Posts com a tag ‘diagnóstico’

Escrito em 23 de mai de 2013

O detetive da saúde

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Todo médico tem um pouco de detetive: até conhecer bem o paciente e sua doença, passa por um processo criterioso de investigação, tenta descobrir o que paciente não sabe que é sintoma, mas que pode fazer a diferença na identificação do problema e, claro, recorre a tecnologias cada vez mais avançadas para confirmar a sua suspeita diagnóstica, entre elas estão os exames de imagem.

O câncer é uma das doenças que mais demandam essa habilidade investigativa, tanto pela variedade de tumores, quanto pelo grau de comprometimento dos tecidos e por nem sempre ser possível determinar se o tratamento adotado terá o melhor retorno em cada caso.

Nos tumores cerebrais a atenção do médico, o neurologista, é redobrada, pois os danos de uma cirurgia para retirada da doença podem causar outros problemas, como comprometimento da fala ou dos movimentos.

Por isso, os exames de imagem têm um papel fundamental no planejamento cirúrgico, principalmente a Ressonância Magnética Funcional com Tratografia. As imagens acima são bonitas, mas o Dr. Eduardo Bianco, neuroradiologista do Hospital 9 de Julho, observa: “muito mais do que isso, elas ajudam o médico a saber por onde irá acessar o tumor, se pode atingir áreas nobres e, inclusive, se é melhor optar por não fazer a cirurgia, quando o benefício do tratamento for menor do que o risco de perda de qualidade de vida do paciente”.

A Tratografia (imagem que ilustra este post) é um complemento da Ressonância que mostra como estão posicionadas as fibras nervosas. “Com a tratografia, o médico tem uma visão mais detalhada do cérebro e pode retirar o tumor evitando regiões saudáveis, ampliando as possibilidades do tratamento”, finaliza o especialista.

 
Escrito em 02 de mai de 2013

Falta de memória em pessoas idosas é demência?

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A primeira coisa que vem à mente quando vemos uma pessoa que já passou dos 60 anos esquecer alguma coisa é: será que ele (a) está com Alzheimer? Essa é uma preocupação legítima, mas falha na memória pode estar relacionada a uma série de outros fatores, como cansaço, estresse ou sono inadequado, por exemplo.

Demência de Alzheimer é uma síndrome que atinge a memória, mas também o pensamento e a habilidade de realizar atividades do dia a dia, segundo a Organização Mundial de Saúde. A estimativa da instituição é de que 35,6 milhões de pessoas sejam afetadas pelo problema no mundo, número que deve dobrar até 2030.

Além do Alzheimer, existem outras formas de demência, que variam conforme a região do cérebro afetada, como a demência frontotemporal e a demência com Corpúsculo de Lewy. O médico responsável pela avaliação e tratamento é o neurologista, que vai analisar o quadro clínico do paciente, solicitar exames complementares, como os testes neuropsicológicos e de neuroimagem, entre outros, para melhor avaliação do paciente.

A Tomografia por Emissão de Positrons (PET) realizada com um marcador de metabolismo de glicose (18FDG) é um dos exames de neuroimagem, que pode auxiliar no diagnóstico de demência.

O paciente recebe uma injeção intravenosa de uma pequena quantidade de glicose com um marcador radioativo (18FDG) e o aparelho de PET detecta a atividade deste marcador no cérebro. “A demência de Alzheimer e a demência frontotemporal, por exemplo, apresentam padrões de distribuição de déficit metabólico da glicose no cérebro distintos e o exame de PET com 18FDG, aliada ao quadro clínico e os demais exames complementares, auxilia o neurologista a diferenciar/confirmar a sua hipótese diagnóstica”, explica a Dra. Carla Ono, médica Nuclear responsável pelo procedimento no Hospital 9 de Julho.

