Escrito em 26 de jul de 2012

Salve vidas. Doe Sangue

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Muita gente sabe que doar sangue é importante e salva vidas, mas são poucos os que se dispõe a abraçar esta idéia. No Brasil, 1,5% da população é doadora, estatística muito abaixo do ideal que seria entre 3,5% e 5%. A situação piora durante as férias escolares e no inverno, quando o número de doações de sangue cai de forma significativa provocando dificuldades no atendimento dos pacientes que necessitam de transfusão, podendo levar até ao cancelamento  de cirurgias importantes.

Há alguns mitos em torno do assunto, que podem ajudar a manter o baixo índice de doadores.  Doar sangue, para uma pessoa que não se encaixa em nenhum grupo de risco (veja infográfico abaixo), não implica em problema para a saúde. Não engorda ou emagrece, não afina ou engrossa o sangue e tampouco vicia. Rapidamente o sangue doado é reposto pelo organismo evitando problemas relacionados à perda de volume e queda da taxa de hemoglobina.

Antes da doação candidato a doador responde um questionário que avalia sua história clínica e os antecedentes de doenças e/ou situações que possam representar risco para sua condição de saúde ou complicações para os pacientes que receberão a transfusão de seu sangue/componentes. Sendo assim este questionário deve ser respondido de forma consciente e honesta para que a qualidade do sangue doado seja a melhor possível. Após a doação o sangue é submetido a uma triagem sorológica para doenças infecto-contagiosas que podem ser transmitidas por transfusão. “Até os anos 80 havia doação de sangue remunerada no Brasil, isto fazia com que algumas pessoas sem condições de saúde omitissem informações durante o questionário clínico prejudicando a qualidade do sangue disponível para os pacientes”, conta o Dr. Marcelo Braga, hemoterapeuta do H9J.

A doação de sangue deve ser um ato responsável, solidário e altruísta sendo que o candidato à doação precisa ter entre 18 e 67 anos (desde que já tenha doado sangue antes dos 60 anos), pesar mais de50 kg, estar alimentado e em boas condições de saúde. Veja no infográfico abaixo se você está apto a contribuir!

Serviço:

HORÁRIOS PARA DOAÇÃO DE SANGUE (exceto feriados):

2ª e 5ª feira: das 14:00 às 17:00 horas;

3ª, 4ª e 6ª feira: das 08:00 às 14:00 horas

Sábados: das 08:00 às 12:00 horas

Rua Peixoto Gomide, 613

Cerqueira César – São Paulo – SP

Tels. (11) 3147 – 9797 e (11) 3285 – 2922

www.hemoterapia9dejulho.com.br

Estacionamento gratuito para doador:

Rua Peixoto Gomide, 707 – (Hotel Blue Tree Towers).

 

 

 
Escrito em 20 de jul de 2012

Cresce atendimento por trauma a idosos

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Trauma em idosos já representa a quinta maior causa de mortes em pessoas com mais de 65 anos*. Esse dado é um alerta para redobrar os cuidados com os mais velhos. O envelhecimento traz uma série de alterações físicas, químicas e psíquicas que podem facilitar ou agravar o trauma.

Quando a idade avança, há uma maior propensão ao aparecimento de doenças crônicas, que precisam de um tratamento medicamentoso contínuo. Por isso, ao socorrer pessoas idosas, é fundamental informar ao médico quais são os remédios de uso contínuo e as doenças em tratamento. Essas orientações são essenciais para que a equipe defina qual o procedimento mais indicado para o paciente.

De acordo com o médico do Centro de Trauma do H9J, Dr. Renato Poggetti, alguns medicamentos podem alterar a coagulação do sangue e mesmo se o trauma for pequeno, ele pode sangrar muito mais do que o habitual.

“Nosso organismo tende a compensar um sangramento aumentando a frequência cardíaca, porém medicamentos para tratamento de pressão alta podem impedir essa reação natural. O idoso, independentemente do tipo e gravidade do trauma, tem de ser atendido imediatamente em um hospital. Mesmo que não haja uma lesão aparente, ela pode ser interna, o que torna o diagnóstico mais difícil”, explica o médico.

Quedas são comuns em pessoas mais velhas e podem levar a fraturas de difícil tratamento, como as de quadril e de fêmur, comprometendo a qualidade de vida desses indivíduos. Por conta disso, os cuidados pós-trauma são fundamentais. Fisioterapia, exercícios físicos e até uma dieta saudável devem acompanhar as recomendações do médico.

Estes acidentes podem acontecer também dentro de casa, mas é possível evitá-los. Veja algumas dicas:

  • Tapetes e carpetes soltos devem ser retirados ou trocados por modelos emborrachados;
  • Opte por comprar sapatos antiderrapantes;
  • Se subir escadas for inevitável, coloque corrimão para apoio e adesivos sinalizando os degraus.
  • Barras de apoio devem ser colocadas ao lado do vaso sanitário, que não pode ser muito baixo, e uma cadeira de plástico e resistente deve ficar ao alcance do idoso para ajudá-lo durante o banho.

*(Pre-hospital trauma Life Support, NAEMT and American College of Surgeons – Committee Trauma. Editora Elsevier Mosby Jems, 2011)

 
Escrito em 13 de jul de 2012

Cirurgia Bucomaxilofacial: o que é isso?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

 

Em caso de acidentes, uma das partes do corpo mais complexas e importantes para tratamento e recuperação de lesões traumáticas é o rosto. A boa notícia é que existe uma área especializada em diagnóstico e tratamento dessa região do nosso corpo que é a cirurgia bucomaxilofacial. O nome é complicado, mas seu significado acaba sendo intuitivo, já que trata problemas em toda a região do rosto.

