Posts com a tag ‘dieta’

Escrito em 09 de set de 2011

Doenças hepáticas

Categorias: Gastroenterologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O fígado é um órgão complexo que desempenha muitas funções essenciais ao bom funcionamento do organismo. Da regulação da concentração de substâncias químicas no organismo até a produção de substâncias que intervêm na coagulação do sangue durante uma hemorragia.

Quando o órgão não funciona corretamente, muitas funções vitais ficam igualmente comprometidas. Por isso, cuidar bem do seu fígado é essencial para garantir sua saúde.

Mas, como saber se seu fígado está bem se o ele pode sofrer durante anos, até perder quase toda a sua função, sem dar nenhum sintoma?

De acordo com a Dra. Marta Deguti, hepatologista e gastroenterologista do Hospital 9 de Julho, “pessoas que têm algum tipo de risco – se já receberam transfusão sanguínea, se utilizaram seringas ou agulhas não descartáveis, se tiveram contato sexual com pessoas que pudessem ter hepatite viral, se abusam de álcool, drogas e medicações, se estão acima do peso ou possuem diabetes, dislipidemia, devem estar atentos à saúde do seu fígado, sem esperar manifestação de sintomas.”

Porém, alguns sintomas podem ocorrer, quando o fígado adoece. Como por exemplo: olhos amarelados, náuseas, desconforto abdominal à direita, urina escura, fezes esbranquiçadas. “Também a barriga inchada, ou inchaço nos pés, equimoses, dificuldade para coagular ferimentos, tremores, sonolência podem ser sinas de doença no fígado mais avançada.” Completa a médica.

Quando há problemas no fígado, há diversos tipos de tratamento possíveis. O tipo de tratamento escolhido depende da causa e da gravidade da doença. A biópsia hepática é um procedimento útil para auxiliar o médico nessa decisão. A médica explica que nesse procedimento, utilizam-se anestesia local e uma agulha para obter uma pequena amostra do fígado. Com esse exame é possível descobrir causas de alterações no fígado, e, muitas vezes, também definir o tratamento da doença.

A médica acrescenta que às vezes, cistos, nódulos e tumores também podem requerer procedimentos cirúrgicos, em que pode ser feita abordagem apenas da lesão ou retirada parcial do fígado, dependendo do caso.

Agora, se o caso é mais grave e o comprometimento do órgão é maior, como é o caso da cirrose hepática avançada ou do câncer de fígado, pode ser indicado o transplante hepático, que consiste em retirar o órgão doente e substituí-lo pelo de um doador.

Porém, mesmo com a presença do risco de se contrair uma doença hepática, é possível preveni-la. Para isso é importante manter o peso adequado com alimentação saudável e atividade física.

“Pessoas com obesidade, diabetes, hipertensão arterial, colesterol e triglicérides altos devem manter bom controle dessas condições, mesmo que precisem fazer dieta rigorosa e uso de medicações” diz a dra. Marta, e acrescenta “cuidado com as medicações tóxicas para o fígado  – principalmente com a automedicação, por mais simples que pareça um analgésico para dor de cabeça, ou suprimentos nutricionais para esportistas, por exemplo.”

Outros pontos são importantes na prevenção de doenças hepáticas. Tome cuidado no uso de agulhas e seringas descartáveis, e lembre-se de NUNCA compartilhar alicates de unha.

Se você faz parte do grupo de risco ou se apresenta sintomas de que algo não vai bem com seu fígado, procure seu médico. Exames médicos periódicos também podem incluir avaliação do fígado mesmo em pessoas sem sintomas.

 
Escrito em 12 de ago de 2011

Orientação nutricional – Diabetes tipo 2

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

O diabetes tipo 2 é o tipo mais comum de diabetes. Ele afeta quase 90% das pessoas que têm a doença e ocorre quando o nível de glicose (açúcar) no sangue fica muito alto.

A maioria das pessoas que têm diabetes tipo 2 têm mais de 40 anos, possuem sobrepeso e estão fora de forma. O controle do peso pode melhorar os níveis de glicose no sangue, para isso:

Substitua o açúcar por adoçantes como ciclamato, sacarina, aspartame, stévia, acessulfame-K.

Consuma apenas um tipo de carboidrato por refeição. Os carboidratos são os alimentos que se transformam em glicose com maior facilidade. Eles devem sim fazer parte da alimentação, porém, na quantidade adequada.

Alguns alimentos ricos em carboidratos são: arroz, pães, trigo, milho, massas, aveia, cereais, tubérculos (batatas, mandioca, mandioquinha etc) e os açúcares (mel, frutose proveniente das frutas, doces etc).

Alguns alimentos permitidos são:

- queijo minas/ricota/requeijão light,

- leites e derivados,

- frutas e sucos coados dessas frutas (dentro do que foi recomendado pelo médico),

- carnes bovinas, frango e peixe. Sem pele e sem gordura (cozida, grelhada ou assada),

- Ovo pochê ou cozido (no máximo 1 ou 2 ovos por semana),

- Legumes bem cozidos,

- Verduras cozidas ou refogadas,

- Alimentos integrais (pães, torradas e biscoito),

- Arroz e macarrão bem cozidos (dentro das quantidades recomendadas – de preferência para os integrais),

- Caldo de feijão, ervilha, lentilha, grão de bico,

- Alimentos dietéticos e adoçantes artificiais.

Alguns alimentos que devem ser evitados são:

- Embutidos (salsicha, linguiça, bacon, canha e frios),

- Condimentos fortes e picantes (molhos prontos, catchup, mostarda, molho inglês, shoyo, maionese, caldos de carne e galinha – inclusive os tabletes concentrados etc),

- Enlatados (extrato de tomate, ervilha, milho, picles),

- Doces em geral,

- Açúcar (mascavo, cristal ou refinado)

- Mel, geléia,

- Carnes gordas,

- Frutas oleaginosas em excesso (nozes, coco, amendoim, castanha), frutas secas e cristalizadas,

- Frituras em geral,

- Bebidas alcoólicas, gaseificadas, refrigerante, sucos concentrados.

Lembre-se de que as dietas são individualizadas, por isso procure seu médico para que juntos vocês escolham qual a mais adequada para você.

Siga essas orientações. Dessa forma é possível viver bem com o diabetes 2.

 
Escrito em 24 de mar de 2011

Conheça uma nova técnica de cirurgia bariátrica

Categorias: Gastroenterologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A gastrectomia vertical é uma técnica de cirurgia bariátrica e metabólica que provê melhores chances de recuperação, menores incisões, conforto para os pacientes e recuperação mais rápida relacionada à anestesia. Atualmente, é a técnica mais segura e com o índice de mortalidade mais próximo a zero entre cirurgias similares.

Este procedimento é irreversível e reduz em dois terços o tamanho do estômago. Apesar do fundo do estômago ser retirado, a técnica mantém todas as suas conexões nervosas originais. Segundo o cirurgião do aparelho digestivo do Hospital 9 de Julho, Dr. Almino Cardoso Ramos, apesar do caminho seguido pelos alimentos não ser alterado, o mecanismo de saciedade é otimizado, pois a cirurgia provoca alterações no sistema neuro-hormonal. “Sem o fundo do estômago, não há produção de grelina, o hormônio responsável pela fome. Dessa forma, o paciente sente-se mais saciado e altera o seu hábito alimentar, com o aumento do intervalo entre as refeições”, explica o médico.

Um dos benefícios dessa cirurgia é que não há desvio intestinal, impedindo falhas na absorção de alimentos. Assim, o paciente não precisa ingerir suplementos alimentares para o resto da vida, como ocorria com procedimentos mais antigos. “Não devemos aceitar os efeitos negativos da cirurgia bariátrica como se fossem normais”, afirma Dr. Almino. Outra vantagem desta técnica é um tempo menor de internação (cerca de dois dias), além de uma dieta sem tantas restrições.

Apesar de todos os benefícios, a cirurgia bariátrica não deve ser o primeiro tratamento da obesidade. “É importante que os pacientes saibam que a cirurgia é uma solução que vem depois de vários tratamentos para readequação do peso e que, para realizá-la, é preciso comprovar um histórico de pelo menos dois anos de obesidade mórbida”, esclarece o  cirurgião.

Em 2009, foram realizadas 30 mil cirurgias bariátricas e metabólicas no Brasil. O Brasil fica atrás apenas dos Estados Unidos, que realiza, por ano, 300 mil procedimentos. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 3,5 milhões de pessoas está 40 quilos acima do peso corporal ideal, quadro conhecido como obesidade mórbida – esse quadro é de grande gravidade, uma vez que pessoas obesas perdem de 10 a 12 anos de vida devido ao excesso de peso.

 
Escrito em 09 de dez de 2010

Tudo sobre estrias

Categorias: Dermatologia    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Uma das maiores preocupações que as mulheres têm à respeito de sua aparência são as famosas estrias. Mas elas não são um problema exclusivo do sexo feminino. Lesões decorrentes da degeneração das fibras elásticas da pele por sua distensão exagerada ou devido a alterações hormonais, a estrias aparecem em ambos os sexos. Seu surgimento é comum durante a gravidez e na puberdade, em decorrência do crescimento acelerado nesta fase da vida, mas pode estar relacionado também à obesidade.

