Escrito em 16 de dez de 2009

I Jornada de Cuidados Paliativos – Hospital 9 de Julho

Categorias: Grupos de Estudos    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Grade de programação da I Jornada de Cuidados Paliativos do Hospital 9 de Julho:

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Escrito em 14 de dez de 2009

O que acontece com o seu cérebro quando você bebe demais?

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional, Sua Saúde    Autor: Átila Iamarino   
 
cérebro

Alguns copos a mais e você sente dificuldade para falar com desenvoltura, falta de coordenação e equilíbrio, e para piorar, sua capacidade de julgamento já não é tão confiável, e é por isso mesmo que você insiste ainda em afirmar: estou completamente sóbrio.

Todas essas consequências são reflexos da ação do álcool em um mesmo lugar, nosso sistema nervoso, que reage das mais surpreendentes formas quanto exageramos no consumo de bebidas alcoólicas.

O etanol, principal tipo de álcool contido nas bebidas, é uma molécula pequena e bem solúvel em água, de forma que é facilmente carregado pelo sangue para todo o corpo. Mas o seu efeito no sistema nervoso central (SNC) é um dos mais importantes. Ele interage com moléculas chamadas neurotransmissores que fazem a comunicação entre as células. Entre outras coisas, o álcool inibe a atividade do cérebro, proporcionando a maioria das mudanças de comportamento que conhecemos.

Segundo o Dr. Antônio Cezar Galvão, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, a bebida alcoólica pode provocar diversos efeitos além da euforia, prazer e excitação. “Os efeitos do álcool no cérebro, levam a efeitos psíquicos como redução da concentração e atenção, redução da memória recente e do julgamento”. E é por isso que depois da farra você pode até se esforçar, mas muitas vezes não se lembra da noite anterior.

Os efeitos do álcool atingem inclusive a região responsável pelo controle dos movimentos e equilíbrio, o que justifica o trançar de pernas e a fala arrastada de quem exagerou na bebida.

Essas consequências que aparecem com as doses a mais possuem denominações científicas, e o Dr. Antônio Cezar Galvão traduziu essa linguagem para que possamos ficar ciente do que acontece no nosso sistema nervoso quando passamos dos limites. “No cerebelo e no sistema vestibular, o álcool provoca a disartria que são os problemas na articulação de palavras que levam àquela fala enrolada. Já ataxia é o nome dado para a perda da coordenação dos movimentos. E existem ainda os problemas da visão dupla e do nistagmo, que são oscilações involuntárias dos olhos”.

Em níveis mais altos de álcool no sangue, a cognição e a coordenação motora são tão afetadas que multiplicam os riscos de dirigir veículos, exemplifica o médico.

Mas por que você não se lembra do que fez na noite anterior? Por muitos anos pensava-se que o consumo excessivo de álcool acarretava em formas de esquecimento, como os blackouts temporários. Mas um estudo de 2008 realizado por Cientistas da Universidade de Sussex, na Inglaterra, provou que o álcool, na verdade, altera os neurotransmissores prejudicando a formação da memória e não seu esquecimento.

De forma geral, eles concluíram que o cérebro além de não registrar claramente os fatos, ainda colaborava para uma espécie de memória seletiva. Dessa forma, a pessoa se lembra bem de eventos positivos que ocorreram antes da intoxicação (consumo excessivo do álcool), mas não consegue se recordar de eventos negativos pós-intoxicação.

A psicóloga Dora Duka, que liderou esse estudo, acredita que esse fenômeno pode levar as pessoas a acreditar mais nos efeitos positivos do álcool em vez de perceber seus efeitos negativos, contribuindo até para o desenvolvimento de um possível alcoolismo.

A partir de agora então você já sabe. Se beber além da conta, tome cuidado, pois você pode não estar no controle dos seus próprios atos e provavelmente ainda terá que lidar com a ressaca do dia seguinte. Busque se divertir com moderação.

O que acontece com o seu cérebro quando você bebe demais

O Hospital 9 de Julho orienta a comunidade a respeitar sempre as leis e apoia atitudes governamentais que visam proteger o cidadão, como nesse caso, combatendo o consumo excessivo ou irresponsável do álcool. Por isso, esse post integra a série Sua Saúde que visa informar a população para que cada um possa fazer a melhor escolha para o seu bem estar e o da sociedade.

 
Escrito em 08 de dez de 2009

Cuidados paliativos

Categorias: Grupos de Estudos    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A medicina não se restringe à cura de doenças e, mesmo quando esta não é possível, ainda há muito o que se fazer pelo paciente. São os Cuidados Paliativos, que envolvem inclusive os familiares e dependem de uma relação humana entre paciente e médico.

Pensando nesta relação mais humana e na capacitação e formação de profissionais completos, o Hospital 9 de Julho promove dia 12 de dezembro de 2009 a I Jornada de Cuidados Paliativos com palestras e workshops que promovem esta abordagem recente e de importância cada vez maior.

Confira a programação do evento ou entre em contato pelo telefone 31479644 ou pelo e-mail no centrodeestudos@h9j.com.br para mais informações e inscrições.

Acompanhe o Dr. Marcelo Levites, médico de família e membro do Grupo de Estudos em Cuidados Paliativos do Hospital 9 de Julho explicando o que são os Cuidados Paliativos:

 
Escrito em 04 de dez de 2009

O câncer e o álcool

Categorias: Oncologia, Sua Saúde    Autor: Átila Iamarino   
 

O câncer é um nome genérico para mais de 100 doenças bastante diversas, que em comum possuem a característica de apresentar uma multiplicação celular descontrolada. Como nossas células estão se multiplicando constantemente para repor as que morreram, no câncer perde-se o controle adequado deste processo, e as células adquirem características que a transformarão em uma célula maligna,dando origem ao tumor.

Segundo o Dr. Cid Gusmão, oncologista clínico e coordenador do Centro de Referência em Oncologia do Hospital 9 de Julho, o álcool é um dos fatores que pode contribuir para este processo.”As células estão sempre se multiplicando e sujeitas a defeitos durante o processo de divisão celular. Quando os mecanismos de reparo falham, por qualquer que seja o motivo, esta célula pode se transformar em uma célula maligna. Entre os fatores que podem causar falhas no reparo estão fatores externos, como a radiação ultravioleta do Sol, o tabaco e o álcool.”

“Apesar de associarmos mais às doenças do fígado, o álcool está relacionado também como promotor do câncer de cabeça e pescoço, laringe e cavidade oral, além do câncer de fígado e de pâncreas.”, explica o médico

brinde Segundo o medico, o risco é maior nas pessoas que bebem regularmente e em grande quantidade. “O problema do álcool é o consumo inadequado, e é difícil se dizer quanto é o consumo inadequado. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que quem consome duas ou mais doses de destilados diariamente está excedendo o saudável, e esta quantidade de álcool já poderia causar problemas.”, descreve o Dr. Cid Gusmão. “Isso não quer dizer que a pessoa não deva beber. O álcool, quando consumido em pequenas doses, pode ter efeitos benéficos para o organismo. Tanto cardiovasculares como psicológicos, dada seu caráter social.” complementa.

E quais exames podemos fazer para não sermos pegos de surpresa? “Do ponto de vista geral, toda mulher com mais de 45 anos deve realizar o exame de mamografia anualmente e, caso apresente histórico da doença na família, isto deve iniciar aos 35 anos. A realizaçào regular da mamografia diminui o risco de mortalidade por câncer de mama em 25% e possui importante impacto de saúde pública. Nas mulheres, a realização do exame de Papanicolau uma vez ao ano, após o início da vida sexual, reduz de forma significativa a mortalidade pelo câncer de colo de útero. Já os homens devem fazer o toque retal e o exame de dosagem de PSA a partir dos 50 anos.

Para a pessoa que bebe frequentemente, uma das práticas mais importantes é consultar o dentista regularmente. Como o consumo de álcool pode provocar o câncer de boca e laringe, o dentista pode detectar a doença precocemente. Também é importante ter em mente que ficar rouco é um sinal de preocupação, pois isso pode ser um sinal de um câncer de laringe, por exemplo.

