
A pele é nosso maior órgão e, por sua função de barreira, está em contato íntimo com o meio ambiente. A consequência disso é que variações de temperatura ao longo do ano influenciam diretamente nossa pele.
Quem é que não sentiu literalmente na pele a necessidade de aplicar um hidratante naqueles dias mais secos?
Nos meses mais frios do ano, as baixas temperaturas do ambiente, a umidade do ar reduzida, somadas a uma diminuição da transpiração que naturalmente ocorre nesta época, trazem alterações à nossa pele que podem e devem ser tratadas.
Essas alterações manifestam-se como sensação de aspereza ao toque, descamação fina principalmente na pele das costas e pernas, e até uma sensação de coceira.
Para que isso não aconteça, deve-se:
- Evitar banhos muito quentes e prolongados, pois a temperatura elevada da água intensifica a remoção da camada de oleosidade que recobre nossas pele e que confere hidratação e proteção.
- Evitar uso de buchas e esponjas que promovem uma remoção mecânica desta mesma camada de oleosidade, necessária à pele.
- Evitar uso de sabonetes muito concentrados, com perfumes e cores fortes, pois a quantidade de produtos químicos ali presentes pode ser um fator agravante no ressecamento cutâneo.
- Evitar uso de roupas confeccionadas com tecidos sintéticos em contato direto com a pele.
- Usar duas a três vezes ao dia cremes ou loções hidratantes, de preferência prescritos pelo dermatologista, e que não tenham perfumes nem cores fortes;
- Usar hidratantes faciais. A pele da face, por ser mais delicada que a do corpo e por estar sempre exposta, merece cuidado especial.
- Os hidratantes faciais devem ser específicos para cada tipo de pele. Para saber qual o tipo mais indicado para seu tipo de pele, consulte seu dermatologista.
- Aplicar o hidratante naqueles minutinhos após o banho, quando a pele apresenta uma grande capacidade de absorção do produto.
O seguimento das recomendações acima com certeza auxiliará na obtenção e manutenção de uma pele bem hidratada e protegida. Se tiver alguma dúvida, comente aqui e não deixe de consultar seu médico.
Por: Dra. Patrícia Fagundes – Dermatologista do Hospital 9 de Julho
















