
Por Dr. Renato Santos
Qualquer pessoa pode ter câncer de pele, sendo a ocorrência mais comum em pessoas de pele clara, olhos claros, que se exponham de forma frequente e prolongada ao sol. Mediante diagnóstico precoce e imediato tratamento, a maioria dos cânceres de pele pode ser curada. A principal modalidade de tratamento é a cirurgia.
Os tipos mais freqüentes são: carcinomas basocelular e espinocelular, e o melanoma. O melanoma é o mais raro dos três e também o mais maligno, apresentando alta letalidade devido a sua capacidade de se espalhar. O melanoma pode ocorrer sobre uma pinta já existente (de nascença ou não), os surgir sobre pele normal (de novo).
Um dos principais fatores que levam ao surgimento do câncer de pele é a exposição aos raios solares, que se tornaram mais perigosos com a destruição da camada de ozônio. Bronzear é uma reação protetora da pele aos raios UV, porém, não previne câncer de pele. Recebemos 80% de toda exposição solar de nossa vida até os 18 anos de idade. Daí a importância da proteção ao sol para as crianças e adolescentes. Todas as pessoas, principalmente as de pele e cabelos claros, devem observar o aparecimento de feridas que não cicatrizam, de manchas escuras ou nódulos na pele, ou de alterações em pintas já existentes (aumento, modificação da cor, prurido, sangramento).
MEDIDAS PARA REDUÇÃO DE RISCOS:
- Minimize sua exposição ao sol entre 10h e 16h.
- Use roupas e chapéu para se proteger do sol.
- Não utilize câmaras de UV para se bronzear.
- Proteja as crianças. Não use protetor solar em crianças abaixo de 6 meses. Estas devem ter exposição solar limitada.
- Faça auto-exame regular da pele, usando espelhos e procure médico caso apareça ferida que não cicatrize, mancha escura ou nódulo na pele duradouros, ou alterações em pintas já existentes (aumento, modificação da cor, prurido, sangramento).
Melanoma
O melanoma é um câncer de pele potencialmente letal, capaz de produzir metástases. Ele pode se originar em pele normal, porém, na maioria das vezes, origina-se sobre uma pinta já existente.
Algumas características dessas pintas que aumentam as chances delas estarem se transformando em melanoma podem ser avaliadas pela chamada regra do ABCD: A – Assimetria; B - Bordas ou limites que se tornam irregulares, mal definidos em relação à pele adjacente; C – Cor que se altera, de marrom para negro, por variação de tonalidade ou aparecimento de áreas negras, brancas, azuis ou vermelhas; D – Diâmetro – aumento de tamanho em diâmetro, extensão ou volume e diâmetro igual ou maior que 0,6 cm.
Alterações clínicas da pinta, como aparecimento de dor, coceira, diminuição do tamanho ou desaparecimento total da pinta, manchas ou pontos escuros em sua volta, sangramento ou pequenas feridas na sua superfície também devem ser valorizadas.
O melanoma tem se manifestado de forma relativamente precoce com maiores taxas de incidência em pessoas com idade entre 30-40 anos. A detecção precoce e o tratamento cirúrgico adequados podem curar mais de 90% dos pacientes.
Evidências sugerem que evitar exposição ao sol, especialmente nas crianças e adolescentes, pode reduzir a incidência de melanoma cutâneo. A exposição pode ser evitada mudando-se certos hábitos, como usar roupas protetoras e protetores solares. Assim reduz-se o tempo de exposição à radiação ultravioleta B.
Importante: Os protetores solares não substituem a não exposição ao sol.
Serviço de Dermatologia e Oncologia Cutânea