Escrito em 28 de jun de 2011

Queimaduras: atendimento adequado para recuperação mais eficaz

Categorias: Trauma    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Estima-se que cerca de um milhão de queimaduras aconteça por ano no Brasil. Como falamos anteriormente, esse tipo de lesão acontece principalmente pela falta de atenção em tarefas do cotidiano, em que boa parte dos casos podem ser evitados. Alguns casos de queimaduras são mais sérios, precisando da internação da vítima para uma recuperação adequada.

Principalmente na época das festas juninas, a tendência de que incidentes envolvendo queimaduras aumente. É importante tomar cuidado com fogos de artifício e outros artefatos festivos que contenham pólvora. Prudência é fundamental, além de cuidar para que crianças não tenham acesso aos fogos e tomar medidas básicas de segurança nas instruções que acompanham o produto.

De acordo com o Dr. Luiz Philipe Molina Vana, cirurgião plástico do Hospital 9 de Julho, “todos os pacientes que apresentam queimaduras devem ser atendidos por um especialista, independentemente do grau de lesão”. O tratamento mais comum de queimaduras profundas é feito com enxertos de pele do próprio paciente, com um processo de cicatrização normal do corpo, assistido por uma equipe médica.

Existe um tratamento complementar, que pode acelerar a cicatrização e cura: a oxigenoterapia hiperbárica. “É um recurso muito útil para ajudar a prevenir e combater infecções. Além disso, é um valioso instrumento para a cicatrização”, completa o médico.

O oxigênio circula em grande quantidade pelo corpo, principalmente em locais em que existe carência, como feridas crônicas, infecções rebeldes e lesões como traumatismos e queimaduras, entre outros”, explica a Dra. Mariza D’Agostino Dias, chefe da UTI geral do Hospital 9 de Julho. Atualmente, o hospital conta com três aparelhos importados dos Estados Unidos para a oxigenoterapia, que é usada especialmente em pacientes mais graves, com problemas de mobilidade.

Esse procedimento não apresenta desconforto na maioria dos casos – a única sensação costuma ser uma leve pressão nos ouvidos, como quando descemos ou subimos a serra. Além da falta de efeitos colaterais, a oxigenoterapia pode apresentar resultados incríveis: “estudos comprovam, por exemplo, que em casos de feridas em pés de diabéticos, a necessidade de amputação diminui de 33% para 8% quando se acrescenta esse recurso ao tratamento”, conclui a Dra. Mariza.

 
Escrito em 20 de jun de 2011

Diabetes: novidades no controle da doença

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A maioria das pessoas pode pensar que o grande inimigo para o desenvolvimento da diabetes é o açúcar, e que basta cortá-lo da alimentação para garantir que a doença não apareça. Porém, além de controlar os carboidratos, é preciso ficar de olho a quantidade de potássio da dieta.

Alimentos ricos em potássio, como o feijão e a banana, podem ajudar tanto a prevenir quanto a controlar a doença, uma vez que o quadro se apresente. É o que diz o estudo realizado pela Universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Segundo os pesquisadores, existe uma associação entre baixas quantidades de potássio no organismo e a elevação dos níveis de glicose no sangue. A explicação é que o mineral influencia os processos do corpo que atuam sobre a insulina, responsável por diminuir a glicemia (taxa de glicose no sangue). O potássio funciona equilibrando a produção desse hormônio e aumentando sua efetividade.

Quando nossa produção de insulina é instável e pouco eficiente, as chances de desenvolver diabetes aumentam consideravelmente. Os sintomas mais comuns da doença são fome e sede contínuas, resultando na necessidade de usar o banheiro constantemente.

Os benefícios do potássio não acabam aí: “o potássio auxiliaria no controle da pressão arterial, provavelmente porque esse nutriente compete com o sódio – que aumenta a pressão – e facilita sua excreção pelos rins”, afirma o Dr. Antonio Cezar Galvão, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho.

Essa “expulsão” beneficia a pressão porque o sódio retém líquido, aumentando o volume de sangue no corpo – quando menos sódio, menores as chances de hipertensão. Vale ressaltar que o consumo médio de sal do brasileiro é o dobro do indicado pela Organização Mundial da Saúde.

Porém, é preciso tomar cuidado: o consumo de potássio também deve ser controlado, pois o exagero pode prejudicar o coração. Vale a pena discutir a necessidade de suplementos do nutriente com seu médico. O importante é balancear sua alimentação para uma vida mais saudável.

E lembre-se: caso sua família tem histórico de diabetes, exames periódicos de sangue são importantes para garantir seu bem estar.

 
Escrito em 17 de jun de 2011

Dor nas costas: entenda melhor como ela é causada

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A dor nas costas é uma das dores mais comuns que temos; desde os jovens até os mais velhos, homens e mulheres, todos são vítimas desse mal.

Para provar isso, uma das doenças responsáveis por este tipo de dor, a lombalgia, atinge 90% da população brasileira. Destas pessoas, cerca de 20% apresentam algum problema mais sério, que pode levar até mesmo à incapacitação e afastamento das rotinas do cotidiano – talvez até definitivamente.

Segundo o Dr. Alexandre Elias, neurocirurgião especialista em coluna do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, “em boa parte destes casos, ela ocorre por distensão muscular”. A boa notícia é que este tipo de dor costuma melhorar em algumas semanas. Aplicar gelo (ou calor, dependendo do caso), seguir a medicação de antiinflamatórios prescrita pelo médico e exercícios que trabalhem a região com dor podem acelerar a recuperação.

