Escrito em 27 de set de 2012

Cirrose – o avanço silencioso das doenças hepáticas

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A bebida alcoólica pode ser muito prejudicial à saúde e ajudar a desenvolver e/ou acelerar doenças fatais. Uma delas é a cirrose. No entanto, é importante saber que nem sempre essa patologia é causada exclusivamente pelo abuso de álcool.

A cirrose é o resultado de inflamações no fígado, que provocam cicatrizes no órgão e não permitem que nasçam novas células sadias. Esta complicação pode ter causa genética, mas também pode surgir pelo excesso de armazenamento de gordura no fígado, abuso de medicamentos, drogas ilícitas e hepatite crônica.

Assim como outras doenças hepáticas, a cirrose demora a se manifestar e quando isso acontece, o problema já pode estar em quadro avançado. “Para tratar a cirrose, primeiro é preciso tratar o que a provocou. Se foi o uso contínuo de medicamento, drogas injetáveis ou mesmo o consumo de álcool é necessário parar para que a doença não evolua mais rápido”, explica a hepatologista do H9J, Dra. Marta Deguti.

Em casos avançados é possível que o paciente apresente inchaço na barriga, fezes esbranquiçadas, icterícia e até mesmo confusão mental, causada pelas toxinas que não são filtradas pelo fígado por conta da perda de funções, e acabam ficando no corpo e comprometendo a comunicação entre os neurônios.

Existe a possibilidade de a cirrose progredir para um câncer e pode haver necessidade de um transplante de órgão. “Não são todos os casos que são passíveis da técnica. É preciso avaliar cada situação. O paciente que desenvolve câncer também pode ser tratado por quimioterapia local ou sistêmica, ou técnica de embolização, que consiste em bloquear a irrigação dos tumores aplicando quimioterápico nas vias de circulação do fígado“, esclarece a hepatologista.

Apesar das doenças hepáticas serem silenciosas, muitas delas têm grandes chances de cura. A cirrose é o estágio avançado dos problemas do fígado e antes que apareça, a prevenção ainda é o melhor remédio. Consulte um médico para esclarecer suas dúvidas.

 
Escrito em 20 de set de 2012

De fácil prevenção, Hepatite C é a mais comum no Brasil

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A Hepatite C é a forma de infecção mais comum das hepatites no Brasil. Descoberta há pouco mais de 20 anos, começam a aparecer novidades de tratamento e a cura já é uma realidade. Em 2012, a Anvisa, órgão que regulamenta a entrada de medicamentos no país, liberou o uso de duas novas drogas, com mais de 80% de eficácia na cura da doença. O tratamento passa a ter duração variada de nove meses a tempo mais prolongado, conforme a resposta às medicações. Existem evidências de que esses remédios promovem, também, regressão das lesões de fibrose avançada do fígado, mesmo da cirrose.

O vírus que transmite a Hepatite C é muito resistente. Sua forma de contágio é pelo sangue. A doença causa cicatrizes no fígado que comprometem seu funcionamento. É importante seguir a recomendação de não compartilhar seringas e instrumentos de manicure/pedicure. Mesmo que o ideal seja que cada um leve seu próprio alicate de unha, o salão deve esterilizar o material em autoclave acima de 160°C e usar lixas e proteção de bacias para os pés descartáveis.

Prática comum entre as brasileiras, tirar a cutícula também pode ser perigoso, já que é ela que protege contra a entrada de vírus e bactérias. “O cuidado deve ser redobrado com diabéticos, que têm os pés mais sensíveis. Um corte pode virar uma ferida difícil de cicatrizar, abrindo uma porta para infecções”, alerta a hepatologista do H9J, Dra. Michelle Harriz.

Outra recomendação importante para a hepatologista é que pessoas que passaram por transfusão de sangue antes de 1992, quando o exame de diagnóstico da doença ainda não era tão sensível, devem fazer um novo teste para saberem se têm Hepatite C.

Este tipo de Hepatite ataca o fígado de maneira silenciosa. A pessoa pode a sentir náuseas, dores nos músculos e articulações e cansaço, sintomas geralmente esporádicos que, por conta disso, o doente pode achar que não tem nada e não procurar um médico.  Se detectada ainda no começo, a Hepatite C tem cura, mas se não tratada, pode se tornar crônica ou evoluir para cirrose e câncer hepático. Siga sempre as orientações de prevenção e fique atento aos sinais do corpo.

 
Escrito em 13 de set de 2012

Pele e mucosas amareladas podem indicar problemas hepáticos

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O fígado é um órgão que trabalha em silêncio, diferentemente do coração, por exemplo. Por isso, muitas vezes o fígado pode estar doente e só dar sinais em estágio avançado. Em outras situações, pode sofrer uma inflamação aguda. Um dos sinais de que o fígado não está funcionando normalmente é a icterícia, quando a pessoa apresenta uma cor amarelada na pele, olhos e mucosas.

O “amarelão” que caracteriza a icterícia é causado pelo excesso da bilirrubina no organismo, substância encontrada nos glóbulos vermelhos. Os glóbulos duram cerca de 120 dias no corpo e quando estão “velhos” são destruídos pelo baço. A bilirrubina que sobra da destruição dos glóbulos vermelhos é metabolizada no fígado, que, quando perde parte de suas funções não consegue filtrá-la e a deixa no organismo.

“Além da mudança de cor dos olhos e da pele, o paciente pode sentir coceira e observar escurecimento da urina provocados pelos sais biliares”, explica a hepatologista do Hospital 9 de Julho, Dra. Marta Deguti. A médica ressalta que, apesar de a icterícia ser um sintoma comum nas doenças hepáticas, câncer no pâncreas, obstrução do canal biliar, abuso de medicamentos e drogas ilícitas também podem provocar o amarelão.

