Posts com a tag ‘colesterol’

Escrito em 08 de ago de 2011

Colesterol: o que é e por que é perigoso

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O colesterol é de grande valia para o corpo humano, ele é um tipo de gordura (lipídio), componente essencial das membranas celulares e garante a sua permeabilidade e fluidez.

Ele é essencial para a produção de vários hormônios, vitamina D e ácidos biliares. 70% do colesterol em nosso corpo é fabricado no fígado, dentro do próprio organismo e os outros 30% vêm da dieta.

Há dois tipos de colesterol:

O LDL também chamado de colesterol “mau”, pois, quando em excesso, pode se depositar nas paredes das artérias, deixando placas de lipídios. Esse processo se chama arteriosclerose e dificulta a circulação sanguínea para órgãos vitais e tecidos, podendo causar complicações cardiovasculares.

E o HDL, conhecido como o colesterol “bom”, que transporta o colesterol das células para o fígado, eliminando-o pela bile e pelas fezes. Por realizar esse “transporte”, quando o nível deste colesterol está baixo, o risco de doença cardiovascular é maior.

Mas, apesar dos muitos problemas que podem estar associados a ele, é difícil perceber sozinho que seus níveis de colesterol no sangue estão acima do normal, já que não existem sintomas específicos para a hipercolesterolemia. Muitas vezes, as pessoas não percebem o problema até que os primeiros sintomas circulatórios se apresentam. Por isso é importante estar atento aos fatores de risco. Alguns deles são:

  • Sedentarismo / Excesso de peso
  • Excesso de gordura na alimentação
  • Tabagismo
  • Idade
  • Histórico familiar

A taxa de colesterol no sangue pode ser diagnosticada através de um exame sanguíneo simples, também conhecido como painel de lipídos (ou perfil lipídico), que mede a taxa dos diferentes tipos de colesterol e triglicerídeos no sangue.

Se você fez o teste e houve alteração, há atitudes que você pode tomar para reduzir esse nível alto. Também, se você quer se prevenir, essas formas de se evitar o aumento do nível de colesterol no sangue podem ajudar:

  • Praticar atividades físicas
  • Perder peso
  • Fazer uma reeducação alimentar / Dieta balanceada
  • Evitar fumo e álcool em excesso

Essas atitudes, entretanto, devem ser tomadas em conjunto com seu médico, pois nem sempre são suficientes para normalizar as taxas altas de colesterol no sangue que podem estar associadas a outros fatores como distúrbio de metabolismo. Se, apesar de seguir todos esses passos, o nível ainda estiver alterado, só seu médico poderá avaliar qual o melhor tratamento para seu caso.

Na dúvida, visite seu médico e faça exames regularmente.

 
Escrito em 05 de ago de 2011

Feliz dia Nacional da Saúde!

Categorias: Institucional, Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Quando foi a última vez que você visitou um médico sem “precisar”?

A maioria das pessoas só procura um profissional de saúde quando sente algum mal-estar e sabe que não vai melhorar sem a ajuda de um médico, não é mesmo?

Entretanto, muitas doenças não se manifestam por meio de sintomas externos ou tão facilmente perceptíveis como dor, febre ou infecções.

Com a evolução da idade, especialmente a partir dos 35 anos -, é importante fazer uma visita periódica ao médico para analisar possíveis fatores de risco que levariam a doenças como hipertensão arterial, diabetes e problemas ligados ao colesterol. São doenças silenciosas e que podem passar sem sintomas por muitos anos, mas estão muito relacionadas ao estilo de vida e à história familiar de cada um.

Uma avaliação como um check-up, pode dar a segurança quanto a estas doenças e prevenir outras como câncer de mama, prostata, doenças como hipotireoidismo e riscos cardiovasculares como infarto do miocárdio.

Num check-up bem adequado e abrangente, há uma consulta com um clínico geral, fundamental para levantar suspeitas de doenças e pistas para futuros riscos. É uma consulta bem detalhada e muito personalizada, analisando todos os aspectos de saúde geral, hábitos e estilo de vida. Além disto, são coletados  exames de laboratório  e outras análises complementares dentro de um protocolo padrão para cada faixa de idade, sexo e, algumas vezes tipo de trabalho. Caso precise de complementação, o médico acrescenta conforme necessário.

