
Finasterida é um medicamento que, apesar de ser muito popular, é polêmico. Ele é, basicamente, um inibidor da enzima que converte a testosterona (hormônio masculino) em DHT (di-hidrotestosterona), diminuindo a próstata. O “sucesso” do medicamento se deu à descoberta posterior da sua utilidade no combate à calvície.
Para entender melhor os porquês do sucesso e da polêmica, falamos com o Dr. Paulo Rodrigues, urologista do Hospital 9 de Julho. “A finasterida começou a ser produzida no início dos anos 1990 com o intuito de reduzir o tamanho da próstata de alguns pacientes”, diz o médico. Esse procedimento foi benéfico em casos de crescimento benigno da próstata, eliminando, principalmente, a dificuldade que esses pacientes sentiam ao urinar.
Um estudo de sete anos foi conduzido pelo Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos para avaliar os efeitos da finasterida. Mais de 18.800 homens foram acompanhados nesse período, após o qual foi descoberto que o medicamento poderia prevenir o câncer de próstata, sendo, hoje, o único método de prevenção conhecido.
“No mesmo estudo, foi observado que os pacientes que tomaram o medicamento e eram calvos tiveram a queda de cabelos reduzida. A partir daí, a finasterida começou a ser comercializada com uma dosagem menor como tratamento de calvície”, explica o Dr. Paulo Rodrigues. Isso deu esperança aos que sofrem com a calvície e popularizou o medicamento em todo o mundo.
Porém, o estudo também levantou alguns efeitos colaterais que podem ocorrer quando tomamos finasterida. Entre eles estão a diminuição do músculo, queda dos níveis de testosterona (e, consequentemente, da libido), redução da fertilidade e, em casos extremos, disfunção erétil. “O efeito colateral mais sério da finasterida é o fato do seu consumo poder dificultar a detecção precoce do câncer de próstata”, alerta o médico. “No estudo, o grupo que tomou o remédio teve menos casos de câncer, mas os tumores eram maiores”, explica.
Isso não quer dizer que a finasterida não deve ser considerada para tratamento ou usada; os efeitos costumam ser revertidos quando o tratamento é interrompido. “Na maioria dos casos, o medicamento só é utilizado para prevenir o câncer nos grupos de risco: homens com mais de 55 anos ou que tenham histórico da doença na família”, diz o Dr. Paulo Rodrigues. Ressaltamos que, tanto no caso da calvície ou da próstata, a consulta e acompanhamento médico são fundamentais.

















Essas ereções são uma maneira fisiológica de re-oxigenar as células dos corpos cavernosos, que vivem em ambiente venoso, ou seja, pobre em O2. Se essas manifestações involuntárias deixam de acontecer, ou acontecem em menor frequência, ocorre uma má irrigação sanguínea na área, levando à impotência sexual.
