Escrito em 29 de ago de 2011

Parar de fumar é possível!

Categorias: Falando em Saúde, Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

“Parar de fumar é fácil, eu já parei mil vezes”. Esta frase do escritor Mark Twain ilustra bem que parar de fumar não é fácil. Só quem está passando ou já passou por isso conhece a dificuldade.

Mas, por mais impossível que possa parecer – e parece mesmo – dá sim para abandonar o tabagismo.

Com força de vontade, e sabendo contra o que você está lutando, com as devidas informações como quais os métodos indicados e onde buscar ajuda, as chances de sucesso são maiores do que você imagina.

Não existe uma única maneira específica de parar de fumar, mas há alguns métodos que podem te ajudar a abandonar o vício de uma vez por todas. Porém, antes de mais nada, tudo começa com um primeiro passo:

DECIDINDO PARAR

Só você pode decidir parar de fumar e quando fazê-lo.

Você com certeza já foi exposto a campanhas anti-tabagismo, ou recebeu conselhos médicos e de pessoas ao seu redor para parar de fumar. Esses incentivos podem ajudar na decisão, mas a vontade e o comprometimento precisam partir do próprio fumante.

Algo que pode te ajudar a parar é pensar em “por que” você deveria parar. Por exemplo:

Você já pensou que pode contrair uma doença causada pelo tabagismo?

O cigarro possui mais de 4.700 substâncias tóxicas, como hidrocarbonetos, nicotina, monóxido de carbono e alcatrão, que produzem diversos processos inflamatórios e causam malefícios a quase todos os órgãos do corpo humano. O cigarro causa diretamente várias doenças graves.

O pulmão é o órgão mais exposto, estando 20 vezes mais suscetível ao aparecimento de enfisema, bronquite crônica e câncer que o de um não-fumante.

Você conhece alguém com problemas de saúde por causa do cigarro?

Se você não conhece ninguém que já sofreu de um desses males, com certeza, alguém que você conhece já teve ou tem contato com uma doença causada pelo fumo.

Converse com as pessoas a respeito. Muitas vezes, um exemplo mais próximo de nós pode tornar o “perigo” mais real e ajudar na conscientização quanto aos riscos do tabagismo.

Você acredita que os benefícios de abandonar o cigarro são maiores que os de continuar com o vício?

Além do risco de doenças mais graves, o cigarro também é responsável por transtornos que podem não ser fatais, mas com certeza atrapalham muito a vida. Ele causa mau-hálito e manchas na pele e nos dentes, tira o nosso fôlego, acelera o envelhecimento da pele e prejudica até o desempenho sexual. O abandono de hábitos tabagistas traz incontestáveis benefícios não só à sua saúde, mas também à sua vida social.

Depois de responder sim para qualquer das perguntas anteriores, é hora de parar, de fato, de fumar. Mas, não é mágica, é a união de força de vontade e incentivos que torna possível o processo de parar de fumar.

Para ter sucesso nesse processo, é importante buscar estratégias que se adaptem à sua realidade para tratar tanto a dependência física, quanto o hábito, que causa dependência psicológica.

Veja algumas delas:

  • “Não fumar” significa não fumar de verdade. Um só trago pode significar a reincidência e mandar todo o seu esforço por água abaixo.
  • Mantenha-se ativo – tente caminhar, fazer exercícios ou praticar qualquer hobby.
  • Beba bastante líquido.
  • Tente evitar situações de stress, em que a vontade de fumar aumenta.
  • Escolha outras coisas para ocupar a boca. Doces mastigáveis e verduras cruas como cenouras,são ótimas pedidas para substituir o cigarro. Só tome cuidado para não exagerar e trocar o problema do tabagismo pelo da obesidade. Aqui vale a moderação e o bom senso.
  • Escolha outras coisas para ocupar as mãos, trabalho em madeira, cerâmica, videogames, entre outros trabalhos manuais podem ajudar a distraí-lo da vontade de fumar.
  • Pelo menos no começo, procure evitar ambientes onde as pessoas estão fumando. Neste ponto, a ajuda dos amigos pode ser fundamental. Conte para as pessoas com quem convive que está parando de fumar e peça a ajuda deles para manter você longe da tentação.
  • Diminua também o consumo de álcool. Afinal, você bem sabe que uma cerveja chama um cigarro. Tenha em mente que isso não é para sempre, só no começo, quando a dificuldade de se manter afastado do cigarro é maior.
  • Pense em outras maneiras de mudar sua rotina. Use caminhos diferentes para ir trabalhar, beba chá ao invés de café. Coma coisas diferentes, em lugares diferentes. Quebrar a rotina ajudará você a deixar de conectar os antigos hábitos ao cigarro.
  • Procure ajuda. Há grupos de ajuda para os dependentes que querem parar. Seu médico também pode ajudá-lo, indicando terapias de substituição de nicotina e medicamentos que ajudam a diminuir a sensação de necessidade.
  • Também existem no Brasil diversos grupos de apoio aos dependentes de nicotina. Descubra se não há um em sua cidade e compartilhe experiências com pessoas com problemas semelhantes. Você pode, ainda, ligar para o disque saúde (0800 61 1997).