As estrias se apresentam como lesões lineares, geralmente paralelas. Surgem principalmente nas coxas, nádegas, no abdômen das grávidas e, nos homens no dorso do tronco. “Inicialmente são avermelhadas ou róseas, evoluindo mais tarde para uma tonalidade esbranquiçada. Além disso, a pele na área afetada ganha uma consistência frouxa. Em pessoas de pele morena as estrias podem ser mais escuras que a pele sadia”, explica a dermatologista do Hospital 9 de Julho, Drª Patrícia Fagundes.

Ao contrário do senso comum, as estrias são lesões irreversíveis e portanto não existe um tratamento que as elimine e faça a pele voltar ao que era antes. Mas existem formas de evitá-las, como:

  • Hidratação intensa da pele com cremes e loções apropriados, principalmente em pessoas com histórico familiar de estrias e que estejam em fase de crescimento intenso ou aumento de peso
  • Não engordar demais e rapidamente
  • Eliminar doces e gorduras da dieta
  • Praticar exercícios físicos regularmente

Além disso, existem tratamentos que visam melhorar o aspecto estético estimulando a formação de tecido colágeno nas lesões. Para isso, várias técnicas podem ser empregadas, entre elas: peelings, subcisão, dermoabrasão, intradermoterapia e uso contínuo de alguns tipos de ácidos. “Apenas médicos devem realizar esses procedimentos, indicando o que for melhor de acordo com cada caso”, aconselha Drª Patrícia Fagundes.

 
Escrito em 10 de mai de 2010

A tríade da mulher atleta

Categorias: Medicina do Exercício e do Esporte    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

No mês de março, nós convidamos os leitores do blog para participar da reunião científica sobre “A mulher atleta“, mas se você não pôde comparecer, aproveite para acompanhar essa série de três posts sobre o assunto, que se inicia agora com o tema “A tríade da mulher atleta”.

O Dr. Ricardo Nahas, médico do esporte e ortopedista do H9J, explica que a tríade da mulher atleta é composta por três problemas de saúde que tendem a ocorrer juntos: distúrbios alimentares, amenorréia (irregularidade ou ausência total de menstruação) e osteoporose (problemas ósseos).

Essa tríade ocorre quando o praticante de atividade física regular, atleta ou não, tem um balanço energético negativo, ou seja, consome menos nutrientes do que o corpo precisa para a prática do esporte. “A maioria desconhece que a dieta é inadequada”, explicou o médico, já que os transtornos alimentares que compõe a tríade podem ou não ser voluntários.

“Outras vezes, os problemas alimentares podem ser consequência de pressões para perder peso”, completou sobre as situações onde a magreza pode beneficiar a atleta. Nesses casos, em esportes como ginástica e maratona, atletas sofrem constante pressão para manter o peso baixo, o que pode ocasionar os distúrbios. Dependendo do esporte praticado, a porcentagem de atletas que apresentam distúrbios alimentares é de 15% a 62%. Já entre as mulheres da população em geral, o índice é de 5%.

A amenorréia, disfunção na menstruação, pode ocorrer como uma das conseqüências deste desbalanço energético e do esforço exigido, como aponta o Dr. Nahas. “Na falta de nutrientes para produzir energia, uma das primeiras funções que o corpo desliga é a reprodutora, desregulando a produção hormonal da mulher. Com isso, ela passa a ter problemas para menstruar.”

O problema aqui é que muitas vezes a atleta pode não entender a amenorréia como um problema. “Algumas atletas acham que, por não menstruar mais, estão livres para competir mais confortavelmente.” Essa percepção pode fazer com que a atleta não busque ajuda médica e o problema se agrave.

O desbalanço hormonal e os distúrbios alimentares colaboram para o surgimento de mais uma conseqüência, a osteoporose, estágio avançado e potencialmente irreversível da tríade. Na osteoporose, os ossos perdem massa e tornam-se mais finos e quebradiços e, como atletas submetem seus ossos a mais estresse, as fraturas acabam por tornar-se frequentes. Segundo Dr. Nahas, não é raro a atleta ter uma lesão neste estágio, sem que saiba que desenvolveu a tríade.

De acordo com o especialista, a melhor maneira de prevenir essa condição é informação e monitoração. “A “tríade da mulher atleta” é cada vez mais comum com o aumento do número de esportistas e da pressão por desempenho. A atleta precisa saber alimentar-se corretamente e ter conhecimento de que a menstruação irregular é sinal de problemas na saúde, pois quando ocorre uma fratura óssea já pode ser tarde demais e a recuperação pode exigir o afastamento dos exercícios por meses, ou até anos.

Se você quiser saber ainda mais, disponibilizamos aqui no blog, a apresentação sobre medicina do esporte voltados para a mulher atleta.