As avaliações comumente feitas:

- Avaliação de altura, peso, pressão arterial, freqüência cardíaca, exame físico geral;

- Dos exames sanguíneos avalia-se o hemograma completo para investigação de anemias, o perfil de gorduras com o exame de colesterol suas frações e triglicérides, glicemia de jejum para diabetes e função do rim com uréia e creatinina;

- Visão e audição por testes específicos;

- Testes de função cardiovascular com eletrocardiograma de repouso e o teste ergométrico, ou teste de esforço para avaliação de possíveis arritmias cardíacas, hipertensão arterial no esforço e possíveis alterações que reflitam em infarto do miocárdio;

Outros exames mais específicos e relacionados com os sintomas relatados na consulta podem ser solicitados como: ultrassonografia de abdômen, exames para diagnóstico de hipotireoidismo, deficiências de cálcio e problemas intestinais, por exemplo.

Por isso, não deixe de se avaliar periodicamente. Prevenir é o melhor remédio. Um feliz dia nacional da saúde a todos!

 
Escrito em 25 de mar de 2011

Disfunção erétil pode indicar doenças cardiovasculares no futuro

Categorias: Cardiologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A disfunção sexual masculina, ou disfunção erétil, não deve mais ser tabu entre homens. Essas falhas de ereção, independente da intensidade, podem indicar a possibilidade de um evento cardiovascular em um futuro próximo (entre 5 a 8 anos). Essas indicações podem levar a diversos problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio, derrame cerebral, aneurismas e insuficiência renal, entre outros.

Sabe-se que mais de de 95% das causas da disfunção erétil são orgânicas, enquanto menos de 5% são psicogênicas – quadro inverso do que se acreditava até 2010. Entre as causas orgânicas estão colesterol ou triglicérides aumentados, diabetes mellitus, hipertensão arterial grave e baixa de hormônios (testosterona). Essas doenças podem ocorrer separadamente, mas comumente estão associadas e agravadas pelo tabagismo, pela vida sedentária e pela má alimentação.

No caso do tabagismo, dificilmente quem chegou aos 50 ou 60 anos deixa de apresentar impotência sexual, pois o efeito do tabaco é o mesmo de uma diabetes ou hipertensão não controlados: as substâncias contidas no tabaco atuam fechando as artérias, dificultando a passagem de sangue e a ereção. Além do sedentarismo e da má alimentação, a baixa na testosterona também está relacionada ao aumento da obesidade. A reposição de testosterona é indicada em alguns casos, pois ela baixa os níveis de colesterol, triglicérides e ainda faz a pessoa perder barriga mesmo sem fazer atividade física.

A descoberta dessa relação foi comprovada por diversos estudos científicos e é bastante recente. Segundo o Dr. Paulo Rodrigues, urologista do Hospital 9 de Julho, já se sabia que as mortes cardíacas masculinas são mais frequentes que as femininas. Agora, graças à comprovação feita pelos estudos, é possível detectar a situação com antecedência e reverter o quadro antes de uma complicação. “A disfunção sexual em homens pode ser o primeiro evento, sinal ou prólogo que justificaria uma pesquisa mais profunda para se determinar se há uma causa orgânica, responsável pela queixa de impotência”, explica o médico.

Ainda segundo o Dr. Paulo, como os estudos são relativamente recentes, é preciso procurar um médico que tenha esse conhecimento. “Geralmente cardiologistas, endocrinologistas e urologistas tendem a ser os especialistas que mais acompanham a literatura específica relacionada ao problema. Caso o médico não dê atenção devida, é melhor procurar outro que inicie um tratamento”, comenta.

Há estudos que comprovam que o uso do Viagra à noite, antes de dormir, mesmo que não ocorram relações sexuais, depois de quatro semanas, promove uma melhora da qualidade e quantidade de ereções noturnas, que são regulares e involuntárias para impedir a perda de elasticidade do pênis. Com esse uso, as ereções estimuladas durante o dia pelo medicamento teriam a mesma função que as ereções noturnas involuntárias.

Em caso de problemas de ereção, procure um médico; além de solucionar o problema atual, você pode prevenir complicações futuras.