Há muitas razões para parar de fumar. E a desculpa para continuar é só “eu gosto do cigarro”. Então, por que não tomar uma atitude que vai mudar a sua vida, de seus amigos e de sua família? Por que não aproveitar hoje, que é o Dia Nacional de Combate ao Fumo, para se programar e abandonar o vício?

Parar de fumar é possível! Se você está tendo muita dificuldade, procure seu médico. E, se você já parou, conte nos comentários qual foi a sua motivação e que técnicas você usou para conseguir abandonar o vício.

 
Escrito em 31 de mai de 2011

Cigarro: um problema que se sente na pele

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Hoje, dia 31 de maio de 2011, é o Dia Mundial sem Tabaco. Essa data foi instituída pela OMS (Organização das Nações Unidas) em 1987, tendo como objetivo de conscientizar a população quanto aos graves problemas de saúde causados pelo tabaco.

Depois de tantas campanhas de conscientização, não é novidade que fumar afeta negativamente a saúde de todo o corpo. Os efeitos disso em órgãos como a pele, entretanto, são de pouco conhecimento da população – embora o cigarro seja um dos fatores externos que mais influencia a saúde da pele.

É por isso que, em apoio ao Dia Mundial Sem Tabaco, separamos alguns problemas que o tabagismo pode trazer nesse que é o maior órgão do corpo:

A cicatrização
Este problema está associado à circulação sanguínea, dificultando o processo de cicatrização e aumentando o risco de necroses, fibroses e infecções na pele. Isso se torna ainda mais crítico em casos de cirurgia (sobretudo plásticas), quando há uma natural diminuição da vascularização que, associada aos cigarros, pode aumentar os ricos de complicações.

A corrente sanguínea
Podem ocorrer mudanças no sangue, aumentando a contração dos vasos sanguíneos e danificando-os. Doenças arteriais também podem se desenvolver devido ao tabagismo.

A imunossupressão
A nicotina pode contribuir para a infecção pelo HPV e alguns estudos indicam que pode favorecer o desenvolvimento de melanoma (tumor maligno na pele).

O envelhecimento da pele
O fumo causa o envelhecimento precoce da pele tanto pela formação de radicais livres (que causam morte celular) quanto pela maior facilidade de contrair doenças que ele propicia. No rosto, o cigarro atua como importante fator extrínseco no envelhecimento da pele. Há também alterações na formação e na qualidade do colágeno e tecido elástico, conferindo à pele uma coloração amarelo-pálida nada agradável.

A queda de cabelos
Fumar pode estimular a produção de DHT (dihidrotestosterona), hormônio envolvido na queda de cabelo.

Sintomas da diabetes
Por ser uma doença crônica, o diabetes tem seus efeitos intensificados no organismo quando o paciente é fumante.

Agravar doenças de pele
O tabagismo pode ajudar a desenvolver ou agravar quadros de psoríase, doença auto-imune, além de favorecer o aparecimento de acne.

O cigarro, com agentes em sua composição que são causadores de doenças, é um fator que não pode e não deve ser subestimado”, ressalta a Dra. Patricia Fagundes, dermatologista do Hospital 9 de Julho.

Vale a pena investir na saúde do seu corpo. Sua pele agradece!

 
Escrito em 26 de mai de 2011

Entendendo o Glaucoma

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Doença silenciosa que leva à perda da visão periférica, podendo evoluir até uma “visão tunelada” e, por fim, a cegueira – é assim que o Glaucoma progride. Hoje, dia 26 de maio, é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma – mas o que é essa doença?

Na verdade, Glaucoma é uma neuropatia óptica com alteração estrutural do nervo ótico. As causas para a condição são várias, mas é sabido que o aumento da pressão ocular é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento do glaucoma.

A classificação do glaucoma separa os de etiologia congênita (quando a pessoa já nasce com a doença), a aguda (a pressão do olho aumenta repentinamente, causando dor) e a crônica (o aumento da pressão é progressivo e não apresenta sintomas).

A perda da visão causada por essa condição é irreversível. Como grande parte dos casos não apresenta sintomas, é necessário tomar uma atitude preventiva, com visitas periódicas ao oftalmologista. “A periodicidade da avaliação oftalmológica é variável dependendo dos problemas de cada pessoa, porém a população de maior risco deve estar atenta à medição da pressão periódica”, comenta a Dra. Ana Luiza Hofling-Lima, oftalmologista do Hospital 9 de Julho.

Existem grupos de risco para o desenvolvimento do glaucoma. Nele, maiores de 40 anos, portadores de diabetes, pessoas com a pele pigmentada, os que já tem catarata ou os que possuem histórico de glaucoma na família. “Existem casos de pessoas da faixa etária de risco que utilizam óculos prontos, vendidos sem consulta oftalmológica – isso estimula um comportamento de negligência com a visita periódica ao oftalmologista, aumentando as chances do glaucoma se desenvolver sem detecção”, diz a médica.