O profissional desta área é um cirurgião que irá tratar tanto aquelas fraturas faciais em decorrência de traumas, sejam eles ocasionados por acidentes automotivos, esportivos ou quedas de grandes alturas, como também é capaz de tratar deformidades faciais congênitas. Aquelas pessoas que estão descontentes com o seu perfil facial, que tenham queixo mais ou menos proeminente, mordida errada, dores e estalos na articulação têmporo-mandibular (ATM), dificuldade para respirar, apneia do sono ou até mesmo uma simples extração dos dentes do siso são tratados por esta especialidade.

No entanto, é preciso atenção para não confundir o trabalho deste profissional com o do cirurgião plástico. “Os cirurgiões bucomaxilofaciais são responsáveis por tratar e operar as deformidades ósseas da região da boca ou da face. Um exemplo: se o paciente fratura um osso da mandíbula ou da face, somos nós que devemos operá-lo. O cirurgião plástico deverá cuidar da parte de tecidos moles. E eles têm enorme experiência nessa área. Um caso de lesão perfurante ou cortante na face ou mesmo uma queimadura no rosto é da alçada deles”, explica Dr. Luciano Del Santo, especialista em cirurgia bucomaxilofacial do H9J.

Pensar em operar a boca pode ser assustador para muita gente. Contudo, as técnicas atuais para este tipo de cirurgia são modernas, cada vez menos invasivas. Em sua grande maioria, são realizadas incisões por dentro da boca, sem deixar nenhum tipo de cicatriz aparente. Nesses procedimentos cirúrgicos, são usados mini parafusos e mini placas de fixação de titânio, que são 100% biocompatíveis, ou seja, não causam rejeição, e possibilitam que o paciente retorne às suas atividades muito rapidamente, falando, se alimentando e respirando normalmente.

Em procedimentos mais complexos em que ocorreu perda óssea na região, o mais comum é a realização de enxertos ósseos, que podem ser removidos de parte do osso da bacia ou da parte posterior do crânio.

A recuperação do paciente normalmente é rápida. Segundo o Dr. Luciano, de 10 a 15 dias, dependendo do procedimento, o operado retoma suas atividades habituais. “Tempos atrás os pacientes ficavam com a área operada imobilizada por fios de aço por até 60 dias. Era uma experiência bastante traumática. Hoje isso mudou e os procedimentos, com técnicas avançadas e novos materiais de fixação, permitem já no pós-operatório imediato que a pessoa possa falar e se alimentar sem grandes dificuldades”, conta o cirurgião.

 
Escrito em 09 de jul de 2012

Hospital 9 de Julho completa 57 anos!

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

 
Escrito em 05 de jul de 2012

Vítimas de acidentes com motos lideram atendimento de emergência

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O Brasil apresenta um índice alto de vítimas fatais de acidentes no trânsito, cerca de 37 mil pessoas morrem anualmente, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 48% das vítimas do Estado de São Paulo são motociclistas, que lideram os atendimentos por trauma nos hospitais. A imprudência do excesso de velocidade e a falta de carteira de habilitação em mais de 70% dos casos colaboram para que mais acidentes aconteçam.

As lesões causadas por acidentes com motos podem ser mais graves que aquelas por carros. Ainda que os motociclistas usem o capacete, item obrigatório na legislação brasileira, as lesões afetam cabeça e pescoço e membros superiores já que o corpo, na moto, fica desprotegido.

Vale reforçar que não se deve mexer nas vítimas traumatizadas em acidentes com veículos. Tentar tirar capacete ou deixar o acidentado em uma posição mais confortável pode causar sérias lesões e trazer sequelas graves. O melhor a fazer é chamar a emergência.

Um ponto fundamental para a eficácia no tratamento de pacientes traumatizados é que o atendimento médico seja realizado ainda na primeira hora depois do acidente. A agilidade pode salvar a vida do acidentado. “Nestes casos, o ideal é que a pessoa seja atendida por uma equipe multiprofissional que saiba avaliar a gravidade das lesões e encaminhar para o procedimento correto. Aqui no H9J, nosso time de trauma é treinado pelo sistema ATLS (Suporte Avançado de Vida no Trauma) para evitar enganos nesse momento crucial da emergência”, explica Dr. Renato Poggetti, coordenador do Centro de Trauma do H9J.

Por ser “evitável, previsível e controlável”, o trauma é considerado a doença do século, responsável por atingir jovens economicamente ativos até os 30 anos. Não transitar entre os carros já é uma boa prática que ajudaria a evitar muitos acidentes. Quando as motos passam pelo corredor formado entre os automóveis ela desaparece em um dos retrovisores e o motorista pode ter a impressão de que não há perigo em mudar de pista ou ultrapassar outro veículo e não ser pego de surpresa por uma motocicleta que “apareceu do nada”.

É importante também estar atento ao capacete. O produto precisa ter a certificação do Inmetro e observar se tem validade especificada na etiqueta. Alguns valem por até três anos após a fabricação, mas todos devem ser trocados depois de sofrerem uma queda para que não haja risco de quebrarem uma próxima vez e deixarem de proteger a cabeça.