Posts com a tag ‘Cardiologia’

Escrito em 25 de abr de 2013

Hospital 9 de Julho adquire GPS do coração para tratar arritmias complexas

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Sim, isso existe. O Dr. Guilherme Fenelon, cardiologista especializado em eletrofisiologia (tratamento de arritmias), explica que o Sistema Carto, equipamento recém-adquirido pelo Hospital 9 de Julho, é como um GPS feito especialmente para o coração. “O Carto mostra, com precisão de um milímetro, a localização do cateter utilizado pelo médico, oferecendo maior precisão e rapidez na cauterização dos focos de arritmia”, explica.

A arritmia é o batimento irregular do coração. Existem diversos subtipos do problema, que variam conforme a velocidade dos batimentos e a região atingida.

O novo equipamento é utilizado para os casos mais complexos, como na Fibrilação Atrial, quando a cavidade superior do coração (Átrio) não contrai mais e fica tremendo, causando uma lentidão grave na circulação sanguínea. Um em cada seis Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) são atribuídos ao problema.

“O equipamento do H9J permite ao médico fazer a cauterização, isolando as áreas atingidas pela doença e regularizando os batimentos cardíacos”, observa. E enumera outro diferencial: “Por meio de softwares com recursos avançados, o profissional pode marcar no sistema as regiões já tratadas. Isso é importante porque, no caso de uma Fibrilação Atrial, precisamos tratar mais de 100 pontos com arritmia em um único procedimento”, explica.

O paciente com indicação para o tratamento sente muita palpitação, cansaço, tontura e falta de ar por causa da má circulação sanguínea e não responde bem ao tratamento medicamentoso. A taxa de sucesso no tratamento chega a 80% em pacientes mais jovens.

A aquisição faz parte de uma série de investimentos em tratamentos minimamente invasivos, ou seja, que causam o menor impacto possível na saúde e ajudam a reduzir o tempo de recuperação dos pacientes. “No caso do Carto, o acesso ao coração é feito por um pequeno corte na veia femural, por onde passa o cateter que fará o tratamento das áreas atingidas pela arritmia”, finaliza o Dr. Fenelon.

 
Escrito em 11 de abr de 2013

Por que procurar um médico antes de sair do sedentarismo?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Tem dias que a gente acorda mais disposto e pensa: hoje vou me matricular na academia perto de casa! Porém, muito mais do que aproveitar esse lampejo de inspiração, é importante realizar uma avaliação médica para evitar que a boa vontade não se reverta em surpresa desagradável.

Isso porque pessoas saudáveis também precisam se atentar a algumas questões antes de tornar o sedentarismo uma lembrança do passado. Por exemplo: você sabe qual é a frequência cardíaca ideal para você? Pois é, esta informação é importante para que o exercício seja realizado com segurança.

O Dr. Marcelo Paiva, responsável pelo Núcleo de Cardiologia do Hospital 9 de Julho, alerta: “Para que o exercício tenha resultados, é preciso que os batimentos cardíacos estejam em uma frequência aceitável, que mantenha a oxigenação do corpo sem deixar o coração em ‘sofrimento’”, exemplifica ao comentar que uma frequência acima do normal pode sobrecarregar o órgão e estimular o desenvolvimento de doenças como as arritmias, o infarto agudo do miocárdio, entre outras.

Quando você está em repouso não se pode ultrapassar a marca de 85, com uma média de 70 batimentos por minuto. A visita ao médico é importante para você saber qual a frequência máxima que pode ser atingida no seu caso. Idade, peso, histórico familiar, tipo de atividade física estão entre os fatores que influenciam a definição deste teto, que varia entre 120 e 140 batimentos por minuto.

“Muito mais do que definir a frequência segura, uma avaliação médica completa pode fazer a pessoa lembrar-se de um tio que sofreu um infarto, por exemplo. Fatos como esse, que não têm a ver diretamente com o paciente, podem ser decisivos para uma investigação mais completa, que descarte a possibilidade doenças até então sem diagnóstico”, finaliza o Dr. Paiva ao citar que as doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de mortalidade no Brasil.

Aproveite a inspiração e marque a consulta com o seu médico antes do primeiro dia na academia, na natação, no futebol, na aula de dança e etc.

 
Escrito em 03 de mai de 2012

Ressonância magnética do coração: amiga do peito do cardiologista

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Quando falamos em tecnologia aplicada à medicina, geralmente a primeira imagem que vem à mente é a da área diagnóstica. E não sem razão. Esse é um setor que evoluiu muito, principalmente nos últimos 50 anos. Hoje, os profissionais de saúde já podem contar com exames bastante especializados, como é o caso da ressonância magnética cardíaca (RMC), não muito conhecida pela população em todas as suas aplicações, mas ferramenta poderosa para cardiologistas e cirurgiões vasculares no manejo do seu atendimento.

Na RMC é possível realizar uma avaliação completa do coração e das estruturas vasculares, tanto arteriais quanto venosas, permitindo o diagnóstico de problemas anatômicos, caracterização do músculo cardíaco, além da avaliação funcional do órgão. “O exame mostra o coração em múltiplos planos e eixos, além de mostrar a dinâmica do ciclo cardíaco. Podemos estudar miocardites permitindo o adequado tratamento clínico, pesquiasa de perfusão ou isquemia miocárdica, e outras alterações como a viabilidade do músculo cardíaco que poderiam ser tratadas cirurgicamente”, salienta a Dra. Luciana Baptista, radiologista do Hospital 9 de Julho.

Com o resultado do exame os médicos podem diagnosticar e/ou avaliar a resposta terapêutica clínica ou cirúrgica de diversas doenças cardíacas, principalmente as relacionadas ao miocárdio (músculo do coração): infarto, miocardites, cardiomiopatias dilatadas ou restritivas, doenças de depósito.

