Escrito em 25 de jul de 2011

Entenda o novo tratamento cirúrgico para a doença hemorroidária: THD

Categorias: Gastroenterologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

De acordo com o professor Dr. Carlos Walter Sobrado, Coloproctologista do Hospital 9 de Julho, a doença hemorroidária é a patologia de maior incidência em coloproctologia. Estima-se que nos países industrializados cerca de 40% dos pacientes acima de 40 anos tenham ou já tiveram algum de seus sintomas.

Os principais sintomas da doença hemorroidária são: sangramento anal, desconforto anal, ardência, prurido(coceira), prolapso, mucorréia (saída de muco e secreção pelo ânus), dermatites entre outros.

O sangramento é a principal característica da doença hemorroidária, porém não se limita a ela, podendo ocorrer em outros problemas anais tais com: tumores, fissura anal, doença diverticular, pólipos, hemangiomas entre outras.

Por isso, se o sangramento se apresentar, é extremamente importante procurar um médico coloproctologista, para um correto diagnóstico que levará a um tratamento apropriado.

Sabe-se que a doença hemorroidária pode prejudicar consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes, mesmo assim, um terço dos portadores desta patologia nunca procurara um médico.

Como o tratamento cirúrgico convencional é conhecido por ter um período de pós-operatório muito doloroso, com muito sofrimento, queda na qualidade de vida e longo tempo longe de suas atividades diárias, muitas pessoas evitam procurar atendimento com medo de ter que se submeter à Hemorroidectomia.  Esta situação é muito perigosa, pois os sintomas podem ser sinais de uma doença mais grave (por exemplo, neoplasia de intestino), e a demora no diagnóstico pode ser muito prejudicial ao tratamento.

Hoje em dia, grandes avanços ocorreram na área de Coloproctologia, com o desenvolvimento de novas técnicas que podem ser utilizadas no tratamento das hemorróidas sintomáticas, no ambulatório ou no consultório – com procedimentos minimamente invasivos e sem a necessidade de internação – com mínima dor e com retorno rápido às atividades sociais e profissionais.

É importante ressaltar que apenas 10 a 20% das pessoas que procuram tratamento para a doença vão necessitar de tratamento cirúrgico, ou seja, a grande maioria será tratada com procedimentos menos invasivos e isto dependerá do grau e classificação da hemorróida.

As hemorróidas internas podem ser classificadas em 4 graus, de acordo com a intensidade do prolapso e sangramento:

1º Grau: tem sangramento, mas não tem prolapso;

2º Grau: sangra e tem prolapso que regride espontaneamente;

3º Grau: sangra e tem prolapso que necessita manobras digitais para retornar ao interior do canal anal;

4º Grau: sangra e ficam sempre exteriorizadas (não retornam ao interior do canal anal).

Tradicionalmente a doença hemorroidária de 1º e 2º graus é tratada por métodos conservadores (mudanças na dieta e estilo de vida, ligadura elástica e coagulação com raios infravermelhos), sendo os métodos operatórios indicados para os casos mais avançados.

Na última década, alguns estudos realizados com ultrasom e Dopler em portadores de doença hemorroidária revelaram que, além do processo degenerativo do músculo de Treitz (músculo que mantêm as hemorróidas no interior do canal anal), as pessoas afetadas possuíam hiperfluxo arterial (aumento da pressão e o fluxo das artérias hemorroidárias), isto é, o sangue sai da artéria e vai para as veias hemorroidárias com maior velocidade levando à lesão  e à congestão venosa, e consequentemente determinando estase, edema, sangramento e prolapso dos mamilos hemorroidários.

Como resultado destes estudos, foi proposta uma nova abordagem no tratamento da doença hemorroidária, que consiste na ligadura arterial (Desarterialização) e fixação das hemorróidas no interior do canal anal (Lifting ou hemorroidopexia). Técnica que é muito menos dolorosa, já que não há necessidade da realização de cortes e incisões no canal anal ou pele perianal.

Nas últimas duas décadas, foram desenvolvidos outros procedimentos menos invasivos, tais como a hemorroidopexia por grampeamento (Grampeamento ou Stapler), na tentativa de aliviar o desconforto pós-operatório, estes procedimentos cirúrgicos, apesar de oferecerem alternativas menos dolorosas, apresentaram índices de reincidência maiores que os métodos tradicionais.

Pode-se dizer que esta técnica, por não necessitar de excisão (incisões) de tecidos, causa trauma tecidual menor e, consequentemente, diminui expressivamente a dor no pós-operatório, porque trata a fisiopatologia da doença hemorroidária (hiperfluxo, dilatação e prolapso) na sua totalidade.

