Escrito em 09 de nov de 2009

Câncer de Próstata: quando procurar o Urologista?

Categorias: Grupos de Estudos    Autor: Dr. Cid Zauli   
 

É muito comum observarmos dúvidas nos homens sobre a época certa de se procurar um urologista para a avaliação da próstata. E muitos também desconhecem a forma correta de como isso é realizado. Este artigo tem o objetivo orientar a comunidade masculina.

Todas as vezes que surgem dificuldades para urinar, independente da faixa etária, o urologista deve ser procurado. Por exemplo, nos casos de jato urinário fino com pouca pressão e lento; sensação de ter que urinar várias vezes na intenção de sentir a bexiga vazia (quando, no término da micção, há sempre a sensação de que está “sobrando” alguma urina no interior da bexiga). Forçar a micção, como se existisse algo impedindo a saída da urina, ardor para urinar e sinais de sangue também são sintomas a serem considerados.

Quando não há histórico de câncer de próstata nos familiares mais próximos, como pai, irmãos, avôs, o primeiro check up de próstata, mesmo que não haja queixas do paciente, deve ser feito a partir dos 45 anos. Agora, se há histórico na família, recomendamos o primeiro controle a partir dos 40 anos.

Para a avaliação, o urologista precisará realizar algumas perguntas sobre a presença de alguns sinais ou sintomas que possam ter relação com alguma doença de próstata. Ao contrário do que muitos pensam, o exame físico com o toque da próstata através do ânus ainda é INDISPENSÁVEL. Esse é o maior motivo para que o paciente retarde o primeiro check up, por receio de ser mal interpretado ou “levar alguém a pensar que ele gostou”. Por isso, não podemos dizer que o exame seja tranquilo, apesar de plenamente suportável. O paciente que nunca passou por um exame físico de próstata com toque chega apavorado para a primeira consulta. No entanto, eu mesmo posso constatar que, após o exame físico, a grande maioria dos pacientes concorda que o exame é muito mais constrangedor do que doloroso.

Para complementar, são necessários os exames de ultrasonografia, que é o exame de imagem para avaliar alguma anormalidade na textura da próstata (como a presença de um nódulo) e o exame para dosagem do PSA (Prostatic Specific Antigen – “Antígeno Específico da Próstata”). Esse último é feito através da coleta de sangue e tende a se alterar sempre quando há doença de próstata, principalmente um câncer. No entanto, outras situações também podem alterar o resultado, como relação sexual, andar de bicicleta e biópsia de próstata.

Agora que as dúvidas foram esclarecidas, está na hora de você avaliar se já chegou o seu momento de marcar uma consulta com um urologista. E procurar também encorajar todos os homens do seu convívio a fazer o mesmo.

 
Escrito em 03 de nov de 2009

Muda o autor mas não o compromisso com você

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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Mudanças fazem parte da vida de todos nós. E isso não poderia ser diferente com este blog que, a partir de agora, contará com um novo autor. Simone Machado, a nossa colaboradora anterior, teve que se desligar do Por Dentro do 9 de Julho para que pudesse se dedicar a projetos pessoais. Na sua despedida, ela comentou sobre a experiência que teve com o blog:

“Escrever um blog é uma forma de comunicação mais rápida e direta, que permite um tipo diferente de contato com cada leitor, o que por si só é riquíssimo. Escrever então um blog sobre saúde, a partir de um hospital de alta complexidade, com rotinas diversas sendo seguidas diariamente, médicos experientes e profissionais diversos acentua essa riqueza. Para mim, foi um prazer e também um aprendizado, sobre a medicina e sobre os cuidados que devemos ter com nossa própria saúde”

A partir de agora, quem a passa a cuidar de nossos textos é Atila Iamarino, biólogo habituado a escrever sobre temas ligados à saúde. Fundador do Science Blogs Brasil, que é o braço nacional da maior rede de blogs de ciência do mundo, ele nos conta as suas impressões sobre o Por Dentro do 9 Julho:

“Tenho grande interesse por ciência e sei que a divulgação científica é a ponte entre ela e o leigo. A saúde é uma das áreas que mais foi modificada e construída pela ciência e afeta diretamente todas as pessoas. Todos gostam de saber sobre saúde e se preocupam com isso. Assim, sei que falar sobre saúde é uma forma de informar o público e compartilhar meu interesse pela ciência. Espero realmente que consiga fazer isso falando de um hospital do tamanho do 9 de Julho e que possa transmitir o valor do que sabemos para a vida das pessoas.”

Mudam os autores, mas não o nosso compromisso de informar você, sempre de maneira clara e responsável, todas as novidades do Hospital 9 de Julho e do mundo da sáude e medicina em geral. Desejamos boas vindas para o Atila e sucesso para a Simone em seus novos projetos!

 
Escrito em 28 de out de 2009

Informativo mensal do Hospital 9 de Julho – edição de Outubro/2009

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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Escrito em 28 de out de 2009

Informativo mensal do Hospital 9 de Julho – edição de Setembro/2009

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

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Escrito em 27 de out de 2009

Entenda o que é o Pneumotórax

Categorias: Grupos de Estudos    Autor: Dr. Ricardo H. Bammann   
 

Pneumotórax é o acúmulo de AR no espaço pleural – o espaço entre o pulmão e as costelas.

O pneumotórax pode ser causado por trauma (acidentes, perfurações etc), mas também pode ser espontâneo – uma pequena parte do pulmão “fura” ou “rasga” e os alvéolos que foram rompidos permitem o vazamento de ar.

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Fonte: Cirurgia Torácica

Para entender melhor: imagine o pulmão como sendo uma bexiga de aniversário – se a bexiga estiver com um pequeno defeito, um furinho, ela murcha e o ar que estava dentro da bexiga sai e se mistura com o ar do salão de festas! No caso do pulmão, no entanto, a “bexiga” está dentro da caixa torácica – quando acontece o pneumotórax, o pulmão também murcha, mas o ar que vazou pelo “furo” fica preso dentro da caixa torácica, ou seja, no espaço pleural.

O paciente então percebe que o pulmão não está bem expandido como deveria e costuma descrever que o pulmão “sacode” lá dentro, que algo parece “solto”, o que provoca dor. E por estar com o pulmão murcho, a pessoa ainda pode sentir falta de ar.

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Fonte:  Harry’s Chest Radiology Atlas

O tratamento é cirúrgico: consiste em colocar um dreno (um tubo), geralmente sob anestesia local, acoplado a uma válvula que só permite o ar sair para fora do espaço pleural – chamada válvula unidirecional – e, assim, facilitar a reexpansão do pulmão.

Se o pneumotórax for pequeno, existe a opção do médico não colocar o dreno, mas isto implica uma vigilância clínica (e repetir o raio-x) para ter certeza de que a natureza vai conseguir resolver sozinha este problema, reabsorvendo o ar que vazou sem a ajuda do dreno.

Quem já teve pneumotórax espontâneo uma vez tem um risco maior de sofrer outro episódio (outro vazamento de ar) no futuro. Se este fenômeno ficar repetitivo demais, pode ser necessária uma operação mais complexa para evitar que isto continue acontecendo.

Para podermos respirar, nosso pulmão funciona como um balão, inflando e desinflando. Mas ao invés do ar ser soprado para dentro, nós fazemos o inverso, expandindo a caixa torácica e “chupando” o ar para dentro. Fazemos isso por meio do movimento do tórax e da descida do diafragma, o músculo que fica abaixo dos pulmões. O vídeo abaixo usa uma bexiga para exemplificar esse movimento: