Posts com a tag ‘câncer’

Escrito em 08 de fev de 2010

Centro de Referência em Oncologia

Categorias: Oncologia    Autor: Átila Iamarino   
 

O câncer já é apontado como a segunda maior causa de morte por doença no mundo todo, e apesar dos avanços da medicina em termos de diagnósticos e tratamentos, constitui ainda um dos maiores desafios da medicina. Como câncer pode ocorrer nos mais diversos órgãos e tecidos do corpo, a complexidade dessa enfermidade aumenta ainda mais.

É essa complexidade que gera a necessidade do envolvimento de todas as especialidades médicas em torno do diagnóstico e tratamento dos pacientes. As rotinas dos médicos e pacientes que lutam contra essa doença envolvem múltiplos exames, como biópsias, exames radiológicos cada vez mais precisos, como a ressonância magnética, tomografia computadorizada multi slice e o PET-Scan, tratamentos como a quimioterapia, terapias moleculares e a radioterapia conformacional. Além dos mais diversos tipos de cirurgia, hoje cada vez mais seguras e menos invasivas, fisioterapia e até mesmo cuidados com a alimentação.

Assim, o Hospital 9 de Julho, pioneiro em tratamento de câncer e integração de especialidades, conta com um Centro de Referência de Câncer, que reúne profissionais como oncologistas clínicos, cirurgiões oncológicos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, farmacêuticos e enfermagem, todos com formação em oncologia, garantindo o melhor tratamento aos pacientes e em um só lugar.

Dessa forma, todas as etapas que vão do diagnóstico à reabilitação são realizadas em um mesmo centro, com agilidade – um dos ingredientes que aumentam as chances de recuperação em uma doença cujas possibilidades de cura crescem cada vez mais.

Acompanhe uma conversa com o Dr. Cid Gusmão, oncologista clínico e coordenador do Centro de Referência em Oncologia do Hospital 9 de Julho, em que ele explica as vantagens de um centro integrado e como essa iniciativa prepara o Hospital 9 de Julho para o futuro.

 
Escrito em 04 de dez de 2009

O câncer e o álcool

Categorias: Oncologia, Sua Saúde    Autor: Átila Iamarino   
 

O câncer é um nome genérico para mais de 100 doenças bastante diversas, que em comum possuem a característica de apresentar uma multiplicação celular descontrolada. Como nossas células estão se multiplicando constantemente para repor as que morreram, no câncer perde-se o controle adequado deste processo, e as células adquirem características que a transformarão em uma célula maligna,dando origem ao tumor.

Segundo o Dr. Cid Gusmão, oncologista clínico e coordenador do Centro de Referência em Oncologia do Hospital 9 de Julho, o álcool é um dos fatores que pode contribuir para este processo.”As células estão sempre se multiplicando e sujeitas a defeitos durante o processo de divisão celular. Quando os mecanismos de reparo falham, por qualquer que seja o motivo, esta célula pode se transformar em uma célula maligna. Entre os fatores que podem causar falhas no reparo estão fatores externos, como a radiação ultravioleta do Sol, o tabaco e o álcool.”

“Apesar de associarmos mais às doenças do fígado, o álcool está relacionado também como promotor do câncer de cabeça e pescoço, laringe e cavidade oral, além do câncer de fígado e de pâncreas.”, explica o médico

brinde Segundo o medico, o risco é maior nas pessoas que bebem regularmente e em grande quantidade. “O problema do álcool é o consumo inadequado, e é difícil se dizer quanto é o consumo inadequado. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que quem consome duas ou mais doses de destilados diariamente está excedendo o saudável, e esta quantidade de álcool já poderia causar problemas.”, descreve o Dr. Cid Gusmão. “Isso não quer dizer que a pessoa não deva beber. O álcool, quando consumido em pequenas doses, pode ter efeitos benéficos para o organismo. Tanto cardiovasculares como psicológicos, dada seu caráter social.” complementa.

E quais exames podemos fazer para não sermos pegos de surpresa? “Do ponto de vista geral, toda mulher com mais de 45 anos deve realizar o exame de mamografia anualmente e, caso apresente histórico da doença na família, isto deve iniciar aos 35 anos. A realizaçào regular da mamografia diminui o risco de mortalidade por câncer de mama em 25% e possui importante impacto de saúde pública. Nas mulheres, a realização do exame de Papanicolau uma vez ao ano, após o início da vida sexual, reduz de forma significativa a mortalidade pelo câncer de colo de útero. Já os homens devem fazer o toque retal e o exame de dosagem de PSA a partir dos 50 anos.

Para a pessoa que bebe frequentemente, uma das práticas mais importantes é consultar o dentista regularmente. Como o consumo de álcool pode provocar o câncer de boca e laringe, o dentista pode detectar a doença precocemente. Também é importante ter em mente que ficar rouco é um sinal de preocupação, pois isso pode ser um sinal de um câncer de laringe, por exemplo.

