Posts com a tag ‘dieta’

Escrito em 18 de out de 2012

Os riscos das dietas da moda

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Emagrecer e manter o peso podem ser dificuldades para a maioria das mulheres nos dias de hoje, sempre à procura de artifícios para ficarem cada vez mais bonitas. No entanto, com a rotina corrida, o tempo para alimentar-se de maneira saudável ou para exercitar-se diminui. Então, aparentemente, adotar algumas dietas da moda pode ser atrativo para muitas delas. O problema disso é que a maioria dos regimes alimentares não tem comprovação científica ou mesmo não possui respaldo de um profissional e pode prejudicar a saúde.

“Adotar dietas restritivas traz risco à saúde. O organismo sente falta de alguns alimentos e fica fraco. Além disso, se a pessoa corta uma fonte de energia por um tempo, quando ela volta a comer normalmente, ela pode engordar tudo de novo ou até mais e acaba entrando em um ciclo: dieta, emagrecimento e ganho de peso”, comenta o nutrólogo do Hospital 9 de Julho, Dr. Gabriel Biancardi.

Para o médico, a forma mais eficaz de perder e manter o peso de maneira saudável é por controle calórico, ou seja, focar em fontes de alimentos que estocam menos gordura, como frutas, legumes e cereais.“Não adianta deixar de comer carboidratos se o corpo precisa disso para fabricar energia. O importante é balancear os alimentos e adotar atividades físicas regulares”, explica.

A idealização do corpo perfeito e o hábito de fazer regimes por conta própria podem também se transformar em transtornos alimentares graves, que precisam de ajuda psiquiátrica para conseguir tratar. Compulsão alimentar, bulimia e anorexia nervosa são os distúrbios mais encontrados nas mulheres, sendo que o mais comum é a compulsão. “Pessoas compulsivas, geralmente comem por falta de controle mediante um problema psicológico prévio. O indivíduo pode ter acessos de ansiedade e acaba atacando a geladeira e come por até duas horas sem parar e depois se arrepende”, diz o Dr. Gabriel.

Alimentar-se mal e ter compulsão por comida são coisas diferentes, de acordo com o nutrólogo. A pessoa que se alimenta mal prefere comidas gordurosas, com alto índice glicêmico e calorias. A compulsiva apresenta episódios de comer sem parar, de atacar a geladeira de madrugada ou até mesmo comer durante o dia inteiro. Neste caso, o tratamento é mais complexo e deve durar por muito tempo, pois podem haver recaídas. O apoio da família e amigos e o acompanhamento feito por psiquiatra e nutrólogo são fundamentais.

Para o nutrólogo, o fato de as mulheres serem as principais vítimas de dietas enganosas e distúrbios alimentares é porque procuram soluções imediatas para se sentirem melhor. “É preciso pensar que a saúde vem de dentro e que o corpo é uma máquina que só funciona direito quando tem bom combustível. Toda mudança deve ser feita de dentro para fora. É no bom funcionamento do corpo que está a real beleza”, conclui.

 

 
Escrito em 30 de ago de 2012

Da ‘barriguinha’ à obesidade

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Sabe aquela barriga de cerveja tão difícil de perder? Pode parecer inocente, mas ela é extremamente prejudicial à saúde. A gordura concentrada no abdome, mais comum nos homens, produz substâncias que causam inflamações nas artérias, além de Hipertensão e Diabetes. Ela não está presente só em pessoas obesas ou mesmo em uma determinada faixa etária. Indivíduos com sobrepeso, até mesmo jovens, correm o risco de ter problemas.

Para saber o quão prejudicial sua gordura abdominal é, basta medir a cintura. Homens com a circunferência do abdome acima dos 90 cm e mulheres com mais de 80 cm tendem a desenvolver problemas cardiovasculares. “Para quem não é obeso, a receita para diminuir os riscos e os problemas gerados pelo sobrepeso é básica: exercício físico e dieta balanceada. Para obesos, a solução pode ser a cirurgia bariátrica metabólica. Vale lembrar, que quanto mais velho, mais difícil fica a perda de peso”, explica o cirurgião bariátrico Dr. Carlos Domene.

Os benefícios que a perda de peso traz são muitos, mas, principalmente em obesos, podem curar doenças graves como a apneia do sono. A gordura comprime as vias aéreas, tornando difícil a respiração. “A apneia do sono pode ser fatal. Durante o sono, a pessoa fica por alguns instantes sem respirar e pode faltar oxigênio no cérebro. Pouca gente sabe a gravidade dessa doença e ignora a necessidade de emagrecer ou mesmo de procurar tratamento”, comenta o médico.

