Escrito em 02 de mar de 2010

Atividade física e diabetes

Categorias: Diabetes, Medicina do Exercício e do Esporte    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A prática de atividades físicas é uma recomendação recorrente aqui no blog. Não é por menos: já vimos que, além de melhorar a qualidade de vida, atividades físicas podem ajudar na prevenção de doenças crônicas e até com de alguns tipos de câncer. Voltamos a mencioná-la hoje, como um fator importante no tratamento do diabetes.

Quando praticamos uma atividade física um dos processos que ocorrem é a utilização do açúcar disponível no corpo – a glicose – como fonte de energia para os músculos. Este mecanismo necessita de um hormônio produzido pelo pâncreas chamado insulina. Quando há uma deficiência de insulina no corpo e um aumento acima do normal de glicose no sangue, ocorre o tão conhecido diabetes.

Atividade física, prevenção e tratamento de diabetes têm muito em comum, como explica o Dr. Pablius Braga, do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte, do Hospital 9 de Julho.

O diabetes é considerado uma doença crônica, ou seja, de longa duração e relacionada, em boa parte, com bons hábitos alimentares e uma dieta bem personalizada pobre em açúcares e gorduras. Não chega a ser uma novidade, isto porque a dieta proposta para pessoas com diabetes é muito usada por pessoas que querem apenas emagrecer e não apresentam risco para desenvolver a doença. Ou seja, pelo cuidado e prevenção de obesidade.

A curto prazo, o exercício regula a quantidade de açúcar no sangue, já que os músculos consomem mais este carboidrato. Esse efeito pode se prolongar por horas, ou até mesmo dias, depois do exercício. Assim, o exercício aumenta a sensibilidade à insulina e também à captação de açúcar pelo músculo. A insulina é o hormônio responsável pela redução da taxa de glicose no sangue. A longo prazo ocorre a diminuição da gordura corporal, além do aumento da concentração de HDL-colesterol (também chamado de colesterol bom) e diminuição de LDL-colesterol (ou colesterol ruim). Também ocorrem a diminuição da pressão arterial, melhora no funcionamento cardiovascular, aumento de massa muscular e, como resultado, melhora da qualidade de vida. Muitos benefícios que vão além da condição diabética.

Claro que esse processo deve estar associado a estratégias para monitorar e controlar a glicemia, principalmente nos casos de diabetes 1, o que geralmente se apresenta na criança e ocorre por uma deficiência na produção de insulina. “O uso frequente de técnicas de auto-monitoração glicêmica e a implantação de insulinoterapia intensificada permitem ao portador de diabetes do tipo 1 desenvolver estratégias e ajustes no consumo de carboidratos e doses de insulina, para poder participar de maneira mais segura em um programa de atividade física.”, ressalta Dr. Pablius. Isso explica o porquê pacientes com diabetes tipo 1 precisam de um acompanhamento médico antes de começar uma atividade física mais intensa.

Já o diabetes do tipo 2, a mais comum, geralmente aparece na idade adulta e está muito associada à obesidade. Segundo o Dr. Pablius, “o risco de diabetes do tipo 2 aumenta à medida em que aumenta o IMC (índice de massa corporal)”. Essa é a relação entre altura e peso: quanto maior o peso, maior o número do índice. Para os portadores deste tipo de diabetes, os benefícios da atividade física são mais imediatos.

O Dr. Pablius ainda explica: “Prescrição de atividade física para o portador de diabetes do tipo 2 é um grande coadjuvante no tratamento e hoje, junto da necessidade de perder peso, uma das indicações mais apropriadas para corrigir a resistência à insulina e controlar a glicemia nesse tipo de diabetes (que representa 90% dos casos)”. Vale lembrar que a dieta praticada pela pessoa também é um componente importante do controle do diabetes tipo 2.

