
Uma das maiores preocupações que as mulheres têm à respeito de sua aparência são as famosas estrias. Mas elas não são um problema exclusivo do sexo feminino. Lesões decorrentes da degeneração das fibras elásticas da pele por sua distensão exagerada ou devido a alterações hormonais, a estrias aparecem em ambos os sexos. Seu surgimento é comum durante a gravidez e na puberdade, em decorrência do crescimento acelerado nesta fase da vida, mas pode estar relacionado também à obesidade.
As estrias se apresentam como lesões lineares, geralmente paralelas. Surgem principalmente nas coxas, nádegas, no abdômen das grávidas e, nos homens no dorso do tronco. “Inicialmente são avermelhadas ou róseas, evoluindo mais tarde para uma tonalidade esbranquiçada. Além disso, a pele na área afetada ganha uma consistência frouxa. Em pessoas de pele morena as estrias podem ser mais escuras que a pele sadia”, explica a dermatologista do Hospital 9 de Julho, Drª Patrícia Fagundes.
Ao contrário do senso comum, as estrias são lesões irreversíveis e portanto não existe um tratamento que as elimine e faça a pele voltar ao que era antes. Mas existem formas de evitá-las, como:
- Hidratação intensa da pele com cremes e loções apropriados, principalmente em pessoas com histórico familiar de estrias e que estejam em fase de crescimento intenso ou aumento de peso
- Não engordar demais e rapidamente
- Eliminar doces e gorduras da dieta
- Praticar exercícios físicos regularmente
Além disso, existem tratamentos que visam melhorar o aspecto estético estimulando a formação de tecido colágeno nas lesões. Para isso, várias técnicas podem ser empregadas, entre elas: peelings, subcisão, dermoabrasão, intradermoterapia e uso contínuo de alguns tipos de ácidos. “Apenas médicos devem realizar esses procedimentos, indicando o que for melhor de acordo com cada caso”, aconselha Drª Patrícia Fagundes.




















