Escrito em 16 de set de 2011

Linfoma

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O sistema linfático é nosso sistema de defesa. Nele, se encontram células, entre as quais está o linfócito, que reconhecem corpos estranhos em nosso organismo e são responsáveis por nossa reação a esses corpos.

De acordo com o Dr. Fabio Kater, oncologista clínico do Hospital 9 de Julho, o linfoma ocorre quando esse linfócito ao invés de “nascer, crescer, se multiplicar e morrer” não morre e continua a se multiplicar, podendo ocasionar tumores (acúmulos de células), principalmente – mas não exclusivamente – nos gânglios.

Os linfomas são divididos em duas “categorias” principais: os linfomas de Hodgkin e os Não-Hodgkin. Esse segundo tem aproximadamente cinquenta subtipos, o que significa que nem todo linfoma é igual e, da mesma forma, seu diagnóstico e tratamento são individuais.

No vídeo, o Dr. Fábio fala mais a respeito dos linfomas, seus principais sintomas, diagnóstico, riscos e tratamento. Confira:

 
Escrito em 14 de set de 2011

#Se é Grave é 9

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Como já dissemos aqui antes, o Hospital 9 de Julho vem sendo, cada vez mais, reconhecido por parceiros, por médicos e pela população em geral como um hospital especializado em Alta Complexidade.

Nesse sentido, baseado em todo o investimento que o Hospital 9 de Julho vem fazendo em pessoas, processos, equipamentos e infraestrutura, foi criada a campanha #Se é Grave é 9.

A campanha conta com o apoio de diversos veículos, entre eles revistas e rádios. Também, no meio online, abrimos canais diretos por meio dos quais você pode mandar sua dúvida para que um de nossos especialistas responda. A cada semana abordaremos um tema diferente como Doenças Hepáticas, Linfoma, entre outros.

O “grave” se refere ao que é complexo. Mas, quando você vai ao médico com uma preocupação, você não pergunta se o caso é complexo, você quer logo saber se a situação é grave.

Por essa razão, no Twitter, você pode mandar a pergunta simplesmente escrevendo #éGraveDr? no final.

Porém, se você não se sentir confortável expondo sua dúvida a todos seus seguidores, não tem problema. No HotSite da campanha, você pode simplesmente escrever sua dúvida no espaço reservado (mesmo caso do Facebook) e somente o Hospital 9 de Julho terá acesso a suas informações. Essa pergunta vai diretamente para uma base que reúne as dúvidas coletadas em todos os canais.

As perguntas a serem respondidas são então selecionadas com base em alguns critérios. Selecionamos as mais “populares” (que mais se repetem) e as que o médico especialista no assunto da semana julga mais comuns. Assim, tentamos garantir que todas as perguntas sejam respondidas.

Nós do Hospital 9 de Julho esperamos sempre que o seu caso não seja grave! Usamos nossos canais para dar ferramentas e informações para que sua saúde esteja 100% em dia. Porém, se chegar o dia em que você precisar de um hospital especializado em Alta Complexidade, estaremos prontos a lhe atender.

 
Escrito em 09 de set de 2011

Doenças hepáticas

Categorias: Gastroenterologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O fígado é um órgão complexo que desempenha muitas funções essenciais ao bom funcionamento do organismo. Da regulação da concentração de substâncias químicas no organismo até a produção de substâncias que intervêm na coagulação do sangue durante uma hemorragia.

Quando o órgão não funciona corretamente, muitas funções vitais ficam igualmente comprometidas. Por isso, cuidar bem do seu fígado é essencial para garantir sua saúde.

Mas, como saber se seu fígado está bem se o ele pode sofrer durante anos, até perder quase toda a sua função, sem dar nenhum sintoma?

De acordo com a Dra. Marta Deguti, hepatologista e gastroenterologista do Hospital 9 de Julho, “pessoas que têm algum tipo de risco – se já receberam transfusão sanguínea, se utilizaram seringas ou agulhas não descartáveis, se tiveram contato sexual com pessoas que pudessem ter hepatite viral, se abusam de álcool, drogas e medicações, se estão acima do peso ou possuem diabetes, dislipidemia, devem estar atentos à saúde do seu fígado, sem esperar manifestação de sintomas.”