Assim, uma opção altamente viável no tratamento cirúrgico da doença hemorroidária é o tratamento com o sistema de THD (Transanal Hemorrhoidal Dearterialization – instrumento especialmente projetado). O procedimento é simples e de fácil execução, realizado através do canal anal, com leve dilatação (anuscópio próprio com sonda doppler).

No procedimento, pode-se identificar através do Doppler os ramos arteriais e, neles, se faz a ligadura, levando à redução do hiperfluxo arterial. Em seguida, faz-se a elevação e fixação do prolapso hemorroidário no interior do ânus.

A técnica é minimamente invasiva, na verdade, é o procedimento menos invasivo já desenvolvido; os plexos hemorroidários com seus coxins não são removidos, mantendo assim uma estrutura anatômica importante no mecanismo da defecação e na continência das fezes.

De acordo com o médico, a cirurgia pode ser realizada com sedação associada à analgesia, ou outro tipo de anestesia, tornando possível a execução em “Day hospital” (apenas um dia no hospital).

As indicações para este tipo de tratamento podem ser - As hemorróidas de grau II, refratárias-recidivantes, III, e grau IV (se houver plicomas será necessária sua ressecção).

“Por estas razões, estamos confiantes de que com a ampliação da utilização deste procedimento que é menos doloroso,  com consequente retorno mais precoce às atividades sociais e laborativas, os pacientes se tornarão progressivamente menos receosos e, com menor ansiedade e medo de se submeter ao tratamento cirúrgico.” Conclui Dr. Carlos Walter Sobrado.

 
Escrito em 22 de jul de 2011

Saiba mais sobre o cálculo urinário

Categorias: Rim    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O que são Cálculos Urinários

Os cálculos urinários são formados pela agregação de sais que compõem a urina, formando verdadeiras pedras.

De forma simplória, essas substâncias se agregam porque se encontram em altas concentrações na urina. “É fácil de entender quando tentamos dissolver sal de cozinha num copo de água. Até certo ponto, o sal dissolve completamente. No entanto, se acrescentarmos quantidades cada vez maiores de sal, observaremos a precipitação do sal no fundo do copo.” sumariza Dr. Otero Gil, urologista do Hospital 9 de Julho.

A urina também é uma solução, com substâncias variadas que podem facilitar ou dificultar a formação de cristais ou pedras. A solução da urina é dinâmica, ou seja, ela é lavada constantemente devido ao fluxo de urina dos rins até a bexiga.

De que são feitos

Os cálculos urinários podem ter várias composições, porém os tipos mais comuns são: oxalato de cálcio, fosfato de cálcio, ácido úrico, estruvita ( estes são cálculos formados durante infecção por certas bactérias), cistina.

Quem pode ser afetado

O problema de calculose urinária aflige cerca de 3% da população e costuma surgir entre os 20 e 40 anos de idade, fase bastante produtiva da vida. É mais comum no sexo masculino, com uma proporção de três homens para uma mulher. A hereditariedade é também um fator importante. Pessoas que formaram cálculo urinário têm 10% de chance de formarem novo cálculo em um ano e esta possibilidade aumenta para 50 % em dez anos.

Hidrate-se no verão

O urologista reforça ainda que a formação dos cálculos também tem relação com o clima, pois em períodos mais quentes do ano é mais comum a formação do cálculo. Isto acontece porque quando há maior transpiração ocorre concentração da urina facilitando os sais presentes a se agregarem e formarem um cálculo.

Atenção à alimentação

A dieta tem influência grande na formação de cálculos. É muito importante lembrar que a urina é constantemente lavada no aparelho urinário de forma muito rápida, portanto um cálculo deve ser formado rapidamente para que obstrua o fluxo normal (a cristalização de sais na urina com a consequente formação de um cálculo pode ocorrer em duas horas). Portanto excessos na dieta de substancias que favorecem a formação de cristais devem ser evitados.

Substâncias que favorecem a formação de cálculos: sal (o excesso de sal “rouba” água da urina, concentrando-a), substâncias ricas em oxalato – refrigerantes tipo cola, vegetais verde escuros (como a couve), molho inglês, excesso de purinas (muita carne, por exemplo).

Sintomas

Os cálculos urinários podem não causar nenhum sintoma. Mas, quando provocam alguma obstrução à eliminação da urina produzida pelo rim, podem causar “cólicas renais”, infecções urinárias, dilatação dos rins, dor para urinar, etc. Em casos extremos pode causar a perda da função do rim.

A dor causada pelos cálculos urinários se dá pela obstrução do aparelho urinário, o que causa aumento de pressão no sistema e cólica, sendo esta lombar na maioria dos casos com irradiação da dor para a parte inferior do abdome ou interior da coxa. Esta dor normalmente ocorre em surtos, pois há o aumento de pressão que causa a dor e, por mecanismos de proteção do rim, esta pressão abaixa e a dor cessa temporariamente, para depois retornar com muita intensidade.