Mas antes de começar a se exercitar, não se esqueça que o tipo exercício e sua intensidade dependem do estado de saúde de quem pratica. Portanto, o paciente com diabetes deve primeiro consultar um médico do esporte. Assim, será possível ter um diagnóstico das possibilidades de prática de exercícios, levando em conta a aptidão e a condição física do paciente, como deixa claro Dr. Pablius: “O paciente portador de diabetes deve submeter-se a um exame clínico geral (fundo de olho, presença de neuropatia, osteoartrite, entre outros), avaliação física e cardiovascular, incluindo, sempre que possível, uma prova de esforço (ergometria ou ergoespirometria)”.
Uma boa relação de dieta alimentar com um gasto calórico pela prática saudável de atividade física são eficazes para perda de peso, melhora de condicionamento físico e um bom aproveitamento de nutrientes recebidos pela alimentação.

Portanto, para o diabetes, o exercício físico tem os seguintes benefícios:

  • Melhora a utilização de açúcar (glicose) pelos músculos devido ao aumento de gasto de energia no momento do exercício.
  • Melhora a sensibilidade das células para a insulina. Exatamente o que está com produção diminuída no diabetes.
  • Diminui a gordura corporal, ou massa gorda que é tão ruim para quem tem diabetes quanto para quem quer tratar obesidade ou preveni-la. Diminuindo a gordura corporal a utilização de insulina pelas células torna-se mais eficaz .
  • Com a melhora a capacidade cardiorrespiratória, a circulação do corpo como um todo melhora. Consequentemente, a ação de medicamentos utilizados no tratamento de diabetes torna-se melhor.
  • Melhorando o tratamento de diabetes fatores como motivação, auto-estima e vontade para novos desafios tornam-se mais presentes.
  • Diminuiu a ansiedade para comer por exemplo. Este um fator muito importante, porque o exercício físico e a dieta saudável funcionam como reguladores do apetite.

Com uma boa orientação, feita pelo médico do esporte você vai descobrir que atividades como alongamento, atividade aeróbia (caminhada, corrida e bicicleta) e atividade de força ( a conhecida musculação) podem ser a chave de seu sucesso no tratamento e em seu investimento na sua saúde e forma física. Mas não se esqueça, o exercício físico deve ser prazeroso e deve atender às suas necessidades. Escolha uma modalidade de exercício que lhe agrade e que você tem certeza de que o fará feliz.

Diante de tantos argumentos, fazemos a pergunta: vale ou não a pena fazer exercício físico? Se a resposta é sim, procure um especialista em medicina do esporte e descubra: o que eu posso fazer de exercício físico, qual a carga de esforço saudável para mim e até onde eu posso chegar?

 
Escrito em 26 de fev de 2010

Diabetes e oftalmologia

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Uma das decorrências da hiperglicemia (alta concentração de glicose no sangue, provocando diabetes) é a má circulação. Por causa dela, os pequenos vasos sanguíneos do corpo podem ser prejudicados. Um dos locais onde estes danos ocorrem é na retina.

A diabetes é uma doença perigosa e pode causar alterações em diferentes órgãos do corpo humano. No olho, pode alterar vários tecidos. A catarata e o glaucoma podem ser mais freqüentes em diabéticos, mas é a retinopatia diabética a doença mais grave nesse grupo de pacientes.

A retinopatia diabética ocorre pelas alterações vasculares, que provocam lesão das paredes dos vasos oculares. Ela não ocorre imediatamente após o diagnóstico da doença, mas em decorrência das alterações glicêmicas ao longo dos anos.

Muitas vezes o paciente não sabe que tem diabetes e quando o diagnóstico da doença é feito, ele já apresenta retinopatia diabética. Sendo assim, recomendamos que seja feito um exame oftalmológico com ênfase ao exame de fundo de olho, logo que o diagnóstico de diabetes seja feito. Depois dessa primeira avaliação, o médico orienta como devem ser feitas as novas avaliações e acompanha o paciente com reavaliações anuais.