É preciso tomar cuidado para não relevar um problema mais grave. “A lombalgia que persiste por mais de três meses é referida como dor lombar crônica”, afirma o Dr. Elias. Essa dor crônica pode ser sintoma de uma doença degenerativa da coluna. A partir disso, o tratamento será determinado após um estudo da região lesionada, podendo ser cirúrgico ou não.

Caso além da dor você tenha febre, sinta mais dor quando deitar ou em repouso, ou note perda de peso, procure seu médico com urgência: esses costumam ser indicadores de uma lesão mais grave.

 
Escrito em 16 de jun de 2011

Queimaduras: sua atenção é fundamental

Categorias: Trauma    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

No cotidiano, estamos sujeitos à possibilidade de acidentes. Algo que pode acontecer a qualquer momento e ter repercussões sérias para a saúde são queimaduras.

Chamamos de queimadura uma lesão que acontece por um fator externo e que tem um aspecto característico. Queimaduras podem acontecer por calor, eletricidade e até mesmo por agentes químicos, sendo este o menos frequente.

Essas lesões podem ser classificadas de diferentes formas, chamadas normalmente de graus:

Primeiro grau: atinge somente a camada superficial da pele, identificada por uma vermelhidão na área atingida.

Segundo grau: é uma queimadura mais profunda que causa muita dir e apresenta bolhas de água embaixo da pele.

Terceiro grau: atinge todas as camadas da pele, mas não causa muita dor, pois as terminações nervosas são destruídas, acabando com a sensibilidade da área atingida. A pele fica dura e seca e pode ficar tanto escurecida quanto esbranquiçada.

A maioria dos casos de queimadura podem ser evitados facilmente com cuidados simples“, afirma o Dr. Luiz Philipe Molina Vana, cirurgião plástico do Hospital 9 de Julho. “O descuido ao manusear líquidos ou objetos quentes na cozinha, por exemplo, é um cenário propício à queimadura”, comenta.

Como a principal reação do corpo à queimadura é a dor, muitas pessoas são levadas pelo momento a utilizar qualquer meio para amenizá-la. Porém, é preciso tomar cuidado para não prejudicar ainda mais a área atingida e complicar o atendimento profissional. “O indicado é lavar o local com água corrente”, explica o Dr. Molina.

Em casos de queimaduras químicas, que podem ser causadas por misturas de produtos de limpeza, por exemplo, o ideal é lavar bem o local e pedir auxílio médico. Não aplique nenhum material sobre a área atingida nem retire possíveis secreções da lesão.

Em queimaduras que apresentem bolhas é importante não furá-las. Em caso de queimaduras nos olhos, lave-os com soro fisiológico, faça uma venda com gaze umedecida e procure um médico imediatamente.

Existem dois tipos de queimaduras que podem ser evitadas facilmente e que podem ser tratadas emergencialmente de modos específicos:

Queimaduras solares
São comuns, principalmente no verão. O maior problema relacionado a queimaduras solares é a insolação, que pode ser mascarada pelo ardor da pele e acarretar mais danos à saúde.

Para tratar esse tipo de queimadura, podem ser utilizados óleos de alívio rápido.

Queimaduras por frio
As queimaduras causadas pelo frio tem sintomas específicos, como calafrios, perda da sensibilidade pulsação lenta e até perda temporária da visão e dos sentidos. O que pode ser feito numa situação emergencial é levar o queimado para um local quente e seco, para ser aquecido com cobertores. Também deve ser incentivada a ingestão de líquidos quentes.

Em qualquer caso de queimadura, a atenção médica é essencial”, afirma do Dr. Molina. Em caso de acidentes, procure sempre o atendimento médico para evitar complicações.

 
Escrito em 02 de jun de 2011

Medicina do Esporte: o retorno do atleta após lesão

Categorias: Medicina do Exercício e do Esporte    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Esse foi o tema da última reunião promovida pelo Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho, realizada no dia 31/05.

Para debater o assunto, foram convidados o Dr. Marcos Henrique Ferreira Laraya, presidente da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva (SPAMDE), e o Dr. Antonio Sérgio Terreri, Médico do Esporte e Fisiatra do HCOR. Os doutores abordaram desde o momento da lesão à recuperação total do atleta, focando em suas especialidades – ortopedia e fisiatria, respectivamente.

O Dr. Laraya enfatizou a diferença entre o desejo de retorno do atleta e sua recuperação completa, que deve ser analisada dentro de critérios rigorosos para evitar uma reincidência da lesão. “É a chamada ‘Zona Cinzenta’, que acontece quando os sintomas da lesão são diminuídos mas ela permanece, o que pode enganar o profissional e fazer com que o atleta retorne à sua atividade prematuramente“, explica. Além disso, foi abordado todo o processo de recuperação. “A reabilitação deve começar no instante em que a lesão acontece“, afirma.

Focando na visão do fisiatra sobre o tratamento de lesões, o Dr. Terreri palestrou sobre a importância de trabalhar o atleta como um todo, evitando a negligência dos membros sadios para não comprometer o rendimento do paciente: “o fisioterapeuta pode deixar o atleta completamente preparado para retornar às atividades comuns ao sair da reabilitação“, afirma.

Confira abaixo o vídeo do Dr. Laraya, que explica brevemente a importância do tratamento completo e como a “Zona Cinzenta” pode mascarar uma lesão que ainda não foi curada, principalmente nos casos de atletas “de fim de semana”: