Escrito em 13 de jul de 2012

Cirurgia Bucomaxilofacial: o que é isso?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

 

Em caso de acidentes, uma das partes do corpo mais complexas e importantes para tratamento e recuperação de lesões traumáticas é o rosto. A boa notícia é que existe uma área especializada em diagnóstico e tratamento dessa região do nosso corpo que é a cirurgia bucomaxilofacial. O nome é complicado, mas seu significado acaba sendo intuitivo, já que trata problemas em toda a região do rosto.

O profissional desta área é um cirurgião que irá tratar tanto aquelas fraturas faciais em decorrência de traumas, sejam eles ocasionados por acidentes automotivos, esportivos ou quedas de grandes alturas, como também é capaz de tratar deformidades faciais congênitas. Aquelas pessoas que estão descontentes com o seu perfil facial, que tenham queixo mais ou menos proeminente, mordida errada, dores e estalos na articulação têmporo-mandibular (ATM), dificuldade para respirar, apneia do sono ou até mesmo uma simples extração dos dentes do siso são tratados por esta especialidade.

No entanto, é preciso atenção para não confundir o trabalho deste profissional com o do cirurgião plástico. “Os cirurgiões bucomaxilofaciais são responsáveis por tratar e operar as deformidades ósseas da região da boca ou da face. Um exemplo: se o paciente fratura um osso da mandíbula ou da face, somos nós que devemos operá-lo. O cirurgião plástico deverá cuidar da parte de tecidos moles. E eles têm enorme experiência nessa área. Um caso de lesão perfurante ou cortante na face ou mesmo uma queimadura no rosto é da alçada deles”, explica Dr. Luciano Del Santo, especialista em cirurgia bucomaxilofacial do H9J.

Pensar em operar a boca pode ser assustador para muita gente. Contudo, as técnicas atuais para este tipo de cirurgia são modernas, cada vez menos invasivas. Em sua grande maioria, são realizadas incisões por dentro da boca, sem deixar nenhum tipo de cicatriz aparente. Nesses procedimentos cirúrgicos, são usados mini parafusos e mini placas de fixação de titânio, que são 100% biocompatíveis, ou seja, não causam rejeição, e possibilitam que o paciente retorne às suas atividades muito rapidamente, falando, se alimentando e respirando normalmente.

Em procedimentos mais complexos em que ocorreu perda óssea na região, o mais comum é a realização de enxertos ósseos, que podem ser removidos de parte do osso da bacia ou da parte posterior do crânio.

A recuperação do paciente normalmente é rápida. Segundo o Dr. Luciano, de 10 a 15 dias, dependendo do procedimento, o operado retoma suas atividades habituais. “Tempos atrás os pacientes ficavam com a área operada imobilizada por fios de aço por até 60 dias. Era uma experiência bastante traumática. Hoje isso mudou e os procedimentos, com técnicas avançadas e novos materiais de fixação, permitem já no pós-operatório imediato que a pessoa possa falar e se alimentar sem grandes dificuldades”, conta o cirurgião.