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Escrito em 16 de jun de 2011

Queimaduras: sua atenção é fundamental

Categorias: Trauma    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

No cotidiano, estamos sujeitos à possibilidade de acidentes. Algo que pode acontecer a qualquer momento e ter repercussões sérias para a saúde são queimaduras.

Chamamos de queimadura uma lesão que acontece por um fator externo e que tem um aspecto característico. Queimaduras podem acontecer por calor, eletricidade e até mesmo por agentes químicos, sendo este o menos frequente.

Essas lesões podem ser classificadas de diferentes formas, chamadas normalmente de graus:

Primeiro grau: atinge somente a camada superficial da pele, identificada por uma vermelhidão na área atingida.

Segundo grau: é uma queimadura mais profunda que causa muita dir e apresenta bolhas de água embaixo da pele.

Terceiro grau: atinge todas as camadas da pele, mas não causa muita dor, pois as terminações nervosas são destruídas, acabando com a sensibilidade da área atingida. A pele fica dura e seca e pode ficar tanto escurecida quanto esbranquiçada.

A maioria dos casos de queimadura podem ser evitados facilmente com cuidados simples“, afirma o Dr. Luiz Philipe Molina Vana, cirurgião plástico do Hospital 9 de Julho. “O descuido ao manusear líquidos ou objetos quentes na cozinha, por exemplo, é um cenário propício à queimadura”, comenta.

Como a principal reação do corpo à queimadura é a dor, muitas pessoas são levadas pelo momento a utilizar qualquer meio para amenizá-la. Porém, é preciso tomar cuidado para não prejudicar ainda mais a área atingida e complicar o atendimento profissional. “O indicado é lavar o local com água corrente”, explica o Dr. Molina.

Em casos de queimaduras químicas, que podem ser causadas por misturas de produtos de limpeza, por exemplo, o ideal é lavar bem o local e pedir auxílio médico. Não aplique nenhum material sobre a área atingida nem retire possíveis secreções da lesão.

Em queimaduras que apresentem bolhas é importante não furá-las. Em caso de queimaduras nos olhos, lave-os com soro fisiológico, faça uma venda com gaze umedecida e procure um médico imediatamente.

Existem dois tipos de queimaduras que podem ser evitadas facilmente e que podem ser tratadas emergencialmente de modos específicos:

Queimaduras solares
São comuns, principalmente no verão. O maior problema relacionado a queimaduras solares é a insolação, que pode ser mascarada pelo ardor da pele e acarretar mais danos à saúde.

Para tratar esse tipo de queimadura, podem ser utilizados óleos de alívio rápido.

Queimaduras por frio
As queimaduras causadas pelo frio tem sintomas específicos, como calafrios, perda da sensibilidade pulsação lenta e até perda temporária da visão e dos sentidos. O que pode ser feito numa situação emergencial é levar o queimado para um local quente e seco, para ser aquecido com cobertores. Também deve ser incentivada a ingestão de líquidos quentes.

Em qualquer caso de queimadura, a atenção médica é essencial”, afirma do Dr. Molina. Em caso de acidentes, procure sempre o atendimento médico para evitar complicações.

 
Escrito em 27 de jan de 2011

Atendimento a desastres e prevenção para catástrofes: Dr. Jay Doucet

Categorias: Trauma    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Durante a Jornada de Traumas, realizada no dia 11 de dezembro de 2010 no auditório do Hospital 9 de Julho, o Dr. Jay Doucet, cirurgião especializado em trauma e terapia intensiva e membro do Colégio Americano de Cirurgiões, concedeu uma entrevista sobre os cuidados a serem tomados em casos de desastres e catástrofes.  Além disso, o doutor falou sobre a importância dos Jogos Olímpicos que serão realizados em nosso país.

Confira a entrevista na íntegra:

 
Escrito em 17 de dez de 2010

Jornada de Trauma

Categorias: Trauma    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Aconteceu no último sábado, 11, no Auditório do Hospital 9 de Julho, a Jornada de Trauma: Avanços e controvérsias no atendimento pré-hospitalar ao traumatizado.

No evento, 11 médicos e uma psicóloga palestraram e entre eles estavam o Dr. Jay Doucet, cirurgião de Trauma dos Estados Unidos; vindo do Chile, o Dr. Andrés LLarena, anestesista e especialista em medicina hiperbárica e de mergulho da Marinha Americana, e o Dr. Jorge Ribera, médico do GRAU em São Paulo.

Os médicos puderam falar sobre suas experiências e conversar, de forma mais profunda, ao longo de sete módulos:

Atendimento a desastres e preparo para catástrofes

Dr. Jay Doucet falou sobre a organização necessária para a administração correta e mais eficiente de catástrofes e desastres. O planejamento é essencial para que o controle seja o maior possível. “Para cada minuto de caos, são necessários cinco minutos para a reorganização”, explicou ele, que tem experiência em desastres como o acontecido em 11 de setembro de 2001, e em atendimento em guerras, por ter atendido durante a guerra no Afeganistão. Ele é presidente do Subcomitê de Desastres na Escola Americana para Cirurgiões, serviu como cirurgião militar nas Forças Canadenses e trabalhou dois anos no Centro de Trauma do hospital Los Angeles County.

Experiências mundiais em desastres e catástrofes

Nesse módulo o Dr. Jorge Ribera, do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (GRAU), relatou suas experiências em Santa Catarina, São Luiz do Paraitinga (SP) e na cidade de Branquinha, em Alagoas, onde um tsunami de água doce causou uma enorme inundação.

Por sua experiência no Afeganistão, Dr. Jay Doucet discorreu sobre esse período que, de acordo com ele, é um desastre diário. Nos campos de batalha, um dos maiores desafios para um médico é o próprio ambiente, já que tem que atender aos pacientes em meio a tiroteios e outras condições complicadas.

Para falar sobre o acontecimento com os mineiros no Chile, a Jornada de Trauma contou com o Dr. Andrés LLarena, que relatou passo a passo como foi o resgate.

Avanços no atendimento pré-hospitalar

A Drª. Junia Sueoka (coordenadora Geral do SAME 199 de São Caetano do Sul), o Dr. Renato Poggetti (cirurgião de Trauma do H9J) e o Dr. Eduardo Nogueira, médico cirurgião torácico pelo HC-FMUSP, falaram das novidades e dos novos dispositivos que estão sendo usados no controle de sangramento, na reposição volêmica e na identificação de vias aéreas difíceis.

O que é essencial no Chile para atendimento a desastres

O terremoto de fevereiro de 2010 deu a possibilidade do Dr. LLarena identificar o que precisa ser feito essencialmente nos atendimentos a desastres.

Desse módulo é possível destacar que deve haver uma padronização na administração de desastres,  deve-se minimizar a vulnerabilidade dos hospitais e do sistema de resgate, que a medicina pré-hospitalar é muito importante por prestar o primeiro atendimento ao paciente e para reduzir riscos de morte e de complicações médicas durante o atendimento já no hospital, e que a ajuda externa deve ser coordenada para que não prejudique as operações.

Assessoria médica em esportes de alto risco

Palestrando sobre esportes de alto risco, esteve na Jornada de Trauma o Dr. Marcelo Teixeira, médico especializado em Resgate e Salvamento e Membro da Equipe de Resgate em eventos como o Rally Internacional dos Sertões, Claro Brasil Ride – Mundial de Mountain Bike, Fórmula 1 (Fast Intervention Car) GP Brasil e Fórmula Indy 2010 Etapa Brasil.

Os esportes conhecidos como off road têm como características principais: o risco potencial de lesões graves dos atletas, localizações remotas, logística complexa e rede hospitalar precária.

Mais uma vez, o planejamento deve ser extremamente detalhado, nesse caso, pelos  tipos diferentes de categorias no esporte. Afinal, para cada um há um tipo de lesão específica, um mecanismo de segurança diferenciado, além do tipos de perfil de atletas diferentes. As características do local também devem estar inclusas no plano de ações, onde um tipo de atendimento nem sempre é o mais prático e eficaz para outro.

Desafios no atendimento pré-hospitalar

O atendimento pré-hospitalar é cercado de desafios, tais como o atendimento a pacientes que sofrem queimaduras, as fraturas da pelve e até mesmo o transporte aeromédico. O Dr. Roberto Stefanelli, cirurgião plástico; Dr. Claus Zeefrid, ortopedista, traumatologista e diretor da Divisão de Pesquisa e Modernização do SAMU 192 São Paulo; e Dr. Marcelo Teixeira expuseram suas experiências com esses problemas falando das novidades que têm tornado esses desafios menos problemáticos na hora dos atendimentos.

Perspectivas que fazem diferença no atendimento pré-hospitalar

O último módulo teve palestras do Dr. Eduardo Nogueira, falando sobre a fisiologia humana em ambientes extremos; Dr. SérgioTimerman, diretor da Divisão Clínica do Laboratório de Pesquisa, Treinamento e Simulação em Emergências Cardiovasculares do Instituto do Coração (InCor), sobre compressão toráxica; Dr. Luiz Guilherme Villares, médico do GRAU, que descreveu novos dispositivos para uso no atendimento pré-hospitalar; e a Dra. Ana Cecília Moraes, psicóloga e membro do Médicos sem Fronteiras, que discorreu sobre a organização e as situações contingenciais após catástrofes e desastres.

Os desastres e catástrofes são imprevisíveis, mas ao final da Jornada de Trauma, ficou claro que com planejamento, ações rápidas e com o uso dos materiais que estão sendo cada vez mais aprimorados, os resultados no tratamento aos pacientes são muito melhores e as consequências podem ser menos drásticas.

Imagens cedidas pelos palestrantes.

 
Escrito em 16 de dez de 2009

Nove em Dia – Hospital 9 de Julho (Nov/09)

Categorias: Institucional    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Informativo mensal do Hospital 9 de Julho. Edição de Novembro de 2009

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