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Escrito em 14 de abr de 2011

Os riscos da automedicação

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 


Foto: Gabi Butcher

Muitas pessoas recorrem à automedicação quando acreditam estar com um problema de baixa gravidade ou quando passaram por uma condição semelhante e possuem o medicamento utilizado anteriormente em casa. Conselhos dos mais velhos também são bastante considerados no momento de escolher entre consultar um médico e se medicar em casa. Quem nunca ouviu “tome tal remédio para o que você está sentindo“? Contudo, até que ponto podemos confiar nossa saúde a esses remédios e ao nosso conhecimento?

Problemas relacionados a remédios podem acontecer até mesmo quando a medicação está sendo administrada corretamente. Esse foi o tema do Lanche Clínico realizado no Hospital 9 de Julho na última quarta-feira. A Dra. Samantha V. Kelmann, dermatologista da Comissão de Farmacovigilância do hospital, falou sobre RAM – Reação Adversa a Medicamentos, que é responsável por até 6% das admissões hospitalares.

A RAM afeta diretamente a confiança do paciente no médico e deve ser tratada com seriedade. Temos diversas maneiras para detectá-la antes que os sintomas se manifestem completamente, evitando complicações“, afirma a doutora.

Mesmo quando elaborados para provocar o alívio de sintomas, a maioria dos remédios possuem efeitos colaterais. São reações indesejadas do organismo às substâncias ingeridas, consequência da rejeição do organismo a algum composto dentro da substância. Essas consequências podem variar desde coceiras, problemas estomacais ou renais a até mesmo hemorragia.

A consulta médica deve sempre ser a primeira opção quando se trata da sua saúde. Caso você vá usar medicamentos armazenados em casa, atente para as orientações abaixo:

Atenção com alergias

Saber se possui alguma alergia e o que a causa pode lhe evitar muitos problemas. Caso nunca tenha feito um teste para descobrir, procure um especialista e faça!

Só use o que você comprar

Remédios dos outros podem não ser apropriados para você, ou mesmo estar fora de condições para consumo (fora de validade, preservados em temperatura inadequada, etc.). Busque sempre consumir medicamentos comprados por você e em locais autorizados.

Faça uma limpeza

É normal guardarmos remédios para emergências futuras. Lembre-se apenas de deixá-los fechados e em locais apropriados, dentro das recomendações na embalagem. Além disso, fique atento à validade.

Fuja da bebida

Álcool e outras drogas podem agravar os efeitos colaterais, elevando os riscos causados pelos remédios. Se for sair, tome bebidas sem álcool. Você pode, por exemplo, aproveitar o calor e investir em sucos!

Cuidado com a dosagem

Não exagere na dose dos remédios: a overdose de medicamentos é uma prática de altíssimo risco! Além disso, aumentar a dosagem não aumenta o efeito do. A dosagem recomendada pelo seu médico ou vista pela bula já foi planejada para que os efeitos do remédio estejam otimizados.

O acompanhamento de um especialista é o ideal

Sempre que possível, opte por fazer o tratamento completo com o acompanhamento médico.

Além de lhe indicar o mais adequado, ele também irá acompanhar os resultados e os efeitos colaterais.

 
Escrito em 03 de jan de 2011

Como acabar com a acne?

Categorias: Dermatologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

As incômodas espinhas não são exclusivas de adolescentes. Muitos homens e mulheres na fase adulta também acabam sofrendo com elas. Isso acontece pois a acne é uma doença inflamatória que ataca a glândula sebácea, não possuindo uma relação direta com a idade da pessoa, mas sim com sua saúde. “Um dos fatores desencadeadores são os hormônios andrógenos, por atuarem estimulando a glândula sebácea”, explica a dermatologista do Hospital 9 de Julho, Drª Patrícia Fagundes.

A acne pode ser classificada em quatro graus diferentes, de acordo com o tipo de lesão e grau de acometimento, encontrando desde cravos, também chamados de comedões, até verdadeiros cistos infectados.

“Algumas vezes, o surgimento de acne pode estar associada a quadros de microcistos de ovários, uso de certos medicamentos orais ou até mesmo após uso excessivo de cosméticos. Por isso, o ideal é que o diagnóstico seja feito por um dermatologista, que saberá classificar o grau de acne e indicar o tratamento adequado ao tipo de lesão” explica Drª Patrícia Fagundes.

O tratamento é feito com sabonetes e soluções adstringentes para limpeza e controle da oleosidade, que atuam para aliviar e expelir comedões (cravos) e microcomedões, além de substâncias antiinflamatórias, que ajudam a suavizar a vermelhidão das lesões quando houver necessidade.