O exame tem duração de 60 a 90 minutos e o preparo é simples. É necessário apenas um jejum mínimo de duas horas e evitar jejum prolongado. Recomenda-se não ingerir café ou chá preto, nem suspender a medicação de rotina, salvo por orientação médica.

Alguns pacientes são contra-indicados para realizar o exame, entre eles os que usam marcapasso, possuem implante de cardiodesfibrilador, ou com doença cardiopulmonar descompensada. “Pessoas com insuficiência renal crônica precisam de uma análise criteriosa e de um preparo diferenciado para realização do exame com contraste”, lembra a Dra. Luciana Baptista.

 
Escrito em 29 de set de 2011

Dieta hipossódica

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Uma das maneiras de prevenir e controlar a pressão alta é através de uma dieta hipossódica, ou seja, com pouco sódio, elemento encontrado em abundância no sal de cozinha, mas também em outros alimentos.

Por padrão, a quantidade de sal contida nos alimentos já é suficiente para suprir as necessidades diárias de sódio em nosso corpo. Quando adicionamos sal à comida, extrapolamos nossa demanda natural. Por isso, é sempre bom evitar exageros no uso do saleiro na preparação de nossas refeições.

Veja algumas recomendações para controlar a quantidade de sódio que ingerimos:

- Procure usar óleos vegetais (milho, canola, girassol, soja) e temperos naturais (alho, cebola, salsinha, coentro, etc) na preparação dos alimentos. Vinagre, limão, manjericão e outros condimentos sem sal em sua composição também são ótimos para realçar o sabor da comida e não contêm sódio;

- Alimentos enlatados, como sardinha, palmito, ervilha e milho verde devem ser evitados. Fique longe também das conservas e alimentos instantâneos como macarrão tipo lamen e sopas prontas;

- Queijos como prato, provolone e parmesão também contêm sal;

- Não utilize temperos industrializados (alho e sal), glutamato monossódico, pasta de soja-missô. O mesmo vale para molhos (catchup, mostarda, maionese, shoyo) e pimentas em geral;

- Manteiga, banha, bacon, creme de leite ou creme vegetal devem ser utilizados com parcimônia;

- Evite também frituras, produtos de pastelaria, salgadinhos e outros petiscos que contém sal.

Lembre-se que se você tem algum problema relacionado a pressão alta, mudanças na dieta podem não ser o suficiente para seu controle.

Consulte o seu médico para saber o tratamento adequado.

 
Escrito em 30 de jul de 2010

Você sabe o que é o colesterol?

Categorias: Cardiologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Na ocasião do Dia do Controle do Colesterol, que é comemorado 29 de julho, trazemos alguns dos especialistas em cardiologia do Hospital 9 de Julho para esclarecer dúvidas a respeito do tema.

O colesterol é um componente natural de gordura, que circula na corrente sanguínea. Além de poder ser absorvido de alimentos, também é produzido pelo próprio fígado. Dentro de valores aceitáveis, não traz qualquer problema à saúde. Porém, quando em excesso, o colesterol é um dos responsáveis pela formação das placas de ateroesclerose que, em última instância, podem causar o chamado “entupimento de artérias”. Isso pode acontecer não só no coração, mas em qualquer órgão. As consequências mais comuns são a isquemia cardíaca (infarto), cerebral (derrame), no rim ou na perna (trombose).

“É importante dizer que esse é um efeito de longo prazo”, explica o Dr. Irapuan Magalhães, cardiologista do Hospital 9 de Julho. “Não é porque alguém foi diagnosticado com colesterol alto que vai sofrer um infarto”. Primeiramente, é necessário identificar a razão de uma taxa elevada de colesterol no organismo. Isso pode ocorrer tanto por um aumento na ingestão de alimentos gordurosos, quanto por uma característica própria do indivíduo.

Por esse motivo, são aconselháveis exames periódicos para medição da pressão arterial, dos níveis de açúcar e do colesterol no sangue. “A frequência desses exames varia de acordo com a faixa etária”, informa o Dr. Irapuan. “Hoje em dia, aconselha-se que jovens próximos da idade adulta, a partir dos 20 anos de idade, façam um checkup de cinco em cinco anos. Existem pacientes que apresentam sinais de colesterol alto já nessa idade, devido a um fator hereditário“. Para pessoas obesas, que tenham doenças coronárias precoces, ou com complicações cardíacas no histórico familiar, o exame deve ser realizado pelo menos anualmente.

Os cuidados principais para evitar complicações dessa natureza são: manter uma dieta saudável e praticar atividade física. Exercícios aeróbicos queimam gordura e, portanto, retiram o colesterol da circulação sanguínea. “Porém, pessoas magras e atléticas, que não comem alimentos ricos em colesterol, também estão sujeitas a terem problemas”, acrescenta o Dr. Marcelo Paiva, também cardiologista do Hospital 9 de Julho. “Tudo depende das características pessoais de cada um”.

Hoje em dia, existem vários tipos de medicamentos específicos para baixar o nível de colesterol no sangue, cada um com sua particularidade. Os mais comumente prescritos são as estatinas, que vêm ganhando destaque na mídia. “São remédios que, quando bem empregados, reduzem de forma significativa os riscos de infarto, angina, cateterismo, cirurgia e, até mesmo, uma complicação cardíaca fatal”, esclarece o Dr. Marcelo Paiva. O acompanhamento médico, porém, é indispensável. “As estatinas podem ser substâncias tóxicas”, alerta o Dr. Irapuan Magalhães. “A avaliação médica é importante para verificar qual o melhor composto, bem como a dosagem mais adequada para cada caso”.

 
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