Escrito em 04 de nov de 2010

Por entrelinhas

Categorias: Quem faz o H9J    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Médico responsável pelos serviços de Neurocirurgia do Hospital 9 de Julho, Dr. Luiz Carlos Favaro, nas horas vagas dedica seu tempo a cultivar livros. O interesse pela leitura vem desde a infância: “Sempre gostei de livros. Quando aprendi a ler comecei a colecionar livros”. Hoje dono de uma coleção de cerca de 2000 livros, guarda ainda alguns poucos dessa época. “Quando era pequeno, os livros eram muito caros, uma raridade, ganhávamos dois ou três por ano”, relembra.

Nascido no interior de São Paulo, mudou-se para Rio Grande do Sul, onde formou-se em Medicina, voltando pouco tempo depois para São Paulo para fazer sua residência. Além disso, chegou a cursar a universidade de Edimburgo, na Escócia. Com tantas mudanças de endereço, alguns livros acabaram ficando perdidos pelo caminho. Se não fosse por isso, sua coleção hoje seria ainda maior.

Com livros espalhados por todo o apartamento, a biblioteca privada do Dr. Favaro conta com diversas edições sobre Ciências Humanas, grande paixão do médico. Ele também possui o diploma de bacharelado em Filosofia, mãe de todas as ciências humanas, que levou-o a ler mais e mais, buscando livros dos mais diversos assuntos, desde Sociologia e Política, até Antropologia e História. Fã de Karl Marx, Santo Agostinho e Descartes, ele acredita que as ideias propostas por esses filósofos ainda continuam vigentes nos dias de hoje.

 “Lembro que um professor de Filosofia dizia: ‘Cuidado com a pessoa que lê um livro só, a opinião dele é fundamentada apenas naquele um livro’.” Conselho desse médico a todos que pretendem iniciar uma biblioteca privada: independente do interesse literário, o ideal é diversificar. “Ela (biblioteca) funciona como um espelho”, afirma. Por meio do conteúdo de uma biblioteca é possível analisar a pessoa, saber com quem estamos lidando.

Além disso, Dr. Favaro acredita que cada livro é como um filho, todos têm uma história. Às vezes a procura por uma edição específica pode demorar anos até que se consiga um exemplar. Já aconteceu de não chegar a achar o livro em si, mas uma cópia. Na hora da compra, o médico faz uso de alguns critérios, como: referencias bibliográficas de livros que possam agradá-lo e indicações em palestras e cursos, além de ter uma atenção especial a respeito do autor, editora e, principalmente, do tradutor.

Apesar de já ter vivido no exterior, o médico tem, em sua maioria, livros em português. “Não gosto muito de livros em outros idiomas, pois mesmo com o domínio da língua estrangeira, perde-se muito tempo para ler”. E como tempo é algo muito importante na profissão de um médico, ele acaba tendo que priorizar livros na língua nativa.

Seus projetos para o futuro incluem catalogar todos seus livros, organizando-os em locais mais adequados. “Tenho dois, três volumes do mesmo livro, pois é difícil encontrar, então acabo comprando a mais para sempre ter em mãos.” Além disso, como sua coleção inclui algumas preciosidades, “não gostaria que caíssem nas mãos de vendedores que os comercializariam por quilo”. Por isso, o Dr. Favaro pretende doar sua coleção para uma biblioteca pública, desde que a escolhida tenha um bom serviço de manutenção, garantindo o devido cuidado e respeito que os livros merecem, assim como seus pacientes.

 
Escrito em 30 de mar de 2010

4×4 além da mesa de cirurgia

Categorias: Quem faz o H9J    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O Dr. Araripe Varella, cirurgião do Aparelho Digestivo, do Hospital 9 de Julho, em princípio, segue o padrão dos médicos. Rigoroso com sua agenda, atento aos seus plantões, objetivo. No entanto, o motivo da entrevista [e desse post] é justamente o fato do Dr. Araripe ser um pouco diferente do tipo de cirurgião que conhecemos. Durante os finais de semana que tem folga, ele deixa a rotina da cidade de São Paulo e a concentração das mesas de cirurgias para se dedicar a outra aventura: trilhas e jipe. Sua paixão começou aos poucos, quando decidiu comprar um jipe em parceria com um amigo.

