Posts com a tag ‘cirurgia’

Escrito em 27 de abr de 2012

Depois do acidente, o primeiro passo é evitar mais complicações

Categorias: Trauma    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Todos os anos milhares de pessoas morrem em decorrência de traumas graves por acidentes de trânsito ou por sequelas ocasionadas pela demora ou falha no atendimento inicial. Por isso é importante que, quando o trauma já aconteceu, a pessoa receba um atendimento rápido e focado no controle e estabilização de seu quadro clínico para evitar o óbito e minimizar possíveis sequelas.

Segundo o Dr. Renato Poggetti, cirurgião responsável pelo Centro de Trauma do Hospital 9 de Julho, em um acidente de trânsito, depois do resgate e transporte adequados, realizados por serviços de emergência, a medida mais importante para a pessoa com um trauma grave normalmente é a Cirurgia de Controle de Danos.

O especialista explica o procedimento: “Cirurgiões especializados em traumas realizam uma cirurgia exploratória, quando irão estancar hemorragias e buscar por ferimentos que possam contaminar outras partes do corpo, evitando a piora do quadro”, salienta. Depois dessa primeira intervenção, o paciente vai para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até ficar estável para a cirurgia definitiva.

Ferimentos recentes e a dificuldade de visualização de todas as possíveis lesões não permitem um tratamento definitivo no primeiro momento. “Quando o paciente traumatizado chega ao hospital a equipe médica que o atenderá não o conhece e não sabe a extensão dos danos fisicos causados pelo acidente”, explica o especialista.

A Cirurgia de Controle de Danos favorece a recuperação do choque inicial ocasionado pelo acidente e a pessoa pode, assim, ter mais força para aguentar cirurgias demoradas, como as de recuperação de tecidos musculoesqueléticos. “A espera é importante porque nos primeiros dias após o acidente a pessoa tem um desequilíbrio fisiológico muito grande e uma cirurgia demorada pode levá-la a morte”, finaliza.

A técnica, que começou a ser utilizada na década de 1980, permite uma redução significativa da mortalidade em traumatizados graves com relação à cirurgia definitiva realizada em apenas uma etapa.

 
Escrito em 19 de set de 2011

Nova técnica de Cirurgia Bariátrica

Categorias: Gastroenterologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A cirurgia bariátrica, popularmente conhecida como redução estomacal é um procedimento cirúrgico onde parte do estômago é removida. Por consequência, a pessoa ingere menos alimentos e acaba emagrecendo.

O procedimento só pode ser recomendado por um médico gastroenterologista e é indicado apenas para quem está na faixa de obesidade mórbida (40 ou mais kg acima do peso ideal) – cerca de 3,5 milhões de pessoas se encontram nessa faixa, de acordo com o Ministério da Saúde.

Entre 2009 e 2010, foram realizadas 100 mil cirurgias bariátricas e metabólicas no Brasil, colocando o país na segunda posição do ranking mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, com 300 mil procedimentos por ano.

Além dos riscos esperados de um procedimento tão radical e invasivo, uma das consequências da cirurgia bariátrica é que a função de absorção de nutrientes do estômago fica severamente comprometida e, após a cirurgia, a pessoa precisa ingerir complementos nutricionais pelo resto da vida.

Porém, uma nova técnica, chamada gastrectomia vertical, promete revolucionar esse quadro.

A gastrectomia vertical é mais segura, menos invasiva, com menor tempo para recuperação do paciente de anestesia e com índice de mortalidade próximo a zero.

Segundo o Dr. Almino Cardoso Ramos, cirurgião do aparelho digestivo do Hospital 9 de Julho, além das vantagens acima, este tipo de procedimento evita, ainda, problemas com absorção de nutrientes.

O estômago tem cerca de dois litros e, após a cirurgia, sua capacidade fica em torno de 200 ml a 300 ml. Embora o tamanho do estômago seja reduzido em dois terços, a função do órgão não sofre alteração, mas a sensação de saciedade é estimulada, já que o procedimento mantém as conexões nervosas.

De acordo com o médico, o mecanismo de saciedade é otimizado porque a cirurgia provoca alterações no sistema neuro-hormonal. “A produção de grelina, o hormônio responsável pela fome, é reduzida. Assim, a pessoa se sente mais saciada e altera seus hábitos alimentares, aumentando o intervalo entre as refeições” diz o médico.

Com a cirurgia, o estômago adquire um aspecto tubular, que segue do esôfago ao duodeno. Isso previne um desvio intestinal que provocaria falhas na absorção dos alimentos. Por isso, o paciente dispensa suplementação alimentar para o resto da vida.

Mais que emagrecimento, o novo procedimento garante qualidade de vida aos que passam por ele.

Pergunte a seu médico se essa é a cirurgia certa para você.

