Posts com a tag ‘álcool’

Escrito em 14 de out de 2011

Evitando queimaduras por acidentes domésticos

Categorias: Sua Saúde, Trauma    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

As queimaduras são lesões causadas por vários fatores, principalmente por calor, frio, eletricidade e produtos químicos. Normalmente elas afetam apenas o apenas a pele, mas alguns casos mais raros e profundos podem incorrer nos músculos, ossos e vasos sanguíneos.

A maioria das queimaduras ocorre em ambiente doméstico. Segundo o Dr. Luiz Philipe Molina Vana, os tipos mais comuns são aqueles causados por álcool líquido, escaldos com líquidos muito quentes, queimaduras de contato (ferro quente, panelas, forno) e as por eletricidade.

As queimaduras por alcool líquido a 92 graus, por exemplo, representam cerca de 40% das causas de acidentes. Além disso, o uso dessa substância é na maioria das vezes dispensável, seja na limpeza de móveis, vídros ou para acender churrasqueira e outros fins. O médico explica que, ao contrário do que se acredita, esse tipo de produto não é eficiente no combate a bactérias, pois ele evapora muito rápido e não é o suficiente para garantir uma desinfecção eficaz.

O álcool em gel, por outro lado, além de possuir uma menor inflamabilidade, permanece na superfície por mais tempo, graças à sua concentração e, por isso, é mais indicado para fins de limpeza e desinfecção.

A maioria das queimaduras pode ser evitada através de cuidados com objetos quentes, inflamáveis e com a fiação elétrica. Veja alguns conselhos de como evitar queimaduras domésticas:

- No fogão, devemos usar as bocas do fundo. E se houver crianças na casa, o cuidado deve ser redobrado. Caso as bocas da frente também sejam usadas, nunca deixe os cabos das panelas voltados para fora.

- Mantenha os produtos de limpeza fora do alcance de crianças;

- Utilize protetores de tomadas e passa-fio, para nao deixar fios elétricos expostos e ao alcance das mãos;

- Evite efetuar manutenções caseiras no quadro de força de sua casa. Consulte sempre um eletricista;

- Queimaduras em fios de alta tensão também são muito graves e podem levar até mesmo a amputação de memrbos. Por isso, nunca tente recuperar algo pendurado em postes;

- Caso seja fumante, evite fumar deitado. A queda de cinzas sobre estofados pode causar incêndios;

- No lugar de álcool, utilize acendedor de carvão para acender churrasqueira.

Apesar de ser um tipo comum de lesão, tratar adequadamente das queimaduras é importante, pois, além de dolorosas, elas podem resultar em cicatrizes desfigurantes e à amputação de partes afetadas, em casos mais graves.

Por isso, é sempre recomendado que a vítima procure um serviço de pronto atendimento, para avaliação médica, limpeza e que sejam tomados os cuidados necessários.

 
Escrito em 27 de abr de 2011

Entenda melhor a gastrite

Categorias: Gastroenterologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Uma das doenças mais comuns relacionadas ao sistema gastrointestinal é a gastrite. Apesar de se tratar apenas da inflamação da mucosa do estômago, existem quadros que requerem uma atenção especial.

Costumamos chamar qualquer tipo de dor mais forte no abdômen de gastrite, porém existem tipos diferentes que podem influenciar sua saúde de maneiras distintas.

O tipo mais comum é a gastrite aguda, que costuma ser causada por fatores externos, como o consumo de aspirina, álcool, fumo, café e também por hábitos alimentares irregulares.

Além da gastrite aguda, temos a gastrite crônica, que é caracterizada principalmente pela presença da bactéria Helicobacter pylori. Neste tipo, temos também uma variação perigosa, a gastrite crônica atrófica, na qual as células da mucosa do estômago diminuem e o ácido gástrico passa a ser produzido em uma quantidade muito baixa. O perigo reside principalmente na diminuição do ácido, que é fundamental para a digestão e para a eliminação de bactérias, agindo como um esterilizador do que comemos.

