Posts com a tag ‘Diabetes’

Escrito em 05 de ago de 2010

Diabetes e açúcar

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Chocolates, bolos, doces. Para muita gente, a vida sem a ingestão de açúcar pode ser um pesadelo. No caso de quem tem predisposição genética ao diabetes e precisa moderar o consumo desses alimentos, isso ganha contornos dramáticos. Afinal, comidas simples como arroz, pães e massas também são ricas em carboidratos, ou seja, transformam-se em açúcar no sangue e podem causar sérios danos.

Esse cuidado, porém, não precisa ser tão pesaroso. É possível consumir açúcar e carboidratos, tanto para o diabético quanto para quem está de dieta. Basta que isso seja feito na medida certa, com moderação.

Quem afirma isso é a Dra. Roberta Villas Boas, endocrinologista do Hospital 9 de Julho. “Não é só o açúcar que desencadeia o diabetes em pessoas com predisposição genética, mas também a obesidade e o consumo exagerado de carboidratos simples (como pães, arroz e batatas), que são convertidos em glicose“. O vilão, portanto, é o exagero. Carboidratos simples são absorvidos rapidamente pelo organismo, elevando os níveis de glicose no sangue, que se traduzem em um quadro de hiperglicemia. A saída é consumir açúcar e carboidratos em porções controladas.

As associações norte-americana e europeia de diabetes recomendam que a ingestão de carboidratos seja de, no máximo, 10% do valor energético total consumido. Considerando uma dieta diária de 2 mil calorias, o ideal é ingerir no máximo três colheres de sopa por dia. Isso equivale a 60g por refeição, ou duas colheres de sopa de arroz e uma porção de batata frita, aproximadamente.

É importante destacar que essa recomendação só é válida para quem segue corretamente o tratamento da doença. O Hospital 9 de Julho conta com uma experiente equipe de endocrinologistas e nutricionistas. Portanto, para qualquer dúvida, consulte-os. E não deixe de seguir sempre a recomendação de seu médico.

 
Escrito em 08 de jul de 2010

Fumo e diabetes não combinam

Categorias: Diabetes, Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

fumo

Convidamos a Dra. Roberta Frota Villas Boas, endocrinologista do Hospital 9 de Julho, para participar da nossa série de posts sobre o uso do tabaco e sua relação com a saúde. Confira o material que a Dra. Roberta preparou para alertar os diabéticos sobre as complicações que podem ser agravadas pelo tabagismo.

Abandonar o hábito de fumar faz bem a qualquer pessoa, uma vez que o fumo:

  • Reduz a quantidade de oxigênio em todos os tecidos, o que contribui para a ocorrência de ataques cardíacos e derrames cerebrais
  • Aumenta os níveis de colesterol e de gordura no sangue, o que aumenta o risco de ataque cardíaco
  • Danifica os vasos sangüíneos
  • Aumenta os riscos de câncer de boca, pulmões, garganta e bexiga
  • Danifica os nervos: a diminuição de oxigênio provocada pelo tabaco, lesa as estruturas nervosas, causando inchaço, possível dor e infecção nas extremidades
  • Propicia o aparecimento de cáries e afeta as gengivas, o que, associado com níveis elevados de glicose no sangue, costuma provocar complicações dentais

Para os diabéticos, os malefícios são ainda maiores, pois, assim como para qualquer pessoa vitima de doenças crônicas, o tabagismo agrava ainda mais os problemas de saúde que o paciente possui.

O fumo estimula a produção de hormônios que causam a redução dos vasos sanguíneos que, por sua vez aumentam a pressão arterial, sobrecarregando o coração, facilitando assim o surgimento de lesões coronárias e cerebrais, retinopatia (complicação crônica do diabetes que afeta os vasos da retina, com sangramentos, descolamento de retina e em graus mais graves, cegueira), nefropatia (acometimento dos rins pelo diabetes, levando a perda de proteína pela urina, com conseqüente inchaço e insuficiência renal com necessidade de diálise e transplante) e, principalmente, doenças cardiovasculares que, segundo o Ministério da Saúde, representam a primeira causa de óbitos no Brasil.

Diabetes é uma doença crônica que pode levar a várias complicações, como a necessidade da amputação de membros inferiores, que acontece devido a obstruções dos vasos das pernas, além da diminuição da sensibilidade em função da alteração dos nervos periféricos. O tabagismo também prejudica a circulação periférica, assim, o diabético fumante tem ainda mais risco de amputações de membros inferiores.

A nicotina interfere na ação da insulina, elevando os níveis de glicose no sangue. O cigarro também diminui o apetite, além de piorar o olfato e paladar, podendo interferir no controle adequado da alimentação, dificultando ainda mais o controle da diabetes. Se você é diabético e fuma, tem quatro vezes mais chances de ter um ataque do coração e 50% mais de chances de ter um derrame do que um diabético não fumante.

De acordo com estudos recentes, parar de fumar – especialmente para quem é diabético – beneficia a saúde, não importando a idade. Alguns benefícios, como a redução das dificuldades respiratórias, melhora na circulação sanguínea e na cicatrização dos tecidos – fator muito importante na doença diabética – começam logo que você parar de fumar. Por isso, não demore mais para tomar essa decisão, que pode salvar a sua vida.

O Hospital 9 de Julho apresenta  mais uma série Sua Saúde , falando sobre os malefícios do tabagismo. Nosso objetivo é informar a população, sem censurar as escolhas de cada indivíduo, para que cada um possa tomar a melhor decisão para sua saúde e seu bem estar. Se você se interessar, confira também os posts da série Sua Saúdesobre os efeitos do álcool no organismo.

 
Escrito em 20 de mai de 2010

Quais são as doenças tratadas pelo Centro do Rim?

Categorias: Centro do Rim    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O Centro do Rim atende todas as doenças que envolvem o rim e possíveis complicações em outros órgãos, interagindo com as demais especialidades, buscando não só o diagnóstico precoce e a instituição rápida do tratamento, como a prevenção das principais doenças renais. As mais freqüentes são as nefrites e os cálculos renais, além da doença renal crônica, principalmente decorrente do diabetes mellitus e hipertensão arterial. Também atendemos pacientes que já têm doença renal crônica avançada, preparando-os para iniciar o tratamento dialítico e programação de transplante renal quando indicado.

 
Escrito em 02 de mar de 2010

Atividade física e diabetes

Categorias: Diabetes, Medicina do Exercício e do Esporte    Autor: Átila Iamarino   
 

A prática de atividades físicas é uma recomendação recorrente aqui no blog. Não é por menos: já vimos que, além de melhorar a qualidade de vida, atividades físicas podem ajudar na prevenção de doenças crônicas e até com de alguns tipos de câncer. Voltamos a mencioná-la hoje, como um fator importante no tratamento do diabetes.

Quando praticamos uma atividade física um dos processos que ocorrem é a utilização do açúcar disponível no corpo – a glicose – como fonte de energia para os músculos. Este mecanismo necessita de um hormônio produzido pelo pâncreas chamado insulina. Quando há uma deficiência de insulina no corpo e um aumento acima do normal de glicose no sangue, ocorre o tão conhecido diabetes.

Atividade física, prevenção e tratamento de diabetes têm muito em comum, como explica o Dr. Pablius Braga, do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte, do Hospital 9 de Julho.

O diabetes é considerado uma doença crônica, ou seja, de longa duração e relacionada, em boa parte, com bons hábitos alimentares e uma dieta bem personalizada pobre em açúcares e gorduras. Não chega a ser uma novidade, isto porque a dieta proposta para pessoas com diabetes é muito usada por pessoas que querem apenas emagrecer e não apresentam risco para desenvolver a doença. Ou seja, pelo cuidado e prevenção de obesidade.

A curto prazo, o exercício regula a quantidade de açúcar no sangue, já que os músculos consomem mais este carboidrato. Esse efeito pode se prolongar por horas, ou até mesmo dias, depois do exercício. Assim, o exercício aumenta a sensibilidade à insulina e também à captação de açúcar pelo músculo. A insulina é o hormônio responsável pela redução da taxa de glicose no sangue. A longo prazo ocorre a diminuição da gordura corporal, além do aumento da concentração de HDL-colesterol (também chamado de colesterol bom) e diminuição de LDL-colesterol (ou colesterol ruim). Também ocorrem a diminuição da pressão arterial, melhora no funcionamento cardiovascular, aumento de massa muscular e, como resultado, melhora da qualidade de vida. Muitos benefícios que vão além da condição diabética.

Claro que esse processo deve estar associado a estratégias para monitorar e controlar a glicemia, principalmente nos casos de diabetes 1, o que geralmente se apresenta na criança e ocorre por uma deficiência na produção de insulina. “O uso frequente de técnicas de auto-monitoração glicêmica e a implantação de insulinoterapia intensificada permitem ao portador de diabetes do tipo 1 desenvolver estratégias e ajustes no consumo de carboidratos e doses de insulina, para poder participar de maneira mais segura em um programa de atividade física.”, ressalta Dr. Pablius. Isso explica o porquê pacientes com diabetes tipo 1 precisam de um acompanhamento médico antes de começar uma atividade física mais intensa.

Já o diabetes do tipo 2, a mais comum, geralmente aparece na idade adulta e está muito associada à obesidade. Segundo o Dr. Pablius, “o risco de diabetes do tipo 2 aumenta à medida em que aumenta o IMC (índice de massa corporal)”. Essa é a relação entre altura e peso: quanto maior o peso, maior o número do índice. Para os portadores deste tipo de diabetes, os benefícios da atividade física são mais imediatos.

O Dr. Pablius ainda explica: “Prescrição de atividade física para o portador de diabetes do tipo 2 é um grande coadjuvante no tratamento e hoje, junto da necessidade de perder peso, uma das indicações mais apropriadas para corrigir a resistência à insulina e controlar a glicemia nesse tipo de diabetes (que representa 90% dos casos)”. Vale lembrar que a dieta praticada pela pessoa também é um componente importante do controle do diabetes tipo 2.

Mas antes de começar a se exercitar, não se esqueça que o tipo exercício e sua intensidade dependem do estado de saúde de quem pratica. Portanto, o paciente com diabetes deve primeiro consultar um médico do esporte. Assim, será possível ter um diagnóstico das possibilidades de prática de exercícios, levando em conta a aptidão e a condição física do paciente, como deixa claro Dr. Pablius: “O paciente portador de diabetes deve submeter-se a um exame clínico geral (fundo de olho, presença de neuropatia, osteoartrite, entre outros), avaliação física e cardiovascular, incluindo, sempre que possível, uma prova de esforço (ergometria ou ergoespirometria)”.
Uma boa relação de dieta alimentar com um gasto calórico pela prática saudável de atividade física são eficazes para perda de peso, melhora de condicionamento físico e um bom aproveitamento de nutrientes recebidos pela alimentação.

Portanto, para o diabetes, o exercício físico tem os seguintes benefícios:

  • Melhora a utilização de açúcar (glicose) pelos músculos devido ao aumento de gasto de energia no momento do exercício.
  • Melhora a sensibilidade das células para a insulina. Exatamente o que está com produção diminuída no diabetes.
  • Diminui a gordura corporal, ou massa gorda que é tão ruim para quem tem diabetes quanto para quem quer tratar obesidade ou preveni-la. Diminuindo a gordura corporal a utilização de insulina pelas células torna-se mais eficaz .
  • Com a melhora a capacidade cardiorrespiratória, a circulação do corpo como um todo melhora. Consequentemente, a ação de medicamentos utilizados no tratamento de diabetes torna-se melhor.
  • Melhorando o tratamento de diabetes fatores como motivação, auto-estima e vontade para novos desafios tornam-se mais presentes.
  • Diminuiu a ansiedade para comer por exemplo. Este um fator muito importante, porque o exercício físico e a dieta saudável funcionam como reguladores do apetite.

Com uma boa orientação, feita pelo médico do esporte você vai descobrir que atividades como alongamento, atividade aeróbia (caminhada, corrida e bicicleta) e atividade de força ( a conhecida musculação) podem ser a chave de seu sucesso no tratamento e em seu investimento na sua saúde e forma física. Mas não se esqueça, o exercício físico deve ser prazeroso e deve atender às suas necessidades. Escolha uma modalidade de exercício que lhe agrade e que você tem certeza de que o fará feliz.

Diante de tantos argumentos, fazemos a pergunta: vale ou não a pena fazer exercício físico? Se a resposta é sim, procure um especialista em medicina do esporte e descubra: o que eu posso fazer de exercício físico, qual a carga de esforço saudável para mim e até onde eu posso chegar?

 
Escrito em 26 de fev de 2010

Diabetes e oftalmologia

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Uma das decorrências da hiperglicemia (alta concentração de glicose no sangue, provocando diabetes) é a má circulação. Por causa dela, os pequenos vasos sanguíneos do corpo podem ser prejudicados. Um dos locais onde estes danos ocorrem é na retina.

A diabetes é uma doença perigosa e pode causar alterações em diferentes órgãos do corpo humano. No olho, pode alterar vários tecidos. A catarata e o glaucoma podem ser mais freqüentes em diabéticos, mas é a retinopatia diabética a doença mais grave nesse grupo de pacientes.

A retinopatia diabética ocorre pelas alterações vasculares, que provocam lesão das paredes dos vasos oculares. Ela não ocorre imediatamente após o diagnóstico da doença, mas em decorrência das alterações glicêmicas ao longo dos anos.

Muitas vezes o paciente não sabe que tem diabetes e quando o diagnóstico da doença é feito, ele já apresenta retinopatia diabética. Sendo assim, recomendamos que seja feito um exame oftalmológico com ênfase ao exame de fundo de olho, logo que o diagnóstico de diabetes seja feito. Depois dessa primeira avaliação, o médico orienta como devem ser feitas as novas avaliações e acompanha o paciente com reavaliações anuais.

Como o próprio nome diz, a retinopatia diabética é uma doença que afeta os vasos da retina. As alterações vasculares levam à má circulação e a falta de irrigação adequada dos tecidos é um estímulo para a proliferação de novos vasos, que por sua vez não têm a estrutura de um vaso normal.
Esta formação neovascular é frágil e trata-se de uma tentativa do tecido humano em restabelecer a irrigação sanguínea necessária à retina. Estes vasos mal formados podem causar hemorragias no olho.

As hemorragias, por sua vez, podem ocorrer na retina ou dentro do olho (na cavidade vítrea) levando a uma intensa dificuldade visual. Esse quadro deve ser avaliado pelo médico oftalmologista, que pode decidir aguardar a absorção do sangue para depois fazer o tratamento adequado ou indicar uma cirurgia para limpeza do sangue.

Conforme explica a Dra. Ana Luísa Höfling-Lima, oftalmologista do Hospital 9 de Julho e professora titular do Departamento de Oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), “a retinopatia com proliferação vascular ou ‘proliferativa’, pode ser tratada com um tipo específico de laser para uso no olho”. Esse laser é aplicado na retina que apresenta má circulação e o tratamento é conhecido como “fotocoagulação“. Equipamentos modernos de laser podem fazer o tratamento com o menor dano possível à retina. Após uma ou mais seções de tratamento, o paciente deve continuar acompanhando seu quadro clínico, atento a possíveis mudanças.

Como sempre, o melhor procedimento é a prevenção, alerta a oftalmologista. Testar o nível de açúcar no sangue permite detectar o diabetes precocemente e evita uma série de complicações, como a retinopatia diabética. “Por ser muito comum em diabéticos e ter uma progressão lenta, muitas vezes o paciente nem percebe que está perdendo a visão, ou só percebe quando é tarde demais”, avisa a Drª Hofling-Lima. Visitas regulares ao oftalmologista também ajudam a diagnosticar os danos na retina e impedir a doença de progredir. “O exame oftalmológico detecta a doença em seus primeiros estágios, e pode evitar a perda da visão”.

 
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