Posts com a tag ‘câncer de mama’

Escrito em 30 de mai de 2011

Câncer de Mama: Tratamento

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Continuando nossa conversa com o Dr. Fabricio Brenelli, abordaremos os métodos de tratamento do câncer de mama.

O tratamento indicado vai depender do estágio da doença quando detectada”, afirma o Dr. Brenelli. “Quando lidamos com tumores, precisamos separá-los em invasivos e não invasivos”.

No caso de tumores não invasivos, o tratamento é mais simples por ser local, uma vez que o câncer não faz metástase (disseminação do tumor em outras áreas do organismo). Porém, caso não seja identificado ou tratado, os nódulos podem evoluir para tumores invasivos; nesse caso, a metástase pode acontecer.

Quando são pequenos, os tumores são removidos por meio de uma cirurgia, seguida por um tratamento com radioterapia para garantir a remoção completa das células cancerígenas. Outras formas de tratamento são a quimioterapia (com ou sem o uso de hormônios) e a imunoterapia, técnica nova que estimula o sistema imunológico para ajudar na eliminação do câncer.

Quando os tumores são maiores, o procedimento recomendado é a mastectomia – remoção completa da mama. “Uma nova prática que adotamos no Hospital 9 de Julho é a oncoplastia”, diz o Dr. Brenelli. “Quando fazemos uma mastectomia, conservamos o aspecto original do seio e a cirurgia estética de reconstrução é feita rapidamente. Isto melhora a qualidade de vida durante o tratamento e recuperação da paciente”, explica.

Em procedimentos normais, o tempo entre a mastectomia e a cirurgia plástica de reconstrução pode levar até dois anos. “Quando realizamos procedimentos oncoplásticos, reduzimos as chances de problemas sociais durante a recuperação da paciente, além de evitar a depressão e a reclusão”, comenta o doutor.

Pessoas com histórico de câncer de mama na família podem procurar a mastectomia como forma preventiva mas, segundo o Dr. Brenelli, isso não é recomendado “A cirurgia redutora não elimina 100% do risco; o mais indicado é passar pelos procedimentos e exames rotineiros de rastreamento e discutir todas as formas de prevenção. A remoção da mama pode ser considerada uma mutilação, e é considerada apenas como uma última opção de tratamento”, conclui.

Veja neste post como fazer a rotina de prevenção do câncer de mama. O acompanhamento médico é muito importante, procure o seu.

 
Escrito em 25 de mai de 2011

Um olhar sobre o câncer de mama

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O câncer de mama é um problema de saúde pública, representando o segundo tipo mais frequente de câncer nas mulheres. De acordo com uma pesquisa do INCA (Instituto Nacional de Câncer), são estimados 50 mil novos casos da doença para 2011.

Normalmente, o câncer de mama não apresenta sintomas. Porém, além do nódulo no seio, que é o principal indicador, podem ocorrer enrugações, secreção no bico do seio, elevação da pele e alterações de cor. Nódulos nas axilas também podem ser um indicador da doença.

Segundo o Dr. Fabricio Brenelli, mastologista do Hospital 9 de Julho, não há como prevenir o câncer de mama. “Existem comportamentos que podem acelerar o surgimento do câncer, além de existirem grupos de risco que devem ser observados“, afirma.

Mudanças no estilo de vida podem ser consideradas uma forma de prevenção. A gravidez e a amamentação tardia, bem como a obesidade, o fumo e o consumo exagerado de álcool podem estimular o surgimento do câncer. “O estilo de vida é um fator que deve ser considerado“, diz o médico. Os grupos de risco abrangem pessoas com histórico de câncer de mama em parentes de 1 e 2 grau e ovário na família.

A melhor maneira para detectar o câncer de mama é por meio da mamografia - quanto mais cedo ele for identificado, maior é a chance de cura. Por isso, recomenda-se que, a partir dos 40 anos de idade, exames de rastreamento sejam feitos periodicamente. Saiba mais sobre esse exame aqui.

 
Escrito em 26 de abr de 2010

Guia do Paciente Oncológico: Câncer de Mama

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Dando prosseguimento a divulgação dos folders informativos que o Dr. Cid Gusmão desenvolveu em parceria com o Hospital 9 de Julho sobre tratamento oncológico, aproveitamos o Mutirão da Mama que aconteceu no último dia 24 para falar sobre o Câncer de Mama.

O documento você confere abaixo ou na nossa página no Scribd

 
Escrito em 23 de abr de 2010

Mutirão da Mama do Hospital 9 de Julho

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A cada 100 novos casos de mulheres com câncer no mundo, cerca de 22 são de mama. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, a estimativa para 2010 é de mais de 50 mil novos casos da doença.

Ao longo da vida, as mamas sofrem inúmeras mudanças e o surgimento do câncer nesse local é decorrente de alterações genéticas das células da região, que passam a se multiplicar desordenadamente. As maiores incidências da doença estão em mulheres na faixa dos 40 a 80 anos, mas alguns homens também podem desenvolver o tumor de mama, o que acontece de maneira mais frequente na faixa dos 50 a 60 anos.

Alguns dos sintomas que podem indicar o câncer de mama são:

  • Nódulo palpável na mama;
  • Saída de sangue ou secreção pelo mamilo;
  • Engrossamento da pele da mama, acompanhado ou não de vermelhidão;
  • Nódulos duros e palpáveis na axila ou base do pescoço.