Em uma categoria menos frequente, há a possibilidade de contrair gastrite auto-imune (quando os anticorpos do organismo atacam a parede do estômago) e gastrites relacionadas a outras doenças, como a sarcoidose.

Sintomas

A gastrite costuma ser assintomática, apresentando reações normalmente quando ela é aguda. Entre os mais comuns, temos:

  • Dor ou desconforto no estômago. É uma dor mais parecida com uma queimação e costuma ser aliviada após a ingestão de alimentos;
  • Náuseas e vômitos;
  • A sensação de estômago cheio precoce, levando à falta de apetite;
  • Presença de sangue nas fezes ou vômitos, caso a gastrite forme úlceras hemorrágicas.

Prevenção

O principal meio de prevenir e tratar a gastrite é com menos remédios e mais conscientização” afirma o Dr. Jose Luiz Capalbo, superintendente médico do Hospital 9 de Julho. Manter uma qualidade de vida satisfatória e tomar cuidados com a alimentação, evitar o fumo e o consumo de álcool, além de não abusar de medicamentos como analgésicos e antiinflamatórios são pontos determinantes para prevenir essa doença.

Tente também controlar sua ansiedade – o nervosismo pode acelerar a progressão da gastrite. Caso você tenha algum desses sintomas, é preciso procurar um médico para ter um diagnóstico e tratamento adequados.
 
Escrito em 14 de abr de 2011

Os riscos da automedicação

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 


Foto: Gabi Butcher

Muitas pessoas recorrem à automedicação quando acreditam estar com um problema de baixa gravidade ou quando passaram por uma condição semelhante e possuem o medicamento utilizado anteriormente em casa. Conselhos dos mais velhos também são bastante considerados no momento de escolher entre consultar um médico e se medicar em casa. Quem nunca ouviu “tome tal remédio para o que você está sentindo“? Contudo, até que ponto podemos confiar nossa saúde a esses remédios e ao nosso conhecimento?

Problemas relacionados a remédios podem acontecer até mesmo quando a medicação está sendo administrada corretamente. Esse foi o tema do Lanche Clínico realizado no Hospital 9 de Julho na última quarta-feira. A Dra. Samantha V. Kelmann, dermatologista da Comissão de Farmacovigilância do hospital, falou sobre RAM – Reação Adversa a Medicamentos, que é responsável por até 6% das admissões hospitalares.

A RAM afeta diretamente a confiança do paciente no médico e deve ser tratada com seriedade. Temos diversas maneiras para detectá-la antes que os sintomas se manifestem completamente, evitando complicações“, afirma a doutora.

Mesmo quando elaborados para provocar o alívio de sintomas, a maioria dos remédios possuem efeitos colaterais. São reações indesejadas do organismo às substâncias ingeridas, consequência da rejeição do organismo a algum composto dentro da substância. Essas consequências podem variar desde coceiras, problemas estomacais ou renais a até mesmo hemorragia.

A consulta médica deve sempre ser a primeira opção quando se trata da sua saúde. Caso você vá usar medicamentos armazenados em casa, atente para as orientações abaixo:

Atenção com alergias

Saber se possui alguma alergia e o que a causa pode lhe evitar muitos problemas. Caso nunca tenha feito um teste para descobrir, procure um especialista e faça!

Só use o que você comprar

Remédios dos outros podem não ser apropriados para você, ou mesmo estar fora de condições para consumo (fora de validade, preservados em temperatura inadequada, etc.). Busque sempre consumir medicamentos comprados por você e em locais autorizados.

Faça uma limpeza

É normal guardarmos remédios para emergências futuras. Lembre-se apenas de deixá-los fechados e em locais apropriados, dentro das recomendações na embalagem. Além disso, fique atento à validade.

Fuja da bebida

Álcool e outras drogas podem agravar os efeitos colaterais, elevando os riscos causados pelos remédios. Se for sair, tome bebidas sem álcool. Você pode, por exemplo, aproveitar o calor e investir em sucos!

Cuidado com a dosagem

Não exagere na dose dos remédios: a overdose de medicamentos é uma prática de altíssimo risco! Além disso, aumentar a dosagem não aumenta o efeito do. A dosagem recomendada pelo seu médico ou vista pela bula já foi planejada para que os efeitos do remédio estejam otimizados.

