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Escrito em 20 de set de 2012

De fácil prevenção, Hepatite C é a mais comum no Brasil

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A Hepatite C é a forma de infecção mais comum das hepatites no Brasil. Descoberta há pouco mais de 20 anos, começam a aparecer novidades de tratamento e a cura já é uma realidade. Em 2012, a Anvisa, órgão que regulamenta a entrada de medicamentos no país, liberou o uso de duas novas drogas, com mais de 80% de eficácia na cura da doença. O tratamento passa a ter duração variada de nove meses a tempo mais prolongado, conforme a resposta às medicações. Existem evidências de que esses remédios promovem, também, regressão das lesões de fibrose avançada do fígado, mesmo da cirrose.

O vírus que transmite a Hepatite C é muito resistente. Sua forma de contágio é pelo sangue. A doença causa cicatrizes no fígado que comprometem seu funcionamento. É importante seguir a recomendação de não compartilhar seringas e instrumentos de manicure/pedicure. Mesmo que o ideal seja que cada um leve seu próprio alicate de unha, o salão deve esterilizar o material em autoclave acima de 160°C e usar lixas e proteção de bacias para os pés descartáveis.

Prática comum entre as brasileiras, tirar a cutícula também pode ser perigoso, já que é ela que protege contra a entrada de vírus e bactérias. “O cuidado deve ser redobrado com diabéticos, que têm os pés mais sensíveis. Um corte pode virar uma ferida difícil de cicatrizar, abrindo uma porta para infecções”, alerta a hepatologista do H9J, Dra. Michelle Harriz.

Outra recomendação importante para a hepatologista é que pessoas que passaram por transfusão de sangue antes de 1992, quando o exame de diagnóstico da doença ainda não era tão sensível, devem fazer um novo teste para saberem se têm Hepatite C.

Este tipo de Hepatite ataca o fígado de maneira silenciosa. A pessoa pode a sentir náuseas, dores nos músculos e articulações e cansaço, sintomas geralmente esporádicos que, por conta disso, o doente pode achar que não tem nada e não procurar um médico.  Se detectada ainda no começo, a Hepatite C tem cura, mas se não tratada, pode se tornar crônica ou evoluir para cirrose e câncer hepático. Siga sempre as orientações de prevenção e fique atento aos sinais do corpo.

 
Escrito em 25 de jul de 2011

Entenda o novo tratamento cirúrgico para a doença hemorroidária: THD

Categorias: Gastroenterologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

De acordo com o professor Dr. Carlos Walter Sobrado, Coloproctologista do Hospital 9 de Julho, a doença hemorroidária é a patologia de maior incidência em coloproctologia. Estima-se que nos países industrializados cerca de 40% dos pacientes acima de 40 anos tenham ou já tiveram algum de seus sintomas.

Os principais sintomas da doença hemorroidária são: sangramento anal, desconforto anal, ardência, prurido(coceira), prolapso, mucorréia (saída de muco e secreção pelo ânus), dermatites entre outros.

O sangramento é a principal característica da doença hemorroidária, porém não se limita a ela, podendo ocorrer em outros problemas anais tais com: tumores, fissura anal, doença diverticular, pólipos, hemangiomas entre outras.

Por isso, se o sangramento se apresentar, é extremamente importante procurar um médico coloproctologista, para um correto diagnóstico que levará a um tratamento apropriado.

Sabe-se que a doença hemorroidária pode prejudicar consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes, mesmo assim, um terço dos portadores desta patologia nunca procurara um médico.

Como o tratamento cirúrgico convencional é conhecido por ter um período de pós-operatório muito doloroso, com muito sofrimento, queda na qualidade de vida e longo tempo longe de suas atividades diárias, muitas pessoas evitam procurar atendimento com medo de ter que se submeter à Hemorroidectomia.  Esta situação é muito perigosa, pois os sintomas podem ser sinais de uma doença mais grave (por exemplo, neoplasia de intestino), e a demora no diagnóstico pode ser muito prejudicial ao tratamento.

Hoje em dia, grandes avanços ocorreram na área de Coloproctologia, com o desenvolvimento de novas técnicas que podem ser utilizadas no tratamento das hemorróidas sintomáticas, no ambulatório ou no consultório – com procedimentos minimamente invasivos e sem a necessidade de internação – com mínima dor e com retorno rápido às atividades sociais e profissionais.

É importante ressaltar que apenas 10 a 20% das pessoas que procuram tratamento para a doença vão necessitar de tratamento cirúrgico, ou seja, a grande maioria será tratada com procedimentos menos invasivos e isto dependerá do grau e classificação da hemorróida.

As hemorróidas internas podem ser classificadas em 4 graus, de acordo com a intensidade do prolapso e sangramento:

1º Grau: tem sangramento, mas não tem prolapso;

2º Grau: sangra e tem prolapso que regride espontaneamente;

3º Grau: sangra e tem prolapso que necessita manobras digitais para retornar ao interior do canal anal;

4º Grau: sangra e ficam sempre exteriorizadas (não retornam ao interior do canal anal).