Dr. Cid explica ainda que muito do peso negativo que atribuímos ao câncer já não condiz mais com a realidade da doença dado os avanços mais recentes da medicina, “O câncer ainda assusta muito. Temos aquela imagem de uma doença extremamente letal, da década de 1960 e 1970, quando o diagnóstico ainda era feito com raio-x e exames simples, sendo que a maioria dos tratamentos foi desenvolvido nos últimos 15 anos. Hoje em dia, temos métodos bem melhores de diagnóstico e podemos detectar o câncer precocemente, quando as chances de cura são maiores. Além disso, os tratamentos disponíveis atualmente são muito mais eficazes e aumentaram em muito as taxas de cura da doença”.

Apesar do grande avanço da medicina moderna, a prevenção ainda é uma grande aliada, como ressalta o oncologista: “A mudança para hábitos alimentares saudáveis, o abandono do tabagismo e a prática de esportes ainda são as melhores formas de prevenção. Além de manter um consumo de álcool dentro do considerado normal. Somente estas modificações no nosso estilo de vida podem reduzir em 30% as chances de desenvolvermos um câncer”

O câncer e o álcool

O Hospital 9 de Julho orienta a comunidade a respeitar sempre as leis e apoia atitudes governamentais que visam proteger o cidadão, como nesse caso, combatendo o consumo excessivo ou irresponsável do álcool. Por isso, esse post integra a série Sua Saúde que visa informar a população para que cada um possa fazer a melhor escolha para o seu bem estar e o da sociedade.

 
Escrito em 09 de nov de 2009

Câncer de Próstata: quando procurar o Urologista?

Categorias: Grupos de Estudos    Autor: Dr. Cid Zauli   
 

É muito comum observarmos dúvidas nos homens sobre a época certa de se procurar um urologista para a avaliação da próstata. E muitos também desconhecem a forma correta de como isso é realizado. Este artigo tem o objetivo orientar a comunidade masculina.

Todas as vezes que surgem dificuldades para urinar, independente da faixa etária, o urologista deve ser procurado. Por exemplo, nos casos de jato urinário fino com pouca pressão e lento; sensação de ter que urinar várias vezes na intenção de sentir a bexiga vazia (quando, no término da micção, há sempre a sensação de que está “sobrando” alguma urina no interior da bexiga). Forçar a micção, como se existisse algo impedindo a saída da urina, ardor para urinar e sinais de sangue também são sintomas a serem considerados.

Quando não há histórico de câncer de próstata nos familiares mais próximos, como pai, irmãos, avôs, o primeiro check up de próstata, mesmo que não haja queixas do paciente, deve ser feito a partir dos 45 anos. Agora, se há histórico na família, recomendamos o primeiro controle a partir dos 40 anos.

Para a avaliação, o urologista precisará realizar algumas perguntas sobre a presença de alguns sinais ou sintomas que possam ter relação com alguma doença de próstata. Ao contrário do que muitos pensam, o exame físico com o toque da próstata através do ânus ainda é INDISPENSÁVEL. Esse é o maior motivo para que o paciente retarde o primeiro check up, por receio de ser mal interpretado ou “levar alguém a pensar que ele gostou”. Por isso, não podemos dizer que o exame seja tranquilo, apesar de plenamente suportável. O paciente que nunca passou por um exame físico de próstata com toque chega apavorado para a primeira consulta. No entanto, eu mesmo posso constatar que, após o exame físico, a grande maioria dos pacientes concorda que o exame é muito mais constrangedor do que doloroso.

Para complementar, são necessários os exames de ultrasonografia, que é o exame de imagem para avaliar alguma anormalidade na textura da próstata (como a presença de um nódulo) e o exame para dosagem do PSA (Prostatic Specific Antigen – “Antígeno Específico da Próstata”). Esse último é feito através da coleta de sangue e tende a se alterar sempre quando há doença de próstata, principalmente um câncer. No entanto, outras situações também podem alterar o resultado, como relação sexual, andar de bicicleta e biópsia de próstata.

Agora que as dúvidas foram esclarecidas, está na hora de você avaliar se já chegou o seu momento de marcar uma consulta com um urologista. E procurar também encorajar todos os homens do seu convívio a fazer o mesmo.

 
Escrito em 31 de ago de 2009

Gestão de pacientes de alto custo

Categorias: Vídeos    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

No dia 10 de agosto, aconteceu em São Paulo o 1º Simpósio em Gestão de Saúde, organizado pelo Centro de Combate ao Câncer. A temática do encontro foi a gestão de pacientes de alto custo e a garantia de excelência assistencial. Confira o webcast produzido pela repórter Renata Faggion para o Saúde Business Web: