Escrito em 18 de ago de 2010

Fumo e gravidez

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O fumo é um hábito prejudicial em qualquer momento da vida. Durante a gestação, pode trazer complicações tanto para a grávida quanto para seu bebê. E, para explicar quais podem ser esses problemas, ouvimos o Dr. José Domingos Borges, ginecologista do Hospital 9 de Julho.

Os danos que o tabagismo pode causar durante a gestação podem ser tanto diretos como indiretos. Mesmo parando de fumar antes de engravidar, os problemas causados anteriormente podem comprometer a gestação. A circulação é afetada, com o endurecimento de vasos sanguíneos e a hipertensão, comuns entre fumantes. Além disso, o sistema circulatório é bastante exigido durante a gravidez, pois o feto depende dele para conseguir oxigênio e nutrientes. Os danos causados pelo tabagismo são cumulativos e, por isso, seus efeitos na gestação são mais agravados quando a gravidez é tardia, após os 35 anos. “Não podemos esquecer que é cada vez mais comum no Brasil mulheres terem filhos aos 35, 40 anos. E uma gravidez nesta idade, por si só, já oferece mais riscos”, disse Dr. José Domingos.

Já os danos diretos são causados por substâncias presentes no cigarro, quando a gestante não deixa de fumar. A nicotina, por exemplo, é uma das substâncias que causa fechamento dos vasos sanguíneos e aumento da frequência cardíaca. Com o fechamento dos vasos, o feto recebe menos oxigênio e nutrientes, crescendo menos e aumentando as chances de aborto espontâneo.

E não basta parar de fumar durante a gestação, o fumo passivo também pode ser preocupante. As substâncias que trazem problemas não são apenas as absorvidas durante a tragada. “O monóxido de carbono é um dos gases que pode prejudicar o feto. Por isso, durante o pré-natal aconselhamos também os familiares a evitar fumar próximo à gestante.”, explicou o médico. O monóxido de carbono pode se ligar aos transportadores de oxigênio no sangue e diminuir a oxigenação do bebê. Por isso, cuidado redobrado durante a gravidez não é exagero.

Lei Seca, álcool e traumas

O Hospital 9 de Julho inicia mais uma série Sua Saúde, falando sobre os malefícios do tabagismo. Nosso objetivo é informar a população, sem censurar as escolhas de cada indivíduo, para que cada um possa tomar a melhor decisão para sua saúde e seu bem estar. Se você se interessar, confira também os posts da série Sua Saúde sobre os efeitos do álcool no organismo.

 
Escrito em 15 de jul de 2010

Cuidados com a voz

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

 

Convidamos a Dra. Norma de Oliveira Penido, otorrinolaringologista do Hospital 9 de Julho, para participar da nossa série de posts sobre o uso do tabaco e sua relação com a saúde, mas a Dra. Norma foi mais além, e preparou um material super completo sobre a saúde vocal. Aproveite as dicas e aprenda o que faz bem e o que mal para sua voz.

A comunicação humana é um processo que envolve, principalmente, a troca de informações e isso ocorre de diversas formas. No entanto, a comunicação verbal é, ainda hoje, a forma mais comum de interagirmos. Usamos principalmente as palavras e sons para esse tipo comunicação e é a qualidade da voz, emitida pela laringe, que permitirá darmos boas instruções e informações.

Muitos são os profissionais que usam a voz como instrumento de trabalho. Não só os professores, classicamente conhecidos como profissionais da voz, mas também para aproximadamente 25% da população economicamente ativa, que utiliza a voz como instrumento de trabalho. Profissões como: cantores, atores, políticos, juízes, advogados, leiloeiros, locutores, médicos, agentes de saúde, assistentes sociais, pastores e padres dependem diretamente da qualidade da voz para desempenhar bem suas ocupações.

A voz é o som básico produzido pela laringe, por meio da vibração das cordas vocais. A voz traduz as condições de cada um (físicas ou emocionais) e, se o indivíduo não estiver em circunstâncias saudáveis, a voz poderá deixar transparecer algum problema, ocasionando qualidade vocal disfônica, que pode vir a comprometer a fala e a comunicação.