Existem diversas formas de tratamento; o método mais comum é clínico, pelo uso de medicamentos específicos que diminuem a pressão ocular. Porém, se esse tratamento não é suficiente, existem opções cirúrgicas.

A cirurgia mais comum é a trabeculectomia. Nela, uma fistula é feita na parede do olho, funcionando como uma válvula para aliviar a pressão. Quando essa técnica não surte efeito, é necessário colocar um tubo para realizar a função de válvula.

De acordo com a Dra. Hofling-Lima, uma nova técnica, que chegou ao Brasil há cerca de dois anos, tem uma recuperação mais rápida e tem um índice maior de sucesso. Por meio de um laser, uma estrutura interna que é o corpo ciliar é cauterizado, com isto melhora controle da pressão.

Não deixe de visitar um oftalmologia regularmente. Prevenção em primeiro lugar!

 
Escrito em 23 de mai de 2011

Entendendo melhor a cirurgia bucomaxilofacial

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Ao contrário do que pode parecer, a especialidade responsável pelos dentes, maxilares e região da face é muito importante, interagindo com diversas áreas da saúde e até mesmo auxiliando na prevenção de complicações mais sérias.

Na última quarta-feira, dia 18 de maio, o auditório do Hospital 9 de Julho recebeu o Dr. Luciano Del Santo para uma palestra sobre a Cirurgia Bucomaxilofacial e sua interação com outras especialidades da saúde.

O cirurgião bucomaxilofacial do Hospital 9 de Julho falou sobre cirurgias, patologias tratadas pela área, implantes dentários, trauma facial, disfunções e cirurgia ortognática. Como o doutor disse, “O dentista não é mais responsável apenas pelos dentes”; a profissão evoluiu para corrigir uma série de problemas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Quando falamos em bucomaxilofacial, compreendemos a região da boca e seus anexos, chegando até os ossos e cavidades que formam as maçãs do rosto. Existe uma gama de problemas e complicações nessa região que os especialistas da área podem solucionar, desde implante de dentes e correção da mandíbula até uma reconstrução completa devido a um trauma.

A cirurgia bucomaxilofacial é uma especialidade que abrange todo o universo médico-hospitalar”, afirma o Dr. Del Santo. A relação entre operações bucomaxilofaciais e outras áreas estende-se desde a otorrinolaringologia até a psicologia, passando pela oncologia, cirurgia plástica, neurologia e até fisioterapia.

A cirurgia ortognática, destacada pelo Dr. Del Santo em sua apresentação, é feita pra corrigir deformidades da área do rosto. Sua função é de eliminar dores e problemas respiratórios, além da função estética. É um procedimento com potencial para melhorar a qualidade de vida e também a auto-estima.

Atualmente, é possível mapear toda a operação antes de sua execução e até mesmo apresentar uma simulação do resultado para o paciente”, explica o cirurgião . A tecnologia é uma grande aliada da cirurgia ortognática.

Se você sente dificuldade para respirar, tem problemas para articular palavras ou sente dores na região da mandíbula ou do rosto, é válido levantar a necessidade de consultar um cirurgião bucomaxilofacial. Fale com o seu médico.

 
Escrito em 29 de abr de 2011

9 dicas para prevenir a hipertensão

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A Secretaria da Saúde estima que 35% da população brasileira acima de 40 anos sofra com hipertensão arterial, condição que pode trazer diversas complicações. “A hipertensão e o diabetes são as principais causas da doença crônica renal”, afirma a Dra. Maria Alice Barcelos, nefrologista e coordenadora do Centro do Rim do Hospital 9 de Julho.

A hipertensão acontece quando a pressão exercida pelo sangue na parede das artérias é muito forte, registrando 14 por 9 ou mais nos medidores de pressão.

Considerando que a última terça-feira, 26 de abril, foi o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, separamos 9 dicas para você prevenir esse mal com atitudes simples no cotidiano:

  1. Reduza seu peso: manter o IMC (índice de massa corporal) abaixo de 25 ajuda no controle da pressão arterial.
  2. Controle o sal: o sal de cozinha aumenta a absorção de água nos vasos, o que faz a pressão aumentar. Isso também vale para alimentos ricos em sal, como embutidos, enlatados, conservas, bacalhau e queijos salgados.
  3. Diminua o consumo de álcool. O fumo também contribui para o aumento da pressão.
  4. Evite medicamentos que aumentam a pressão arterial: anticoncepcionais, antiinflamatórios, moderadores de apetite, descongestionantes nasais, antidepressivos e até mesmo a cafeína.
  5. Consuma mais laticínios: estes produtos são ricos em cálcio, que tem um papel muito importante na regulação da pressão arterial.
  6. Pratique exercícios ou esportes: corrida, natação e andar de bicicleta colaboram para evitar a hipertensão.
  7. Escolha o que comer: dê preferência para frutas, vegetais e alimentos com baixo teor de gorduras saturadas.
  8. Meça sua pressão periodicamente: o acompanhamento médico é imprescindível, principalmente após os 40 anos.
  9. Controle o estresse: ele pode aumentar a pressão arterial, principalmente a pressão sistólica.
 
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