Posts com a tag ‘doenças cardiovasculares’

Escrito em 08 de set de 2010

A influência de doenças cardiovasculares no desempenho sexual

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

A impotência sexual é um assunto sério. E foi pensando nisso que convidamos o Dr. Paulo Rodrigues, urologista do Hospital 9 de Julho, para criar uma série de sobre a relação entre impotência sexual e doenças cardiovasculares. No primeiro texto tivemos a oportunidade de conhecer as causas da impotência e no segundo post sobre o assunto, debatemos a relação do colesterol e do diabetes com as disfunções eréteis. No nosso terceiro post, vamos falar sobre a influência das doenças cardiovasculares no desempenho sexual, confira:

Aproximadamente 65% dos pacientes infartados queixavam-se de impotência sexual entre cinco a oito anos antes de sofrerem o infarto. Esse intervalo corresponde ao tempo que a rede arterial do paciente levou para que, progressivamente, fosse obstruída. O processo dá-se partindo dos vasos sanguíneos muito finos, presentes no pênis, até as artérias coronárias, mais espessas, e que, portanto, demoram mais até ficarem entupidas causando o infarto coronariano.

Tal observação levou os médicos a analisarem com maior profundidade a relação entre doenças cardiovasculares e a disfunção erétil. Como o sistema cardiovascular é revestido pelas mesmas células que recobrem os corpos cavernosos do pênis, notou-se que lesões nos vasos sanguíneos afetam na qualidade da ereção. Isso acontece pois a ereção é resultado do preenchimento de sangue dos corpos cavernosos, que se expandem, enrijecendo a região do pênis.

Se os vasos sanguíneos que são responsáveis pela distribuição de sangue encontram-se obstruídos ou entupidos, consequentemente o bombeamento de sangue para o pênis não será suficiente para manter a ereção por muito tempo durante a relação sexual, mesmo que involuntariamente.

Desse modo, a perda de ereção repetitiva pode sinalizar algum problema cardiovascular, em especial, o aumento do risco de infarto em um futuro próximo. A disfunção erétil não deve ser mais um problema a ser guardado entre quatro paredes. Hoje em dia, ela oferece a oportunidade de se diagnosticar e prevenir doenças cardiovasculares de maneira eficaz. Por isso, não deixe de procurar seu médico!

 
Escrito em 08 de jul de 2010

Fumo e diabetes não combinam

Categorias: Diabetes, Sua Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

fumo

Convidamos a Dra. Roberta Frota Villas Boas, endocrinologista do Hospital 9 de Julho, para participar da nossa série de posts sobre o uso do tabaco e sua relação com a saúde. Confira o material que a Dra. Roberta preparou para alertar os diabéticos sobre as complicações que podem ser agravadas pelo tabagismo.

Abandonar o hábito de fumar faz bem a qualquer pessoa, uma vez que o fumo:

  • Reduz a quantidade de oxigênio em todos os tecidos, o que contribui para a ocorrência de ataques cardíacos e derrames cerebrais
  • Aumenta os níveis de colesterol e de gordura no sangue, o que aumenta o risco de ataque cardíaco
  • Danifica os vasos sangüíneos
  • Aumenta os riscos de câncer de boca, pulmões, garganta e bexiga
  • Danifica os nervos: a diminuição de oxigênio provocada pelo tabaco, lesa as estruturas nervosas, causando inchaço, possível dor e infecção nas extremidades
  • Propicia o aparecimento de cáries e afeta as gengivas, o que, associado com níveis elevados de glicose no sangue, costuma provocar complicações dentais

Para os diabéticos, os malefícios são ainda maiores, pois, assim como para qualquer pessoa vitima de doenças crônicas, o tabagismo agrava ainda mais os problemas de saúde que o paciente possui.

O fumo estimula a produção de hormônios que causam a redução dos vasos sanguíneos que, por sua vez aumentam a pressão arterial, sobrecarregando o coração, facilitando assim o surgimento de lesões coronárias e cerebrais, retinopatia (complicação crônica do diabetes que afeta os vasos da retina, com sangramentos, descolamento de retina e em graus mais graves, cegueira), nefropatia (acometimento dos rins pelo diabetes, levando a perda de proteína pela urina, com conseqüente inchaço e insuficiência renal com necessidade de diálise e transplante) e, principalmente, doenças cardiovasculares que, segundo o Ministério da Saúde, representam a primeira causa de óbitos no Brasil.

Diabetes é uma doença crônica que pode levar a várias complicações, como a necessidade da amputação de membros inferiores, que acontece devido a obstruções dos vasos das pernas, além da diminuição da sensibilidade em função da alteração dos nervos periféricos. O tabagismo também prejudica a circulação periférica, assim, o diabético fumante tem ainda mais risco de amputações de membros inferiores.

A nicotina interfere na ação da insulina, elevando os níveis de glicose no sangue. O cigarro também diminui o apetite, além de piorar o olfato e paladar, podendo interferir no controle adequado da alimentação, dificultando ainda mais o controle da diabetes. Se você é diabético e fuma, tem quatro vezes mais chances de ter um ataque do coração e 50% mais de chances de ter um derrame do que um diabético não fumante.

De acordo com estudos recentes, parar de fumar – especialmente para quem é diabético – beneficia a saúde, não importando a idade. Alguns benefícios, como a redução das dificuldades respiratórias, melhora na circulação sanguínea e na cicatrização dos tecidos – fator muito importante na doença diabética – começam logo que você parar de fumar. Por isso, não demore mais para tomar essa decisão, que pode salvar a sua vida.

O Hospital 9 de Julho apresenta  mais uma série Sua Saúde , falando sobre os malefícios do tabagismo. Nosso objetivo é informar a população, sem censurar as escolhas de cada indivíduo, para que cada um possa tomar a melhor decisão para sua saúde e seu bem estar. Se você se interessar, confira também os posts da série Sua Saúdesobre os efeitos do álcool no organismo.

 
Escrito em 31 de mai de 2010

O que é morte súbita?

Categorias: Medicina do Exercício e do Esporte, Vídeos    Autor: Átila Iamarino   
 

O Dr. José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, explicou durante a Reunião Científica sobre corrida de longa distância, algumas das características da morte súbita, além de dar alguns conselhos preventivos para pessoas que praticam atividades físicas. O Dr. Kawazoe reforçou que as doenças cardiovasculares são a principal origem desse problema fatal, e que por serem absolutamente silenciosas, apenas os exames periódicos podem alertar para a probabilidade de uma pessoa saudável ser vítima desse mal.