A Dra. Jeanne D’arc Correa, cirurgiã traumatologista do Centro de Trauma do Hospital 9 de Julho, costuma dizer que todo o acidente é evitável, mas acaba acontecendo por uma série de fatores, como a falta de atenção, ou porque o risco não foi calculado corretamente etc.
Quando se fala em crianças, a situação é um pouco mais complicada, pois os pequenos ainda não têm plena capacidade de julgamento. Segundo a Organização não Governamental Criança Segura, as quedas são a principal causa de internação por acidentes em crianças até os 14 anos.
A proteção começa em casa. Algumas medidas como limitar o acesso a escadas, manter portas que dão acesso à rua trancadas e sem a chave para evitar a abertura pela criança, além de janelas e varandas protegidas por grades estão entre as medidas de segurança mais importantes. “O ideal é que a casa não tenha tapetes para evitar que a criança tropece. Os eletrodomésticos como TV e forno de micro-ondas também merecem atenção redobrada. Deixe-os fora do alcance dos pequenos e, sempre que possível, esconda os cabos para evitar que eles os puxem”, lembra a médica.
Todas as lesões requerem atendimento rápido para evitar o risco de infecção e a possibilidade de sequelas, mas quedas em que a criança bate a cabeça ou se queixa de dor abdominal com inchaço local exigem atenção especial e ajuda especializada imediata. “Mas mesmo que, passado o susto, a criança pare de chorar e aparente estar bem, é necessário levá-la a um pronto-socorro para uma avaliação mais completa e descarte de problemas como pequenas fissuras nos ossos, que podem atrapalhar o seu desenvolvimento, ou situações mais graves como coágulos no cérebro”, finaliza a Dra. Jeanne.
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