Dr. Cid explica ainda que muito do peso negativo que atribuímos ao câncer já não condiz mais com a realidade da doença dado os avanços mais recentes da medicina, “O câncer ainda assusta muito. Temos aquela imagem de uma doença extremamente letal, da década de 1960 e 1970, quando o diagnóstico ainda era feito com raio-x e exames simples, sendo que a maioria dos tratamentos foi desenvolvido nos últimos 15 anos. Hoje em dia, temos métodos bem melhores de diagnóstico e podemos detectar o câncer precocemente, quando as chances de cura são maiores. Além disso, os tratamentos disponíveis atualmente são muito mais eficazes e aumentaram em muito as taxas de cura da doença”.

Apesar do grande avanço da medicina moderna, a prevenção ainda é uma grande aliada, como ressalta o oncologista: “A mudança para hábitos alimentares saudáveis, o abandono do tabagismo e a prática de esportes ainda são as melhores formas de prevenção. Além de manter um consumo de álcool dentro do considerado normal. Somente estas modificações no nosso estilo de vida podem reduzir em 30% as chances de desenvolvermos um câncer”

O câncer e o álcool

O Hospital 9 de Julho orienta a comunidade a respeitar sempre as leis e apoia atitudes governamentais que visam proteger o cidadão, como nesse caso, combatendo o consumo excessivo ou irresponsável do álcool. Por isso, esse post integra a série Sua Saúde que visa informar a população para que cada um possa fazer a melhor escolha para o seu bem estar e o da sociedade.

 
Escrito em 01 de dez de 2009

Sexo não tem idade, proteção também não

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

AtitudeO título do texto é o slogan deste ano para a campanha do Dia Mundial de Combate à AIDS, que acontece hoje. Segundo o próprio site do Ministério da Saúde, o dia 1º de Dezembro foi escolhido em 1987 pela ONU e pela Assembléia Mundial de Saúde, como uma data simbólica para incentivar a solidariedade, tolerância, compaixão e compreensão para com o soro-positivo.

O Hospital 9 de Julho preparou uma campanha de conscientização que envolveu funcionários do hospital e estabelecimentos das redondezas. Foram distribuídos informativos aos funcionários e cartazes em pontos-chave do hospital, reforçando a importância do uso de preservativos. Em bares, cinemas e boates da região, foram colocados cartões em parceria com a MiCA Mídia Cards, visando conscientizar os frequentadores desses ambientes.

O tema da campanha governamental de 2009 é o preconceito, ainda muito presente no cotidiano do soro-positivo. Essa idéia, porém, está mais ligada ao pensamento de grupos de risco, que caiu em desuso. “Hoje em dia, fala-se de comportamento de risco” – explica a Dra. Regina Tranchesi, diretora técnica e infectologista do Hospital 9 de Julho. Ou seja, qualquer tipo de pessoa pode contrair o vírus HIV, inclusive você leitor. “Existem homossexuais que não têm atitudes de risco. E cada vez mais, – continua a Dra. Regina –  atendemos pessoas heterossexuais casadas, que se expuseram a situações de risco. Com os novos medicamentos para ereção, o homem passou a ter uma vida sexual ativa por mais tempo. Com isso, homens de 60 a 70 anos também ficaram mais suscetíveis à doença, por serem mais resistentes ao uso de preservativos”.

A forma mais comum de contágio ainda é a sexual: relações sem preservativo. Com o uso da camisinha, previne-se a transmissão sexual. No entanto, é preciso utilizá-la de maneira correta, ou seja, verificando se o preservativo está dentro do prazo de validade, guardado em local apropriado, longe de sol e umidade, além é claro de colocar o preservativo corretamente. Se a camisinha for mal colocada e estourar, o melhor é procurar atendimento imediato. Um médico poderá orientar sobre o que fazer.

Ainda segundo a infectologista, a introdução dos coqueteis de medicamentos aumentou bastante a sobrevida de pacientes soros-positivos, mas trata-se de um tratamento, e não de uma cura. Por isso, os casos não diminuíram. Uma reportagem da Folha de S.Paulo, de 26 de novembro, apontou que os casos de HIV positivo no país aumentaram 24% nos últimos dez anos, principalmente em municípios menores, com menos acesso à informação. Nos estados do Amazonas e do Piauí, por exemplo, existem cidades com aumento de mais de 300% em casos de contágio.

O Hospital 9 de Julho tem em seu centro médico uma equipe de infectologia preparada para atender a qualquer tipo de emergência e a responder demais dúvidas sobre o assunto. Você tem perguntas? Entre em contato.

 
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