 
Escrito em 25 de jul de 2011

Entenda o novo tratamento cirúrgico para a doença hemorroidária: THD

Categorias: Gastroenterologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

De acordo com o professor Dr. Carlos Walter Sobrado, Coloproctologista do Hospital 9 de Julho, a doença hemorroidária é a patologia de maior incidência em coloproctologia. Estima-se que nos países industrializados cerca de 40% dos pacientes acima de 40 anos tenham ou já tiveram algum de seus sintomas.

Os principais sintomas da doença hemorroidária são: sangramento anal, desconforto anal, ardência, prurido(coceira), prolapso, mucorréia (saída de muco e secreção pelo ânus), dermatites entre outros.

O sangramento é a principal característica da doença hemorroidária, porém não se limita a ela, podendo ocorrer em outros problemas anais tais com: tumores, fissura anal, doença diverticular, pólipos, hemangiomas entre outras.

Por isso, se o sangramento se apresentar, é extremamente importante procurar um médico coloproctologista, para um correto diagnóstico que levará a um tratamento apropriado.

Sabe-se que a doença hemorroidária pode prejudicar consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes, mesmo assim, um terço dos portadores desta patologia nunca procurara um médico.

Como o tratamento cirúrgico convencional é conhecido por ter um período de pós-operatório muito doloroso, com muito sofrimento, queda na qualidade de vida e longo tempo longe de suas atividades diárias, muitas pessoas evitam procurar atendimento com medo de ter que se submeter à Hemorroidectomia.  Esta situação é muito perigosa, pois os sintomas podem ser sinais de uma doença mais grave (por exemplo, neoplasia de intestino), e a demora no diagnóstico pode ser muito prejudicial ao tratamento.

Hoje em dia, grandes avanços ocorreram na área de Coloproctologia, com o desenvolvimento de novas técnicas que podem ser utilizadas no tratamento das hemorróidas sintomáticas, no ambulatório ou no consultório – com procedimentos minimamente invasivos e sem a necessidade de internação – com mínima dor e com retorno rápido às atividades sociais e profissionais.

É importante ressaltar que apenas 10 a 20% das pessoas que procuram tratamento para a doença vão necessitar de tratamento cirúrgico, ou seja, a grande maioria será tratada com procedimentos menos invasivos e isto dependerá do grau e classificação da hemorróida.

As hemorróidas internas podem ser classificadas em 4 graus, de acordo com a intensidade do prolapso e sangramento:

1º Grau: tem sangramento, mas não tem prolapso;

2º Grau: sangra e tem prolapso que regride espontaneamente;

3º Grau: sangra e tem prolapso que necessita manobras digitais para retornar ao interior do canal anal;

4º Grau: sangra e ficam sempre exteriorizadas (não retornam ao interior do canal anal).

Tradicionalmente a doença hemorroidária de 1º e 2º graus é tratada por métodos conservadores (mudanças na dieta e estilo de vida, ligadura elástica e coagulação com raios infravermelhos), sendo os métodos operatórios indicados para os casos mais avançados.

Na última década, alguns estudos realizados com ultrasom e Dopler em portadores de doença hemorroidária revelaram que, além do processo degenerativo do músculo de Treitz (músculo que mantêm as hemorróidas no interior do canal anal), as pessoas afetadas possuíam hiperfluxo arterial (aumento da pressão e o fluxo das artérias hemorroidárias), isto é, o sangue sai da artéria e vai para as veias hemorroidárias com maior velocidade levando à lesão  e à congestão venosa, e consequentemente determinando estase, edema, sangramento e prolapso dos mamilos hemorroidários.

Como resultado destes estudos, foi proposta uma nova abordagem no tratamento da doença hemorroidária, que consiste na ligadura arterial (Desarterialização) e fixação das hemorróidas no interior do canal anal (Lifting ou hemorroidopexia). Técnica que é muito menos dolorosa, já que não há necessidade da realização de cortes e incisões no canal anal ou pele perianal.

Nas últimas duas décadas, foram desenvolvidos outros procedimentos menos invasivos, tais como a hemorroidopexia por grampeamento (Grampeamento ou Stapler), na tentativa de aliviar o desconforto pós-operatório, estes procedimentos cirúrgicos, apesar de oferecerem alternativas menos dolorosas, apresentaram índices de reincidência maiores que os métodos tradicionais.

Pode-se dizer que esta técnica, por não necessitar de excisão (incisões) de tecidos, causa trauma tecidual menor e, consequentemente, diminui expressivamente a dor no pós-operatório, porque trata a fisiopatologia da doença hemorroidária (hiperfluxo, dilatação e prolapso) na sua totalidade.

Assim, uma opção altamente viável no tratamento cirúrgico da doença hemorroidária é o tratamento com o sistema de THD (Transanal Hemorrhoidal Dearterialization – instrumento especialmente projetado). O procedimento é simples e de fácil execução, realizado através do canal anal, com leve dilatação (anuscópio próprio com sonda doppler).

No procedimento, pode-se identificar através do Doppler os ramos arteriais e, neles, se faz a ligadura, levando à redução do hiperfluxo arterial. Em seguida, faz-se a elevação e fixação do prolapso hemorroidário no interior do ânus.

A técnica é minimamente invasiva, na verdade, é o procedimento menos invasivo já desenvolvido; os plexos hemorroidários com seus coxins não são removidos, mantendo assim uma estrutura anatômica importante no mecanismo da defecação e na continência das fezes.

De acordo com o médico, a cirurgia pode ser realizada com sedação associada à analgesia, ou outro tipo de anestesia, tornando possível a execução em “Day hospital” (apenas um dia no hospital).

As indicações para este tipo de tratamento podem ser - As hemorróidas de grau II, refratárias-recidivantes, III, e grau IV (se houver plicomas será necessária sua ressecção).

“Por estas razões, estamos confiantes de que com a ampliação da utilização deste procedimento que é menos doloroso,  com consequente retorno mais precoce às atividades sociais e laborativas, os pacientes se tornarão progressivamente menos receosos e, com menor ansiedade e medo de se submeter ao tratamento cirúrgico.” Conclui Dr. Carlos Walter Sobrado.

 
Escrito em 17 de jun de 2011

Dor nas costas: entenda melhor como ela é causada

Categorias: Dor e Neurocirurgia Funcional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A dor nas costas é uma das dores mais comuns que temos; desde os jovens até os mais velhos, homens e mulheres, todos são vítimas desse mal.

Para provar isso, uma das doenças responsáveis por este tipo de dor, a lombalgia, atinge 90% da população brasileira. Destas pessoas, cerca de 20% apresentam algum problema mais sério, que pode levar até mesmo à incapacitação e afastamento das rotinas do cotidiano – talvez até definitivamente.

Segundo o Dr. Alexandre Elias, neurocirurgião especialista em coluna do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, “em boa parte destes casos, ela ocorre por distensão muscular”. A boa notícia é que este tipo de dor costuma melhorar em algumas semanas. Aplicar gelo (ou calor, dependendo do caso), seguir a medicação de antiinflamatórios prescrita pelo médico e exercícios que trabalhem a região com dor podem acelerar a recuperação.

É preciso tomar cuidado para não relevar um problema mais grave. “A lombalgia que persiste por mais de três meses é referida como dor lombar crônica”, afirma o Dr. Elias. Essa dor crônica pode ser sintoma de uma doença degenerativa da coluna. A partir disso, o tratamento será determinado após um estudo da região lesionada, podendo ser cirúrgico ou não.

Caso além da dor você tenha febre, sinta mais dor quando deitar ou em repouso, ou note perda de peso, procure seu médico com urgência: esses costumam ser indicadores de uma lesão mais grave.

 
Escrito em 30 de mai de 2011

Câncer de Mama: Tratamento

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Continuando nossa conversa com o Dr. Fabricio Brenelli, abordaremos os métodos de tratamento do câncer de mama.

O tratamento indicado vai depender do estágio da doença quando detectada”, afirma o Dr. Brenelli. “Quando lidamos com tumores, precisamos separá-los em invasivos e não invasivos”.

No caso de tumores não invasivos, o tratamento é mais simples por ser local, uma vez que o câncer não faz metástase (disseminação do tumor em outras áreas do organismo). Porém, caso não seja identificado ou tratado, os nódulos podem evoluir para tumores invasivos; nesse caso, a metástase pode acontecer.

Quando são pequenos, os tumores são removidos por meio de uma cirurgia, seguida por um tratamento com radioterapia para garantir a remoção completa das células cancerígenas. Outras formas de tratamento são a quimioterapia (com ou sem o uso de hormônios) e a imunoterapia, técnica nova que estimula o sistema imunológico para ajudar na eliminação do câncer.

Quando os tumores são maiores, o procedimento recomendado é a mastectomia – remoção completa da mama. “Uma nova prática que adotamos no Hospital 9 de Julho é a oncoplastia”, diz o Dr. Brenelli. “Quando fazemos uma mastectomia, conservamos o aspecto original do seio e a cirurgia estética de reconstrução é feita rapidamente. Isto melhora a qualidade de vida durante o tratamento e recuperação da paciente”, explica.

Em procedimentos normais, o tempo entre a mastectomia e a cirurgia plástica de reconstrução pode levar até dois anos. “Quando realizamos procedimentos oncoplásticos, reduzimos as chances de problemas sociais durante a recuperação da paciente, além de evitar a depressão e a reclusão”, comenta o doutor.

Pessoas com histórico de câncer de mama na família podem procurar a mastectomia como forma preventiva mas, segundo o Dr. Brenelli, isso não é recomendado “A cirurgia redutora não elimina 100% do risco; o mais indicado é passar pelos procedimentos e exames rotineiros de rastreamento e discutir todas as formas de prevenção. A remoção da mama pode ser considerada uma mutilação, e é considerada apenas como uma última opção de tratamento”, conclui.

Veja neste post como fazer a rotina de prevenção do câncer de mama. O acompanhamento médico é muito importante, procure o seu.

 
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