A cirurgia bariátrica, popularmente conhecida como redução estomacal é um procedimento cirúrgico onde parte do estômago é removida. Por consequência, a pessoa ingere menos alimentos e acaba emagrecendo.

O procedimento só pode ser recomendado por um médico gastroenterologista e é indicado apenas para quem está na faixa de obesidade mórbida (40 ou mais kg acima do peso ideal) – cerca de 3,5 milhões de pessoas se encontram nessa faixa, de acordo com o Ministério da Saúde.
Entre 2009 e 2010, foram realizadas 100 mil cirurgias bariátricas e metabólicas no Brasil, colocando o país na segunda posição do ranking mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, com 300 mil procedimentos por ano.
Além dos riscos esperados de um procedimento tão radical e invasivo, uma das consequências da cirurgia bariátrica é que a função de absorção de nutrientes do estômago fica severamente comprometida e, após a cirurgia, a pessoa precisa ingerir complementos nutricionais pelo resto da vida.
Porém, uma nova técnica, chamada gastrectomia vertical, promete revolucionar esse quadro.
A gastrectomia vertical é mais segura, menos invasiva, com menor tempo para recuperação do paciente de anestesia e com índice de mortalidade próximo a zero.
Segundo o Dr. Almino Cardoso Ramos, cirurgião do aparelho digestivo do Hospital 9 de Julho, além das vantagens acima, este tipo de procedimento evita, ainda, problemas com absorção de nutrientes.
O estômago tem cerca de dois litros e, após a cirurgia, sua capacidade fica em torno de 200 ml a 300 ml. Embora o tamanho do estômago seja reduzido em dois terços, a função do órgão não sofre alteração, mas a sensação de saciedade é estimulada, já que o procedimento mantém as conexões nervosas.
De acordo com o médico, o mecanismo de saciedade é otimizado porque a cirurgia provoca alterações no sistema neuro-hormonal. “A produção de grelina, o hormônio responsável pela fome, é reduzida. Assim, a pessoa se sente mais saciada e altera seus hábitos alimentares, aumentando o intervalo entre as refeições” diz o médico.
Com a cirurgia, o estômago adquire um aspecto tubular, que segue do esôfago ao duodeno. Isso previne um desvio intestinal que provocaria falhas na absorção dos alimentos. Por isso, o paciente dispensa suplementação alimentar para o resto da vida.
Mais que emagrecimento, o novo procedimento garante qualidade de vida aos que passam por ele.
Pergunte a seu médico se essa é a cirurgia certa para você.