Posts com a tag ‘câncer de pele’

Escrito em 28 de nov de 2011

Protegendo a pele contra o câncer

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O câncer de pele é o tumor maligno com maior incidência no mundo, respondendo por cerca de 25% de todos os casos ocorridos no Brasil. Isso ocorre principalmente graças ao nosso clima tropical, já que a exposição à radiação ultravioleta é a principal causa desse tipo de tumor.

O verão é um período crítico na prevenção desta doença. É a época do ano em que a incidência de exposição ao sol mais aumenta, por razões óbvias. Mas é claro que é possível aproveitar o verão sem comprometer a nossa saúde: basta utilizar filtro solar pelo menos 30 minutos antes de se expor ao sol. O objetivo é bloquear os raios ultravioleta, UVA e UVB, prejudiciais à saúde da pele.

A Dra. Patricia Fagundes, dermatologista do Hospital 9 de Julho, alerta que é importante prestar atenção ao Fator de Proteção Solar (FPS) na hora da compra. Para ficar fácil de entender, o FPS mede o tempo de exposição ao sol necessário para que a pele atinja a dose eritematosa mínima (DEM). Ou seja, um produto com FPS 15 significa que a pele demora 15 vezes mais tempo para sofrer os danos causados pelo sol.

Os filtros solares são compostos por ingrediente ativo e veículo. De acordo com a natureza química e as propriedades físicas dos ingredientes ativos, os filtros solares atenuam a ação da RUV (Radiação Ultravioleta) por mecanismos de absorção (filtros orgânicos), dispersão e reflexão (filtros inorgânicos).

Eles podem ser encontrados em forma de creme, loção, gel ou spray. Sua escolha por um deles deve basear-se no tipo de pele (seca ou oleosa) e no tamanho da área aplicada.

Filtros solares em loção, por exemplo, espalham mais facilmente e são ideais para áreas extensas. Já os filtros em spray são ótimos para áreas com muitos pêlos.

Em qualquer caso, o filtro deve ser reaplicado a cada duas horas para garantir sua proteção máxima. Outros cuidados, como evitar o sol das 10:00 às 16:00hs e usar chapéus, óculos escuros e protetor labial também ajudam a prevenir essa e outras doenças na pele.

Esses conselhos valem também para pessoas de pele negra ou morena: apesar de a incidência do câncer ser menor nesses casos, elas também estão sujeitas aos riscos da doença e, portanto, devem tomar os mesmos cuidados.

 
Escrito em 22 de out de 2010

Câncer de pele

Categorias: Dermatologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Por Dr. Renato Santos

Qualquer pessoa pode ter câncer de pele, sendo a ocorrência mais comum em pessoas de pele clara, olhos claros, que se exponham de forma frequente e prolongada ao sol. Mediante diagnóstico precoce e imediato tratamento, a maioria dos cânceres de pele pode ser curada. A principal modalidade de tratamento é a cirurgia.

Os tipos mais freqüentes são: carcinomas basocelular e espinocelular, e o melanoma. O melanoma é o mais raro dos três e também o mais maligno, apresentando alta letalidade devido a sua capacidade de se espalhar. O melanoma pode ocorrer sobre uma pinta já existente (de nascença ou não), os surgir sobre pele normal (de novo).

Um dos principais fatores que levam ao surgimento do câncer de pele é a exposição aos raios solares, que se tornaram mais perigosos com a destruição da camada de ozônio. Bronzear é uma reação protetora da pele aos raios UV, porém, não previne câncer de pele. Recebemos 80% de toda exposição solar de nossa vida até os 18 anos de idade. Daí a importância da proteção ao sol para as crianças e adolescentes. Todas as pessoas, principalmente as de pele e cabelos claros, devem observar o aparecimento de feridas que não cicatrizam, de manchas escuras ou nódulos na pele, ou de alterações em pintas já existentes (aumento, modificação da cor, prurido, sangramento).

MEDIDAS PARA REDUÇÃO DE RISCOS:

  1. Minimize sua exposição ao sol entre 10h e 16h.
  2. Use roupas e chapéu para se proteger do sol.
  3. Não utilize câmaras de UV para se bronzear.
  4. Proteja as crianças. Não use protetor solar em crianças abaixo de 6 meses. Estas devem ter exposição solar limitada.
  5. Faça auto-exame regular da pele, usando espelhos e procure médico caso apareça ferida que não cicatrize, mancha escura ou nódulo na pele duradouros, ou alterações em pintas já existentes (aumento, modificação da cor, prurido, sangramento).

