Estima-se que cerca de um milhão de queimaduras aconteça por ano no Brasil. Como falamos anteriormente, esse tipo de lesão acontece principalmente pela falta de atenção em tarefas do cotidiano, em que boa parte dos casos podem ser evitados. Alguns casos de queimaduras são mais sérios, precisando da internação da vítima para uma recuperação adequada.
Principalmente na época das festas juninas, a tendência de que incidentes envolvendo queimaduras aumente. É importante tomar cuidado com fogos de artifício e outros artefatos festivos que contenham pólvora. Prudência é fundamental, além de cuidar para que crianças não tenham acesso aos fogos e tomar medidas básicas de segurança nas instruções que acompanham o produto.
De acordo com o Dr. Luiz Philipe Molina Vana, cirurgião plástico do Hospital 9 de Julho, “todos os pacientes que apresentam queimaduras devem ser atendidos por um especialista, independentemente do grau de lesão”. O tratamento mais comum de queimaduras profundas é feito com enxertos de pele do próprio paciente, com um processo de cicatrização normal do corpo, assistido por uma equipe médica.
Existe um tratamento complementar, que pode acelerar a cicatrização e cura: a oxigenoterapia hiperbárica. “É um recurso muito útil para ajudar a prevenir e combater infecções. Além disso, é um valioso instrumento para a cicatrização”, completa o médico.
“O oxigênio circula em grande quantidade pelo corpo, principalmente em locais em que existe carência, como feridas crônicas, infecções rebeldes e lesões como traumatismos e queimaduras, entre outros”, explica a Dra. Mariza D’Agostino Dias, chefe da UTI geral do Hospital 9 de Julho. Atualmente, o hospital conta com três aparelhos importados dos Estados Unidos para a oxigenoterapia, que é usada especialmente em pacientes mais graves, com problemas de mobilidade.
Esse procedimento não apresenta desconforto na maioria dos casos – a única sensação costuma ser uma leve pressão nos ouvidos, como quando descemos ou subimos a serra. Além da falta de efeitos colaterais, a oxigenoterapia pode apresentar resultados incríveis: “estudos comprovam, por exemplo, que em casos de feridas em pés de diabéticos, a necessidade de amputação diminui de 33% para 8% quando se acrescenta esse recurso ao tratamento”, conclui a Dra. Mariza.















A dor nas costas é uma das dores mais comuns que temos; desde os jovens até os mais velhos, homens e mulheres, todos são vítimas desse mal.



