Escrito em 23 de mai de 2011

Entendendo melhor a cirurgia bucomaxilofacial

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Ao contrário do que pode parecer, a especialidade responsável pelos dentes, maxilares e região da face é muito importante, interagindo com diversas áreas da saúde e até mesmo auxiliando na prevenção de complicações mais sérias.

Na última quarta-feira, dia 18 de maio, o auditório do Hospital 9 de Julho recebeu o Dr. Luciano Del Santo para uma palestra sobre a Cirurgia Bucomaxilofacial e sua interação com outras especialidades da saúde.

O cirurgião bucomaxilofacial do Hospital 9 de Julho falou sobre cirurgias, patologias tratadas pela área, implantes dentários, trauma facial, disfunções e cirurgia ortognática. Como o doutor disse, “O dentista não é mais responsável apenas pelos dentes”; a profissão evoluiu para corrigir uma série de problemas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Quando falamos em bucomaxilofacial, compreendemos a região da boca e seus anexos, chegando até os ossos e cavidades que formam as maçãs do rosto. Existe uma gama de problemas e complicações nessa região que os especialistas da área podem solucionar, desde implante de dentes e correção da mandíbula até uma reconstrução completa devido a um trauma.

A cirurgia bucomaxilofacial é uma especialidade que abrange todo o universo médico-hospitalar”, afirma o Dr. Del Santo. A relação entre operações bucomaxilofaciais e outras áreas estende-se desde a otorrinolaringologia até a psicologia, passando pela oncologia, cirurgia plástica, neurologia e até fisioterapia.

A cirurgia ortognática, destacada pelo Dr. Del Santo em sua apresentação, é feita pra corrigir deformidades da área do rosto. Sua função é de eliminar dores e problemas respiratórios, além da função estética. É um procedimento com potencial para melhorar a qualidade de vida e também a auto-estima.

Atualmente, é possível mapear toda a operação antes de sua execução e até mesmo apresentar uma simulação do resultado para o paciente”, explica o cirurgião . A tecnologia é uma grande aliada da cirurgia ortognática.

Se você sente dificuldade para respirar, tem problemas para articular palavras ou sente dores na região da mandíbula ou do rosto, é válido levantar a necessidade de consultar um cirurgião bucomaxilofacial. Fale com o seu médico.

 
Escrito em 16 de mai de 2011

Hepatite A: saiba como reconhecer e prevenir

Categorias: Gastroenterologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Febre, dor abdominal, náuseas, diarréia e, finalmente, coloração amarelada da pele e olhos. Essa costuma ser a progressão de sintomas da Hepatite A, que tem casos em todo o mundo e, de acordo com o Ministério da Saúde, já teve contato com 75% da população adulta do Brasil.

Esse tipo de hepatite, doença que ataca o fígado, é causada pelo vírus da hepatite A (HAV). A disseminação do vírus pode ocorrer por alimentos mal preparados e água contaminada, ou até mesmo frutos do mar. A degeneração das células do organismo em um estágio avançado da doença pode ocasionar problemas mais graves.

A maior parte dos adultos já contraiu a hepatite A sem perceber e curou-se espontaneamente. Porém, às vezes os sintomas podem ser bastante intensos e a evolução não ser tão simples. Além disso, é importante confirmar se o diagnóstico é mesmo de hepatite A, ou se não se trata de outro tipo de hepatite que requer tratamento específico” diz a Dra. Marta Deguti, hepatologista do Hospital 9 de Julho. “Por isso, é preciso estar atento e procurar um médico mesmo quando os sintomas são leves”, completa.

Por poder passar pelo organismo sem sintomas, sua transmissão acontece abundantemente e, em cerca de 1% dos casos, a hepatite pode evoluir para uma forma fulminante, diminuindo a função do fígado rapidamente.

Não existe um tratamento específico para a hepatite A, mas os sintomas podem ser tratados enquanto o organismo age naturalmente para combater a doença. Vale ressaltar que bebidas alcoólicas são estritamente proibidas em caso de hepatite.

Para prevenir a contaminação, é importante observar hábitos simples de higiene”, esclarece a Dra. Deguti. “Ao lavar as mãos regularmente, não consumir alimentos de origem desconhecida e beber água tratada, os riscos de contágio já diminuem consideravelmente”, finaliza.

Lembre-se: evite a automedicação e sempre procure um médico em casos de problemas na saúde.

 
Escrito em 12 de mai de 2011

Jornada de Dor e Neurocirurgia Funcional: Depressão

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Na última terça-feira, dia 10 de maio, o auditório do Hospital 9 de Julho recebeu profissionais da saúde para falar sobre os avanços no tratamento da depressão. O evento foi organizado pelo Dr. Claudio F. Corrêa, coordenador do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do hospital.

Dividido em três partes com dois palestrantes cada, a Jornada teve início com o Dr. Frederico Navas Demétrio, do Instituto de Psiquiatria do HCUSP. O médico ressaltou a importância da doença como um problema de saúde pública e falou sobre os principais sintomas que levam ao diagnóstico da depressão, além do seu tratamento por meio de medicamentos.

Um ponto importante da fala do Dr. Demétrio é a evolução que os medicamentos anti-depressivos tiveram nos últimos anos, permitindo um tratamento mais preciso e com menos efeitos colaterais para o paciente. “Porém, em casos mais complicados, outras estratégias – farmacológicas ou não – podem ser necessárias“, ressalta o doutor.