Dr. Araripe tentava chegar à praia de Castelhanos, na Ilha Bela, e descobriu que um utilitário popular não era o suficiente para a trilha. Ele já tinha ouvido falar do lugar e de como o caminho podia ser um passeio à parte, para quem conseguisse chegar. Considerou o jipe em sociedade, mas Antônio Ferme, amigo e primo da esposa do cirurgião, preferiu algo mais próximo de um SUV. O médico comprou um utilitário mais esporte e trilhas mais tranquilas eram a maioria dos destinos.

No entanto, os carros ficaram castigados demais e então, decidiram comprar um Willys, ano 82. O carro foi ideal para o tipo de trilhas que passaram a fazer, mais agressivas. As aventuras foram crescendo e Dr. Araripe vendeu sua parte do Willys 82 para o amigo e comprou um Bandeirante. A essa altura, o sogro também havia tomado gosto pelas aventuras! Além das novas possibilidades de trilhas, o jipe aproximou mais ainda o médico de seu sogro. “Nas nossas últimas viagens, minha esposa acabou indo no nosso carro do dia a dia e fomos eu e meu sogro no jipe, conversando sobre carros, claro, mas também sobre outras coisas de nossas vidas”.

Assim, Dr. Araripe em pouco tempo, passou a fazer caminhos alternativos, combinados a um bom destino, como ir a São Sebastião pela estrada da Petrobrás, sem usar a Tamoios. “Já fiz algumas boas viagem de jipe. A última foi ir a Trancoso, na Bahia, pois assim poderíamos passear na praia também”, contou o médico.

É em busca de ‘problemas’ e dificuldades que o cirurgião usa seu tempo livre. “Estávamos na trilha de Campos do Jordão, havia chovido muito. No meio do caminho passamos por um lugar alagado. O Willys do meu amigo passou, já que estava com um pneu 70% terra, 30% asfalto. O meu ficou no meio do alagamento e entrou água no jipe até a altura do banco. Ficamos três horas esperando alguma ajuda, já que não conseguíamos puxar meu carro, devido à quantidade de lama no terreno. Uma Land Rover passou por nós e ofereceu ajuda. Ela enganchou no Willys do Antônio, que enganchou no meu Bandeirante e só assim conseguimos tirar o carro.”

Ele garante que apesar do contratempo, é isso que faz a aventura. Algo muito diferente ao seu dia a dia, mas que guarda algumas semelhanças entre as duas atividades.

“Para realizar uma cirurgia é necessário a presença de uma equipe qualificada, material adequado, local apropriado e técnica apurada. Se faltar alguma dessas quatro coisas, corremos um risco muito grande para realizar o procedimento. Para percorrer uma trilha, não é muito diferente. Sempre, sempre, é indispensável a presença de mais um jipe com você, com equipe qualificada, caso ocorra algum imprevisto muito sério. Não pode faltar também o equipamento adequado: guincho, pneu estepe, macaco, entre outros. O local é a própria trilha, com suas imprevisibilidades inerentes! A técnica é, também, parte fundamental. Por exemplo, se você está subindo uma rampa e as quatro rodas deslizam, o que você faz pra descer? Se frear, o carro descerá sem controle. Por isso, é necessário engatar a marcha ré, para dar tração e não perder o controle do jipe”.

Por isso, o zelo do cirurgião permite que os pequenos problemas continuem pequenos e acabem complementando as trilhas, sem deixá-lo na mão. “Sempre quebra alguma coisa. Uma vez foi o banco do passageiro, outra o limpador de parabrisa e na outra caiu um farol… Mas nunca voltei para casa guinchado ou tive de ficar esperando mecânico”, diz o médico.

