
Dentro e fora dos hospitais, todo cuidado médico está em constante evolução – seja para desenvolver tratamentos para doenças antes sem cura ou oferecer cuidados que promovam o bem-estar em situações difíceis. No primeiro caso, há um fluxo constante de medicamentos sendo lançados, técnicas cirúrgicas sendo aperfeiçoadas e exames de diagnóstico cada vez mais sofisticados. Na segunda situação, há profissionais de várias áreas da saúde estudando e pesquisando as melhores formas de oferecer um atendimento humanizado, centrado na qualidade de vida do paciente e de sua família. Esta abordagem, que foi sistematizada a partir da Segunda Guerra Mundial e colocada como disciplina médica há cerca de dez anos, atende hoje pelo nome de cuidados paliativos.
“Desde que existe a Medicina, existem os cuidados paliativos. O lema é curar quando possível, mas dar conforto e uma vida digna ao paciente sempre”, resume o Dr. Marcelo Levites, médico de família e membro do Grupo de Estudos em Cuidados Paliativos do Hospital 9 de Julho. Ele explica que essa abordagem médica está centrada em três princípios básicos: controle de sintomas, comunicação eficaz e suporte emocional. “Procuramos melhorar a comunicação, explicar o que está acontecendo ao paciente e sua família, oferecendo um suporte emocional para que eles enfrentem a situação da melhor maneira possível, sem se sentirem desamparados”, diz o médico.
Em hospitais onde há um grupo especializado em cuidados paliativos, como no caso do Hospital 9 de Julho, a equipe (médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, entre outros profissionais) trabalha em conjunto para oferecer os recursos mais modernos da medicina aliado a esse suporte emocional, dialogando sempre que possível com o paciente e seus familiares. “Os próprios médicos recorrem ao grupo quando sentem necessidades, pedindo orientações sobre os melhores cuidados para seus pacientes”, afirma o Dr. Levites. O objetivo principal de quem trabalha na área é minimizar a dor e o sofrimento enquanto a cura não é possível. “É o compromisso médico de dar conforto além da cura”, finaliza o médico.


