O acompanhamento de um especialista é o ideal

Sempre que possível, opte por fazer o tratamento completo com o acompanhamento médico.

Além de lhe indicar o mais adequado, ele também irá acompanhar os resultados e os efeitos colaterais.

 
Escrito em 15 de jan de 2010

O álcool e os esportes

Categorias: Medicina do Exercício e do Esporte, Sua Saúde    Autor: Átila Iamarino   
 

Nada mais tentador do que uma cerveja para refrescar um dia quente, ainda mais depois de um futebol com os amigos. Mas, afinal, existe algum problema em beber logo depois do exercício, ou fazer um exercício logo depois de beber? Acompanhe as dicas do Dr. Pablius Braga, responsável pela Unidade de Medicina do Esporte do Hospital 9 de Julho.

Fim de semana, churrasco com os amigos e surge a idéia de jogar um futebol para queimar as calorias da cerveja, tirar um pouco o álcool do corpo. Por mais que não pareça, essa pode não ser uma boa ideia. Embora o álcool seja rapidamente absorvido pelo nosso corpo, não é tão facilmente processado, além de agir em diferentes órgãos.

O mais afetado é o fígado, que não só digere e retira o álcool do sangue, como converte nossas reservas de energia em açúcar durante o exercício. E as duas atividades não são compatíveis. Ou os recursos e o açúcar serão usados para eliminar o álcool ou serão utilizados pelos músculos, e na falta de glicose a estafa física é muito maior. De acordo com o Dr. Pablius, “A falta de açúcar predispõe ao aumento do cansaço físico, diminui a resistência pelo gasto desnecessário de energia e pode facilitar a ocorrência de lesões”.

Outro sistema atingido pela ação da bebida é o do cérebro. Diminuímos os reflexos e perdemos a sensibilidade, o que aumenta as chances de acidentes e lesões. “O álcool, ao agir no cérebro, diminui nossa reação rápida e a coordenação”, ressalta o médico.

Melhor então deixar para beber depois do exercício. Afinal, nada mais refrescante do que uma cerveja depois do futebol, e mal não há nisso. Certo? Também não.

O esforço muscular estressa os músculos e promove a perda de água, principalmente com o suor. E, após o exercício, o corpo precisa se hidratar e repor a energia que foi gasta, como forma de se recuperar e ganhar massa muscular (um dos motivos pelo qual nos exercitamos). Além de agir no fígado, como já vimos, o álcool também é diurético. Assim, a bebida alcoólica não só não hidrata como ainda agrava a perda de líquidos, muito importantes após o futebol, como lembra Dr. Pablius: “O álcool pode ser calórico, mas não é a fonte de energia mais recomendada”.

Então fica o recado, álcool e exercício não combinam. Não há mal nenhum em querer gastar as calorias de uma caipirinha, mas o ideal é deixar para o dia seguinte. Já para atletas de alto desempenho, a recomendação é não se arriscar bebendo no dia anterior a uma grande corrida.

Após o exercício, se hidrate sempre com água, com um suco ou com água de coco, se alimente corretamente e deixe a cervejinha para algumas horas mais tarde. “Caso haja uma corrida no sábado de manhã e a pessoa saia e beba um dia antes, não adianta só comer um pão integral pela manhã, é preciso se hidratar bem e consumir alimentos mais calóricos como fonte de energia. Já para exercícios mais leves, é recomendada uma janela de pelo menos 6 horas entre o consumo de álcool e o exercício”, completa o especialista.

O álcool e os esportes

O Hospital 9 de Julho orienta a comunidade a respeitar sempre as leis e apoia atitudes governamentais que visam proteger o cidadão, como nesse caso, combatendo o consumo excessivo ou irresponsável do álcool. Por isso, esse post integra a série Sua Saúde que visa informar a população para que cada um possa fazer a melhor escolha para o seu bem estar e o da sociedade.

 
Escrito em 14 de dez de 2009

O que acontece com o seu cérebro quando você bebe demais?

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional, Sua Saúde    Autor: Átila Iamarino   
 
cérebro

Alguns copos a mais e você sente dificuldade para falar com desenvoltura, falta de coordenação e equilíbrio, e para piorar, sua capacidade de julgamento já não é tão confiável, e é por isso mesmo que você insiste ainda em afirmar: estou completamente sóbrio.

Todas essas consequências são reflexos da ação do álcool em um mesmo lugar, nosso sistema nervoso, que reage das mais surpreendentes formas quanto exageramos no consumo de bebidas alcoólicas.

O etanol, principal tipo de álcool contido nas bebidas, é uma molécula pequena e bem solúvel em água, de forma que é facilmente carregado pelo sangue para todo o corpo. Mas o seu efeito no sistema nervoso central (SNC) é um dos mais importantes. Ele interage com moléculas chamadas neurotransmissores que fazem a comunicação entre as células. Entre outras coisas, o álcool inibe a atividade do cérebro, proporcionando a maioria das mudanças de comportamento que conhecemos.

Segundo o Dr. Antônio Cezar Galvão, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, a bebida alcoólica pode provocar diversos efeitos além da euforia, prazer e excitação. “Os efeitos do álcool no cérebro, levam a efeitos psíquicos como redução da concentração e atenção, redução da memória recente e do julgamento”. E é por isso que depois da farra você pode até se esforçar, mas muitas vezes não se lembra da noite anterior.

Os efeitos do álcool atingem inclusive a região responsável pelo controle dos movimentos e equilíbrio, o que justifica o trançar de pernas e a fala arrastada de quem exagerou na bebida.

Essas consequências que aparecem com as doses a mais possuem denominações científicas, e o Dr. Antônio Cezar Galvão traduziu essa linguagem para que possamos ficar ciente do que acontece no nosso sistema nervoso quando passamos dos limites. “No cerebelo e no sistema vestibular, o álcool provoca a disartria que são os problemas na articulação de palavras que levam àquela fala enrolada. Já ataxia é o nome dado para a perda da coordenação dos movimentos. E existem ainda os problemas da visão dupla e do nistagmo, que são oscilações involuntárias dos olhos”.

Em níveis mais altos de álcool no sangue, a cognição e a coordenação motora são tão afetadas que multiplicam os riscos de dirigir veículos, exemplifica o médico.

Mas por que você não se lembra do que fez na noite anterior? Por muitos anos pensava-se que o consumo excessivo de álcool acarretava em formas de esquecimento, como os blackouts temporários. Mas um estudo de 2008 realizado por Cientistas da Universidade de Sussex, na Inglaterra, provou que o álcool, na verdade, altera os neurotransmissores prejudicando a formação da memória e não seu esquecimento.

De forma geral, eles concluíram que o cérebro além de não registrar claramente os fatos, ainda colaborava para uma espécie de memória seletiva. Dessa forma, a pessoa se lembra bem de eventos positivos que ocorreram antes da intoxicação (consumo excessivo do álcool), mas não consegue se recordar de eventos negativos pós-intoxicação.

A psicóloga Dora Duka, que liderou esse estudo, acredita que esse fenômeno pode levar as pessoas a acreditar mais nos efeitos positivos do álcool em vez de perceber seus efeitos negativos, contribuindo até para o desenvolvimento de um possível alcoolismo.

A partir de agora então você já sabe. Se beber além da conta, tome cuidado, pois você pode não estar no controle dos seus próprios atos e provavelmente ainda terá que lidar com a ressaca do dia seguinte. Busque se divertir com moderação.

O que acontece com o seu cérebro quando você bebe demais

O Hospital 9 de Julho orienta a comunidade a respeitar sempre as leis e apoia atitudes governamentais que visam proteger o cidadão, como nesse caso, combatendo o consumo excessivo ou irresponsável do álcool. Por isso, esse post integra a série Sua Saúde que visa informar a população para que cada um possa fazer a melhor escolha para o seu bem estar e o da sociedade.

 
Página 1 de 212