Escrito em 06 de out de 2011

Câncer de pâncreas

Categorias: Gastroenterologia, Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Steve Jobs, fundador da Apple, foi vítima do câncer de pâncreas. Mas, você sabe o que é o pâncreas?

De acordo com Dr. Ricardo Jureidini, cirurgião do aparelho digestivo do Hospital 9 de Julho, esse órgão é, na verdade, uma glândula mista, pois é parte do sistema digestivo e endócrino. Ele é responsável por secretar hormônios que regulam os níveis de glicose no sangue e por produzir e secretar enzimas que digerem o alimento.

As doenças do pâncreas ocorrem, geralmente, após os 50 anos de idade, diz o médico. O tipo mais comum de debilitação do pâncreas é o adenocarcinoma, muito maligno, que afetou, entre outros, o cantor Luciano Pavarotti e o ator Patrick Swayze.

Apenas 5% das pessoas diagnosticadas com esse tipo de câncer estão vivas após 5 anos do diagnóstico.

Porém, Dr. Ricardo diz que se o tumor for detectado em estágio inicial e puder ser removido essa chance aumenta e 20% dessas pessoas estão vivas após o mesmo período (5 anos).

Já Steve Jobs foi afetado por um tipo mais raro de câncer no pâncreas, o Carcinoma Neuroendócrino. Esse tipo de doença afeta 4 em cada 1 milhão de pessoas. Jobs passou por cirurgia de retirada do tumor, mas ele voltou mais tarde no fígado.

Com o fígado já comprometido pela metástase ele fez um transplante – tratamento pouco convencional para o caso, já que as drogas que evitam a rejeição do órgão podem aumentar a chance de a metástase se espalhar e atingir outros órgãos. Há 70% de chance de o câncer retornar após 2 anos da cirurgia nesses casos.

É difícil realizar o diagnóstico desse tipo de câncer, pois seus sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças.

Esses sintomas incluem dor localizada nas costas – acima da região lombar, no “meio das costas” e icterícia (amarelamento da pele) – causada pela obstrução das vias biliares.

A icterícia é também sintoma da hepatite, por isso, quando há suspeita de hepatite com esse sintoma apresentado, é realizado exame para descartar o câncer.

Ainda, de acordo com o cirurgião, se houver manifestação de diabetes após os 50 anos de idade, há grande chance de a doença estar associada a um câncer no órgão. Nesse caso, é indicado que a pessoa seja submetida a ultrassom e tomografia do abdome.

Não há exames específicos para rastreamento desse tumor, mas, se a pessoa tem caso(s) na família, deve sim conversar com seu médico a respeito da frequência de realização de exames que possam indicar a doença.

O tabagismo é alto fator de risco de câncer no pâncreas. Até por isso, a recomendação de prevenção da doença é o abandono do vício, diz Dr. Ricardo.

O tratamento envolve remoção cirúrgica do tumor e quimioterapia após a cirurgia. Em raros casos é ainda indicada a radioterapia.

Se você apresenta os sintomas (dor localizada nas costas e icterícia) procure seu médico.

 
Escrito em 16 de set de 2011

Linfoma

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O sistema linfático é nosso sistema de defesa. Nele, se encontram células, entre as quais está o linfócito, que reconhecem corpos estranhos em nosso organismo e são responsáveis por nossa reação a esses corpos.

De acordo com o Dr. Fabio Kater, oncologista clínico do Hospital 9 de Julho, o linfoma ocorre quando esse linfócito ao invés de “nascer, crescer, se multiplicar e morrer” não morre e continua a se multiplicar, podendo ocasionar tumores (acúmulos de células), principalmente – mas não exclusivamente – nos gânglios.

Os linfomas são divididos em duas “categorias” principais: os linfomas de Hodgkin e os Não-Hodgkin. Esse segundo tem aproximadamente cinquenta subtipos, o que significa que nem todo linfoma é igual e, da mesma forma, seu diagnóstico e tratamento são individuais.

No vídeo, o Dr. Fábio fala mais a respeito dos linfomas, seus principais sintomas, diagnóstico, riscos e tratamento. Confira:

 
Escrito em 27 de mai de 2011

Finasterida, calvície e o câncer de próstata

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Finasterida é um medicamento que, apesar de ser muito popular, é polêmico. Ele é, basicamente, um inibidor da enzima que converte a testosterona (hormônio masculino) em DHT (di-hidrotestosterona), diminuindo a próstata. O “sucesso” do medicamento se deu à descoberta posterior da sua utilidade no combate à calvície.

Para entender melhor os porquês do sucesso e da polêmica, falamos com o Dr. Paulo Rodrigues, urologista do Hospital 9 de Julho. “A finasterida começou a ser produzida no início dos anos 1990 com o intuito de reduzir o tamanho da próstata de alguns pacientes”, diz o médico. Esse procedimento foi benéfico em casos de crescimento benigno da próstata, eliminando, principalmente, a dificuldade que esses pacientes sentiam ao urinar.

Um estudo de sete anos foi conduzido pelo Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos para avaliar os efeitos da finasterida. Mais de 18.800 homens foram acompanhados nesse período, após o qual foi descoberto que o medicamento poderia prevenir o câncer de próstata, sendo, hoje, o único método de prevenção conhecido.

