Sim, isso existe. O Dr. Guilherme Fenelon, cardiologista especializado em eletrofisiologia (tratamento de arritmias), explica que o Sistema Carto, equipamento recém-adquirido pelo Hospital 9 de Julho, é como um GPS feito especialmente para o coração. “O Carto mostra, com precisão de um milímetro, a localização do cateter utilizado pelo médico, oferecendo maior precisão e rapidez na cauterização dos focos de arritmia”, explica.
A arritmia é o batimento irregular do coração. Existem diversos subtipos do problema, que variam conforme a velocidade dos batimentos e a região atingida.
O novo equipamento é utilizado para os casos mais complexos, como na Fibrilação Atrial, quando a cavidade superior do coração (Átrio) não contrai mais e fica tremendo, causando uma lentidão grave na circulação sanguínea. Um em cada seis Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) são atribuídos ao problema.
“O equipamento do H9J permite ao médico fazer a cauterização, isolando as áreas atingidas pela doença e regularizando os batimentos cardíacos”, observa. E enumera outro diferencial: “Por meio de softwares com recursos avançados, o profissional pode marcar no sistema as regiões já tratadas. Isso é importante porque, no caso de uma Fibrilação Atrial, precisamos tratar mais de 100 pontos com arritmia em um único procedimento”, explica.
O paciente com indicação para o tratamento sente muita palpitação, cansaço, tontura e falta de ar por causa da má circulação sanguínea e não responde bem ao tratamento medicamentoso. A taxa de sucesso no tratamento chega a 80% em pacientes mais jovens.
A aquisição faz parte de uma série de investimentos em tratamentos minimamente invasivos, ou seja, que causam o menor impacto possível na saúde e ajudam a reduzir o tempo de recuperação dos pacientes. “No caso do Carto, o acesso ao coração é feito por um pequeno corte na veia femural, por onde passa o cateter que fará o tratamento das áreas atingidas pela arritmia”, finaliza o Dr. Fenelon.



















Por esse motivo, são aconselháveis exames periódicos para medição da pressão arterial, dos níveis de açúcar e do colesterol no sangue. “A frequência desses exames varia de acordo com a faixa etária”, informa o Dr. Irapuan. “Hoje em dia, aconselha-se que jovens próximos da idade adulta, a partir dos 20 anos de idade, façam um checkup de cinco em cinco anos. Existem pacientes que apresentam sinais de colesterol alto já nessa idade, devido a um fator hereditário“. Para pessoas obesas, que tenham doenças coronárias precoces, ou com complicações cardíacas no histórico familiar, o exame deve ser realizado pelo menos anualmente.