
Na ocasião do Dia do Controle do Colesterol, que é comemorado 29 de julho, trazemos alguns dos especialistas em cardiologia do Hospital 9 de Julho para esclarecer dúvidas a respeito do tema.
O colesterol é um componente natural de gordura, que circula na corrente sanguínea. Além de poder ser absorvido de alimentos, também é produzido pelo próprio fígado. Dentro de valores aceitáveis, não traz qualquer problema à saúde. Porém, quando em excesso, o colesterol é um dos responsáveis pela formação das placas de ateroesclerose que, em última instância, podem causar o chamado “entupimento de artérias”. Isso pode acontecer não só no coração, mas em qualquer órgão. As consequências mais comuns são a isquemia cardíaca (infarto), cerebral (derrame), no rim ou na perna (trombose).
“É importante dizer que esse é um efeito de longo prazo”, explica o Dr. Irapuan Magalhães, cardiologista do Hospital 9 de Julho. “Não é porque alguém foi diagnosticado com colesterol alto que vai sofrer um infarto”. Primeiramente, é necessário identificar a razão de uma taxa elevada de colesterol no organismo. Isso pode ocorrer tanto por um aumento na ingestão de alimentos gordurosos, quanto por uma característica própria do indivíduo.
Por esse motivo, são aconselháveis exames periódicos para medição da pressão arterial, dos níveis de açúcar e do colesterol no sangue. “A frequência desses exames varia de acordo com a faixa etária”, informa o Dr. Irapuan. “Hoje em dia, aconselha-se que jovens próximos da idade adulta, a partir dos 20 anos de idade, façam um checkup de cinco em cinco anos. Existem pacientes que apresentam sinais de colesterol alto já nessa idade, devido a um fator hereditário“. Para pessoas obesas, que tenham doenças coronárias precoces, ou com complicações cardíacas no histórico familiar, o exame deve ser realizado pelo menos anualmente.
Os cuidados principais para evitar complicações dessa natureza são: manter uma dieta saudável e praticar atividade física. Exercícios aeróbicos queimam gordura e, portanto, retiram o colesterol da circulação sanguínea. “Porém, pessoas magras e atléticas, que não comem alimentos ricos em colesterol, também estão sujeitas a terem problemas”, acrescenta o Dr. Marcelo Paiva, também cardiologista do Hospital 9 de Julho. “Tudo depende das características pessoais de cada um”.
Hoje em dia, existem vários tipos de medicamentos específicos para baixar o nível de colesterol no sangue, cada um com sua particularidade. Os mais comumente prescritos são as estatinas, que vêm ganhando destaque na mídia. “São remédios que, quando bem empregados, reduzem de forma significativa os riscos de infarto, angina, cateterismo, cirurgia e, até mesmo, uma complicação cardíaca fatal”, esclarece o Dr. Marcelo Paiva. O acompanhamento médico, porém, é indispensável. “As estatinas podem ser substâncias tóxicas”, alerta o Dr. Irapuan Magalhães. “A avaliação médica é importante para verificar qual o melhor composto, bem como a dosagem mais adequada para cada caso”.














