Nos dois últimos posts, abordamos os riscos de queimaduras aos quais estamos sujeitos. Agora vamos falar sobre o tratamento de pessoas queimadas e quais as mais recentes tecnologias usadas nestes casos. Existem dois tipos de queimaduras, as profundas e as superficiais. O procedimento imediato depois que elas ocorrem é o mesmo: colocar o ferimento debaixo d’água corrente fria e procurar atendimento médico.
O profissional deve orientar qual o melhor método a ser adotado no tratamento desse tipo de lesão. Além de pomadas específicas, que devem ser usadas apenas com recomendação médica, há outras técnicas para tratar esses ferimentos, principalmente em pessoas que tiveram grandes áreas do corpo atingidas, como os curativos que utilizam prata nanocristalina.
A profundidade da queimadura é o fator determinante do método a ser adotado. Nas queimaduras superficiais, o procedimento é o chamado “tratamento de suporte” que, em geral, utiliza curativos com antibióticos tópicos. No caso das queimaduras profundas, o tratamento é cirúrgico com a utilização de enxerto de pele da própria vítima.
Outra técnica complementar utilizada é a oxigenação hiperbárica, que consiste em manter o paciente em uma câmara selada, onde ele recebe oxigênio puro, que tem ação antibiótica e auxilia na cicatrização. O Hospital 9 de Julho foi pioneiro ao usar este método no país.
A fisioterapia, que pode ser realizada durante o procedimento cirúrgico ou com o paciente no leito, e a terapia ocupacional também são procedimentos fundamentais para prevenir a perda e auxiliar na recuperação dos movimentos.
Novas técnicas para amenizar a dor, aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida têm sido estudadas. Nos últimos anos, a maior novidade foi o surgimento das peles artificiais. Elas propiciaram um grande avanço no tratamento, aumentaram e melhoraram a expectativa de vida das vítimas de grandes queimaduras. Os avanços não param por aí! Novidades no campo das células tronco têm recebido uma grande atenção por parte dos pesquisadores e podem ser apresentadas em breve.
“Apesar de termos disponíveis todas as técnicas citadas, é fundamental o acompanhamento psicológico e a educação dos familiares e amigos para lidar com a vítima. Pacientes queimados costumam ficar deprimidos, sentir muitas dores e não é possível determinar o tempo de tratamento. Além disso, queimaduras podem ser muito graves, mesmo as pequenas. Procure sempre um atendimento médico”, alerta o cirurgião plástico do hospital, Dr. Luiz Philipe Molina.