Como o próprio nome diz, a retinopatia diabética é uma doença que afeta os vasos da retina. As alterações vasculares levam à má circulação e a falta de irrigação adequada dos tecidos é um estímulo para a proliferação de novos vasos, que por sua vez não têm a estrutura de um vaso normal.
Esta formação neovascular é frágil e trata-se de uma tentativa do tecido humano em restabelecer a irrigação sanguínea necessária à retina. Estes vasos mal formados podem causar hemorragias no olho.

As hemorragias, por sua vez, podem ocorrer na retina ou dentro do olho (na cavidade vítrea) levando a uma intensa dificuldade visual. Esse quadro deve ser avaliado pelo médico oftalmologista, que pode decidir aguardar a absorção do sangue para depois fazer o tratamento adequado ou indicar uma cirurgia para limpeza do sangue.

Conforme explica a Dra. Ana Luísa Höfling-Lima, oftalmologista do Hospital 9 de Julho e professora titular do Departamento de Oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), “a retinopatia com proliferação vascular ou ‘proliferativa’, pode ser tratada com um tipo específico de laser para uso no olho”. Esse laser é aplicado na retina que apresenta má circulação e o tratamento é conhecido como “fotocoagulação“. Equipamentos modernos de laser podem fazer o tratamento com o menor dano possível à retina. Após uma ou mais seções de tratamento, o paciente deve continuar acompanhando seu quadro clínico, atento a possíveis mudanças.

Como sempre, o melhor procedimento é a prevenção, alerta a oftalmologista. Testar o nível de açúcar no sangue permite detectar o diabetes precocemente e evita uma série de complicações, como a retinopatia diabética. “Por ser muito comum em diabéticos e ter uma progressão lenta, muitas vezes o paciente nem percebe que está perdendo a visão, ou só percebe quando é tarde demais”, avisa a Drª Hofling-Lima. Visitas regulares ao oftalmologista também ajudam a diagnosticar os danos na retina e impedir a doença de progredir. “O exame oftalmológico detecta a doença em seus primeiros estágios, e pode evitar a perda da visão”.

 
Escrito em 11 de fev de 2010

Não quebre a magia do Carnaval

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

 
Escrito em 11 de fev de 2010

Proteja-se. Use preservativo nesse Carnaval

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

 
Escrito em 08 de fev de 2010

Centro de Referência em Oncologia

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O câncer já é apontado como a segunda maior causa de morte por doença no mundo todo, e apesar dos avanços da medicina em termos de diagnósticos e tratamentos, constitui ainda um dos maiores desafios da medicina. Como câncer pode ocorrer nos mais diversos órgãos e tecidos do corpo, a complexidade dessa enfermidade aumenta ainda mais.

É essa complexidade que gera a necessidade do envolvimento de todas as especialidades médicas em torno do diagnóstico e tratamento dos pacientes. As rotinas dos médicos e pacientes que lutam contra essa doença envolvem múltiplos exames, como biópsias, exames radiológicos cada vez mais precisos, como a ressonância magnética, tomografia computadorizada multi slice e o PET-Scan, tratamentos como a quimioterapia, terapias moleculares e a radioterapia conformacional. Além dos mais diversos tipos de cirurgia, hoje cada vez mais seguras e menos invasivas, fisioterapia e até mesmo cuidados com a alimentação.

Assim, o Hospital 9 de Julho, pioneiro em tratamento de câncer e integração de especialidades, conta com um Centro de Referência de Câncer, que reúne profissionais como oncologistas clínicos, cirurgiões oncológicos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, farmacêuticos e enfermagem, todos com formação em oncologia, garantindo o melhor tratamento aos pacientes e em um só lugar.

Dessa forma, todas as etapas que vão do diagnóstico à reabilitação são realizadas em um mesmo centro, com agilidade – um dos ingredientes que aumentam as chances de recuperação em uma doença cujas possibilidades de cura crescem cada vez mais.

Acompanhe uma conversa com o Dr. Cid Gusmão, oncologista clínico e coordenador do Centro de Referência em Oncologia do Hospital 9 de Julho, em que ele explica as vantagens de um centro integrado e como essa iniciativa prepara o Hospital 9 de Julho para o futuro.