 
Escrito em 28 de nov de 2009

Historiadora nas horas vagas

Categorias: Quem faz o H9J    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A história da Segunda Guerra Mundial possui um lado humano que fascina a todos nós.  Algumas pessoas, atraídas pela riqueza das histórias desse conflito, acabam se aprofundando um pouco mais no tema. Esse é o caso da Dra. Ana Cristina Pugliese de Castro, cirurgiã torácica do Hospital 9 de Julho, que tem como hobby estudar a Segunda Guerra Mundial a partir de documentários, filmes e livros. O interesse dela sobre esse período é tão forte que acabou influenciando o seu filho, Lund, um jovem de 13 anos apaixonado pelo tema. Confira no vídeo abaixo um interessante depoimento dela e do filho sobre o assunto:

Clique aqui para ver o vídeo caso você esteja lendo este post de um leitor de feed.

 
Escrito em 21 de out de 2009

O sonho de voar

Categorias: Quem faz o H9J    Autor: Hospital 9 de Julho   
 
Convidamos o Dr. Capalbo, superintendente médico do Hospital 9 de Julho, para mostrar um pouco do outro lado da sua vida que seus pacientes e colegas de trabalho nem sempre têm a oportunidade de conhecer. Perguntamos sobre seus hobbys e atividades não ligadas à medicina, e em resposta, recebemos um texto poético e apaixonado de um homem que realizou seu sonho de voar.
Toda conquista começa com um sonho, seja ele pequeno ou ambicioso, seja possível ou devaneio – não importa. O homem que deixa de sonhar passa a ver o mundo sem cor, e para mim, voar é sonhar, assim como sonhar é voar. Cortar nosso cordão umbilical com a terra e deixar abaixo de nós angústias e frustrações, para encontrarmos uma paz diferente, num lugar onde nós, simples mortais, dividimos espaço com seres e deuses imortais representados pela força da natureza.
Não existe piloto que não seja um sonhador e nossa capacidade de voar nasceu de sonhos inspirados no mitológico Ícaro que se transformaram em realidade nas mãos de visionários como Santos Dumont, Padre Bartolomeu de Gusmão e Leonardo da Vinci. Assim somos nós, pilotos que voam por paixão, por emoção.
No meu caso, já nasci fascinado pela aviação. Desde a minha tenra infância até hoje não consigo deixar de procurar no céu algum avião quando ouço o ruído de seu motor. É inexplicável depois de tantos anos esse fascínio. Isso ainda acabou sendo reforçado pelo meu tempo como médico da FAB em Brasília, no qual tive oportunidades de voar pelo território nacional em missões aeromédicas principalmente pelo Centro Oeste e Norte do País. Confesso que na época tive que tomar uma decisão, pois pensei algumas vezes em me tornar piloto de linha aérea pela facilidade de estar na Aeronáutica. Porém optei por continuar na Medicina e fazer dos vôos um prazeroso hobby, e não me arrependo em nada de minha decisão.
Desde minha saída da FAB até a aquisição do primeiro Ultraleve foram 12 anos de trabalho. Na época, minha ansiedade já era tão grande em fazer o vôo solo, que comprei o Ultraleve antes de ter o brevet e ficava correndo pista no aérodromo de Atibaia sem nem mesmo tirá-lo do chão.
O primeiro vôo solo
Em 31/07/2000 meu instrutor chegou e disse: decola! Você está pronto.
Sentia um misto de pânico, emoção e falta de juízo, mas fui para a cabeceira da pista em Atibaia , enchi a mão no motor e em alguns segundos alcei meu primeiro vôo solo. Olhei para baixo, as casas e seu telhados ficando pequenos, a perspectiva do mundo lentamente mudando, descolei os pés do chão e fui em busca do êxtase de dominar meus medos e esquecer minhas tensões no controle daquela máquina.
Emoção controlada, decidi ir até a represa próxima a Atibaia onde desfrutei um visual incrível e me preparei para a etapa mais difícil do vôo – o retorno a base e o pouso. Dizem que decolar é opcional, mas que aterrissar é obrigatório, e minha esposa aguardava em terra.
Entrei no circuito de tráfego para pousar na mesma cabeceira que havia decolado, fiz uma aproximação final caprichada da qual ainda me lembro: motor com 4000 rpm, coração a 130 bpm, mãos frias, cruzei a cabeceira, arredondando, preparado para rajadas de vento. Pousei! Respirei fundo e dei um grito de emoção. Nessa hora, ví passar por cima de mim um avião monomotor que teve que arremeter o pouso, pois eu havia pousado na cabeceira errada devido à mudança do vento. Minha sorte que meu instrutor estava com o rádio e avisou o piloto do avião que eu estava pousando do lado errado e era para ele arremeter, pois é óbvio que meu ultraleve não tinha rádio.
Passado o susto, o que é importa é que decolei e pousei pela primeira vez uma aeronave simples, mas que dá muito baile em piloto de Boeing por se tratar de estrutura muito leve e sensível ao vôo controlado. Eu solei!

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Convidamos o Dr. Capalbo, superintendente médico do Hospital 9 de Julho, para mostrar um pouco do outro lado da sua vida que seus pacientes e colegas de trabalho nem sempre têm a oportunidade de conhecer. Perguntamos sobre seus hobbies e atividades não ligadas à medicina, e em resposta, recebemos um texto poético e apaixonado de um homem que realizou seu sonho de voar.

Toda conquista começa com um sonho, seja ele pequeno ou ambicioso, seja possível ou devaneio – não importa. O homem que deixa de sonhar passa a ver o mundo sem cor, e para mim, voar é sonhar, assim como sonhar é voar. Cortar nosso cordão umbilical com a terra e deixar abaixo de nós angústias e frustrações, para encontrarmos uma paz diferente, num lugar onde nós, simples mortais, dividimos espaço com seres e deuses imortais representados pela força da natureza.

Não existe piloto que não seja um sonhador e nossa capacidade de voar nasceu de sonhos inspirados no mitológico Ícaro que se transformaram em realidade nas mãos de visionários como Santos Dumont, Padre Bartolomeu de Gusmão e Leonardo da Vinci. Assim somos nós, pilotos que voam por paixão, por emoção.

No meu caso, já nasci fascinado pela aviação. Desde a minha tenra infância até hoje não consigo deixar de procurar no céu algum avião quando ouço o ruído de seu motor. É inexplicável depois de tantos anos esse fascínio. Isso ainda acabou sendo reforçado pelo meu tempo como médico da FAB em Brasília, no qual tive oportunidades de voar pelo território nacional em missões aeromédicas principalmente pelo Centro Oeste e Norte do País. Confesso que na época tive que tomar uma decisão, pois pensei algumas vezes em me tornar piloto de linha aérea pela facilidade de estar na Aeronáutica. Porém optei por continuar na Medicina e fazer dos vôos um prazeroso hobby, e não me arrependo em nada de minha decisão.

Desde minha saída da FAB até a aquisição do primeiro Ultraleve foram 12 anos de trabalho. Na época, minha ansiedade já era tão grande em fazer o vôo solo, que comprei o Ultraleve antes de ter o brevet e ficava correndo pista no aérodromo de Atibaia sem nem mesmo tirá-lo do chão.

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O primeiro vôo solo

Em 31/07/2000 meu instrutor chegou e disse: decola! Você está pronto.

Sentia um misto de pânico, emoção e falta de juízo, mas fui para a cabeceira da pista em Atibaia , enchi a mão no motor e em alguns segundos alcei meu primeiro vôo solo. Olhei para baixo, as casas e seu telhados ficando pequenos, a perspectiva do mundo lentamente mudando, descolei os pés do chão e fui em busca do êxtase de dominar meus medos e esquecer minhas tensões no controle daquela máquina.

Emoção controlada, decidi ir até a represa próxima a Atibaia onde desfrutei um visual incrível e me preparei para a etapa mais difícil do vôo – o retorno a base e o pouso. Dizem que decolar é opcional, mas que aterrissar é obrigatório, e minha esposa aguardava em terra.

