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Escrito em 26 de ago de 2011

Alta Complexidade

Categorias: Trauma    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Alta complexidade, como o próprio nome diz, se refere a algo que não é simples. Porém, quando tratamos do corpo humano, muito pouco é simples.

Na medicina, a expressão “alta complexidade” é usada para os casos que exigem uma investigação mais profunda e um acompanhamento mais próximo do paciente. De acordo com o Dr. Renato Poggetti, cirurgião responsável pelo Centro de Trauma do Hospital 9 de Julho, se encaixam nessa categoria, os pacientes que precisam ficar internados em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e que precisam de uma atenção especial no período inicial de internação.

Para avaliar se um trauma é de alta complexidade, são avaliados alguns critérios, entre os quais se destacam:

  • A gravidade da lesão
  • A simultaneidade das lesões.

Algumas áreas do corpo, quando lesionadas, demandam uma maior atenção. Por se tratarem de áreas com órgãos vitais, ou mais delicadas e de difícil recuperação.

Os segmentos do corpo onde as lesões se caracterizam como de maior importância são:

Se um desses segmentos é lesionado gravemente, ou se dois ou mais deles sofrem lesões simultâneas, o trauma automaticamente deve ser tratado como de alta complexidade.

Algumas situações também caracterizam lesões graves. Uma queda de altura de três ou mais vezes a altura do indivíduo; uma queda ou colisão com veículo de duas rodas a partir de 30 km/h; uma colisão com veículo de quatro ou mais rodas a partir de 55 km/h; perda de consciência – mesmo que temporária; fratura de ossos longos ou da bacia, qualquer trauma em idosos (acima de 65 anos), entre outras, são traumas que podem levar a lesões graves.

Ao chegar ao hospital, uma vítima de trauma é recepcionada no Pronto Socorro, que aciona a equipe de trauma. O cirurgião dessa equipe, que presta o primeiro atendimento ao paciente, será o responsável por acompanhá-lo até o fim de seu tratamento – e posterior reabilitação.

É esse cirurgião de trauma que vai avaliar a vítima e decidir se há necessidade de uma internação ou intervenção cirúrgica. Essa avaliação é baseada em exames físicos, diagnósticos de imagens e, quando necessário, avaliações da equipe médica multidisciplinar.

O médico responsável pelo paciente aciona outros médicos especializados em áreas específicas quando necessário. Por exemplo, se o indivíduo sofreu trauma na cabeça e precisa de cirurgia, ele aciona o neurocirurgião, se sofreu trauma em algum osso que requeira intervenção, ele aciona um ortopedista, se o trauma demanda uma intervenção vascular, um especialista nessa área é chamado e assim por diante.

Além desses médicos, os especialistas em diagnósticos por imagens, o banco de sangue, o laboratório, o endoscopista, entre outros também são essenciais no bom atendimento a uma vítima de trauma de alta complexidade.

Para entender um pouco melhor esse processo, assista ao vídeo gravado com o Dr. Renato Poggetti em que ele explica em mais detalhes a rotina de atendimento do trauma e o envolvimento do médico desde o atendimento pré-hospitalar até a reabilitação.

O Hospital 9 de Julho é referência no tratamento de casos de alta complexidade, pois trabalha com a integração total das equipes de todas as áreas e especialidades para garantir o melhor atendimento possível, especialmente aos casos que demandam mais atenção e agilidade para que você tenha a tranquilidade de saber que estamos sempre pensando no que é melhor para você.

 
Escrito em 11 de fev de 2010

Não quebre a magia do Carnaval

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

 
Escrito em 19 de nov de 2009

Desastre Simulado

Categorias: Trauma    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Desastre Simulado

O Hospital 9 de Julho participou hoje do Simulado Integrado de Atendimento a Emergências – 2009, promovido pelo Corpo de Bombeiros e pelo Grupo de Resgate da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. O evento simulou um incêndio em uma estrutura hospitalar que foi montada no Sambódromo no Anhembi especialmente para esse treinamento. O simulado teve como objetivo a integração das diversas equipes que atuam no atendimento a desastres.

O  Hospital 9 de Julho participa desse tipo de evento no sentido de reforçar a sua atuação em medicina de alta complexidade. “Nossa estrutura tem o objetivo de atender traumatizados graves, contribuindo para a assistência desse tipo de ocorrência na cidade de São Paulo. O nosso diferencial nesse processo é ter uma equipe de cirurgiões de trauma de plantão 24 horas no Hospital, responsável tanto pelo atendimento ao paciente quanto pelo acionamento de especialistas de outras áreas. Assim, conseguimos agilizar o atendimento, além de definir as prioridades específicas de tratamento”, afirma o Dr. Renato Poggetti, cirurgião de trauma do Hospital 9 de Julho.

O Hospital 9 de Julho é um dos pioneiros neste tipo de atendimento entre os hospitais privados e está investindo na ampliação de seu pronto socorro, que é a porta de entrada de pacientes com traumas graves. Atualmente, de acordo com o Dr. Poggetti, o trauma é a principal causa de morte até os 40 anos de idade, sendo que, no Brasil, a cada ano, cerca de 130 mil pessoas morrem e outras 450 mil ficam com sequelas graves. No Estado de São Paulo, em torno de 15% do total de mortes ocorre por trauma. Dentro desse contexto, é importante que o atendimento ocorra no menor tempo possível para diminuir as sequelas causadas pelo acidente e aumentar a sobrevida dos pacientes. “A falta de tratamento efetivo e agilidade no Pronto Socorro, Centro Cirúrgico e UTI é a principal causa de sequelas graves e mortes evitáveis em casos de trauma”, completa o Dr. Poggetti.

Em alguns dias iremos disponibilizar vídeos da simulação, mas se você já quiser conferir como foi esse treinamento em conjunto, as nossas fotos já estão no Flickr.