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Escrito em 04 de abr de 2011

Simpósio de Infectologia no Hospital 9 de Julho

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Quando tomamos antibióticos e não cumprimos todo o ciclo do medicamento, estamos apenas selecionando bactérias. Isso significa que, enquanto matamos as bactérias mais fracas, ficamos com as mais fortes em nosso organismo e aumentamos sua resistência aos antimicrobianos existentes para tratamento.

Alinhado com issso, no último sábado, dia 2 de abril, aconteceu o Simpósio de Infectologia no auditório do Hospital 9 de Julho. O foco de discussão foi o uso de antimicrobianos em ambiente hospitalar.

Com abertura da Dra. Regina Tranchesi, diretora técnica e infectologista do Hospital 9 de Julho, o evento contou com a participação de três profissionais especializados no assunto: o Dr. Antonio Carlos Campos Pignatari (diretor do Laboratório Especial de Microbiologia Clínica da UNIFESP), o Dr. Eduardo Alexandrino Servolo de Medeiros (presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital São Paulo – UNIFESP) e o Dr. Arnaldo Lopes Colombo (Diretor Técnico do Laboratório Especial de Micologia – UNIFESP).

O Dr. Pignatari abordou a resistência bacteriana e seu impacto para o uso de antibióticos. Após mostrar como a resistência de uma bactéria ao medicamento ocorre e ensinar a categorização desses microorganismos, o doutor ressaltou que a utilização correta dos medicamentos pode evitar que mais bactérias criem resistência aos tipos mais utilizados de antimicrobianos.

É importante que esse quadro não aconteça, pois esses antibacterianos, como a oxacilina, são mais utilizados justamente por sua eficácia e toxicidade baixa, além de ser indicado para todas as faixas etárias.

Já o Dr. Eduardo Medeiros tratou especificamente do uso dos antibióticos nos hospitais, abordando técnicas para o diagnóstico do melhor medicamento e reforçou a importância de acompanhar a medicação dos pacientes até o fim para não incentivar a multiresistência das bactérias, que tem origem – principalmente – nas UTIs.

Além disso, o Dr. Medeiros também abordou custos, medicamentos alternativos e conceitos fundamentais da aplicação e otimização do uso de antibactericidas para os mais variados casos.

Encerrando o ciclo de palestras, o Dr. Colombo falou especificamente sobre novas drogas antifúngicas, a dificuldade da sua produção e os principais casos que podem ser solucionados com sua utilização. Sua apresentação teve foco em formas alternativas de tratamento e na escolha correta de antifúngicos para cada tratamento.

A importância desse tema é ressaltada pelo Dia Mundial da Saúde. No dia 7 de abril, a OMS (Organização Mundial de Saúde) convida o mundo a falar sobre a resistência antimicrobial e alerta para a gravidade do tópico, convocando um esforço contínuo para reduzir a incidência de bactérias super-resistentes.