Antibióticos podem ser necessários quando houver contaminação pela bactéria Propionibacterium acne manifestada clinicamente pela presença de pontos dolorosos e amarelados repletos de pus. Já casos mais graves podem necessitar de tratamento específico”, esclarece Drª Patrícia Fagundes

Em geral, é recomendável que após o tratamento o paciente permaneça em acompanhamento dermatológico para prevenção de recorrências. Além de sempre consultar seu médico para eventuais dúvidas, sem iniciar um tratamento por conta própria.

 
Escrito em 29 de nov de 2010

Como tratar queda de cabelo?

Categorias: Dermatologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Perder um ou outro fio de cabelo ao longo do dia é perfeitamente normal. Mas quando essa perda se torna excessiva (sem a reposição natural dos que caem), o ideal é procurar seu dermatologista para que ele possa avaliar a situação. Ao contrário do que se acredita, nem sempre uma perda excessiva dos cabelos é sinal de calvície (chamada tecnicamente de alopecia androgenética).

Outros fatores que podem causar a queda são:

  • dermatite seborréica (caspa)
  • oleosidade excessiva
  • uso de produtos químicos ou tonalizantes
  • certos tipos de medicamentos
  • dieta de perda de peso muito rigorosa
  • alimentação deficiente

Por isso a importância de se visitar um dermatologista. Só ele poderá avaliar a saúde de seu couro cabeludo e qual a melhor forma de tratamento. E não precisa ter vergonha, a queda de cabelo é uma queixa bastante comum nos consultórios dermatológicos!

“O exame dermatológico do couro cabeludo é essencial. Com ele, é possível verificar a integridade da pele do couro cabeludo, além de identificar fatores que podem apontar para uma possível calvície. Além disso, avalia-se o aspecto dos fios, se estão íntegros ou quebradiços, com alterações na cor e textura e até mesmo se há focos de infecção ou presença de parasitas”, explica a dermatologista do Hospital 9 de Julho, Drª Patrícia Fagundes.

Caso julgue necessário, o dermatologista pode solicitar exames que auxiliem na descoberta da causa da perda dos cabelos, tais como exames de sangue, amostras de fios ou até mesmo uma biópsia. Os resultados norteiam o tratamento correto e adequado para cada tipo de problema.

De uma maneira geral, os tratamentos visam a correção do problema de base que gerou a queda. “Nos casos em que a herança genética é a responsável pelo quadro de rarefação dos cabelos, existem algumas opções de tratamento e muitas pesquisas em andamento na busca de uma solução mais definitiva, satisfatória e duradoura. Para os casos em que a queda dos fios acontece devido a problemas extrínsecos, medicamentos tópicos e vitaminas podem reverter o problema em relativamente pouco tempo”, conclui a Drª Patrícia Fagundes.

 
Escrito em 01 de nov de 2010

Cuidados com a pele negra

Categorias: Dermatologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A pele negra merece cuidado especial, já que tem predisposição a ter manchas escuras e tendência à oleosidade, devido à maior produção de melanina nesse tipo de pele. É comum que – após pequenos machucados, acnes e até mesmo picadas de insetos – a pele fique marcada por pontos mais escuros e mais resistentes ao tratamento clareador.

Para evitar que a pele fique toda marcada, em primeiro lugar deve-se tentar evitar os agentes causadores de possíveis manchas escuras:

  • Tratar a acne assim que aparecer
  • Evitar coçar ou escoriar a pele
  • Suspender o uso de qualquer produto que cause irritação na pele
  • Usar repelentes ou buscar tratamento dermatológico específico em casos de muitas picadas de insetos

“Para aqueles casos em que a mancha já tenha se instalado, o ideal é que seja iniciado um tratamento dermatológico com medicamentos clareadores e que haja um acompanhamento desse tratamento para que eventuais reações adversas sejam tratadas a tempo”, explica a dermatologista do Hospital 9 de Julho, Drª Patrícia Fagundes.

Outra preocupação comum de quem tem a pele escura é o excesso de oleosidade. Isso acontece devido a uma produção excessiva de sebo, mesma substância que confere um aspecto de viço bonito à pele negra, que quando produzida em quantidades exageradas, leva a um quadro de oleosidade. “O tratamento, salvo eventuais casos mais graves, é destinado a remoção do sebo excessivamente produzido e a contenção da dispersão da oleosidade. É feito por meio de soluções matificantes que contenham micropartículas absorventes”, esclarece Drª Patrícia Fagundes.