Escrito em 03 de jan de 2011

Como acabar com a acne?

Categorias: Dermatologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

As incômodas espinhas não são exclusivas de adolescentes. Muitos homens e mulheres na fase adulta também acabam sofrendo com elas. Isso acontece pois a acne é uma doença inflamatória que ataca a glândula sebácea, não possuindo uma relação direta com a idade da pessoa, mas sim com sua saúde. “Um dos fatores desencadeadores são os hormônios andrógenos, por atuarem estimulando a glândula sebácea”, explica a dermatologista do Hospital 9 de Julho, Drª Patrícia Fagundes.

A acne pode ser classificada em quatro graus diferentes, de acordo com o tipo de lesão e grau de acometimento, encontrando desde cravos, também chamados de comedões, até verdadeiros cistos infectados.

“Algumas vezes, o surgimento de acne pode estar associada a quadros de microcistos de ovários, uso de certos medicamentos orais ou até mesmo após uso excessivo de cosméticos. Por isso, o ideal é que o diagnóstico seja feito por um dermatologista, que saberá classificar o grau de acne e indicar o tratamento adequado ao tipo de lesão” explica Drª Patrícia Fagundes.

O tratamento é feito com sabonetes e soluções adstringentes para limpeza e controle da oleosidade, que atuam para aliviar e expelir comedões (cravos) e microcomedões, além de substâncias antiinflamatórias, que ajudam a suavizar a vermelhidão das lesões quando houver necessidade.

Antibióticos podem ser necessários quando houver contaminação pela bactéria Propionibacterium acne manifestada clinicamente pela presença de pontos dolorosos e amarelados repletos de pus. Já casos mais graves podem necessitar de tratamento específico”, esclarece Drª Patrícia Fagundes

Em geral, é recomendável que após o tratamento o paciente permaneça em acompanhamento dermatológico para prevenção de recorrências. Além de sempre consultar seu médico para eventuais dúvidas, sem iniciar um tratamento por conta própria.

 
Escrito em 22 de dez de 2010

Feliz Natal!

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

 
Escrito em 21 de dez de 2010

Jornada de Trauma

Categorias: Trauma, Vídeos    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O Dr. Renato Poggetti, Cirurgião e responsável pelo Centro de Referência de Trauma do Hospital 9 de Julho, fala sobre a Jornada de Trauma, realizada no dia 11 de dezembro de 2010.

O evento contou com a presença de profissionais com vasta experiência em atendimentos realizados em situações de tragédias e desastres, como o Dr. Andrés Llarena, responsável pelo resgate dos mineiros chilenos, o Dr. Jay Doucet, que participou de operações durante a Guerra no Afeganistão; e o Dr. Jorge Ribera, presente na operação de resgate em cidades como São Luís do Paraitinga.

No vídeo, Dr. Poggetti fala da importância desse evento para que todos os profissionais estejam preparados para prestarem o melhor atendimento ao traumatizado, assista à entrevista.

 
Escrito em 17 de dez de 2010

Jornada de Trauma

Categorias: Trauma    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Aconteceu no último sábado, 11, no Auditório do Hospital 9 de Julho, a Jornada de Trauma: Avanços e controvérsias no atendimento pré-hospitalar ao traumatizado.

No evento, 11 médicos e uma psicóloga palestraram e entre eles estavam o Dr. Jay Doucet, cirurgião de Trauma dos Estados Unidos; vindo do Chile, o Dr. Andrés LLarena, anestesista e especialista em medicina hiperbárica e de mergulho da Marinha Americana, e o Dr. Jorge Ribera, médico do GRAU em São Paulo.

Os médicos puderam falar sobre suas experiências e conversar, de forma mais profunda, ao longo de sete módulos:

Atendimento a desastres e preparo para catástrofes

Dr. Jay Doucet falou sobre a organização necessária para a administração correta e mais eficiente de catástrofes e desastres. O planejamento é essencial para que o controle seja o maior possível. “Para cada minuto de caos, são necessários cinco minutos para a reorganização”, explicou ele, que tem experiência em desastres como o acontecido em 11 de setembro de 2001, e em atendimento em guerras, por ter atendido durante a guerra no Afeganistão. Ele é presidente do Subcomitê de Desastres na Escola Americana para Cirurgiões, serviu como cirurgião militar nas Forças Canadenses e trabalhou dois anos no Centro de Trauma do hospital Los Angeles County.

Experiências mundiais em desastres e catástrofes

Nesse módulo o Dr. Jorge Ribera, do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (GRAU), relatou suas experiências em Santa Catarina, São Luiz do Paraitinga (SP) e na cidade de Branquinha, em Alagoas, onde um tsunami de água doce causou uma enorme inundação.

Por sua experiência no Afeganistão, Dr. Jay Doucet discorreu sobre esse período que, de acordo com ele, é um desastre diário. Nos campos de batalha, um dos maiores desafios para um médico é o próprio ambiente, já que tem que atender aos pacientes em meio a tiroteios e outras condições complicadas.

Para falar sobre o acontecimento com os mineiros no Chile, a Jornada de Trauma contou com o Dr. Andrés LLarena, que relatou passo a passo como foi o resgate.

Avanços no atendimento pré-hospitalar

A Drª. Junia Sueoka (coordenadora Geral do SAME 199 de São Caetano do Sul), o Dr. Renato Poggetti (cirurgião de Trauma do H9J) e o Dr. Eduardo Nogueira, médico cirurgião torácico pelo HC-FMUSP, falaram das novidades e dos novos dispositivos que estão sendo usados no controle de sangramento, na reposição volêmica e na identificação de vias aéreas difíceis.