Entrei no circuito de tráfego para pousar na mesma cabeceira que havia decolado, fiz uma aproximação final caprichada da qual ainda me lembro: motor com 4000 rpm, coração a 130 bpm, mãos frias, cruzei a cabeceira, arredondando, preparado para rajadas de vento. Pousei! Respirei fundo e dei um grito de emoção. Nessa hora, ví passar por cima de mim um avião monomotor que teve que arremeter o pouso, pois eu havia pousado na cabeceira errada devido à mudança do vento. Minha sorte que meu instrutor estava com o rádio e avisou o piloto do avião que eu estava pousando do lado errado e era para ele arremeter, pois é óbvio que meu ultraleve não tinha rádio.

Passado o susto, o que é importa é que decolei e pousei pela primeira vez uma aeronave simples, mas que dá muito baile em piloto de Boeing por se tratar de estrutura muito leve e sensível ao vôo controlado. Eu solei!

Clique aqui para conferir algumas imagens do Dr. Capalbo exercendo o seu hobby.

 
Escrito em 06 de ago de 2009

Do centro cirúrgico para as montanhas do mundo

Categorias: Quem faz o H9J    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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Em pouco mais de vinte anos percorrendo o mundo atrás de trilhas, paisagens, caminhos e montanhas, o Dr. Renato Poggetti, de 56 anos, cirurgião responsável pelo Centro de Referência de Trauma do Hospital 9 de Julho, já passou pelos povoados gélidos da Patagônia, encarou o solo árido do Grand Canyon americano, refez a trilha inca que leva à Machu Picchu no Peru, subiu o Monte Kilimanjaro, no ponto mais alto da África, e chegou até o acampamento base do Everest, na fronteira do Nepal com a China.

“Você aprende a conhecer seus limites e atingir objetivos”, diz ele. “É  como na vida, em que você traça uma meta, enfrenta os obstáculos, se prepara para encarar os problemas. Na caminhada, é a mesma coisa, sem contar que você conhece o mundo, descobre tudo o que tem por aí e aprende a conviver melhor com todos os tipos de pessoas”, conta o médico. Em suas aventuras, programadas com pelo menos um ano de antecedência, ele tem sempre como companhia a mulher e, às vezes, a filha.

A paixão pelas caminhadas de aventura, que podem durar de uma a duas semanas fazendo paradas em acampamentos e abrigos, combina com a dedicação a uma rotina profissional dinâmica, coordenando um serviço de emergência que atende vítimas de atropelamento, violências e acidentes de todo tipo. “O preparo físico que a caminhada exige me ajuda a exercer melhor a minha profissão, ajuda a operar por horas em situações de bastante estresse”, diz.

Sem contar que, durante algumas viagens, a experiência médica ajudou a salvar vida de outras pessoas. “Na trilha inca, por exemplo, ajudei a atender um rapaz de 16 anos que sofreu uma queda grave e teve fratura nos braços e trauma nas costas”, conta Dr. Poggetti, que sempre leva equipamento médico de emergência na bagagem. “Conseguimos socorrê-lo e ele foi levado de maca até Machu Picchu, onde um helicóptero foi buscá-lo.” Durante a escalada ao Kilimanjaro, de acordo com ele a segunda mais desafiante que fez até hoje (seguida do Everest), também prestou os primeiros socorros a um homem que havia quebrado a bacia.

“Tem coisas na vida que devem ser feitas em determinadas épocas. Por isso, o importante é aproveitarmos o tempo que temos. O equilíbrio é tudo na vida, e o que busco é um equilíbrio entre trabalho e lazer”, resume ele. Dr. Renato Poggetti não pretende parar. Para 2010, já planeja uma de suas maiores aventuras: subir o Monte Aconcágua, com 7 mil metros de altitude – o ponto mais alto das Américas, localizado nos Andes argentinos. “Não podemos deixar a vida passar muito rápido.”