Mais do que nunca, a mulher conquistou um papel chave na sociedade e dentro do núcleo familiar ainda são elas que dominam o dia a dia. Com isso, a mulher vem acumulando funções, cobranças e responsabilidades. Mas, e a saúde, como fica nessa história?
Quando pensamos em doenças relacionadas ao público feminino logo vêm à mente os cânceres ginecológicos ou, os problemas com infertilidade. Mas a mulher também está suscetível a muitas das doenças que atingem o público masculino, até por assumir uma vida mais corrida e acabar se expondo a fatores de risco como estresse, tabagismo e má alimentação. Um dos grandes vilões para esse estilo de vida é o infarto – lesão do coração por falta de oxigenação, que leva à “morte” da área atingida.
Há indícios de que as mulheres têm uma resistência maior à dor por uma questão hormonal, mas ainda não há nada comprovado. Segundo o Dr. José Luiz Cassiolato, cardiologista do Hospital 9 de Julho, pelo menos uma evidência é bem clara: “Culturalmente quando se fala que uma mulher está com dor no peito, vincula-se a isso uma questão emocional, mas o problema pode ser físico e deve ser levado a sério”.
A dificuldade de se pensar no infarto em mulheres está entre as principais causas do considerável número de vítimas fatais da doença: 50%. As diferenças anatômicas entre os dois sexos podem influenciar na gravidade do problema. “As artérias coronárias são mais finas e com maior capilaridade, podendo aumentar o risco das obstruções que levam ao infarto”, explica o médico.
Além das dores no peito, um infarto pode ser sentido como dor de estômago, nas costas ou mesmo no rosto. O atendimento médico imediato pode diminuir significativamente as sequelas. Por isso ao menor sinal, procure um atendimento de emergência.