O Dr. José Alberto Del Porto, professor doutor da UNIFESP, palestrou sobre os métodos e equipamentos que envolvem a ECT, ou eletroconvulsoterapia. O Hospital 9 de Julho está plenamente equipado para tratar de casos que requeiram este tipo de tratamento graças ao foco em excelência do Centro de Dor.

Devido a uma parceria do Dr. Corrêa com instituições internacionais, o Dr. Felipe Fregni, neurologista da Universidade de Harvard, agraciou o evento com uma palestra voltada à TMS (estimulação magnética transcraniana), uma técnica que pode ser usada no tratamento da depressão com resultados positivos. Fregni falou sobre a relação entre áreas específicas do cérebro e a doença, além de técnicas mais efetivas para seu tratamento e a relação entre os medicamentos e a TMS.

As discussões Também abrangeram os casos de depressão refratária, que acontecem quando os medicamentos não tem efeito imediato, apresentando rejeição pelo paciente e até efeitos colaterais mais danosos. Esse assunto foi abordado pelo Dr. Edson José Amâncio, do Hospital 9 de Julho, que falou sobre as alternativas de tratamento e do planejamento necessário para uma cirugia DBS (Deep Brain Surgery) de implante de eletrodo cerebral profundo. O Dr. Amâncio também apresentou estudos relacionados e ressaltou o efeito do aspecto emocional na depressão. “Ainda temos muito o que aprender nessa área“, afirma.

Para finalizar a jornada, o Dr. Claudio F. Corrêa, que aprofundou o tema da cirurgia DBS e apresentou exemplos do procedimento e seus resultados, especialmente quando direcionado à eliminação de sintomas do mal de Alzheimer. Confira no vídeo abaixo o depoimento do Dr. Corrêa sobre o evento e sua importância:

 
Escrito em 06 de mai de 2011

Depressão: como está o tratamento?

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Todos nos sentimos tristes algumas vezes, no nosso dia-a-dia. Quando alguma coisa não acontece como planejamos – uma briga, um machucado ou vários outros fatores – podemos ficar um pouco melancólicos. Porém, é importante não confundir tristeza com depressão.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a depressão afeta cerca de 340 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, são cerca de 13 milhões de depressivos. Considerada o mal do século, é um transtorno psicológico caracterizado pela perda do prazer nas atividades cotidianas, apatia, alterações do sono e retraimento social, entre outros.

Pensando na seriedade do problema e nos desafios relacionados ao tratamento da depressão, o Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho preparou para a próxima semana, no dia 10 de maio, uma jornada para tratar do tema, trazendo especialistas nacionais e internacionais, que abordarão técnicas de estimulação cerebral.

O evento, que acontecerá no anfiteatro do Hospital 9 de Julho, também trará um panorama do quadro clínico dessa doença, além de casos pouco ortodoxos.

Entre os palestrantes, estão o especialista em eletroconvulsoterapia, Prof. Dr. José Alberto Del Porto, da Unifesp, o perito em estimulação magnética transcraniana, Prof. Dr. Felipe Fregni, da Universidade de Harvard e o coordenador do evento, neurocirurgião funcional e presidente do instituto Simbidor, Dr. Claudio Corrêa.

Não perca nossa cobertura completa do evento na próxima semana, aqui no Por Dentro do 9 de Julho!

 
Escrito em 02 de mai de 2011

Prevenindo a silenciosa insuficiência renal

Categorias: Rim    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Vários fatores do cotidiano, que costumam passar despercebidos ou não serem levados a sério como deveriam, podem desencadear problemas de saúde. Obesidade, o consumo excessivo de sal, a baixa ingestão de água e uso abusivo de antiinflamatórios, por exemplo, podem contribuir para o desenvolvimento da insuficiência renal.

Essa doença acontece quando o rim perde sua função aos poucos, em um processo irreversível. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, a doença renal crônica atinge 11% da população, sendo que 90% dessas pessoas não sabem disso. É uma doença silenciosa, que só começa a manifestar sintomas quando o rim está funcionando abaixo de 40% da sua função.

O rim não é um mero filtro do corpo. Ele também é responsável pela parte endócrina do corpo, além de prevenir anemia, controlar a pressão arterial e balancear vários níveis do organismo, como a quantidade de cálcio e fósforo, o PH, os eletrólitos e fazer o balanceamento hídrico.

De acordo a Dra. Zita Maria Leme Brito, nefrologista do Hospital 9 de Julho, antes a doença renal crônica evolua, é melhor prevenir e evitar a necessidade de terapia renal substitutiva, como a hemodiálise, a diálise peritoneal e o transplante. “Hábitos alimentares saudáveis, com baixo teor de sódio, prática diária de exercícios físicos, além de controle da pressão arterial, glicemia, obesidade e acompanhamento de qualquer alteração da função ou morfologia renal, são maneiras de ter uma vida mais saudável e evitar este mal que atinge uma parcela significativa da população“, explica.

A chave para prevenir uma condição dessas está na qualidade de vida. Evitar fumo, álcool, energéticos e praticar exercícios regularmente ajudam na prevenção de diversas doenças, incluindo as renais. “Caso exista um histórico familiar de problemas de pressão, o cuidado precisa ser redobrado. O ideal é que um check-up seja feito a cada 5 anos, aproximadamente”, completa a Dra. Zita.