 
Escrito em 08 de set de 2010

A influência de doenças cardiovasculares no desempenho sexual

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A impotência sexual é um assunto sério. E foi pensando nisso que convidamos o Dr. Paulo Rodrigues, urologista do Hospital 9 de Julho, para criar uma série de sobre a relação entre impotência sexual e doenças cardiovasculares. No primeiro texto tivemos a oportunidade de conhecer as causas da impotência e no segundo post sobre o assunto, debatemos a relação do colesterol e do diabetes com as disfunções eréteis. No nosso terceiro post, vamos falar sobre a influência das doenças cardiovasculares no desempenho sexual, confira:

Aproximadamente 65% dos pacientes infartados queixavam-se de impotência sexual entre cinco a oito anos antes de sofrerem o infarto. Esse intervalo corresponde ao tempo que a rede arterial do paciente levou para que, progressivamente, fosse obstruída. O processo dá-se partindo dos vasos sanguíneos muito finos, presentes no pênis, até as artérias coronárias, mais espessas, e que, portanto, demoram mais até ficarem entupidas causando o infarto coronariano.

Tal observação levou os médicos a analisarem com maior profundidade a relação entre doenças cardiovasculares e a disfunção erétil. Como o sistema cardiovascular é revestido pelas mesmas células que recobrem os corpos cavernosos do pênis, notou-se que lesões nos vasos sanguíneos afetam na qualidade da ereção. Isso acontece pois a ereção é resultado do preenchimento de sangue dos corpos cavernosos, que se expandem, enrijecendo a região do pênis.

Se os vasos sanguíneos que são responsáveis pela distribuição de sangue encontram-se obstruídos ou entupidos, consequentemente o bombeamento de sangue para o pênis não será suficiente para manter a ereção por muito tempo durante a relação sexual, mesmo que involuntariamente.

Desse modo, a perda de ereção repetitiva pode sinalizar algum problema cardiovascular, em especial, o aumento do risco de infarto em um futuro próximo. A disfunção erétil não deve ser mais um problema a ser guardado entre quatro paredes. Hoje em dia, ela oferece a oportunidade de se diagnosticar e prevenir doenças cardiovasculares de maneira eficaz. Por isso, não deixe de procurar seu médico!

 
Escrito em 03 de set de 2010

Diabetes e colesterol alto podem causar impotência sexual?

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Convidamos o Dr. Paulo Rodrigues, urologista do Hospital 9 de Julho, para criar uma série de posts sobre a relação entre impotência sexual e doenças crônicas, como o diabetes e colesterol alto. Veja também o primeiro post sobre as principais causas da disfunção erétil, e confira agora o segundo texto sobre o assunto, falando da relação entre colesterol e diabetes com a impotência sexual:

As ereções matinais, ou aquelas que ocorrem durante a madrugada, não estão relacionadas a percepções eróticas. Elas obedecem a um ciclo involuntário durante o período de sono mais profundo. Estas são cíclicas, ocorrendo a cada uma hora e meia, com duração de 7 a 10 minutos.

Corpos CavernososEssas ereções são uma maneira fisiológica de re-oxigenar as células dos corpos cavernosos, que vivem em ambiente venoso, ou seja, pobre em O2. Se essas manifestações involuntárias deixam de acontecer, ou acontecem em menor frequência, ocorre uma má irrigação sanguínea na área, levando à impotência sexual.

Doenças crônicas como diabetes, podem ser associadas a problemas de ereção. A disfunção erétil pode ser, inclusive, um sinal de alerta de seu corpo de que algo não está bem. O diabetes altera as atividades cardiovasculares, causando não só problemas de má circulação como também lesões nos vasos sanguíneos. Estas lesões afetam o fluxo sanguíneo para o pênis e, consequentemente, causam impotência.

Outro fator que colabora para o desenvolvimento da disfunção erétil é o colesterol ou triglicérides elevado. Isso acontece em função do acúmulo destas substâncias no interior das paredes dos vasos sanguíneos e no interior das células dos corpos cavernosos, impedindo a entrada e a retenção de sangue dentro do pênis, levando-o a uma detumescência. A boa notícia é que este fenômeno é reversível, dependendo do nível em que a doença se encontra.

Portanto, manter uma dieta saudável, praticar exercícios e visitar regularmente o médico são algumas das medidas que ajudam você a manter sua saúde, sem precisar enfrentar o fantasma da impotência.

 
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