Alguns recém-nascidos podem apresentar icterícia por conta do excesso de produção da bilirrubina e da imaturidade do fígado, mas o problema normalmente desaparece em poucos dias, com tratamento por fototerapia (banho de luz) no hospital ou, quando o quadro for mais leve, com banho de sol pela manhã ou no fim da tarde.

Já em adultos, o importante é investigar a causa do problema. “Diante da icterícia, é fundamental buscar a doença que a ocasiona, para instaurar tratamento adequado o mais rápido possível. A icterícia pode ser decorrente de causas muito diversas, desde as mais simples e benignas, até algumas extremamente graves. Por exemplo: síndrome de Gilbert, hepatites virais, câncer de pâncreas e cirrose hepática, entre outras. Com o diagnóstico feito, pode-se adotar o procedimento mais adequado para a doença que a provocou.”, informa a hepatologista.

 
Escrito em 06 de set de 2012

Na hora do check-up, não se esqueça do fígado

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O fígado tem um papel fundamental para o metabolismo do corpo, pois filtra toxinas, participa da regulação das taxas de açúcar no sangue, armazena energia para realizar atividades físicas e é responsável pela absorção de vitaminas e sais minerais essenciais para o organismo. A condição do órgão pode indicar se a pessoa está ou não saudável.

Contudo, doenças hepáticas são silenciosas e quando diagnosticadas podem estar em estágio bastante avançado, o que dificulta o tratamento.  As causas dos problemas no fígado variam e nem sempre são provocadas pelo consumo de bebidas alcoólicas. Um estudo realizado pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) entre 2006 e 2010, que analisou 14.292 check-ups, identificou que 32% das pessoas tinham alguma doença hepática, apenas 15,1% delas por conta do abuso do álcool. Além da pré-disposição genética, Diabetes, Hipertensão, obesidade, excesso de medicamentos (anti-inflamatórios), o compartilhamento de seringas e materiais de manicure não esterilizados corretamente podem causar complicações hepáticas.

Quando as doenças que acometem o fígado começam a apresentar sintomas, o paciente pode sentir inchaço nas pernas, ter edemas pelo corpo, fezes esbranquiçadas, urina mais escura, pele e olhos amarelados e em alguns casos tremores e confusões mentais.

O diagnóstico de doenças hepáticas não é feito por um hemograma comum. A gastroenterologista especializada em hepatologia (fígado) do Hospital 9 de Julho (H9J), Dra. Marta Deguti, alerta que os check-ups anuais também podem incluir testes de função hepática e de hepatites virais. “Se algo for detectado no ultrassom e nos exames de sangue, eventualmente a investigação pode ser complementada com uma biópsia do fígado”, explica a médica.

Para a hepatologista do H9J, Dra. Michelle Harriz, evitar complicações hepáticas é possível. “Uma alimentação balanceada, rica em frutas, legumes e cereais, ajuda na desintoxicação do fígado e é bastante eficaz. Evite fazer dietas sem orientação de um profissional. Algumas dietas ‘da moda’ podem sobrecarregar o órgão”, orienta a médica.

Portanto, no seu próximo check-up não se esqueça de pedir ao médico uma avaliação hepática, mesmo que, aparentemente, esteja tudo bem.

 
Escrito em 30 de ago de 2012

Da ‘barriguinha’ à obesidade

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Sabe aquela barriga de cerveja tão difícil de perder? Pode parecer inocente, mas ela é extremamente prejudicial à saúde. A gordura concentrada no abdome, mais comum nos homens, produz substâncias que causam inflamações nas artérias, além de Hipertensão e Diabetes. Ela não está presente só em pessoas obesas ou mesmo em uma determinada faixa etária. Indivíduos com sobrepeso, até mesmo jovens, correm o risco de ter problemas.

Para saber o quão prejudicial sua gordura abdominal é, basta medir a cintura. Homens com a circunferência do abdome acima dos 90 cm e mulheres com mais de 80 cm tendem a desenvolver problemas cardiovasculares. “Para quem não é obeso, a receita para diminuir os riscos e os problemas gerados pelo sobrepeso é básica: exercício físico e dieta balanceada. Para obesos, a solução pode ser a cirurgia bariátrica metabólica. Vale lembrar, que quanto mais velho, mais difícil fica a perda de peso”, explica o cirurgião bariátrico Dr. Carlos Domene.

Os benefícios que a perda de peso traz são muitos, mas, principalmente em obesos, podem curar doenças graves como a apneia do sono. A gordura comprime as vias aéreas, tornando difícil a respiração. “A apneia do sono pode ser fatal. Durante o sono, a pessoa fica por alguns instantes sem respirar e pode faltar oxigênio no cérebro. Pouca gente sabe a gravidade dessa doença e ignora a necessidade de emagrecer ou mesmo de procurar tratamento”, comenta o médico.

O excesso de peso também é fator de risco para o Diabetes. A cirurgia bariátrica metabólica tem se mostrado eficaz na resolução do quadro de diabéticos. Isso acontece porque o procedimento mobiliza a produção de incretinas, diversos hormônios que estimulam o pâncreas a produzir insulina, substância fundamental no organismo e que é insuficiente em diabéticos.

Estar bem com o corpo é essencial tanto física quanto psicologicamente. Pessoas obesas tendem a sofrer de ansiedade e depressão. Por isso, o atendimento global ao paciente é fundamental. O Centro de Referência em Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho, por exemplo, possui uma equipe multiprofissional especializada em identificar com segurança se a pessoa tem indicação clínica e psicológica para realizar um procedimento invasivo como a cirurgia bariátrica.

A orientação é: não cultive a barriguinha. Cuide-se, assim você evita doenças graves.