Posts com a tag ‘Diabetes’

Escrito em 13 de jan de 2012

Pé diabético: prevenção e adoção de protocolos médicos reduzem a incidência e risco de amputações

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A amputação de membros é um dos maiores medos dos portadores de diabetes. No mundo existem 120 milhões de pacientes com a doença, desses, 4% a 10% desenvolvem lesões no pé. No Brasil, um estudo realizado em nove capitais encontrou uma prevalência de 7,6% entre pessoas de 30 a 69 anos de idade, sendo que, destas, quase a metade ainda desconhecia ser portadora da doença, e aproximadamente 25% dos diabéticos previamente diagnosticados não realizavam qualquer tipo de tratamento. Além disso, cerca de 60% das amputações ocorrem em pacientes diabéticos e a principal causa é o Pé Diabético.

Estudos revelam que educação, exame regular do pé e categorização do risco pode alcançar uma redução na ocorrência de lesões de pé em mais de 50% e reduzir a taxa de amputação de membros inferiores de 49% a 85%. Embora nem todas as alterações do Pé Diabético possam ser prevenidas, é possível reduzir a incidência e risco de morte por meio da prevenção e da adoção de protocolos médicos para o tratamento da patologia. Por isso, o Hospital 9 de Julho criou um setor de atendimento e orientação para o paciente diabético, onde montaram um protocolo que caracteriza a gravidade do problema do pé diabético.

De acordo com o Dr. José Resende Neto, cirurgião vascular e endovascular do Hospital 9 de Julho, com isso, a instituição pretende padronizar e sistematizar o curativo de lesões e ulcerações de acordo com procedimentos já existentes. “O protocolo classifica todos os pacientes com grau de risco de acordo com a presença de sintomas e sinais: de baixo a alto risco e doença ativa no pé”, explica.

Esse tipo de tratamento com base na prevenção traz resultados satisfatórios. Segundo o Consenso Internacional sobre Pé Diabético, de maio de 1999, um programa de cuidados dos pés de pacientes diabéticos, incluindo educação, exame regular do pé e categorização do risco pode alcançar uma redução na ocorrência de lesões de pé em mais de 50% dos pacientes. O mesmo documento registra ainda que uma estratégia que inclui prevenção, educação de pacientes e profissionais de saúde, tratamento multidisciplinar de úlcera do pé e monitoração pode reduzir a taxa de amputação de membros inferiores de 49% a 85%.

Para todos os casos, há o acompanhamento anual, mensal ou diário do Centro de Referência, dependendo da complexidade. “Esse serviço conta com uma equipe multiprofissional, que compreende desde ortopedista especialista em pé, oftalmologista, endocrinologista até enfermagem (treinada em educação e cuidados com feridas e “home care”) e fisiatra”, esclarece.

No que tange o suporte ao paciente e à família, há a participação do serviço social, para que sejam orientados a assumirem regras de prevenção e cuidados primários que representem controle de glicemia, administração de insulina, dieta, inspeção e cuidados diários com os pés, uso de sapato adequado e pronto tratamento de novas lesões.

 
Escrito em 12 de ago de 2011

Orientação nutricional – Diabetes tipo 2

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O diabetes tipo 2 é o tipo mais comum de diabetes. Ele afeta quase 90% das pessoas que têm a doença e ocorre quando o nível de glicose (açúcar) no sangue fica muito alto.

A maioria das pessoas que têm diabetes tipo 2 têm mais de 40 anos, possuem sobrepeso e estão fora de forma. O controle do peso pode melhorar os níveis de glicose no sangue, para isso:

Substitua o açúcar por adoçantes como ciclamato, sacarina, aspartame, stévia, acessulfame-K.

Consuma apenas um tipo de carboidrato por refeição. Os carboidratos são os alimentos que se transformam em glicose com maior facilidade. Eles devem sim fazer parte da alimentação, porém, na quantidade adequada.

Alguns alimentos ricos em carboidratos são: arroz, pães, trigo, milho, massas, aveia, cereais, tubérculos (batatas, mandioca, mandioquinha etc) e os açúcares (mel, frutose proveniente das frutas, doces etc).

Alguns alimentos permitidos são:

- queijo minas/ricota/requeijão light,

- leites e derivados,

- frutas e sucos coados dessas frutas (dentro do que foi recomendado pelo médico),

- carnes bovinas, frango e peixe. Sem pele e sem gordura (cozida, grelhada ou assada),

- Ovo pochê ou cozido (no máximo 1 ou 2 ovos por semana),

- Legumes bem cozidos,

- Verduras cozidas ou refogadas,

- Alimentos integrais (pães, torradas e biscoito),

- Arroz e macarrão bem cozidos (dentro das quantidades recomendadas – de preferência para os integrais),

- Caldo de feijão, ervilha, lentilha, grão de bico,

- Alimentos dietéticos e adoçantes artificiais.

Alguns alimentos que devem ser evitados são:

- Embutidos (salsicha, linguiça, bacon, canha e frios),

- Condimentos fortes e picantes (molhos prontos, catchup, mostarda, molho inglês, shoyo, maionese, caldos de carne e galinha – inclusive os tabletes concentrados etc),

- Enlatados (extrato de tomate, ervilha, milho, picles),

- Doces em geral,

- Açúcar (mascavo, cristal ou refinado)

- Mel, geléia,

- Carnes gordas,

- Frutas oleaginosas em excesso (nozes, coco, amendoim, castanha), frutas secas e cristalizadas,

- Frituras em geral,

- Bebidas alcoólicas, gaseificadas, refrigerante, sucos concentrados.

Lembre-se de que as dietas são individualizadas, por isso procure seu médico para que juntos vocês escolham qual a mais adequada para você.

Siga essas orientações. Dessa forma é possível viver bem com o diabetes 2.

 
Escrito em 05 de ago de 2011

Feliz dia Nacional da Saúde!

Categorias: Institucional, Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Quando foi a última vez que você visitou um médico sem “precisar”?

A maioria das pessoas só procura um profissional de saúde quando sente algum mal-estar e sabe que não vai melhorar sem a ajuda de um médico, não é mesmo?

Entretanto, muitas doenças não se manifestam por meio de sintomas externos ou tão facilmente perceptíveis como dor, febre ou infecções.

Com a evolução da idade, especialmente a partir dos 35 anos -, é importante fazer uma visita periódica ao médico para analisar possíveis fatores de risco que levariam a doenças como hipertensão arterial, diabetes e problemas ligados ao colesterol. São doenças silenciosas e que podem passar sem sintomas por muitos anos, mas estão muito relacionadas ao estilo de vida e à história familiar de cada um.

Uma avaliação como um check-up, pode dar a segurança quanto a estas doenças e prevenir outras como câncer de mama, prostata, doenças como hipotireoidismo e riscos cardiovasculares como infarto do miocárdio.

Num check-up bem adequado e abrangente, há uma consulta com um clínico geral, fundamental para levantar suspeitas de doenças e pistas para futuros riscos. É uma consulta bem detalhada e muito personalizada, analisando todos os aspectos de saúde geral, hábitos e estilo de vida. Além disto, são coletados  exames de laboratório  e outras análises complementares dentro de um protocolo padrão para cada faixa de idade, sexo e, algumas vezes tipo de trabalho. Caso precise de complementação, o médico acrescenta conforme necessário.

As avaliações comumente feitas:

- Avaliação de altura, peso, pressão arterial, freqüência cardíaca, exame físico geral;

- Dos exames sanguíneos avalia-se o hemograma completo para investigação de anemias, o perfil de gorduras com o exame de colesterol suas frações e triglicérides, glicemia de jejum para diabetes e função do rim com uréia e creatinina;

- Visão e audição por testes específicos;

- Testes de função cardiovascular com eletrocardiograma de repouso e o teste ergométrico, ou teste de esforço para avaliação de possíveis arritmias cardíacas, hipertensão arterial no esforço e possíveis alterações que reflitam em infarto do miocárdio;

Outros exames mais específicos e relacionados com os sintomas relatados na consulta podem ser solicitados como: ultrassonografia de abdômen, exames para diagnóstico de hipotireoidismo, deficiências de cálcio e problemas intestinais, por exemplo.

Por isso, não deixe de se avaliar periodicamente. Prevenir é o melhor remédio. Um feliz dia nacional da saúde a todos!

 
Escrito em 29 de jul de 2011

Entenda melhor o Diabetes

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O diabetes é uma doença silenciosa que atinge adultos e crianças no mundo inteiro.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), nos últimos trinta anos, o número de portadores da doença mais que dobrou. São, hoje, quase 350 milhões de pessoas acometidas pela doença.

A Dra. Roberta Villas Boas, endocrinologista do Hospital 9 de Julho, conversou com Claudete Troiano no programa Manhã Gazeta, na Rede Gazeta sobre a doença que tem se apresentado cada vez mais frequentemente e é associada ao aumento da obesidade na população em geral no mundo.

Ela fala de forma muito simples e fácil de entender sobre a fisiologia da doença, sobre a diferença entre o Diabetes Tipo I e o Diabetes Tipo II, que é mais frequente e acontece mais tardiamente na vida do indivíduo, além da possível criação de uma vacina contra o diabetes.

Assista ao vídeo e entenda mais a respeito da doença que, por ser silenciosa, muitas vezes só é percebida quando já se agravou.

 
Escrito em 20 de jun de 2011

Diabetes: novidades no controle da doença

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A maioria das pessoas pode pensar que o grande inimigo para o desenvolvimento da diabetes é o açúcar, e que basta cortá-lo da alimentação para garantir que a doença não apareça. Porém, além de controlar os carboidratos, é preciso ficar de olho a quantidade de potássio da dieta.

Alimentos ricos em potássio, como o feijão e a banana, podem ajudar tanto a prevenir quanto a controlar a doença, uma vez que o quadro se apresente. É o que diz o estudo realizado pela Universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Segundo os pesquisadores, existe uma associação entre baixas quantidades de potássio no organismo e a elevação dos níveis de glicose no sangue. A explicação é que o mineral influencia os processos do corpo que atuam sobre a insulina, responsável por diminuir a glicemia (taxa de glicose no sangue). O potássio funciona equilibrando a produção desse hormônio e aumentando sua efetividade.

Quando nossa produção de insulina é instável e pouco eficiente, as chances de desenvolver diabetes aumentam consideravelmente. Os sintomas mais comuns da doença são fome e sede contínuas, resultando na necessidade de usar o banheiro constantemente.

Os benefícios do potássio não acabam aí: “o potássio auxiliaria no controle da pressão arterial, provavelmente porque esse nutriente compete com o sódio – que aumenta a pressão – e facilita sua excreção pelos rins”, afirma o Dr. Antonio Cezar Galvão, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho.

Essa “expulsão” beneficia a pressão porque o sódio retém líquido, aumentando o volume de sangue no corpo – quando menos sódio, menores as chances de hipertensão. Vale ressaltar que o consumo médio de sal do brasileiro é o dobro do indicado pela Organização Mundial da Saúde.

Porém, é preciso tomar cuidado: o consumo de potássio também deve ser controlado, pois o exagero pode prejudicar o coração. Vale a pena discutir a necessidade de suplementos do nutriente com seu médico. O importante é balancear sua alimentação para uma vida mais saudável.

E lembre-se: caso sua família tem histórico de diabetes, exames periódicos de sangue são importantes para garantir seu bem estar.

 
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