O excesso de peso também é fator de risco para o Diabetes. A cirurgia bariátrica metabólica tem se mostrado eficaz na resolução do quadro de diabéticos. Isso acontece porque o procedimento mobiliza a produção de incretinas, diversos hormônios que estimulam o pâncreas a produzir insulina, substância fundamental no organismo e que é insuficiente em diabéticos.

Estar bem com o corpo é essencial tanto física quanto psicologicamente. Pessoas obesas tendem a sofrer de ansiedade e depressão. Por isso, o atendimento global ao paciente é fundamental. O Centro de Referência em Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho, por exemplo, possui uma equipe multiprofissional especializada em identificar com segurança se a pessoa tem indicação clínica e psicológica para realizar um procedimento invasivo como a cirurgia bariátrica.

A orientação é: não cultive a barriguinha. Cuide-se, assim você evita doenças graves.

 
Escrito em 10 de ago de 2012

Vitamina D sob orientação médica

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Todos os anos aparecem novidades que prometem revolucionar a luta contra a obesidade. A mais recente é a vitamina D, sintetizada no corpo por meio da exposição ao sol, essencial na tonicidade muscular e na manutenção do cálcio no organismo.

Em pesquisa recente, médicos apresentaram que a vitamina pode ajudar no combate aos quilos a mais e observaram que quanto mais obeso, menos concentração de vitamina D no organismo. Mas, antes de buscar soluções por conta própria para combater a obesidade, deve-se procurar a orientação de um médico. “É importante lembrar que a obesidade é uma doença multifatorial, ou seja, ela pode ser decorrente de problemas genéticos, dieta incorreta, sedentarismo ou mesmo outras doenças”, explica a endocrinologista do Hospital 9 de Julho, Dra. Roberta Frota.  Apesar de o estudo demonstrar a relação entre obesos e a falta de vitamina D, é fundamental destacar que pessoas mais magras também podem apresentar deficiência da substância, segundo a médica.

De acordo com a endocrinologista, a maneira mais fácil de manter os níveis normais da vitamina no organismo é tomar sol da manhã (até às 10h) nos braços e pernas por pelo menos 15 minutos. Outros alimentos, como peixes de água fria, manteiga, ovos e leites podem complementar a reposição, mas são responsáveis por apenas 10% da quantidade necessária de vitamina D no organismo.

É importante lembrar que a falta da substância não causa sintomas, mas em pessoas que têm osteoporose pode piorar o quadro clínico. O ideal, recomenda a Dra. Roberta Frota, é pedir a dosagem para o médico, que dará as orientações necessárias para cada caso. O excesso da substância, ainda que pouco frequente, pode causar alguns efeitos colaterais como diarreia, vômito, cálculos ou mesmo deterioração dos rins (pelo excesso de cálcio no sangue), perda de apetite e hipertensão.  Portanto, para evitar erros e outras doenças, só siga tratamentos sob recomendação médica.

 
Escrito em 02 de ago de 2012

Tempos modernos e a obesidade

Categorias: Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Uma pesquisa recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que brasileiros acima do peso já são maioria no país. São 48% de mulheres e 50,1% de homens que se encaixam nestes dados. A estatística também é alarmante quando se trata das crianças: em 20 anos a obesidade infantil quintuplicou no país.

De acordo com o instituto, de 30 anos para cá o poder aquisitivo dos brasileiros aumentou e isso fez com que os hábitos de consumo mudassem. Se nos anos 70, arroz, feijão e carne estavam presentes nas mesas das famílias brasileiras, hoje a comida congelada, pizzas, refrigerantes, “snacks” e o abuso de bebidas alcoólicas pelos jovens ganharam espaço no dia a dia das pessoas. Quem é que nunca comeu um pacote de salgadinhos em frente a TV? Prático e barato!

 

Outro fator que também contribui para o ganho de peso dos brasileiros é o sedentarismo. Antes, a população era de maioria rural e o trabalho nas fazendas ajudava a queimar calorias. O aumento da migração para as cidades e a mudança de estilo de vida colaboraram para uma mudança de perfil populacional, mais urbano e sedentário.

Para o cirurgião bariátrico do H9J, Dr. Carlos Domene, essas mudanças de hábito, entre outros fatores, denunciam que a próxima geração pode chegar a ter 80% de pessoas acima do peso. “As medidas para conseguir reverter essa situação demoram até duas gerações para fazer efeito”, conta o médico.

O incômodo da obesidade não é só estético. Essa é uma doença perigosa, que pode desencadear outros problemas graves como o diabetes, hipertensão, apneia, lesões por sobrecarga nas articulações etc. Além disso, câncer de próstata e de intestino grosso nos homens e o de mama e colo de útero nas mulheres tendem a ser mais comuns em obesos.