Porém, alguns sintomas podem ocorrer, quando o fígado adoece. Como por exemplo: olhos amarelados, náuseas, desconforto abdominal à direita, urina escura, fezes esbranquiçadas. “Também a barriga inchada, ou inchaço nos pés, equimoses, dificuldade para coagular ferimentos, tremores, sonolência podem ser sinas de doença no fígado mais avançada.” Completa a médica.

Quando há problemas no fígado, há diversos tipos de tratamento possíveis. O tipo de tratamento escolhido depende da causa e da gravidade da doença. A biópsia hepática é um procedimento útil para auxiliar o médico nessa decisão. A médica explica que nesse procedimento, utilizam-se anestesia local e uma agulha para obter uma pequena amostra do fígado. Com esse exame é possível descobrir causas de alterações no fígado, e, muitas vezes, também definir o tratamento da doença.

A médica acrescenta que às vezes, cistos, nódulos e tumores também podem requerer procedimentos cirúrgicos, em que pode ser feita abordagem apenas da lesão ou retirada parcial do fígado, dependendo do caso.

Agora, se o caso é mais grave e o comprometimento do órgão é maior, como é o caso da cirrose hepática avançada ou do câncer de fígado, pode ser indicado o transplante hepático, que consiste em retirar o órgão doente e substituí-lo pelo de um doador.

Porém, mesmo com a presença do risco de se contrair uma doença hepática, é possível preveni-la. Para isso é importante manter o peso adequado com alimentação saudável e atividade física.

“Pessoas com obesidade, diabetes, hipertensão arterial, colesterol e triglicérides altos devem manter bom controle dessas condições, mesmo que precisem fazer dieta rigorosa e uso de medicações” diz a dra. Marta, e acrescenta “cuidado com as medicações tóxicas para o fígado  – principalmente com a automedicação, por mais simples que pareça um analgésico para dor de cabeça, ou suprimentos nutricionais para esportistas, por exemplo.”

Outros pontos são importantes na prevenção de doenças hepáticas. Tome cuidado no uso de agulhas e seringas descartáveis, e lembre-se de NUNCA compartilhar alicates de unha.

Se você faz parte do grupo de risco ou se apresenta sintomas de que algo não vai bem com seu fígado, procure seu médico. Exames médicos periódicos também podem incluir avaliação do fígado mesmo em pessoas sem sintomas.

 
Escrito em 08 de set de 2011

Futebol de ontem e hoje

Categorias: Medicina do Exercício e do Esporte    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

No dia 30 de agosto, o Hospital 9 de Julho recebeu médicos e atletas para discutir um assunto de que todo brasileiro gosta: Futebol.

A Reunião Científica teve o apoio da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva (SPAMDE) e da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE).

A conversa foi sobre as lesões mais comuns geradas pelo esporte e suas consequências para o atleta.

Ao final do evento, convidamos o Dr. Ricardo Galotti, médico do esporte e ortopedista do futebol profissional do Corinthians e os ex-jogadores César Sampaio e Edu Gaspar para discorrer um pouco mais sobre o assunto.

Entre os tópicos abordados, a preocupação com os jovens atletas da atualidade teve destaque. Muito se falou do estresse que as crianças sofrem na busca do sonho de se tornarem jogadores profissionais de futebol e das lesões em que o treino excessivo podem resultar.

Confira o vídeo:

 
Escrito em 29 de ago de 2011

Parar de fumar é possível!

Categorias: Falando em Saúde, Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

“Parar de fumar é fácil, eu já parei mil vezes”. Esta frase do escritor Mark Twain ilustra bem que parar de fumar não é fácil. Só quem está passando ou já passou por isso conhece a dificuldade.

Mas, por mais impossível que possa parecer – e parece mesmo – dá sim para abandonar o tabagismo.

Com força de vontade, e sabendo contra o que você está lutando, com as devidas informações como quais os métodos indicados e onde buscar ajuda, as chances de sucesso são maiores do que você imagina.

Não existe uma única maneira específica de parar de fumar, mas há alguns métodos que podem te ajudar a abandonar o vício de uma vez por todas. Porém, antes de mais nada, tudo começa com um primeiro passo:

DECIDINDO PARAR

Só você pode decidir parar de fumar e quando fazê-lo.

Você com certeza já foi exposto a campanhas anti-tabagismo, ou recebeu conselhos médicos e de pessoas ao seu redor para parar de fumar. Esses incentivos podem ajudar na decisão, mas a vontade e o comprometimento precisam partir do próprio fumante.

Algo que pode te ajudar a parar é pensar em “por que” você deveria parar. Por exemplo:

Você já pensou que pode contrair uma doença causada pelo tabagismo?

O cigarro possui mais de 4.700 substâncias tóxicas, como hidrocarbonetos, nicotina, monóxido de carbono e alcatrão, que produzem diversos processos inflamatórios e causam malefícios a quase todos os órgãos do corpo humano. O cigarro causa diretamente várias doenças graves.

O pulmão é o órgão mais exposto, estando 20 vezes mais suscetível ao aparecimento de enfisema, bronquite crônica e câncer que o de um não-fumante.

Você conhece alguém com problemas de saúde por causa do cigarro?

Se você não conhece ninguém que já sofreu de um desses males, com certeza, alguém que você conhece já teve ou tem contato com uma doença causada pelo fumo.

Converse com as pessoas a respeito. Muitas vezes, um exemplo mais próximo de nós pode tornar o “perigo” mais real e ajudar na conscientização quanto aos riscos do tabagismo.

Você acredita que os benefícios de abandonar o cigarro são maiores que os de continuar com o vício?

Além do risco de doenças mais graves, o cigarro também é responsável por transtornos que podem não ser fatais, mas com certeza atrapalham muito a vida. Ele causa mau-hálito e manchas na pele e nos dentes, tira o nosso fôlego, acelera o envelhecimento da pele e prejudica até o desempenho sexual. O abandono de hábitos tabagistas traz incontestáveis benefícios não só à sua saúde, mas também à sua vida social.

Depois de responder sim para qualquer das perguntas anteriores, é hora de parar, de fato, de fumar. Mas, não é mágica, é a união de força de vontade e incentivos que torna possível o processo de parar de fumar.

Para ter sucesso nesse processo, é importante buscar estratégias que se adaptem à sua realidade para tratar tanto a dependência física, quanto o hábito, que causa dependência psicológica.

Veja algumas delas:

  • “Não fumar” significa não fumar de verdade. Um só trago pode significar a reincidência e mandar todo o seu esforço por água abaixo.
  • Mantenha-se ativo – tente caminhar, fazer exercícios ou praticar qualquer hobby.
  • Beba bastante líquido.
  • Tente evitar situações de stress, em que a vontade de fumar aumenta.
  • Escolha outras coisas para ocupar a boca. Doces mastigáveis e verduras cruas como cenouras,são ótimas pedidas para substituir o cigarro. Só tome cuidado para não exagerar e trocar o problema do tabagismo pelo da obesidade. Aqui vale a moderação e o bom senso.
  • Escolha outras coisas para ocupar as mãos, trabalho em madeira, cerâmica, videogames, entre outros trabalhos manuais podem ajudar a distraí-lo da vontade de fumar.
  • Pelo menos no começo, procure evitar ambientes onde as pessoas estão fumando. Neste ponto, a ajuda dos amigos pode ser fundamental. Conte para as pessoas com quem convive que está parando de fumar e peça a ajuda deles para manter você longe da tentação.
  • Diminua também o consumo de álcool. Afinal, você bem sabe que uma cerveja chama um cigarro. Tenha em mente que isso não é para sempre, só no começo, quando a dificuldade de se manter afastado do cigarro é maior.
  • Pense em outras maneiras de mudar sua rotina. Use caminhos diferentes para ir trabalhar, beba chá ao invés de café. Coma coisas diferentes, em lugares diferentes. Quebrar a rotina ajudará você a deixar de conectar os antigos hábitos ao cigarro.
  • Procure ajuda. Há grupos de ajuda para os dependentes que querem parar. Seu médico também pode ajudá-lo, indicando terapias de substituição de nicotina e medicamentos que ajudam a diminuir a sensação de necessidade.
  • Também existem no Brasil diversos grupos de apoio aos dependentes de nicotina. Descubra se não há um em sua cidade e compartilhe experiências com pessoas com problemas semelhantes. Você pode, ainda, ligar para o disque saúde (0800 61 1997).

Há muitas razões para parar de fumar. E a desculpa para continuar é só “eu gosto do cigarro”. Então, por que não tomar uma atitude que vai mudar a sua vida, de seus amigos e de sua família? Por que não aproveitar hoje, que é o Dia Nacional de Combate ao Fumo, para se programar e abandonar o vício?

Parar de fumar é possível! Se você está tendo muita dificuldade, procure seu médico. E, se você já parou, conte nos comentários qual foi a sua motivação e que técnicas você usou para conseguir abandonar o vício.