
1o de dezembro foi o Dia Mundial de Combate à Aids. A doença, que já foi estigmatizada como capaz de atingir somente homossexuais, usuários de drogas e prostitutas, está na verdade presente em todos os setores da sociedade – não so no chamado ‘grupo de risco’. Aids ainda é a sexta causa de morte entre pessoas de 25 a 44 anos nos EUA. Em 1995, a doença era a primeira causa de morte para pessoas nessa faixa etária no país.
Um relatório divulgado em novembro pela Unaids, organização da ONU que compila dados sobre a síndrome, indicou que o número de infecções e de mortes pela doença caiu 21% nos últimos 13 anos. Isso não significa que os cuidados de prevenção devam ser mantidos.
A Aids deteriora o sistema imunológico, responsável por combater as doenças. “O HIV pode causar dano direto a alguns órgãos, como o cérebro, o rim, a medula óssea. Além disso, o HIV interefere diretamente no funcionamento de uma célula fundamental do sistema imunológico, chamada de linfócito T CD4. Ao atacar estas células, o HIV faz com que a imunidade do portador seja comprometida”, explica a infectologista do Hospital 9 de Julho, doutora Sumire Sakabe.
Sem essa defesa, nosso organismo fica debilitado e pode sucumbir diante de infecções que seriam facilmente combatidas no corpo de alguém sem a síndrome. Mas é importante dissociar o portador do vírus do portador da doença: quem contrai o vírus muito provavelmente terá Aids se não fizer tratamento. Mas é exatamente esse tratamento que evita que o organismo, mesmo com o vírus, desenvolva a Aids, e protege o indivíduo dessas chamadas ‘infecções oportunistas’.
O vírus HIV, responsável pela Aids, pode ser transmitido por meio de qualquer tipo de contato sexual, pelo sangue e de mãe pra filho, durante a geração do feto ou na amamentação. É importante esclarecer que picadas de mosquito, contato físico em esportes ou casual – como abraços e beijos – e usar objetos tocados pela pessoa infectada não transmitem o vírus.
Os sintomas são difíceis de detectar, porque um portador do vírus pode permanecer por 10 anos ou até mais sem manifestar nenhum sintoma, e mesmo assim, poderá transmitir a doença nesse período. Febre, manchas pelo corpo, gânglios aumentados e diarreia podem aparecer logo depois da infecção, mas esses sintomas podem ser confundidos com outra infecção, e a maioria dos pacientes fica um longo tempo sem apresentar sintomar depois disso.
Por isso, é fundamental o uso de preservativo em todas as relações sexuais, não compartilhar nunca agulhas ou seringas, não dispensar o acompanhamento pré-natal durante a gravidez e evitar contato com o sangue de outras pessoas.
“O tratamento antirretroviral permite, até o momento, apenas o controle da doença e não a sua cura. Assim, se o tratamento for suspenso ou realizado de forma irregular, ele poderá não surtir o melhor efeito e além disso, o HIV pode ficar resistente aos medicamentos”, explica a doutora Sakabe. Para detectar o HIV, é preciso realizar exames específicos para isso. O governo brasileiro mantém os CTA, Centros de Testagem e Aconselhamento, onde qualquer um pode fazer exame gratuito para detectar o HIV e receber orientação sobre a doença. Ligue para o Disque DST/Aids: 0800 16 25 50 para descobrir o CTA mais próximo da sua casa.














Vaginose bacteriana
Clamídia
Herpes Genital
Gonorréia
Hepatite B
Sífilis
AIDS
HPV
O título do texto é o slogan deste ano para a campanha do
O tema da campanha governamental de 2009 é o preconceito, ainda muito presente no cotidiano do soro-positivo. Essa idéia, porém, está mais ligada ao pensamento de grupos de risco, que caiu em desuso. “Hoje em dia, fala-se de comportamento de risco” – explica a Dra. Regina Tranchesi, diretora técnica e infectologista do 