Posts com a tag ‘câncer de mama’

Escrito em 11 de out de 2012

Câncer de mama possui chances de cura se detectado no início

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

 

No mês de outubro acontece a campanha mundial voltada à prevenção do câncer de mama, o Outubro Rosa. Esta iniciativa partiu dos familiares da norte-americana Susan Komen, que teve câncer de mama aos 33 anos e faleceu três anos depois. Eles fizeram uma fundação com intuito de orientar as pacientes, investir em educação, rastreamento, diagnóstico, pesquisas e tratamento da doença.

O principal risco para o câncer de mama é ser mulher, mas a doença também pode ocorrer em homens. No entanto, a proporção de incidência é menor: um homem para cada 100 mulheres, característica que confirma que os hormônios têm relação íntima com o câncer de mama. A idade também é um fator influente para o aparecimento da doença. A partir dos 40 anos a incidência começa a aumentar, com pico entre 55 a 65 anos. O risco genético corresponde entre 5 a 10% dos casos e se expressam em pacientes mais jovens.

A prevenção primária tem relação, principalmente com estilo de vida da pessoa, como no controle do peso, especialmente na pós-menopausa, consumo de bebidas alcoólicas, alimentos e a realização de exercícios físicos. Para o ginecologista do H9J, Dr. Fabio Laginha, a adoção de hábitos saudáveis pode diminuir as chances de ter a doença em até 28%.

É no diagnóstico precoce que se encontra o maior percentual de cura. Para isto, é necessário investir na educação dos pacientes e profissionais da saúde. “O exame principal é a mamografia e deve ser feita na população em geral a partir dos 40 anos anualmente. Quando existem casos na família, o ideal é iniciar este rastreamento bem antes dos 40 anos. Os exames de ultrassonografia e ressonância magnética são necessários para complementar a mamografia”, alerta o médico.

O autoexame e palpação também são importantes e devem ser realizados para que a paciente se conheça e aprenda a avaliar as mudanças e características das mamas relacionadas aos ciclos menstruais e idade. Estes exames têm a função de fazer com que pacientes fora da faixa de idade comum de rastreamento possam perceber alterações. No entanto, estas práticas só detectam nódulos grandes que já não são mais considerados como diagnóstico precoce.

O câncer de mama é uma doença muito heterogênea e com diversos graus de desenvolvimento, característica que faz com que os tratamentos sejam diferentes para cada paciente, de acordo com idade e risco, que devem ser avaliados por uma equipe multidisciplinar. Os principais tratamentos são: cirurgias e radioterapia (para o controle local e regional da doença), quimioterapia, hormonioterapia (tratamento sistêmico) e as mais novas terapias alvos para tumores que expressam fatores de maior risco para a paciente. “A evolução tem sido concreta com cirurgias cada vez menos mutiladoras e mais conservadoras, quimioterápicos e radioterapia que causam menos sequelas e prolongam a vida das pacientes”, explica Dr. Laginha.

Para todo este conjunto de ações, do rastreamento ao tratamento, é preciso trabalhar em equipe multidisciplinar de médicos enfermeiras fisioterapeutas e psicólogos com educação continuada. A recuperação da paciente é possível e a principal medida é a descoberta precoce.

 

Não se esqueça, o câncer de mama tem cura!

 
Escrito em 30 de mai de 2011

Câncer de Mama: Tratamento

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Continuando nossa conversa com o Dr. Fabricio Brenelli, abordaremos os métodos de tratamento do câncer de mama.

O tratamento indicado vai depender do estágio da doença quando detectada”, afirma o Dr. Brenelli. “Quando lidamos com tumores, precisamos separá-los em invasivos e não invasivos”.

No caso de tumores não invasivos, o tratamento é mais simples por ser local, uma vez que o câncer não faz metástase (disseminação do tumor em outras áreas do organismo). Porém, caso não seja identificado ou tratado, os nódulos podem evoluir para tumores invasivos; nesse caso, a metástase pode acontecer.

Quando são pequenos, os tumores são removidos por meio de uma cirurgia, seguida por um tratamento com radioterapia para garantir a remoção completa das células cancerígenas. Outras formas de tratamento são a quimioterapia (com ou sem o uso de hormônios) e a imunoterapia, técnica nova que estimula o sistema imunológico para ajudar na eliminação do câncer.

Quando os tumores são maiores, o procedimento recomendado é a mastectomia – remoção completa da mama. “Uma nova prática que adotamos no Hospital 9 de Julho é a oncoplastia”, diz o Dr. Brenelli. “Quando fazemos uma mastectomia, conservamos o aspecto original do seio e a cirurgia estética de reconstrução é feita rapidamente. Isto melhora a qualidade de vida durante o tratamento e recuperação da paciente”, explica.

