Escrito em 31 de mai de 2011

Cigarro: um problema que se sente na pele

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Hoje, dia 31 de maio de 2011, é o Dia Mundial sem Tabaco. Essa data foi instituída pela OMS (Organização das Nações Unidas) em 1987, tendo como objetivo de conscientizar a população quanto aos graves problemas de saúde causados pelo tabaco.

Depois de tantas campanhas de conscientização, não é novidade que fumar afeta negativamente a saúde de todo o corpo. Os efeitos disso em órgãos como a pele, entretanto, são de pouco conhecimento da população – embora o cigarro seja um dos fatores externos que mais influencia a saúde da pele.

É por isso que, em apoio ao Dia Mundial Sem Tabaco, separamos alguns problemas que o tabagismo pode trazer nesse que é o maior órgão do corpo:

A cicatrização
Este problema está associado à circulação sanguínea, dificultando o processo de cicatrização e aumentando o risco de necroses, fibroses e infecções na pele. Isso se torna ainda mais crítico em casos de cirurgia (sobretudo plásticas), quando há uma natural diminuição da vascularização que, associada aos cigarros, pode aumentar os ricos de complicações.

A corrente sanguínea
Podem ocorrer mudanças no sangue, aumentando a contração dos vasos sanguíneos e danificando-os. Doenças arteriais também podem se desenvolver devido ao tabagismo.

A imunossupressão
A nicotina pode contribuir para a infecção pelo HPV e alguns estudos indicam que pode favorecer o desenvolvimento de melanoma (tumor maligno na pele).

O envelhecimento da pele
O fumo causa o envelhecimento precoce da pele tanto pela formação de radicais livres (que causam morte celular) quanto pela maior facilidade de contrair doenças que ele propicia. No rosto, o cigarro atua como importante fator extrínseco no envelhecimento da pele. Há também alterações na formação e na qualidade do colágeno e tecido elástico, conferindo à pele uma coloração amarelo-pálida nada agradável.

A queda de cabelos
Fumar pode estimular a produção de DHT (dihidrotestosterona), hormônio envolvido na queda de cabelo.

Sintomas da diabetes
Por ser uma doença crônica, o diabetes tem seus efeitos intensificados no organismo quando o paciente é fumante.

Agravar doenças de pele
O tabagismo pode ajudar a desenvolver ou agravar quadros de psoríase, doença auto-imune, além de favorecer o aparecimento de acne.

O cigarro, com agentes em sua composição que são causadores de doenças, é um fator que não pode e não deve ser subestimado”, ressalta a Dra. Patricia Fagundes, dermatologista do Hospital 9 de Julho.

Vale a pena investir na saúde do seu corpo. Sua pele agradece!

 
Escrito em 30 de mai de 2011

Câncer de Mama: Tratamento

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Continuando nossa conversa com o Dr. Fabricio Brenelli, abordaremos os métodos de tratamento do câncer de mama.

O tratamento indicado vai depender do estágio da doença quando detectada”, afirma o Dr. Brenelli. “Quando lidamos com tumores, precisamos separá-los em invasivos e não invasivos”.

No caso de tumores não invasivos, o tratamento é mais simples por ser local, uma vez que o câncer não faz metástase (disseminação do tumor em outras áreas do organismo). Porém, caso não seja identificado ou tratado, os nódulos podem evoluir para tumores invasivos; nesse caso, a metástase pode acontecer.

Quando são pequenos, os tumores são removidos por meio de uma cirurgia, seguida por um tratamento com radioterapia para garantir a remoção completa das células cancerígenas. Outras formas de tratamento são a quimioterapia (com ou sem o uso de hormônios) e a imunoterapia, técnica nova que estimula o sistema imunológico para ajudar na eliminação do câncer.

Quando os tumores são maiores, o procedimento recomendado é a mastectomia – remoção completa da mama. “Uma nova prática que adotamos no Hospital 9 de Julho é a oncoplastia”, diz o Dr. Brenelli. “Quando fazemos uma mastectomia, conservamos o aspecto original do seio e a cirurgia estética de reconstrução é feita rapidamente. Isto melhora a qualidade de vida durante o tratamento e recuperação da paciente”, explica.

Em procedimentos normais, o tempo entre a mastectomia e a cirurgia plástica de reconstrução pode levar até dois anos. “Quando realizamos procedimentos oncoplásticos, reduzimos as chances de problemas sociais durante a recuperação da paciente, além de evitar a depressão e a reclusão”, comenta o doutor.

Pessoas com histórico de câncer de mama na família podem procurar a mastectomia como forma preventiva mas, segundo o Dr. Brenelli, isso não é recomendado “A cirurgia redutora não elimina 100% do risco; o mais indicado é passar pelos procedimentos e exames rotineiros de rastreamento e discutir todas as formas de prevenção. A remoção da mama pode ser considerada uma mutilação, e é considerada apenas como uma última opção de tratamento”, conclui.

Veja neste post como fazer a rotina de prevenção do câncer de mama. O acompanhamento médico é muito importante, procure o seu.

 
Escrito em 27 de mai de 2011

Finasterida, calvície e o câncer de próstata

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Finasterida é um medicamento que, apesar de ser muito popular, é polêmico. Ele é, basicamente, um inibidor da enzima que converte a testosterona (hormônio masculino) em DHT (di-hidrotestosterona), diminuindo a próstata. O “sucesso” do medicamento se deu à descoberta posterior da sua utilidade no combate à calvície.

Para entender melhor os porquês do sucesso e da polêmica, falamos com o Dr. Paulo Rodrigues, urologista do Hospital 9 de Julho. “A finasterida começou a ser produzida no início dos anos 1990 com o intuito de reduzir o tamanho da próstata de alguns pacientes”, diz o médico. Esse procedimento foi benéfico em casos de crescimento benigno da próstata, eliminando, principalmente, a dificuldade que esses pacientes sentiam ao urinar.

Um estudo de sete anos foi conduzido pelo Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos para avaliar os efeitos da finasterida. Mais de 18.800 homens foram acompanhados nesse período, após o qual foi descoberto que o medicamento poderia prevenir o câncer de próstata, sendo, hoje, o único método de prevenção conhecido.

No mesmo estudo, foi observado que os pacientes que tomaram o medicamento e eram calvos tiveram a queda de cabelos reduzida. A partir daí, a finasterida começou a ser comercializada com uma dosagem menor como tratamento de calvície”, explica o Dr. Paulo Rodrigues. Isso deu esperança aos que sofrem com a calvície e popularizou o medicamento em todo o mundo.

Porém, o estudo também levantou alguns efeitos colaterais que podem ocorrer quando tomamos finasterida. Entre eles estão a diminuição do músculo, queda dos níveis de testosterona (e, consequentemente, da libido), redução da fertilidade e, em casos extremos, disfunção erétil. “O efeito colateral mais sério da finasterida é o fato do seu consumo poder dificultar a detecção precoce do câncer de próstata”, alerta o médico. “No estudo, o grupo que tomou o remédio teve menos casos de câncer, mas os tumores eram maiores”, explica.

Isso não quer dizer que a finasterida não deve ser considerada para tratamento ou usada; os efeitos costumam ser revertidos quando o tratamento é interrompido. “Na maioria dos casos, o medicamento só é utilizado para prevenir o câncer nos grupos de risco: homens com mais de 55 anos ou que tenham histórico da doença na família”, diz o Dr. Paulo Rodrigues. Ressaltamos que, tanto no caso da calvície ou da próstata, a consulta e acompanhamento médico são fundamentais.

 
Escrito em 26 de mai de 2011

Entendendo o Glaucoma

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Doença silenciosa que leva à perda da visão periférica, podendo evoluir até uma “visão tunelada” e, por fim, a cegueira – é assim que o Glaucoma progride. Hoje, dia 26 de maio, é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma – mas o que é essa doença?