No dia a dia dependemos de nossa vocalização: desde o simples choro de uma criança até o mais eloquente discurso estamos nos comunicando. Além disso, podemos ressaltar que o timbre de nossa voz confere uma identidade própria, fazendo com que sejamos reconhecidos apenas pela simples emissão sonora de palavras. Quando, por algum motivo, ficamos roucos, deixamos de ser reconhecidos e até mesmo as mulheres podem ser confundidas com homens ao telefone.

A rouquidão pode aparecer de duas lesões benignas, que ocorrem principalmente devido a exposição ao fumo: a edema bilateral das pregas vocais e as leucoplasias (lesões brancas das pregas ou cordas vocais, ambas comprometendo a fala e a comunicação). Por outro lado, o Brasil é o segundo país do mundo em incidência de câncer da laringe. É possível prevenir essa, pois está associada ao vício de fumar em aproximadamente 95% dos casos. É um câncer de fácil diagnóstico e altamente curável na fase inicial, quando se traz apenas uma rouquidão.

Se quisermos manter a capacidade de bons comunicadores, devemos tomar alguns cuidados simples, mas que não deixam de ser essenciais para a integridade vocal: beber em média 2L de água por dia, evitar bebidas alcoólicas, não fumar (a fumaça irrita a mucosa da laringe, acumulando secreções nas pregas vocais, e o ressecamento da mesma), evitar ar-condicionado, já que também provoca o ressecamento das mucosas laríngeas, evitar o consumo de leite, chocolate e seus derivados antes de uma intensa atividade vocal, pois esses alimentos aumentam a secreção de muco no trato vocal.

Quando for utilizar a voz por muito tempo, procure consumir alimentos fibrosos – como a maçã, que é um adstringente. Esse tipo de alimento age limpando a boca e faringe. Outra dica é ingerir sucos e frutas cítricas. Durante a fonação, mantenha a cabeça reta e uma postura ereta, com os dois pés apoiados no chão, permitindo, assim, a passagem do ar sem dificuldades, ajudando o diafragma a trabalha melhor.
Uma técnica recomendável está em articular bem as palavras, usando também expressões faciais para evitar o abuso vocal.
 

O que é bom para a sua saúde vocal:

  • Beber sete a oito copos de água por dia
  • Procurar atendimento especializado se usar a voz na profissão
  • Pastilhas, sprays ou medicamentos, só indicados por médicos
  • Evitar automedicação e soluções caseiras (gengibre, romã, etc.)
  • Repouso da voz após cada “apresentação” pública
  • Usar roupas leves e evitar refrigerantes, gorduras e condimentos
  • Realizar exercícios regulares de relaxamento, avaliações auditivas de fonoaudiologia de forma periódicas
  • Manter uma postura correta da cabeça e do corpo durante a aula, a fala ou o canto

 

O que faz mal para sua saúde vocal:

  • Fumo, álcool, drogas e poluição
  • Tossir, gritar muito ou pigarrear
  • Cantar ou gritar quando gripado
  • Falar em locais barulhentos
  • Mudanças bruscas de temperatura
  • Ambientes com muita poeira, mofo, cheiros fortes, especialmente se você for alérgico

 

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Escrito em 08 de jul de 2010

Fumo e diabetes não combinam

Categorias: Diabetes, Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

fumo

Convidamos a Dra. Roberta Frota Villas Boas, endocrinologista do Hospital 9 de Julho, para participar da nossa série de posts sobre o uso do tabaco e sua relação com a saúde. Confira o material que a Dra. Roberta preparou para alertar os diabéticos sobre as complicações que podem ser agravadas pelo tabagismo.