Melanoma

O melanoma é um câncer de pele potencialmente letal, capaz de produzir metástases. Ele pode se originar em pele normal, porém, na maioria das vezes, origina-se sobre uma pinta já existente.

Algumas características dessas pintas que aumentam as chances delas estarem se transformando em melanoma podem ser avaliadas pela chamada regra do ABCD: AAssimetria; B - Bordas ou limites que se tornam irregulares, mal definidos em relação à pele adjacente; CCor que se altera, de marrom para negro, por variação de tonalidade ou aparecimento de áreas negras, brancas, azuis ou vermelhas; DDiâmetro – aumento de tamanho em diâmetro, extensão ou volume e diâmetro igual ou maior que 0,6 cm.

Alterações clínicas da pinta, como aparecimento de dor, coceira, diminuição do tamanho ou desaparecimento total da pinta, manchas ou pontos escuros em sua volta, sangramento ou pequenas feridas na sua superfície também devem ser valorizadas.

O melanoma tem se manifestado de forma relativamente precoce com maiores taxas de incidência em pessoas com idade entre 30-40 anos. A detecção precoce e o tratamento cirúrgico adequados podem curar mais de 90% dos pacientes.

Evidências sugerem que evitar exposição ao sol, especialmente nas crianças e adolescentes, pode reduzir a incidência de melanoma cutâneo. A exposição pode ser evitada mudando-se certos hábitos, como usar roupas protetoras e protetores solares. Assim reduz-se o tempo de exposição à radiação ultravioleta B.

Importante: Os protetores solares não substituem a não exposição ao sol.

Serviço de Dermatologia e Oncologia Cutânea

 
Escrito em 29 de set de 2010

Um pouquinho sobre sol, radiação e filtro solar

Categorias: Dermatologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Os raios solares chegam até nosso planeta trazendo incontáveis benefícios. Mas com eles vem também o potencial deletério da radiação solar, que pode causar câncer de pele, envelhecimento precoce e outras doenças.

A intensidade desta radiação, a frequência e duração da exposição ao sol, danificam o DNA das células da epiderme e derme. Uma vez danificado seu DNA, a célula pode originar um câncer de pele.

Um dos mais importantes e relativamente recentes avanços na prevenção às doenças de pele causadas pelo sol foi o desenvolvimento dos chamados filtros solares. Nos anos 70, estas substâncias fotoprotetoras começaram a ser desenvolvidas e, desde então, são recomendados para prevenção de câncer de pele, principalmente para aqueles indivíduos de maior risco.

São requisitos fundamentais de um protetor solar: absorver radiação UVA e UVB; apresentar boa substantividade, ou seja, aderir bem à epiderme; ser quimicamente estável e não manchar vestuários.

Para se alcançar uma fotoproteção ideal, é essencial que os filtros solares sejam aplicados de um modo suave, uniforme e na quantidade adequada orientada pelo fabricante a fim de se alcançar um filme fino na superfície da pele exposta.

Para melhor proteção, os fotoprotetores devem ser aplicados pelo menos 30 minutos antes da exposição solar, assegurando melhor difusão das substâncias na pele e portanto, proteção mais eficiente.

Também para garantir ótima proteção, o usuário deve evitar, logo após a aplicação, qualquer contato com roupas a fim de evitar a remoção do filtro solar e com isso diminuir a fotoproteção.

As indústrias farmacêuticas e de dermocosméticos têm gasto anualmente milhões em pesquisas na busca do filtro solar que melhor atenda às necessidades dos pacientes. Se pensarmos nos vários tipos de pele que podem ser encontrados, nas diversas etnias, nos muitos climas ao redor do mundo – sem mencionar as variações de pele que ocorrem em cada fase da vida – fica fácil imaginar o quão difícil e desafiador é a busca pelo filtro solar ideal. Mas de uma coisa podemos ter certeza: o uso adequado de um bom filtro solar nos garante uma pele livre de doenças, sem manchas e com algumas “ruguinhas” a menos.

Por: Dra. Patrícia Fagundes – Dermatologista do Hospital 9 de Julho

 
Escrito em 09 de jun de 2010

Guia do Paciente Oncológico: Câncer de Pele

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Você sabia que 25% dos tumores malignos registrados no Brasil são casos de câncer de pele? O dado é alarmante, principalmente ao considerarmos que a prevenção é simples: basta evitar a exposição ao sol entre 10 e 16hrs e utilizar filtro solar.

Para saber mais sobre prevenção, sintomas e tratamento do câncer de pele, basta visualizar o sexto dos folders informativos que o Dr. Cid Gusmão desenvolveu em parceria com o Hospital 9 de Julho sobre tratamento oncológico abaixo ou então visitar a página do Hospital 9 de Julho no Scribd, caso esteja vendo esse post por um leitor de feeds.

 
Escrito em 04 de dez de 2009

O câncer e o álcool

Categorias: Oncologia, Sua Saúde    Autor: Átila Iamarino   
 

O câncer é um nome genérico para mais de 100 doenças bastante diversas, que em comum possuem a característica de apresentar uma multiplicação celular descontrolada. Como nossas células estão se multiplicando constantemente para repor as que morreram, no câncer perde-se o controle adequado deste processo, e as células adquirem características que a transformarão em uma célula maligna,dando origem ao tumor.

Segundo o Dr. Cid Gusmão, oncologista clínico e coordenador do Centro de Referência em Oncologia do Hospital 9 de Julho, o álcool é um dos fatores que pode contribuir para este processo.”As células estão sempre se multiplicando e sujeitas a defeitos durante o processo de divisão celular. Quando os mecanismos de reparo falham, por qualquer que seja o motivo, esta célula pode se transformar em uma célula maligna. Entre os fatores que podem causar falhas no reparo estão fatores externos, como a radiação ultravioleta do Sol, o tabaco e o álcool.”

“Apesar de associarmos mais às doenças do fígado, o álcool está relacionado também como promotor do câncer de cabeça e pescoço, laringe e cavidade oral, além do câncer de fígado e de pâncreas.”, explica o médico

brinde Segundo o medico, o risco é maior nas pessoas que bebem regularmente e em grande quantidade. “O problema do álcool é o consumo inadequado, e é difícil se dizer quanto é o consumo inadequado. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que quem consome duas ou mais doses de destilados diariamente está excedendo o saudável, e esta quantidade de álcool já poderia causar problemas.”, descreve o Dr. Cid Gusmão. “Isso não quer dizer que a pessoa não deva beber. O álcool, quando consumido em pequenas doses, pode ter efeitos benéficos para o organismo. Tanto cardiovasculares como psicológicos, dada seu caráter social.” complementa.

E quais exames podemos fazer para não sermos pegos de surpresa? “Do ponto de vista geral, toda mulher com mais de 45 anos deve realizar o exame de mamografia anualmente e, caso apresente histórico da doença na família, isto deve iniciar aos 35 anos. A realizaçào regular da mamografia diminui o risco de mortalidade por câncer de mama em 25% e possui importante impacto de saúde pública. Nas mulheres, a realização do exame de Papanicolau uma vez ao ano, após o início da vida sexual, reduz de forma significativa a mortalidade pelo câncer de colo de útero. Já os homens devem fazer o toque retal e o exame de dosagem de PSA a partir dos 50 anos.

Para a pessoa que bebe frequentemente, uma das práticas mais importantes é consultar o dentista regularmente. Como o consumo de álcool pode provocar o câncer de boca e laringe, o dentista pode detectar a doença precocemente. Também é importante ter em mente que ficar rouco é um sinal de preocupação, pois isso pode ser um sinal de um câncer de laringe, por exemplo.

Dr. Cid explica ainda que muito do peso negativo que atribuímos ao câncer já não condiz mais com a realidade da doença dado os avanços mais recentes da medicina, “O câncer ainda assusta muito. Temos aquela imagem de uma doença extremamente letal, da década de 1960 e 1970, quando o diagnóstico ainda era feito com raio-x e exames simples, sendo que a maioria dos tratamentos foi desenvolvido nos últimos 15 anos. Hoje em dia, temos métodos bem melhores de diagnóstico e podemos detectar o câncer precocemente, quando as chances de cura são maiores. Além disso, os tratamentos disponíveis atualmente são muito mais eficazes e aumentaram em muito as taxas de cura da doença”.

Apesar do grande avanço da medicina moderna, a prevenção ainda é uma grande aliada, como ressalta o oncologista: “A mudança para hábitos alimentares saudáveis, o abandono do tabagismo e a prática de esportes ainda são as melhores formas de prevenção. Além de manter um consumo de álcool dentro do considerado normal. Somente estas modificações no nosso estilo de vida podem reduzir em 30% as chances de desenvolvermos um câncer”

O câncer e o álcool

O Hospital 9 de Julho orienta a comunidade a respeitar sempre as leis e apoia atitudes governamentais que visam proteger o cidadão, como nesse caso, combatendo o consumo excessivo ou irresponsável do álcool. Por isso, esse post integra a série Sua Saúde que visa informar a população para que cada um possa fazer a melhor escolha para o seu bem estar e o da sociedade.