perceber seus efeitos negativos, contribuindo até para o desenvolvimento de um possível alcoolismo.

A partir de agora então você já sabe. Se beber além da conta, tome cuidado, pois você pode não estar no controle dos seus próprios atos e provavelmente ainda terá que lidar com a ressaca do dia seguinte. Busque se divertir com moderação.

O que acontece com o seu cérebro quando você bebe demais

O Hospital 9 de Julho orienta a comunidade a respeitar sempre as leis e apoia atitudes governamentais que visam proteger o cidadão, como nesse caso, combatendo o consumo excessivo ou irresponsável do álcool. Por isso, esse post integra a série Sua Saúde que visa informar a população para que cada um possa fazer a melhor escolha para o seu bem estar e o da sociedade.

 
Escrito em 19 de out de 2009

Informação ainda é o melhor remédio contra dor

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Simone Machado   
 

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Ela é temida em todas as idades, condições e situações. Quando chega, vem sem pedir licença e toma conta, causando desconforto, irritação e outros inconvenientes. Assim funciona a dor, que pode estar relacionada aos mais variados motivos, mas que devido aos constantes avanços científicos não precisa, necessariamente, estar presente quando o organismo não está bem. Para isso já existem alternativas eficazes, capazes de aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida do paciente. Por isso, na hora de tratar da dor, nada melhor que receber antes uma boa dose de informação.

A dor é classificada em dois tipos: a aguda, causada por traumatismo, procedimento cirúrgico ou inflamação, e a crônica, que nem sempre é resultado de uma causa específica, dura mais de três meses e pode acompanhar a pessoa por toda a vida. Estima-se que no Brasil cerca de 30% dos pacientes portadores de dores crônicas não realizam seu tratamento da maneira adequada, principalmente em relação à ingestão de medicamentos. Isso mostra que além de criar soluções para o problema, é preciso fazer com que os tratamentos e novidades também sejam assimilados pela sociedade.

Justamente pela importância do tema, e pelo comprometimento da qualidade de vida que ele traz, a dor é objeto de estudos científicos em todo o mundo, desafiando médicos e profissionais. No Brasil, uma das iniciativas mais recentes foi a 9ª edição do Simbidor – Simpósio Brasileiro e Encontro Internacional sobre dor, que aconteceu em São Paulo. Considerado o maior evento da América Latina sobre atualidades para o tratamento da dor crônica, o Simbidor contou com a participação de 160 profissionais, que apresentaram estudos e coordenaram debates sobre as mais avançadas técnicas e novidades para o tratamento da dor.

“O objetivo é a atualização dos profissionais que trabalham nesta área e a formação dos que estão começando, porque a universidade de Medicina não tem disciplinas sobre tratamento da dor, principalmente da dor crônica”, explica o Dr. Cláudio Corrêa, coordenador do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho. “Além disso, o estudo da dor tem se desenvolvido muito nos últimos anos, com bastante novidades, tanto nos medicamentos quanto nas tecnologias cirúrgicas”, diz.

Por isso, quando o assunto é dor, a informação e a consulta ao especialista é o melhor remédio!

 
Escrito em 03 de set de 2009

Viva sem dor

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Simone Machado   
 

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Quem nunca sentiu dor? Desde que de nascemos até ao final de nossas vidas estamos sujeitas a ela. Apesar de não ser uma sensação agradável, a dor é um importante sinal do nosso corpo, avisando-nos de que algo pode não estar funcionando e servindo de alerta para complicações mais sérias. É o caso das dores agudas como as geradas por apendicites, infartos do miocárdio, cólicas e traumas.

Há, porém, algumas dores que deixam de ser sinal de alerta para se tornar um verdadeiro martírio. São as chamadas dores crônicas, que ocorrem muitas vezes mesmo que o seu motivo – a doença – já nem exista mais, e persistem ao longo dos anos. São exemplos as neuropatias diabéticas, herpes-zoster, entre outras.

Quem sofre de dor crônica acumula diversas disfunções, já que ela interfere diretamente nas atividades físicas, na qualidade do sono, na auto-estima e nos relacionamentos de uma forma geral, gerando um ciclo vicioso de problemas físicos e emocionais.

No Brasil, a terapia da dor chegou há mais de 30 anos. O conceito de ser a parceira inseparável da doença deixou de ser aceito e hoje há controle para os mais diversos tipos de problemas, desde a enxaqueca, que atinge 1/5 da população mundial, até as dores originárias de doenças mais sérias, como o câncer.

O Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, foi o pioneiro no segmento privado brasileiro inteiramente dedicado ao tratamento da dor, e conta atualmente com a mais completa infraestrutura para este tipo de atendimento.  São 40 profissionais de diversas especialidades, como acupuntura, fisiatria, fisioterapia, neurologia, neurocirurgia, psicologia, odontologia e enfermagem, que de forma integrada avaliam as melhores soluções para cada paciente.

“Enxergamos o indivíduo em sua especificidade, discutindo em equipe as melhores opções terapêuticas entre medicamentos, reabilitação física, acompanhamento psicológico e procedimento cirúrgico que possam gerar melhores resultados para o seu caso”, relata o coordenador do Centro, Dr. Cláudio Fernandes Corrêa.

Dr. Cláudio ressalta ainda que o Centro diferencia-se dos demais do segmento por ser integrado a um serviço de neurocirurgia funcional e neuro-oncologia, que engloba o tratamento de disfunções correlatas com a dor, como distúrbios do movimento e tumores cerebrais. “São áreas que requerem profissionais especializados e afins com o tratamento da dor e suas mais avançadas tecnologias”.

“Ainda que nem todas as dores possam ser totalmente extinguidas, é possível voltar a ter qualidade de vida. No mais, o pensamento positivo diante da dor é a melhor forma de torná-la menos importante”, finaliza o especialista.