Tratamento

De acordo com o médico, depois do tratamento inicial dos sintomas, é necessária avaliação cuidadosa. O tratamento depende do tamanho, localização, número de cálculos e dos sintomas associados.

Hoje em dia, grande parte dos cálculos pode ser tratada pela litotripsia extracorpórea, tratamento realizado com ondas de choque que fragmentam os cálculos, sendo que estes fragmentos são eliminados posteriormente pela urina.

Outra forma de tratamento bastante utilizada e eficaz é a fragmentação e extração dos cálculos através de aparelhos que penetram no corpo por orifícios naturais como a uretra (endoscopia urológica, ureteroscopia, cirurgias percutâneas). O tratamento é indolor, dispensa incisões e a recuperação é rápida. A fragmentação dos cálculos neste tipo de tratamento pode ser feita de diversas formas com uso de aparelhos de ultrassom, pneumáticos ou mais modernamente com uso de laser.

A escolha do tipo de tratamento depende de alguns fatores como localização do cálculo no aparelho urinário, tamanho e doenças associadas do paciente.

Além do tratamento dos cálculos existentes feito pelo médico urologista, é necessário que se previna do surgimento de novos cálculos. Isso pode ser feito com medidas simples como aumentar a quantidade de água ingerida e evitar o consumo de alguns alimentos. Algumas pessoas podem necessitar de medicação e da avaliação do médico nefrologista.

“As pessoas portadoras de cálculos urinários podem ser tratadas de maneira eficiente e indolor, desde que bem conduzidas por profissional habilitado. As medidas preventivas são de grande importância e devem ser adotadas após a investigação de cada caso.” conclui Dr. Otero Gil.

 
Escrito em 15 de jul de 2011

Seleção Brasileira de Basquete no Hospital 9 de Julho

Categorias: Medicina do Exercício e do Esporte, Vídeos    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

No último dia 5, a Seleção Brasileira de Basquete esteve no Hospital 9 de Julho para realizar exames de rotina.

Aproveitando a passagem pelo Centro de Medicina e Exercício do Esporte do hospítal, os atletas falaram um pouco a respeito da preparação física, dos treinos, da dieta e de alguns riscos do esporte.

Além disso, deram algumas dicas sobre como estar preparado para encarar a rotina pesada de treinos e jogos demandada de um atleta profissional e ressaltaram a importância do médico em todo o processo de preparação, treinos e jogos.

Confira no vídeo o que Alex Garcia e Anderson Varejão tinham a dizer sobre a vida de um jogador profissional de basquete:

 
Escrito em 13 de jul de 2011

Nova cirurgia para o tratamento de hemorróidas

Categorias: Gastroenterologia, Vídeos    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Na última sexta (18), o Dr. Mateus Rotta, médico coloproctologista do Hospital 9 de Julho, foi entrevistado por Jô Soares em seu programa na Rede Globo.

Na entrevista, o médico tratou de alguns pontos interessantes sobre a doença hemoroidária, popularmente chamada de hemorróidas, e falou sobre a nova cirurgia para reverter o problema.

Confira alguns pontos abordados durante a entrevista:

  • Hemorróida é uma estrutura natural do organismo, o mau funcionamento dessa estrutura é chamado de doença hemorroidária;
  • 50% da população acima dos 50 anos de idade já teve ou tem algum sintoma da doença;
  • Na região, a doença que mais causa dor é a fissura e não a doença hemorroidária;
  • Alguns sintomas da doença são sangramento e coceira no local;
  • A doença hemorroidária é classificada em 4 graus, em ordem crescente quando à gravidade;
  • 1/3 das pessoas que sofrem desse mal necessitam de intervenção cirúrgica;
  • A recuperação da cirurgia de hemorróidas, o chamado pós-operatório, é um tanto dolorosa;
  • A pessoa só volta a exercer suas atividades regularmente após cerca de 35 dias;
  • A cirurgia proporciona 98% de cura;
  • Até 1990 a cirurgia era muito mais traumática e dolorosa;
  • O problema da doença hemorroidária não é na veia, como se pensava até meados de 2.000, mas sim na artéria;
  • A doença é hereditária, por isso, se você tem histórico na família convém se atentar e procurar um médico ao primeiro sinal de manifestação;
  • A nova cirurgia localiza a artéria por ultrassom e dá um ponto nela pra diminuir o fluxo sanguíneo no local;
  • Em seguida, é feito um lifting na gordura e mucosa locais pra que a estrutura volte ao estado anterior à doença;
  • Com o novo procedimento, o tempo de recuperação cai de 35 pra de 3 a 5 dias.

Confira o processo cirúrgico em animação no vídeo da entrevista:

 
Escrito em 09 de jul de 2011

O Hospital 9 de Julho faz 56 anos!

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho