
Esse foi o tema do evento realizado no dia 26 de abril, no auditório do Hospital 9 de Julho. Foram abordadas as implicações do joelho e do ombro na prática do basquete, além do depoimento de um ex-jogador profissional.
Para falar sobre o ombro na prática do basquete, tivemos a presença do Dr. Roberto Yukio Ikemoto, diretor do departamento de ortopedia e traumatologia do Hospital Ipiranga e chefe do grupo de ombro e cotovelo do Hospital Ipiranga e da Faculdade de Medicina do ABC. Segundo o doutor, 13% das lesões ocasionadas no basquete acontecem nos membros superiores – destas, 45% ocorrem no ombro.
“Por ser um esporte extremamente competitivo quando no âmbito profissional, o basquete torna-se mais violento e passa de um esporte de contato para um esporte de impacto“, explica Ikemoto. Em sua palestra, mostrou que a articulação do ombro pode ser prejudicada devido a movimentos repetitivos, como o lançamento da bola, além do desgaste e da ruptura dos ligamentos.
Tratando do joelho na prática do basquete, contamos com o Dr. Danilo Incerti, médico ortopedista especializado em cirurgia do joelho e coordenador médico da Confederação Brasileira de Basquete. Ele abordou os principais tipos de lesão no joelho e suas causas, além do acompanhamento e o tratamento necessários para uma recuperação satisfatória.
De acordo com o Dr. Incerti “a incidência de lesões no joelho é 1.000 vezes maior em atletas do que em pessoas que levam vidas comuns. Destes atletas, cerca de 49% correm risco de sofrer lesões durante uma temporada“. O Dr. Incerti também explicou que a maioria dos casos acontecem na aterrissagem do atleta após um salto, quando este cai sobre a perna de apoio. Foram apresentadas diversas estatísticas que comprovaram a seriedade dessas lesões, que podem ser classificadas em atraumáticas (musculares e tendiopatias, principalmente) e traumáticas – principalmente entorses, fratura e rupturas dos tendões, que costumam ser vistas de uma forma diferente. “Tendão sadio não rompe“, afirma o médico.
Também contamos com a presença do segundo maior cestinha brasileiro de todos os tempos, Marcel de Souza, que disputou 4 olimpíadas e 5 mundiais, entre outros campeonatos. O ex-jogador, que também é doutor especializado em Medicina do Esporte, falou sobre sua experiência dentro e fora das quadras, abordando a prática profissional de um esporte e as situações possíveis de lesões do ponto de vista do atleta. “Praticar esportes faz bem à saúde, mas até um certo nível. É preciso conhecer esse limite“, diz.
Veja trechos da palestre de Marcel de Souza no vídeo abaixo:
Veja a apresentação utilizada por Marcel aqui.
Confira também a apresentação do Dr. Danilo Incerti aqui.