O que é essencial no Chile para atendimento a desastres

O terremoto de fevereiro de 2010 deu a possibilidade do Dr. LLarena identificar o que precisa ser feito essencialmente nos atendimentos a desastres.

Desse módulo é possível destacar que deve haver uma padronização na administração de desastres,  deve-se minimizar a vulnerabilidade dos hospitais e do sistema de resgate, que a medicina pré-hospitalar é muito importante por prestar o primeiro atendimento ao paciente e para reduzir riscos de morte e de complicações médicas durante o atendimento já no hospital, e que a ajuda externa deve ser coordenada para que não prejudique as operações.

Assessoria médica em esportes de alto risco

Palestrando sobre esportes de alto risco, esteve na Jornada de Trauma o Dr. Marcelo Teixeira, médico especializado em Resgate e Salvamento e Membro da Equipe de Resgate em eventos como o Rally Internacional dos Sertões, Claro Brasil Ride – Mundial de Mountain Bike, Fórmula 1 (Fast Intervention Car) GP Brasil e Fórmula Indy 2010 Etapa Brasil.

Os esportes conhecidos como off road têm como características principais: o risco potencial de lesões graves dos atletas, localizações remotas, logística complexa e rede hospitalar precária.

Mais uma vez, o planejamento deve ser extremamente detalhado, nesse caso, pelos  tipos diferentes de categorias no esporte. Afinal, para cada um há um tipo de lesão específica, um mecanismo de segurança diferenciado, além do tipos de perfil de atletas diferentes. As características do local também devem estar inclusas no plano de ações, onde um tipo de atendimento nem sempre é o mais prático e eficaz para outro.

Desafios no atendimento pré-hospitalar

O atendimento pré-hospitalar é cercado de desafios, tais como o atendimento a pacientes que sofrem queimaduras, as fraturas da pelve e até mesmo o transporte aeromédico. O Dr. Roberto Stefanelli, cirurgião plástico; Dr. Claus Zeefrid, ortopedista, traumatologista e diretor da Divisão de Pesquisa e Modernização do SAMU 192 São Paulo; e Dr. Marcelo Teixeira expuseram suas experiências com esses problemas falando das novidades que têm tornado esses desafios menos problemáticos na hora dos atendimentos.

Perspectivas que fazem diferença no atendimento pré-hospitalar

O último módulo teve palestras do Dr. Eduardo Nogueira, falando sobre a fisiologia humana em ambientes extremos; Dr. SérgioTimerman, diretor da Divisão Clínica do Laboratório de Pesquisa, Treinamento e Simulação em Emergências Cardiovasculares do Instituto do Coração (InCor), sobre compressão toráxica; Dr. Luiz Guilherme Villares, médico do GRAU, que descreveu novos dispositivos para uso no atendimento pré-hospitalar; e a Dra. Ana Cecília Moraes, psicóloga e membro do Médicos sem Fronteiras, que discorreu sobre a organização e as situações contingenciais após catástrofes e desastres.

Os desastres e catástrofes são imprevisíveis, mas ao final da Jornada de Trauma, ficou claro que com planejamento, ações rápidas e com o uso dos materiais que estão sendo cada vez mais aprimorados, os resultados no tratamento aos pacientes são muito melhores e as consequências podem ser menos drásticas.

Imagens cedidas pelos palestrantes.

 
Escrito em 09 de dez de 2010

Tudo sobre estrias

Categorias: Dermatologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Uma das maiores preocupações que as mulheres têm à respeito de sua aparência são as famosas estrias. Mas elas não são um problema exclusivo do sexo feminino. Lesões decorrentes da degeneração das fibras elásticas da pele por sua distensão exagerada ou devido a alterações hormonais, a estrias aparecem em ambos os sexos. Seu surgimento é comum durante a gravidez e na puberdade, em decorrência do crescimento acelerado nesta fase da vida, mas pode estar relacionado também à obesidade.

As estrias se apresentam como lesões lineares, geralmente paralelas. Surgem principalmente nas coxas, nádegas, no abdômen das grávidas e, nos homens no dorso do tronco. “Inicialmente são avermelhadas ou róseas, evoluindo mais tarde para uma tonalidade esbranquiçada. Além disso, a pele na área afetada ganha uma consistência frouxa. Em pessoas de pele morena as estrias podem ser mais escuras que a pele sadia”, explica a dermatologista do Hospital 9 de Julho, Drª Patrícia Fagundes.

Ao contrário do senso comum, as estrias são lesões irreversíveis e portanto não existe um tratamento que as elimine e faça a pele voltar ao que era antes. Mas existem formas de evitá-las, como:

  • Hidratação intensa da pele com cremes e loções apropriados, principalmente em pessoas com histórico familiar de estrias e que estejam em fase de crescimento intenso ou aumento de peso
  • Não engordar demais e rapidamente
  • Eliminar doces e gorduras da dieta
  • Praticar exercícios físicos regularmente

Além disso, existem tratamentos que visam melhorar o aspecto estético estimulando a formação de tecido colágeno nas lesões. Para isso, várias técnicas podem ser empregadas, entre elas: peelings, subcisão, dermoabrasão, intradermoterapia e uso contínuo de alguns tipos de ácidos. “Apenas médicos devem realizar esses procedimentos, indicando o que for melhor de acordo com cada caso”, aconselha Drª Patrícia Fagundes.