Na verdade, Glaucoma é uma neuropatia óptica com alteração estrutural do nervo ótico. As causas para a condição são várias, mas é sabido que o aumento da pressão ocular é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento do glaucoma.

A classificação do glaucoma separa os de etiologia congênita (quando a pessoa já nasce com a doença), a aguda (a pressão do olho aumenta repentinamente, causando dor) e a crônica (o aumento da pressão é progressivo e não apresenta sintomas).

A perda da visão causada por essa condição é irreversível. Como grande parte dos casos não apresenta sintomas, é necessário tomar uma atitude preventiva, com visitas periódicas ao oftalmologista. “A periodicidade da avaliação oftalmológica é variável dependendo dos problemas de cada pessoa, porém a população de maior risco deve estar atenta à medição da pressão periódica”, comenta a Dra. Ana Luiza Hofling-Lima, oftalmologista do Hospital 9 de Julho.

Existem grupos de risco para o desenvolvimento do glaucoma. Nele, maiores de 40 anos, portadores de diabetes, pessoas com a pele pigmentada, os que já tem catarata ou os que possuem histórico de glaucoma na família. “Existem casos de pessoas da faixa etária de risco que utilizam óculos prontos, vendidos sem consulta oftalmológica – isso estimula um comportamento de negligência com a visita periódica ao oftalmologista, aumentando as chances do glaucoma se desenvolver sem detecção”, diz a médica.

Existem diversas formas de tratamento; o método mais comum é clínico, pelo uso de medicamentos específicos que diminuem a pressão ocular. Porém, se esse tratamento não é suficiente, existem opções cirúrgicas.

A cirurgia mais comum é a trabeculectomia. Nela, uma fistula é feita na parede do olho, funcionando como uma válvula para aliviar a pressão. Quando essa técnica não surte efeito, é necessário colocar um tubo para realizar a função de válvula.

De acordo com a Dra. Hofling-Lima, uma nova técnica, que chegou ao Brasil há cerca de dois anos, tem uma recuperação mais rápida e tem um índice maior de sucesso. Por meio de um laser, uma estrutura interna que é o corpo ciliar é cauterizado, com isto melhora controle da pressão.

Não deixe de visitar um oftalmologia regularmente. Prevenção em primeiro lugar!

 
Escrito em 25 de mai de 2011

Um olhar sobre o câncer de mama

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O câncer de mama é um problema de saúde pública, representando o segundo tipo mais frequente de câncer nas mulheres. De acordo com uma pesquisa do INCA (Instituto Nacional de Câncer), são estimados 50 mil novos casos da doença para 2011.

Normalmente, o câncer de mama não apresenta sintomas. Porém, além do nódulo no seio, que é o principal indicador, podem ocorrer enrugações, secreção no bico do seio, elevação da pele e alterações de cor. Nódulos nas axilas também podem ser um indicador da doença.

Segundo o Dr. Fabricio Brenelli, mastologista do Hospital 9 de Julho, não há como prevenir o câncer de mama. “Existem comportamentos que podem acelerar o surgimento do câncer, além de existirem grupos de risco que devem ser observados“, afirma.

Mudanças no estilo de vida podem ser consideradas uma forma de prevenção. A gravidez e a amamentação tardia, bem como a obesidade, o fumo e o consumo exagerado de álcool podem estimular o surgimento do câncer. “O estilo de vida é um fator que deve ser considerado“, diz o médico. Os grupos de risco abrangem pessoas com histórico de câncer de mama em parentes de 1 e 2 grau e ovário na família.

A melhor maneira para detectar o câncer de mama é por meio da mamografia - quanto mais cedo ele for identificado, maior é a chance de cura. Por isso, recomenda-se que, a partir dos 40 anos de idade, exames de rastreamento sejam feitos periodicamente. Saiba mais sobre esse exame aqui.