Não é só dieta e a prática de exercícios físicos que ajudam na perda e manutenção do peso, é preciso uma mudança permanente de hábitos. “Manter o peso é difícil. Todo programa de reeducação alimentar precisa de acompanhamento de profissionais por um tempo indeterminado, até que a pessoa consiga caminhar sozinha nessa jornada”, comenta Dr. Domene.

Além de dietas e exercícios, existem outras técnicas que auxiliam na perda de peso, como medicamentos e a própria cirurgia bariátrica,que é uma opção em casos de obesidade mórbida, mas é o médico quem deve avaliar o melhor tratamento para a pessoa.

E como saber se está acima do peso? A obesidade é indicada quando a pessoa tem o IMC (Índice de Massa Corporal) igual ou maior a 30. IMC acima de 40 indica obesidade mórbida. O cálculo é feito dividindo o peso pela altura ao quadrado. Se o resultado indicar sobrepeso, entre 25 a 29, procure a ajuda de um médico.

Confira na tabela os valores do IMC:

 

 

 
Escrito em 09 de set de 2011

Doenças hepáticas

Categorias: Gastroenterologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O fígado é um órgão complexo que desempenha muitas funções essenciais ao bom funcionamento do organismo. Da regulação da concentração de substâncias químicas no organismo até a produção de substâncias que intervêm na coagulação do sangue durante uma hemorragia.

Quando o órgão não funciona corretamente, muitas funções vitais ficam igualmente comprometidas. Por isso, cuidar bem do seu fígado é essencial para garantir sua saúde.

Mas, como saber se seu fígado está bem se o ele pode sofrer durante anos, até perder quase toda a sua função, sem dar nenhum sintoma?

De acordo com a Dra. Marta Deguti, hepatologista e gastroenterologista do Hospital 9 de Julho, “pessoas que têm algum tipo de risco – se já receberam transfusão sanguínea, se utilizaram seringas ou agulhas não descartáveis, se tiveram contato sexual com pessoas que pudessem ter hepatite viral, se abusam de álcool, drogas e medicações, se estão acima do peso ou possuem diabetes, dislipidemia, devem estar atentos à saúde do seu fígado, sem esperar manifestação de sintomas.”

Porém, alguns sintomas podem ocorrer, quando o fígado adoece. Como por exemplo: olhos amarelados, náuseas, desconforto abdominal à direita, urina escura, fezes esbranquiçadas. “Também a barriga inchada, ou inchaço nos pés, equimoses, dificuldade para coagular ferimentos, tremores, sonolência podem ser sinas de doença no fígado mais avançada.” Completa a médica.

Quando há problemas no fígado, há diversos tipos de tratamento possíveis. O tipo de tratamento escolhido depende da causa e da gravidade da doença. A biópsia hepática é um procedimento útil para auxiliar o médico nessa decisão. A médica explica que nesse procedimento, utilizam-se anestesia local e uma agulha para obter uma pequena amostra do fígado. Com esse exame é possível descobrir causas de alterações no fígado, e, muitas vezes, também definir o tratamento da doença.

A médica acrescenta que às vezes, cistos, nódulos e tumores também podem requerer procedimentos cirúrgicos, em que pode ser feita abordagem apenas da lesão ou retirada parcial do fígado, dependendo do caso.

Agora, se o caso é mais grave e o comprometimento do órgão é maior, como é o caso da cirrose hepática avançada ou do câncer de fígado, pode ser indicado o transplante hepático, que consiste em retirar o órgão doente e substituí-lo pelo de um doador.

Porém, mesmo com a presença do risco de se contrair uma doença hepática, é possível preveni-la. Para isso é importante manter o peso adequado com alimentação saudável e atividade física.

“Pessoas com obesidade, diabetes, hipertensão arterial, colesterol e triglicérides altos devem manter bom controle dessas condições, mesmo que precisem fazer dieta rigorosa e uso de medicações” diz a dra. Marta, e acrescenta “cuidado com as medicações tóxicas para o fígado  – principalmente com a automedicação, por mais simples que pareça um analgésico para dor de cabeça, ou suprimentos nutricionais para esportistas, por exemplo.”

Outros pontos são importantes na prevenção de doenças hepáticas. Tome cuidado no uso de agulhas e seringas descartáveis, e lembre-se de NUNCA compartilhar alicates de unha.

Se você faz parte do grupo de risco ou se apresenta sintomas de que algo não vai bem com seu fígado, procure seu médico. Exames médicos periódicos também podem incluir avaliação do fígado mesmo em pessoas sem sintomas.

 
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