Abandonar o hábito de fumar faz bem a qualquer pessoa, uma vez que o fumo:

  • Reduz a quantidade de oxigênio em todos os tecidos, o que contribui para a ocorrência de ataques cardíacos e derrames cerebrais
  • Aumenta os níveis de colesterol e de gordura no sangue, o que aumenta o risco de ataque cardíaco
  • Danifica os vasos sangüíneos
  • Aumenta os riscos de câncer de boca, pulmões, garganta e bexiga
  • Danifica os nervos: a diminuição de oxigênio provocada pelo tabaco, lesa as estruturas nervosas, causando inchaço, possível dor e infecção nas extremidades
  • Propicia o aparecimento de cáries e afeta as gengivas, o que, associado com níveis elevados de glicose no sangue, costuma provocar complicações dentais

Para os diabéticos, os malefícios são ainda maiores, pois, assim como para qualquer pessoa vitima de doenças crônicas, o tabagismo agrava ainda mais os problemas de saúde que o paciente possui.

O fumo estimula a produção de hormônios que causam a redução dos vasos sanguíneos que, por sua vez aumentam a pressão arterial, sobrecarregando o coração, facilitando assim o surgimento de lesões coronárias e cerebrais, retinopatia (complicação crônica do diabetes que afeta os vasos da retina, com sangramentos, descolamento de retina e em graus mais graves, cegueira), nefropatia (acometimento dos rins pelo diabetes, levando a perda de proteína pela urina, com conseqüente inchaço e insuficiência renal com necessidade de diálise e transplante) e, principalmente, doenças cardiovasculares que, segundo o Ministério da Saúde, representam a primeira causa de óbitos no Brasil.

Diabetes é uma doença crônica que pode levar a várias complicações, como a necessidade da amputação de membros inferiores, que acontece devido a obstruções dos vasos das pernas, além da diminuição da sensibilidade em função da alteração dos nervos periféricos. O tabagismo também prejudica a circulação periférica, assim, o diabético fumante tem ainda mais risco de amputações de membros inferiores.

A nicotina interfere na ação da insulina, elevando os níveis de glicose no sangue. O cigarro também diminui o apetite, além de piorar o olfato e paladar, podendo interferir no controle adequado da alimentação, dificultando ainda mais o controle da diabetes. Se você é diabético e fuma, tem quatro vezes mais chances de ter um ataque do coração e 50% mais de chances de ter um derrame do que um diabético não fumante.

De acordo com estudos recentes, parar de fumar – especialmente para quem é diabético – beneficia a saúde, não importando a idade. Alguns benefícios, como a redução das dificuldades respiratórias, melhora na circulação sanguínea e na cicatrização dos tecidos – fator muito importante na doença diabética – começam logo que você parar de fumar. Por isso, não demore mais para tomar essa decisão, que pode salvar a sua vida.

O Hospital 9 de Julho apresenta  mais uma série Sua Saúde , falando sobre os malefícios do tabagismo. Nosso objetivo é informar a população, sem censurar as escolhas de cada indivíduo, para que cada um possa tomar a melhor decisão para sua saúde e seu bem estar. Se você se interessar, confira também os posts da série Sua Saúdesobre os efeitos do álcool no organismo.

 
Escrito em 24 de mai de 2010

O tabagismo e suas complicações

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Convidamos o Dr. José Resende Neto, cirurgião vascular do Hospital 9 de Julho, para participar da nossa série de posts sobre o uso do tabaco e sua relação com a saúde. Essa série faz parte das iniciativas do H9J para divulgar o Dia Mundial Sem Tabaco, lembrado no dia 31 de maio. Confira o material que o Dr. Resende preparou especialmente para alertar as mulheres que fazem uso do cigarro.

O tabagismo é um fator de risco altamente relevante para o surgimento de patologias vasculares. Fumar tende a piorar doenças como a Obstrução Arterial Crônica de Membros Inferiores e a Tromboangeite Obliterante. Nessas patologias, o fumo é considerado o principal fator predisponente e pode levar a amputação de um membro, em casos extremos. Em alguns casos, como na presença do diabetes mellitus associado ao cigarro, a obstrução arterial tende a aumentar para quase 90% a necessidade de amputação.

Esses dados são conhecidos por boa parte da população, já que saem constantemente na imprensa. Mas acredito que ainda não haja um conhecimento adequado dos problemas causados pelo uso concomitante do cigarro e da pílula anticoncepcional, e por isso sinto a necessidade de reforçar a temática.

