Continuando nossa conversa com o Dr. Fabricio Brenelli, abordaremos os métodos de tratamento do câncer de mama.
“O tratamento indicado vai depender do estágio da doença quando detectada”, afirma o Dr. Brenelli. “Quando lidamos com tumores, precisamos separá-los em invasivos e não invasivos”.
No caso de tumores não invasivos, o tratamento é mais simples por ser local, uma vez que o câncer não faz metástase (disseminação do tumor em outras áreas do organismo). Porém, caso não seja identificado ou tratado, os nódulos podem evoluir para tumores invasivos; nesse caso, a metástase pode acontecer.
Quando são pequenos, os tumores são removidos por meio de uma cirurgia, seguida por um tratamento com radioterapia para garantir a remoção completa das células cancerígenas. Outras formas de tratamento são a quimioterapia (com ou sem o uso de hormônios) e a imunoterapia, técnica nova que estimula o sistema imunológico para ajudar na eliminação do câncer.
Quando os tumores são maiores, o procedimento recomendado é a mastectomia – remoção completa da mama. “Uma nova prática que adotamos no Hospital 9 de Julho é a oncoplastia”, diz o Dr. Brenelli. “Quando fazemos uma mastectomia, conservamos o aspecto original do seio e a cirurgia estética de reconstrução é feita rapidamente. Isto melhora a qualidade de vida durante o tratamento e recuperação da paciente”, explica.
Em procedimentos normais, o tempo entre a mastectomia e a cirurgia plástica de reconstrução pode levar até dois anos. “Quando realizamos procedimentos oncoplásticos, reduzimos as chances de problemas sociais durante a recuperação da paciente, além de evitar a depressão e a reclusão”, comenta o doutor.
Pessoas com histórico de câncer de mama na família podem procurar a mastectomia como forma preventiva mas, segundo o Dr. Brenelli, isso não é recomendado “A cirurgia redutora não elimina 100% do risco; o mais indicado é passar pelos procedimentos e exames rotineiros de rastreamento e discutir todas as formas de prevenção. A remoção da mama pode ser considerada uma mutilação, e é considerada apenas como uma última opção de tratamento”, conclui.
Veja neste post como fazer a rotina de prevenção do câncer de mama. O acompanhamento médico é muito importante, procure o seu.
















Segundo o medico, o risco é maior nas pessoas que bebem regularmente e em grande quantidade. “O problema do álcool é o consumo inadequado, e é difícil se dizer quanto é o consumo inadequado. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que quem consome duas ou mais doses de destilados diariamente está excedendo o saudável, e esta quantidade de álcool já poderia causar problemas.”, descreve o Dr. Cid Gusmão. “Isso não quer dizer que a pessoa não deva beber. O álcool, quando consumido em pequenas doses, pode ter efeitos benéficos para o organismo. Tanto cardiovasculares como psicológicos, dada seu caráter social.” complementa.