Em procedimentos normais, o tempo entre a mastectomia e a cirurgia plástica de reconstrução pode levar até dois anos. “Quando realizamos procedimentos oncoplásticos, reduzimos as chances de problemas sociais durante a recuperação da paciente, além de evitar a depressão e a reclusão”, comenta o doutor.

Pessoas com histórico de câncer de mama na família podem procurar a mastectomia como forma preventiva mas, segundo o Dr. Brenelli, isso não é recomendado “A cirurgia redutora não elimina 100% do risco; o mais indicado é passar pelos procedimentos e exames rotineiros de rastreamento e discutir todas as formas de prevenção. A remoção da mama pode ser considerada uma mutilação, e é considerada apenas como uma última opção de tratamento”, conclui.

Veja neste post como fazer a rotina de prevenção do câncer de mama. O acompanhamento médico é muito importante, procure o seu.

 
Escrito em 25 de mai de 2011

Um olhar sobre o câncer de mama

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O câncer de mama é um problema de saúde pública, representando o segundo tipo mais frequente de câncer nas mulheres. De acordo com uma pesquisa do INCA (Instituto Nacional de Câncer), são estimados 50 mil novos casos da doença para 2011.

Normalmente, o câncer de mama não apresenta sintomas. Porém, além do nódulo no seio, que é o principal indicador, podem ocorrer enrugações, secreção no bico do seio, elevação da pele e alterações de cor. Nódulos nas axilas também podem ser um indicador da doença.

Segundo o Dr. Fabricio Brenelli, mastologista do Hospital 9 de Julho, não há como prevenir o câncer de mama. “Existem comportamentos que podem acelerar o surgimento do câncer, além de existirem grupos de risco que devem ser observados“, afirma.

Mudanças no estilo de vida podem ser consideradas uma forma de prevenção. A gravidez e a amamentação tardia, bem como a obesidade, o fumo e o consumo exagerado de álcool podem estimular o surgimento do câncer. “O estilo de vida é um fator que deve ser considerado“, diz o médico. Os grupos de risco abrangem pessoas com histórico de câncer de mama em parentes de 1 e 2 grau e ovário na família.

A melhor maneira para detectar o câncer de mama é por meio da mamografia - quanto mais cedo ele for identificado, maior é a chance de cura. Por isso, recomenda-se que, a partir dos 40 anos de idade, exames de rastreamento sejam feitos periodicamente. Saiba mais sobre esse exame aqui.

 
Escrito em 26 de abr de 2010

Guia do Paciente Oncológico: Câncer de Mama

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Dando prosseguimento a divulgação dos folders informativos que o Dr. Cid Gusmão desenvolveu em parceria com o Hospital 9 de Julho sobre tratamento oncológico, aproveitamos o Mutirão da Mama que aconteceu no último dia 24 para falar sobre o Câncer de Mama.

O documento você confere abaixo ou na nossa página no Scribd

 
Escrito em 23 de abr de 2010

Mutirão da Mama do Hospital 9 de Julho

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A cada 100 novos casos de mulheres com câncer no mundo, cerca de 22 são de mama. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, a estimativa para 2010 é de mais de 50 mil novos casos da doença.

Ao longo da vida, as mamas sofrem inúmeras mudanças e o surgimento do câncer nesse local é decorrente de alterações genéticas das células da região, que passam a se multiplicar desordenadamente. As maiores incidências da doença estão em mulheres na faixa dos 40 a 80 anos, mas alguns homens também podem desenvolver o tumor de mama, o que acontece de maneira mais frequente na faixa dos 50 a 60 anos.

Alguns dos sintomas que podem indicar o câncer de mama são:

  • Nódulo palpável na mama;
  • Saída de sangue ou secreção pelo mamilo;
  • Engrossamento da pele da mama, acompanhado ou não de vermelhidão;
  • Nódulos duros e palpáveis na axila ou base do pescoço.

A prevenção é a grande arma no combate ao câncer de mama e quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores as chances de cura. Os índices de cura para um diagnóstico precoce são de cerca de 80% a 90%.

Apesar de ser importante para o conhecimento do próprio corpo e auxiliar na percepção de qualquer anormalidade, o auto-exame não substitui a mamografia, principal exame de rastreamento e diagnóstico do câncer. Recomenda-se que mulheres a partir dos 40 anos o exame de mamografia seja realizado anualmente. Já o auto-exame é indicado que seja feito uma vez por mês.

Atento a essa realidade, o Hospital 9 de Julho criou o Mutirão da Mama, com o objetivo de fornecer mais informações sobre a doença à população. O evento é gratuito e será realizado no dia 24 de abril, no Centro Médico do Hospital, para atender cerca de 100 pessoas.

A participação compreende palestras e visitação aos centros de tratamentos, onde o público poderá tirar dúvidas e aprender sobre os métodos de diagnóstico, tratamento e prevenção.

Os interessados em participar no Mutirão da Mama devem preencher o formulário no site do Hopsital 9 de Julho ou na imagem que ilustra esse texto.

 
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