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Escrito em 26 de mai de 2011

Entendendo o Glaucoma

Categorias: Falando em Saúde    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Doença silenciosa que leva à perda da visão periférica, podendo evoluir até uma “visão tunelada” e, por fim, a cegueira – é assim que o Glaucoma progride. Hoje, dia 26 de maio, é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma – mas o que é essa doença?

Na verdade, Glaucoma é uma neuropatia óptica com alteração estrutural do nervo ótico. As causas para a condição são várias, mas é sabido que o aumento da pressão ocular é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento do glaucoma.

A classificação do glaucoma separa os de etiologia congênita (quando a pessoa já nasce com a doença), a aguda (a pressão do olho aumenta repentinamente, causando dor) e a crônica (o aumento da pressão é progressivo e não apresenta sintomas).

A perda da visão causada por essa condição é irreversível. Como grande parte dos casos não apresenta sintomas, é necessário tomar uma atitude preventiva, com visitas periódicas ao oftalmologista. “A periodicidade da avaliação oftalmológica é variável dependendo dos problemas de cada pessoa, porém a população de maior risco deve estar atenta à medição da pressão periódica”, comenta a Dra. Ana Luiza Hofling-Lima, oftalmologista do Hospital 9 de Julho.

Existem grupos de risco para o desenvolvimento do glaucoma. Nele, maiores de 40 anos, portadores de diabetes, pessoas com a pele pigmentada, os que já tem catarata ou os que possuem histórico de glaucoma na família. “Existem casos de pessoas da faixa etária de risco que utilizam óculos prontos, vendidos sem consulta oftalmológica – isso estimula um comportamento de negligência com a visita periódica ao oftalmologista, aumentando as chances do glaucoma se desenvolver sem detecção”, diz a médica.

Existem diversas formas de tratamento; o método mais comum é clínico, pelo uso de medicamentos específicos que diminuem a pressão ocular. Porém, se esse tratamento não é suficiente, existem opções cirúrgicas.

A cirurgia mais comum é a trabeculectomia. Nela, uma fistula é feita na parede do olho, funcionando como uma válvula para aliviar a pressão. Quando essa técnica não surte efeito, é necessário colocar um tubo para realizar a função de válvula.

De acordo com a Dra. Hofling-Lima, uma nova técnica, que chegou ao Brasil há cerca de dois anos, tem uma recuperação mais rápida e tem um índice maior de sucesso. Por meio de um laser, uma estrutura interna que é o corpo ciliar é cauterizado, com isto melhora controle da pressão.

Não deixe de visitar um oftalmologia regularmente. Prevenção em primeiro lugar!

 
Escrito em 26 de fev de 2010

Diabetes e oftalmologia

Categorias: Diabetes    Autor: Hospital 9 de Julho   
 

Uma das decorrências da hiperglicemia (alta concentração de glicose no sangue, provocando diabetes) é a má circulação. Por causa dela, os pequenos vasos sanguíneos do corpo podem ser prejudicados. Um dos locais onde estes danos ocorrem é na retina.

A diabetes é uma doença perigosa e pode causar alterações em diferentes órgãos do corpo humano. No olho, pode alterar vários tecidos. A catarata e o glaucoma podem ser mais freqüentes em diabéticos, mas é a retinopatia diabética a doença mais grave nesse grupo de pacientes.

A retinopatia diabética ocorre pelas alterações vasculares, que provocam lesão das paredes dos vasos oculares. Ela não ocorre imediatamente após o diagnóstico da doença, mas em decorrência das alterações glicêmicas ao longo dos anos.

Muitas vezes o paciente não sabe que tem diabetes e quando o diagnóstico da doença é feito, ele já apresenta retinopatia diabética. Sendo assim, recomendamos que seja feito um exame oftalmológico com ênfase ao exame de fundo de olho, logo que o diagnóstico de diabetes seja feito. Depois dessa primeira avaliação, o médico orienta como devem ser feitas as novas avaliações e acompanha o paciente com reavaliações anuais.

Como o próprio nome diz, a retinopatia diabética é uma doença que afeta os vasos da retina. As alterações vasculares levam à má circulação e a falta de irrigação adequada dos tecidos é um estímulo para a proliferação de novos vasos, que por sua vez não têm a estrutura de um vaso normal.
Esta formação neovascular é frágil e trata-se de uma tentativa do tecido humano em restabelecer a irrigação sanguínea necessária à retina. Estes vasos mal formados podem causar hemorragias no olho.

As hemorragias, por sua vez, podem ocorrer na retina ou dentro do olho (na cavidade vítrea) levando a uma intensa dificuldade visual. Esse quadro deve ser avaliado pelo médico oftalmologista, que pode decidir aguardar a absorção do sangue para depois fazer o tratamento adequado ou indicar uma cirurgia para limpeza do sangue.

Conforme explica a Dra. Ana Luísa Höfling-Lima, oftalmologista do Hospital 9 de Julho e professora titular do Departamento de Oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), “a retinopatia com proliferação vascular ou ‘proliferativa’, pode ser tratada com um tipo específico de laser para uso no olho”. Esse laser é aplicado na retina que apresenta má circulação e o tratamento é conhecido como “fotocoagulação“. Equipamentos modernos de laser podem fazer o tratamento com o menor dano possível à retina. Após uma ou mais seções de tratamento, o paciente deve continuar acompanhando seu quadro clínico, atento a possíveis mudanças.

Como sempre, o melhor procedimento é a prevenção, alerta a oftalmologista. Testar o nível de açúcar no sangue permite detectar o diabetes precocemente e evita uma série de complicações, como a retinopatia diabética. “Por ser muito comum em diabéticos e ter uma progressão lenta, muitas vezes o paciente nem percebe que está perdendo a visão, ou só percebe quando é tarde demais”, avisa a Drª Hofling-Lima. Visitas regulares ao oftalmologista também ajudam a diagnosticar os danos na retina e impedir a doença de progredir. “O exame oftalmológico detecta a doença em seus primeiros estágios, e pode evitar a perda da visão”.