A prevenção é a grande arma no combate ao câncer de mama e quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores as chances de cura. Os índices de cura para um diagnóstico precoce são de cerca de 80% a 90%.

Apesar de ser importante para o conhecimento do próprio corpo e auxiliar na percepção de qualquer anormalidade, o auto-exame não substitui a mamografia, principal exame de rastreamento e diagnóstico do câncer. Recomenda-se que mulheres a partir dos 40 anos o exame de mamografia seja realizado anualmente. Já o auto-exame é indicado que seja feito uma vez por mês.

Atento a essa realidade, o Hospital 9 de Julho criou o Mutirão da Mama, com o objetivo de fornecer mais informações sobre a doença à população. O evento é gratuito e será realizado no dia 24 de abril, no Centro Médico do Hospital, para atender cerca de 100 pessoas.

A participação compreende palestras e visitação aos centros de tratamentos, onde o público poderá tirar dúvidas e aprender sobre os métodos de diagnóstico, tratamento e prevenção.

Os interessados em participar no Mutirão da Mama devem preencher o formulário no site do Hopsital 9 de Julho ou na imagem que ilustra esse texto.

 
Escrito em 04 de dez de 2009

O câncer e o álcool

Categorias: Oncologia, Sua Saúde    Autor: Átila Iamarino   
 

O câncer é um nome genérico para mais de 100 doenças bastante diversas, que em comum possuem a característica de apresentar uma multiplicação celular descontrolada. Como nossas células estão se multiplicando constantemente para repor as que morreram, no câncer perde-se o controle adequado deste processo, e as células adquirem características que a transformarão em uma célula maligna,dando origem ao tumor.

Segundo o Dr. Cid Gusmão, oncologista clínico e coordenador do Centro de Referência em Oncologia do Hospital 9 de Julho, o álcool é um dos fatores que pode contribuir para este processo.”As células estão sempre se multiplicando e sujeitas a defeitos durante o processo de divisão celular. Quando os mecanismos de reparo falham, por qualquer que seja o motivo, esta célula pode se transformar em uma célula maligna. Entre os fatores que podem causar falhas no reparo estão fatores externos, como a radiação ultravioleta do Sol, o tabaco e o álcool.”

“Apesar de associarmos mais às doenças do fígado, o álcool está relacionado também como promotor do câncer de cabeça e pescoço, laringe e cavidade oral, além do câncer de fígado e de pâncreas.”, explica o médico

brinde Segundo o medico, o risco é maior nas pessoas que bebem regularmente e em grande quantidade. “O problema do álcool é o consumo inadequado, e é difícil se dizer quanto é o consumo inadequado. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que quem consome duas ou mais doses de destilados diariamente está excedendo o saudável, e esta quantidade de álcool já poderia causar problemas.”, descreve o Dr. Cid Gusmão. “Isso não quer dizer que a pessoa não deva beber. O álcool, quando consumido em pequenas doses, pode ter efeitos benéficos para o organismo. Tanto cardiovasculares como psicológicos, dada seu caráter social.” complementa.

E quais exames podemos fazer para não sermos pegos de surpresa? “Do ponto de vista geral, toda mulher com mais de 45 anos deve realizar o exame de mamografia anualmente e, caso apresente histórico da doença na família, isto deve iniciar aos 35 anos. A realizaçào regular da mamografia diminui o risco de mortalidade por câncer de mama em 25% e possui importante impacto de saúde pública. Nas mulheres, a realização do exame de Papanicolau uma vez ao ano, após o início da vida sexual, reduz de forma significativa a mortalidade pelo câncer de colo de útero. Já os homens devem fazer o toque retal e o exame de dosagem de PSA a partir dos 50 anos.

Para a pessoa que bebe frequentemente, uma das práticas mais importantes é consultar o dentista regularmente. Como o consumo de álcool pode provocar o câncer de boca e laringe, o dentista pode detectar a doença precocemente. Também é importante ter em mente que ficar rouco é um sinal de preocupação, pois isso pode ser um sinal de um câncer de laringe, por exemplo.

Dr. Cid explica ainda que muito do peso negativo que atribuímos ao câncer já não condiz mais com a realidade da doença dado os avanços mais recentes da medicina, “O câncer ainda assusta muito. Temos aquela imagem de uma doença extremamente letal, da década de 1960 e 1970, quando o diagnóstico ainda era feito com raio-x e exames simples, sendo que a maioria dos tratamentos foi desenvolvido nos últimos 15 anos. Hoje em dia, temos métodos bem melhores de diagnóstico e podemos detectar o câncer precocemente, quando as chances de cura são maiores. Além disso, os tratamentos disponíveis atualmente são muito mais eficazes e aumentaram em muito as taxas de cura da doença”.

Apesar do grande avanço da medicina moderna, a prevenção ainda é uma grande aliada, como ressalta o oncologista: “A mudança para hábitos alimentares saudáveis, o abandono do tabagismo e a prática de esportes ainda são as melhores formas de prevenção. Além de manter um consumo de álcool dentro do considerado normal. Somente estas modificações no nosso estilo de vida podem reduzir em 30% as chances de desenvolvermos um câncer”

O câncer e o álcool

O Hospital 9 de Julho orienta a comunidade a respeitar sempre as leis e apoia atitudes governamentais que visam proteger o cidadão, como nesse caso, combatendo o consumo excessivo ou irresponsável do álcool. Por isso, esse post integra a série Sua Saúde que visa informar a população para que cada um possa fazer a melhor escolha para o seu bem estar e o da sociedade.