O preparo é simples, o paciente deve estar em jejum de seis horas e, caso seja diabético, com a glicemia controlada. “O exame é bastante seguro inclusive para diabéticos, que precisam estar com as taxas de açúcar no sangue em níveis controlados para que não haja uma ‘competição’ entre a glicose e a (18FDG) pelo cérebro”, explica ao citar que uma glicemia alta diminuiria a absorção do marcador utilizado para a realização do exame de PET.

A especialista lembra que não é todo mundo que deve procurar um neurologista achando que está com demência. Pessoas com mais de 55 anos, com histórico na família e que apresentem alguns dos sintomas, como a falta de memória e dificuldades de realizar tarefas simples, são as mais indicadas para buscar acompanhamento médico.

 
Escrito em 20 de dez de 2012

Hemodinâmica: do diagnóstico a procedimentos minimamente invasivos

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O investimento em tecnologias minimamente invasivas é uma das prioridades do Hospital 9 de Julho 9. Em 2012, a instituição investiu mais de US$1,5 milhão em um novo aparelho de Hemodinâmica para aperfeiçoar a excelência em diagnóstico e tratamento de algumas dezenas de doenças.

Entre os procedimentos que a Hemodinâmica possibilita realizar estão a angiografias, desobstruções, malformações de veias e artérias, aneurismas, arritmias, embolizações de tumores e valvoplastias, por métodos menos agressivos ao corpo. Dessa forma, o acesso à região a ser tratada ocorre por meio de uma punção por agulha em uma das principais artérias do corpo, normalmente a femural, próxima à virilha, minimizando a possibilidade de sequelas pós-cirúrgicas e agilizando o atendimento a infartados, pacientes que sofreram um Acidente Vascular Cerebral, aneurismas, entre outros tratamentos, inclusive oncológicos.

“O aparelho permite uma melhor visualização do campo cirúrgico, fundamental para procedimentos endovasculares, quando os cirurgiões precisam ver toda a extensão de um vaso. As imagens 3D podem fazer a diferença em procedimentos neurológicos, ou mesmo nas intervenções em microvasos em outras áreas do corpo, oferecendo maior precisão e segurança ao especialista”, explica o cardiologista intervencionista responsável pela Hemodinâmica do Hospital 9 de Julho, Dr. João Guimarães.

O médico complementa informando que a alta resolução das imagens e a eficiência ofertada por meio de softwares diminuem consideravelmente o uso de contraste iodado – que pode ser tóxico para pessoas predispostas -, em até 75% dos casos.

A Hemodinâmica também pode ajudar no tratamento de pacientes obesos, uma das especialidades do H9J. “A mesa suporta uma pessoa de até 250 kg, o que nos permite oferecer mais uma opção de tratamento para obesos moderados e mórbidos, que costumam desenvolver outras doenças relacionadas ao excesso de peso, entre elas os problemas circulatórios e cardiológicos”, salienta o Dr João Guimarães.

O aparelho já está em pleno funcionamento e disponível tanto como retaguarda do pronto-socorro, como para agendamentos eletivos.

 
Escrito em 18 de mai de 2012

PET diagnostica focos de disseminação do câncer mesmo antes de a doença apresentar sintomas

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A tomografia por emissão de pósitrons, mais conhecida por sua sigla PET/CT, é um método de imagem que permite a visualização da atividade funcional do corpo, aliando a alta resolução da tomografia computadorizada com informações funcionais sobre o órgão examinado, produzindo, assim, uma imagem que possibilita o diagnóstico rápido e preciso de diversas doenças, entre elas o câncer.

Segundo o Dr. Carlos Buchpiguel, especialista em Medicina Nuclear do Hospital 9 de Julho, é como agrupar em uma só imagem um mapa do Brasil com as delimitações dos estados, indicando a localização dos órgãos pela tomografia computadorizada, e as imagens de um satélite mostrando áreas de intensa atividade climática, indicando o mapa funcional do organismo pela PET, ou seja, o médico consegue visualizar exatamente como é, em que estágio está a lesão, em qual órgão e qual a sua exata localização. “A medicina diagnóstica avançou muito com as funcionalidades de equipamentos como o PET/CT”, salienta.

O câncer é um crescimento desordenado das células e para suportar esse crescimento, grande parte dos tumores precisa da energia vinda da glicose. “O equipamento acompanha qual o comportamento, no corpo, de uma pequena dosagem de glicose radioativa administrada ao paciente. Quando a atividade é anormal ou muito aumentada, é porque há presença de tumor”, explica o Dr. Buchpiguel.

Além de diversos tipos de cânceres, o exame também detecta distúrbios neurológicos, como o Mal de Alzheimer, e a viabilidade do músculo cardíaco em pacientes com sequelas graves de infarto, ou seja, verifica se há possibilidade de recuperação do coração ou se a melhor indicação é o transplante.
O método complementa, de maneira mais eficiente, as informações já fornecidas por outros exames como a tomografia convencional, a ressonância magnética e a ultrassonografia.

As aplicações vão além do diagnóstico. O equipamento permite ainda:

•    O estadiamento, identificação do estágio da lesão quanto ela está espalhada e disseminada pelo corpo;
•    Monitoramento do resultado terapêutico;
•    Avaliação de recidiva da doença (no caso de câncer);
•    Mapeamento exato da área afetada para aplicação de radioterapia, o que minimiza a ação em tecidos sadios;
•    Realização de biópsias guiadas, com maior eficácia na coleta e análise do tecido em investigação.

Por isso, é fundamental uma boa indicação médica para que os benefícios do método sejam melhor aproveitados.

 
Escrito em 27 de nov de 2010

Dia Nacional de Combate ao Câncer

Categorias: Oncologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Hoje, dia 27 de Novembro, é o Dia Nacional de Combate ao Câncer, uma data criada em 1988 para alertar a população sobre a importância dos exames periódicos e tratamentos e, principalmente, sobre a prevenção da doença por meio de hábitos mais saudáveis.

Essa atitude não aconteceu por acaso, afinal, o câncer é a segunda maior causa de mortes no Brasil, ficando atrás apenas dos problemas cardiovasculares. De acordo com o Dr. Cid Buarque de Gusmão, Oncologista Clínico do Hospital 9 de Julho, “o câncer é considerado hoje um dos maiores desafios da saúde”.

O especialista ainda explica que esse não é um dia para ser comemorado, “mas sim um dia voltado a conscientização e mobilização sobre o enorme problema de saúde pública representado pela doença”.

Um levantamento feito pelo INCA no ano passado, afirma que 490 mil novos casos câncer seriam detectados em 2010. O dado mais alarmante fica pelo fato de que pelo menos 131 mil desses novos casos poderiam ser evitados caso as pessoas adotassem hábitos de vida mais saudáveis. “Cerca de um terço das mortes por câncer poderiam ser evitadas com medidas simples, como a evitar o sedentarismo, parar de fumar e mudanças de nossos hábitos alimentares”, exemplifica Dr. Gusmão.

Com a proximidade do verão, outra atitude simples pode ajudar na prevenção: evitar a longa exposição ao sol, desse modo, as chances de adquirir o tipo mais comum da doença, o câncer de pele não melanoma (versão menos letal desse tipo de câncer), se tornam menores.

Dr. Gusmão inclui: “outro importante objetivo do Dia Nacional Contra o Câncer é o de conscientizar a população sobre a importância da realização de exames de diagnósticos precoce”. O preconceito ainda alto a exames simples como o Papanicolau, a mamografia, e o toque retal, faz com que muitas vidas se percam.

No Brasil as campanhas educacionais e de conscientização “buscam e conseguem mudar essa realidade, derrubando preconceitos e mostrando que o grande agente modificador é o próprio indivíduo”, finaliza Dr. Cid Gusmão.

 
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