Tradicionalmente a doença hemorroidária de 1º e 2º graus é tratada por métodos conservadores (mudanças na dieta e estilo de vida, ligadura elástica e coagulação com raios infravermelhos), sendo os métodos operatórios indicados para os casos mais avançados.

Na última década, alguns estudos realizados com ultrasom e Dopler em portadores de doença hemorroidária revelaram que, além do processo degenerativo do músculo de Treitz (músculo que mantêm as hemorróidas no interior do canal anal), as pessoas afetadas possuíam hiperfluxo arterial (aumento da pressão e o fluxo das artérias hemorroidárias), isto é, o sangue sai da artéria e vai para as veias hemorroidárias com maior velocidade levando à lesão  e à congestão venosa, e consequentemente determinando estase, edema, sangramento e prolapso dos mamilos hemorroidários.

Como resultado destes estudos, foi proposta uma nova abordagem no tratamento da doença hemorroidária, que consiste na ligadura arterial (Desarterialização) e fixação das hemorróidas no interior do canal anal (Lifting ou hemorroidopexia). Técnica que é muito menos dolorosa, já que não há necessidade da realização de cortes e incisões no canal anal ou pele perianal.

Nas últimas duas décadas, foram desenvolvidos outros procedimentos menos invasivos, tais como a hemorroidopexia por grampeamento (Grampeamento ou Stapler), na tentativa de aliviar o desconforto pós-operatório, estes procedimentos cirúrgicos, apesar de oferecerem alternativas menos dolorosas, apresentaram índices de reincidência maiores que os métodos tradicionais.

Pode-se dizer que esta técnica, por não necessitar de excisão (incisões) de tecidos, causa trauma tecidual menor e, consequentemente, diminui expressivamente a dor no pós-operatório, porque trata a fisiopatologia da doença hemorroidária (hiperfluxo, dilatação e prolapso) na sua totalidade.

Assim, uma opção altamente viável no tratamento cirúrgico da doença hemorroidária é o tratamento com o sistema de THD (Transanal Hemorrhoidal Dearterialization – instrumento especialmente projetado). O procedimento é simples e de fácil execução, realizado através do canal anal, com leve dilatação (anuscópio próprio com sonda doppler).

No procedimento, pode-se identificar através do Doppler os ramos arteriais e, neles, se faz a ligadura, levando à redução do hiperfluxo arterial. Em seguida, faz-se a elevação e fixação do prolapso hemorroidário no interior do ânus.

A técnica é minimamente invasiva, na verdade, é o procedimento menos invasivo já desenvolvido; os plexos hemorroidários com seus coxins não são removidos, mantendo assim uma estrutura anatômica importante no mecanismo da defecação e na continência das fezes.

De acordo com o médico, a cirurgia pode ser realizada com sedação associada à analgesia, ou outro tipo de anestesia, tornando possível a execução em “Day hospital” (apenas um dia no hospital).

As indicações para este tipo de tratamento podem ser - As hemorróidas de grau II, refratárias-recidivantes, III, e grau IV (se houver plicomas será necessária sua ressecção).

“Por estas razões, estamos confiantes de que com a ampliação da utilização deste procedimento que é menos doloroso,  com consequente retorno mais precoce às atividades sociais e laborativas, os pacientes se tornarão progressivamente menos receosos e, com menor ansiedade e medo de se submeter ao tratamento cirúrgico.” Conclui Dr. Carlos Walter Sobrado.

 
Escrito em 01 de nov de 2010

Cuidados com a pele negra

Categorias: Dermatologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A pele negra merece cuidado especial, já que tem predisposição a ter manchas escuras e tendência à oleosidade, devido à maior produção de melanina nesse tipo de pele. É comum que – após pequenos machucados, acnes e até mesmo picadas de insetos – a pele fique marcada por pontos mais escuros e mais resistentes ao tratamento clareador.

Para evitar que a pele fique toda marcada, em primeiro lugar deve-se tentar evitar os agentes causadores de possíveis manchas escuras:

  • Tratar a acne assim que aparecer
  • Evitar coçar ou escoriar a pele
  • Suspender o uso de qualquer produto que cause irritação na pele
  • Usar repelentes ou buscar tratamento dermatológico específico em casos de muitas picadas de insetos

“Para aqueles casos em que a mancha já tenha se instalado, o ideal é que seja iniciado um tratamento dermatológico com medicamentos clareadores e que haja um acompanhamento desse tratamento para que eventuais reações adversas sejam tratadas a tempo”, explica a dermatologista do Hospital 9 de Julho, Drª Patrícia Fagundes.

Outra preocupação comum de quem tem a pele escura é o excesso de oleosidade. Isso acontece devido a uma produção excessiva de sebo, mesma substância que confere um aspecto de viço bonito à pele negra, que quando produzida em quantidades exageradas, leva a um quadro de oleosidade. “O tratamento, salvo eventuais casos mais graves, é destinado a remoção do sebo excessivamente produzido e a contenção da dispersão da oleosidade. É feito por meio de soluções matificantes que contenham micropartículas absorventes”, esclarece Drª Patrícia Fagundes.