A mistura formada pelas substâncias absorvidas no ato de fumar, somadas a uma Terapia de Reposição Hormonal (TRH) ou ao uso contínuo de píluas anticoncepcionais, pode levar à trombose venosa profunda de membros inferiores (TVP), flebite, AVC (derrame cerebral) e infarto do miocárdio. Problemas sérios, que merecem a atenção das mulheres.

Dependendo da localização anatômica da trombose, que nada mais é do que um coágulo dentro da veia, ela pode deslocar esse pequeno êmbolo para o pulmão. Como esse êmbolo é maior do que a artéria da região, acontece o que chamamos de embolia pulmonar, uma doença grave e que pode ser fatal, dependendo do tamanho do infarto pulmonar.

A pílula anticoncepcional aumenta a viscosidade do sangue, e o cigarro pode provocar alterações nas paredes do vaso sanguíneo, aumentando o risco de formação de coágulos. Em mulheres hipertensas, com doenças do coração e que tenham varizes, o risco de TVP é ainda maior. O risco de AVC aumenta para algo entre 2% e 3% entre mulheres que fumam e usam pílulas anticoncepcionais. Esse perigo é maior em mulheres acima de 35 anos. Definitivamente cigarro e anticoncepcional, ou Terapia de Reposição Hormonal (TRH), não combinam.

Lei Seca, álcool e traumas

O Hospital 9 de Julho inicia mais uma série Sua Saúde, falando sobre os malefícios do tabagismo. Nosso objetivo é informar a população, sem censurar as escolhas de cada indivíduo, para que cada um possa tomar a melhor decisão para sua saúde e seu bem estar. Se você se interessar, confira também os posts da série Sua Saúde sobre os efeitos do álcool no organismo.

 
Escrito em 19 de mai de 2010

A influência do cigarro no desempenho sexual

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O Hospital 9 de Julho se preocupa com a sua saúde, e por isso, iniciamos hoje mais uma série de posts. O tema da vez: os impactos que o cigarro causa no corpo humano. A ideia é que você esteja munido de informações quando tomar suas próprias decisões em relação ao tabagismo. Essa série faz parte das iniciativas do H9J para divulgar o Dia Mundial Sem Tabaco, lembrado no dia 31 de maio. Confira o material preparado pelo Dr. Cid Zauli, urologista do Hospital 9 de Julho, sobre a relação entre impotência sexual e o fumo.

Em 1979, pela primeira vez, foi constatado que pacientes jovens quando paravam de fumar apresentavam uma melhora no desempenho sexual, segundo Forsberg. Não é apenas uma brincadeira, quando se diz que esse é o motivo pelo qual, homens fumam após o ato sexual e não antes, já que, comprovadamente, fumar causa impotência sexual. E há vários motivos para isso, todos envolvendo a capacidade vascular do membro masculino: os mecanismos são relacionados ao controle de chegada e saída do sangue ao órgão.

Sabe-se que a nicotina afeta a capacidade de relaxamento das artérias que levam sangue ao pênis e a ereção nada mais é do que o resultado entre chegada de sangue limpo e retenção dele pelo pênis. A nicotina também afeta a produção da substância óxido nítrico, que atua no mecanismo de retenção do sangue, por isso manter a rigidez fica mais difícil. Além disso, afeta também a elasticidade das artérias, tornando-as mais estreitas e dificultando a chegada do sangue.

Normalmente, o tabagismo causa outras doenças como hipertensão arterial, que contribui para a piora desse mecanismo. Já é fato conhecido que homens que fumam apresentam melhora no desempenho sexual quando param de fumar. E depois do ato sexual, há muitas outras coisas para serem feitas, que não somente fumar.

Lei Seca, álcool e traumas

O Hospital 9 de Julho inicia mais uma série Sua Saúde, falando sobre os malefícios do tabagismo. Nosso objetivo é informar a população, sem censurar as escolhas de cada indivíduo, para que cada um possa tomar a melhor decisão para sua saúde e seu bem estar. Se você se interessar, confira também os posts da série Sua Saúde sobre os efeitos do álcool no organismo.

 
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