No mesmo estudo, foi observado que os pacientes que tomaram o medicamento e eram calvos tiveram a queda de cabelos reduzida. A partir daí, a finasterida começou a ser comercializada com uma dosagem menor como tratamento de calvície”, explica o Dr. Paulo Rodrigues. Isso deu esperança aos que sofrem com a calvície e popularizou o medicamento em todo o mundo.

Porém, o estudo também levantou alguns efeitos colaterais que podem ocorrer quando tomamos finasterida. Entre eles estão a diminuição do músculo, queda dos níveis de testosterona (e, consequentemente, da libido), redução da fertilidade e, em casos extremos, disfunção erétil. “O efeito colateral mais sério da finasterida é o fato do seu consumo poder dificultar a detecção precoce do câncer de próstata”, alerta o médico. “No estudo, o grupo que tomou o remédio teve menos casos de câncer, mas os tumores eram maiores”, explica.

Isso não quer dizer que a finasterida não deve ser considerada para tratamento ou usada; os efeitos costumam ser revertidos quando o tratamento é interrompido. “Na maioria dos casos, o medicamento só é utilizado para prevenir o câncer nos grupos de risco: homens com mais de 55 anos ou que tenham histórico da doença na família”, diz o Dr. Paulo Rodrigues. Ressaltamos que, tanto no caso da calvície ou da próstata, a consulta e acompanhamento médico são fundamentais.

 
Escrito em 25 de mai de 2011

Um olhar sobre o câncer de mama

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O câncer de mama é um problema de saúde pública, representando o segundo tipo mais frequente de câncer nas mulheres. De acordo com uma pesquisa do INCA (Instituto Nacional de Câncer), são estimados 50 mil novos casos da doença para 2011.

Normalmente, o câncer de mama não apresenta sintomas. Porém, além do nódulo no seio, que é o principal indicador, podem ocorrer enrugações, secreção no bico do seio, elevação da pele e alterações de cor. Nódulos nas axilas também podem ser um indicador da doença.

Segundo o Dr. Fabricio Brenelli, mastologista do Hospital 9 de Julho, não há como prevenir o câncer de mama. “Existem comportamentos que podem acelerar o surgimento do câncer, além de existirem grupos de risco que devem ser observados“, afirma.

Mudanças no estilo de vida podem ser consideradas uma forma de prevenção. A gravidez e a amamentação tardia, bem como a obesidade, o fumo e o consumo exagerado de álcool podem estimular o surgimento do câncer. “O estilo de vida é um fator que deve ser considerado“, diz o médico. Os grupos de risco abrangem pessoas com histórico de câncer de mama em parentes de 1 e 2 grau e ovário na família.

A melhor maneira para detectar o câncer de mama é por meio da mamografia - quanto mais cedo ele for identificado, maior é a chance de cura. Por isso, recomenda-se que, a partir dos 40 anos de idade, exames de rastreamento sejam feitos periodicamente. Saiba mais sobre esse exame aqui.

 
Escrito em 27 de nov de 2010

Dia Nacional de Combate ao Câncer

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Hoje, dia 27 de Novembro, é o Dia Nacional de Combate ao Câncer, uma data criada em 1988 para alertar a população sobre a importância dos exames periódicos e tratamentos e, principalmente, sobre a prevenção da doença por meio de hábitos mais saudáveis.

Essa atitude não aconteceu por acaso, afinal, o câncer é a segunda maior causa de mortes no Brasil, ficando atrás apenas dos problemas cardiovasculares. De acordo com o Dr. Cid Buarque de Gusmão, Oncologista Clínico do Hospital 9 de Julho, “o câncer é considerado hoje um dos maiores desafios da saúde”.

O especialista ainda explica que esse não é um dia para ser comemorado, “mas sim um dia voltado a conscientização e mobilização sobre o enorme problema de saúde pública representado pela doença”.

Um levantamento feito pelo INCA no ano passado, afirma que 490 mil novos casos câncer seriam detectados em 2010. O dado mais alarmante fica pelo fato de que pelo menos 131 mil desses novos casos poderiam ser evitados caso as pessoas adotassem hábitos de vida mais saudáveis. “Cerca de um terço das mortes por câncer poderiam ser evitadas com medidas simples, como a evitar o sedentarismo, parar de fumar e mudanças de nossos hábitos alimentares”, exemplifica Dr. Gusmão.

Com a proximidade do verão, outra atitude simples pode ajudar na prevenção: evitar a longa exposição ao sol, desse modo, as chances de adquirir o tipo mais comum da doença, o câncer de pele não melanoma (versão menos letal desse tipo de câncer), se tornam menores.

Dr. Gusmão inclui: “outro importante objetivo do Dia Nacional Contra o Câncer é o de conscientizar a população sobre a importância da realização de exames de diagnósticos precoce”. O preconceito ainda alto a exames simples como o Papanicolau, a mamografia, e o toque retal, faz com que muitas vidas se percam.

No Brasil as campanhas educacionais e de conscientização “buscam e conseguem mudar essa realidade, derrubando preconceitos e mostrando que o grande agente modificador é o próprio indivíduo”, finaliza Dr. Cid Gusmão.

 
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